sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Na Estante: Ao Seu Encontro


Estou cada vez mais perto de acabar a série Rosemary Beach e é até complicado de acreditar, rs. Comecei a série tem exatamente quatro anos (what?) e não sei se estou pronta para dar tchau para esse bando de doido que, não posso negar, viraram parte da minha vida. Faltam três livros e um conto para acabar e isso é doido. Descobri que li dois livros fora de ordem (mesmo tendo gravado um vídeo sobre a ordem, acontece nas melhores famílias), mas, por sorte, não peguei nenhum spoiler tenso, hehe. Logo mais resolvo isso e gravo mais um vídeo pro canal contando como foi, afinal, quando gravei o primeiro vídeo a série ainda não estava completa nem no idioma original, tô velha. Mas agora vamos focar nesse aqui, não é mesmo? É mesmo. Os livros dessa série não são perfeitos e têm muitas falhas, mas meu Deus como a Abbi tem o dom de prender o leitor. Meu lado feminista voltou a gritar em muitos momentos e, por isso, o livro acabou com quatro estrelas. Só não posso negar que, pela primeira vez na série, percebi personagens dando cortes em atitudes machistas e achei bem digno. Que a série e o mundo siga assim. Como já ficou bem claro, estamos falando de uma continuação aqui, então, se ainda não leu o outro livro dessa parte da série (À Sua Espera) pode achar muitos spoilers por aqui. E nem preciso lembrar que estamos falando de um new adult de raiz, né? Cenas para maiores de dezesseis e alguns palavrões aqui ou ali. Avisos dados.

Reese e Mase estão finalmente se ajeitando. A vida dela, que nunca passou perto do fácil, está finalmente tomando um rumo e ela está feliz de poder fazer tudo isso ao lado do cara que ama. O que eles não esperavam era que uma prima de Mase, Aida, estava de volta a cidade e o que ela sentia por ele estava bem longe de ser algo familiar. Para complicar ainda mais, ela via em Reese um obstáculo que precisava ser derrubado e definitivamente não estava pensando muito nas consequências. Enquanto tudo isso acontecia na fazenda, Reese tentava se encaixar naquele mundo com o seu novo emprego e novos amigos também, incluindo o irmão de Blaire (da parte "Sem Limites" da série), Capitão, que estava sentindo algo a mais por ela, mesmo sabendo que tudo aquilo era muito errado. Entre toda essa bagunça de quem gosta de quem e quem vai terminar com quem, Reese ainda começa a entender melhor seu passado e como isso pode mudar todo o seu presente. Reese e Mase precisam estar mais unidos que nunca para lidar com a bagunça que estão vivendo e ainda sobreviver ao bando de coisas que está aparecendo sobre o passado dela. Não é fácil, mas pelo menos eles estão juntos nessa.

"Não queria suas verdades. Eu só queria Mase." - Página 95

Vamos jogar a real aqui, achei a Aida uma personagem bem inútil. Sério, de começo eu achei que ela poderia criar todo um caso de virada no livro, afinal, Abbi adora algo bem dramático e uma situação que se resolveria com uma conversa, mas que ninguém conversa. Só que não! Ela realmente só aparece para soltar umas frases de impacto sobre como quer o Mase e blá-blá-blá e é isso. Ficou parecendo que colou ela para ter assunto, mas desistiu e depois não queria tirá-la da história. Tanto que o final dela é bem vago e aleatório. Capitão, por outro lado, teve minha torcida mesmo eu sabendo que ele nunca ganharia de Mase e que nem rolou competição, na verdade. Por sorte, o próximo livro é com ele de protagonista e resolverei isso, rs. Sério, o Mase foi tão machista babaquinha em alguns momentos que eu queria dar tchau para ele.

Por sorte, como comentei no começo, tivemos alguns personagens abrindo olhos alheios para essas tosqueiras. A mãe de Mase deu muitos puxões de orelha no filho quando ele achava que era dono de alguém. Infelizmente esse padrão de cara é normal nos livros da Abbi (mas está melhorando). O livro vale a pena para quem já começou a série e, assim como eu, vê como questão de honra terminá-la. Ele não é fantástico e não adiciona muito no conjunto da obra, mas é uma leitura leve e gostosa, como todos os outros da série. Ou seja, para você que ama clichês e new adults de raiz, esse livro (e qualquer outro da Abbi) é uma leitura obrigatória.

Ao Seu Encontro
Autora: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Páginas: 224
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Na Estante: Algo Belo


Sigo em busca de um livro cinco estrelas para esse ano, infelizmente ainda não foi dessa vez. Como sempre, vocês escolheram essa leitura pelo meu instagram em uma votação. Se você ainda não me segue por lá, é @Bellslopes, sem pressão. Eu estava bem afastada dos livros da Jamie, uma vez que os livros dos irmãos Maddox acabaram virando quase tudo a mesma coisa, mas não vou ficar falando disso por aqui, afinal, tem um vídeo todinho sobre como me cansei um pouco deles lá no canal do blog. De qualquer forma, aqui não temos um irmão Maddox, temos um primo. Ok, isso é uma desculpa, mas o blog é meu e crio desculpas mesmo (hehe). O livro, assim como todos os outros da série, é devorável e bem gostoso de ler, o problema aqui é que tudo nele é meio forçado por mais bem escrito e bem bolado que seja, mas calma que, como sempre, vou explicar isso melhor. O livro ficou com quatro estrelas no final e, para quem gosta muito da série Belo Desastre definitivamente vale a pena a leitura, uma vez que ela é bem rapidinha. Agora vamos focar, não é mesmo? O que me lembra, por mais que o livro não se encaixe na série Irmãos Maddox, ele tem muitos spoilers de todos os livros, por sorte, eu já tinha lido os outros antes.

America conheceu Shepley assim que começou sua faculdade. Ela era muito impulsiva para a vida enquanto que ele era muito controlado, o que acabou sendo uma mistura perfeita. A vida dos dois se conectou de forma instantânea e ficou ainda mais unida quando o primo dele, Travis, acabou se casando com a melhor amiga e quase irmã dela, Abby. Os dois estavam cercados de relacionamentos exagerados e rápidos por todos os lados na família. Esse era o único ponto em Mare não queria ser impulsiva, tinha medo de cometer erros se fosse rápido demais, se falasse o tão esperado Sim que Shepley queria ouvir. Por conta disso, sentimentos não falados em voz alta, os dois estavam se sentindo cada vez mais distante um do outro, algo não estava certo. E é aí que ela tem uma ideia que poderia salvar a relação deles. Uma viagem de carro para colocar a cabeça no lugar. O que ele não esperavam, é que essa viagem poderia sim resolver todos os problemas, assim como também poderia acabar com a vida dos dois.

"Não importava o que era ou como tudo 
havia acontecido, tínhamos algo belo." - Página 123

No começo do livro, umas trinta páginas, eu achei que o livro seria completamente inútil. Isso porque todo o foco não está no casal principal, por mais que a história esteja sendo narrada por eles. As primeiras páginas eram voltadas por completo para acontecimentos do casal Travis e Abby, mas pelos olhos da America e do Shepley. Não sei se consegui explicar bem, mas era como se a autora estivesse usando a história para tapar buracos dos outros livros que ela já tinha escrito. Depois desse começo, finalmente focamos mais na história dos dois, mas mesmo assim ainda seguimos acompanhando de perto o outro relacionamento citado. 

Foi bem legal rever esses personagens e, por mais dramático que o livro seja, foi uma leitura bem leve e gostosa. Só fiquei chateada, e foi aí que tirei a estrela, porque o livro realmente parece que só existe para remendar pedaços de outras histórias que já vimos na série. Claro, tem todo o drama que eles vivem na viagem, que é o tcham do livro, mas sempre voltava para a Abby e o Travis, sabe? Como se a America e o Shepley não se garantissem sozinhos. Por conta disso, o livro só vale a pena para quem já leu as séries Belo Desastre e Irmãos Maddox, afinal, o livro é recheado de spoilers e não é uma história que faça sentido quando lida separadamente. 

Algo Belo
Autora: Jamie McGuire
Editora: Verus
Páginas: 126
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Na Estante: A Linguagem do Amor


Esse livro foi uma indicação de um de vocês, isso mesmo. Esse livro faz parte dos meus Achados do Kindle, se você quiser entender melhor isso (ou, até mesmo, me indicar um livro) é só clicar aqui. A Amanda Campelo me mandou um email com alguns nomes de ebooks e esse estava lá no meio, aí fiz a votação lá no meu stories no instagram e vocês escolheram ele. Infelizmente, ainda não foi dessa vez que tivemos um livro cinco estrelas esse ano, mas estamos falando de uma história bem legal e um new adult completamente de raiz. No final das contas, ele ficou com três estrelas. O livro tem alguns problemas em sua construção e narrativa, mas isso não muda o fato de que, de forma geral, a história é gostosa de ler. Como disse, é um NA bem clássico e, com isso, temos os famosos clichês que, pessoalmente adoro. Estamos falando de uma aluna que se apaixona por seu professor que, cheio de mistérios, carrega uma cicatriz de seu passado. Rá, pensou em uns três livros assim, não é? Avisei. Aos poucos, como sempre, vou explicando melhor o que me fez tirar duas estrelas do livro. Agora vamos focar, não é mesmo? O que me lembra, como estamos falando de um New Adult, o foco é para maiores de dezesseis anos. Pronto, já fiz a minha parte, rs.

Rebecca acabou de entrar para a faculdade de Letras e tem como meta de vida se formar e ter muito sucesso em sua carreira. Ela queria ficar o mais distante possível do que sua mãe pensava sobre ela, ela precisava provar que sua vida não era um erro e que valia a pena buscar seus sonhos. Ela havia sido criada pelos seus avós e eles sempre a apoiaram. Tudo era novo demais, estava em outra cidade, morando em uma república e aos poucos foi percebendo que a tal liberdade conquistada não era tão fácil assim, mas era muito boa. Assim que ela chega em seu novo prédio, esbarra com um cara completamente mal-humorado. Automaticamente, ela cria um apelido para seu mais novo vizinho, Chewbacca (ou só Chewie). Sim o peludão de Star Wars, uma vez que ela era muito fã da série e o cara, segundo ela, só sabia resmungar e era peludo por conta de sua barba. Estava tudo indo dentro do planejado, ela iria estudar muito, não sairia muito e tudo ficaria bem, só que ao contrário. As aulas estavam ficando complicadas, seus amigos sempre a convencia de ir para festas e bom, havia um professor novo na faculdade com fama de carrasco. Para sua surpresa, o tal professor era ninguém menos ninguém mais que Chewie, ou melhor, Adônis. 

"Então me dei conta de que aquilo era uma verdadeira tortura.
Nossa relação, como um todo, deixava-me perplexa."

Eles já não se davam muito bem como vizinhos, mas em sala de aula a coisa ficava ainda pior. Chewie não negava a fama e era realmente muito rígido em sala de aula.  Para piorar, cobrava o dobro de Becca, afinal, já não tinha ido muito com a cara dela pelos corredores de seu prédio, ou pelo menos era isso que ela pensava. Por conta de uma brincadeira de verdade ou desafio, ela acaba tendo que dar um jeito de entrar na casa de Adônis e com uma desculpa muito bem bolada, consegue. O que ela não esperava, é que ele é o oposto do que é em sala e, por baixo de todo aquele mal humor existe um cara doce e muito preocupado. A atração, que antes parecia ódio, se transforma em um desejo muito forte e os dois logo vão vendo na furada que se meteram. Eles não conseguiam evitar aquela paixão, mas sabiam que era completamente antiético o relacionamento, uma vez que eram aluna-professor na faculdade. Ninguém precisava saber e o namoro teria data de validade. De começo, parecia que daria tudo certo, mas não somos nós quem decidimos o destino. Entre muitos obstáculos e problemas do passado que ainda assombram os dois, eles precisam a aprender a lidar com tudo isso na única língua que importa, a do amor.

"(...) de todas as linguagens existentes, 
a minha preferida sempre seria a do amor."

Ok, vamos por partes. O que me fez tirar duas estrelas do livro é, principalmente, um vício de escrita da autora ligado à expressões. Tudo para a personagem principal é ligado à algum personagem de alguma saga literária/cinematográfica. Como assim? Bom, a cada duas páginas, ou bem menos, ela solta um "Pelas barbas do Dumbledore", "Yoda me dê forças", "Pelo Peeta Mellark" ou alguma outra coisa do tipo. De começo, achei divertido, mas quando ela soltou essa pela centésima vez perdeu a graça, ficou chatinho. Outra coisa que me fez tirar essas estrelinhas (e quase abaixou ainda mais a nota) é a relação principal. Eu adorei o casal e achei muito bem construída a relação deles, mas, ao mesmo tempo, é muito absurdo junto. Normalmente, nos livros com relação aluna-professor, eles começam a relação sem saber dessa ligação e têm idades bem próximas. O drama acaba girando em torno de como lidar com o fato depois de descobrirem que teriam uma relação acadêmica. Aqui, por outro lado, a relação começa com eles sabendo disso e, para piorar, a menina ainda é menor de idade quando tudo começa, enquanto que ele, é uns oito anos mais velho que ela. Sim, sei que ela já tinha quase dezoito e ele a trata com muito respeito o tempo todo, mas, mesmo assim, é fácil perceber que a personagem é influenciável, uma vez que era a primeira vez que ela tinha liberdade em sua vida e tudo era novidade. De qualquer forma, isso é uma opinião pessoal e não muda o fato de que a relação foi bem escrita.

De começo, eu ia tirar só uma estrela, mas, enquanto estava escrevendo a resenha, percebi que teve algumas outras coisas que me deixaram meio bléh durante a leitura e acabei tirando outra estrela. Os personagens secundários, colegas de casa da Rebecca, são muito bem escritos e bem gostosos de ler, mas toda vez que a personagem ia interagir com eles o livro cortava. Vou explicar. Eles estavam numa conversa legal, o ritmo de leitura estava ótimo e eu queria mais daquele momento leve de amizade, mas aí do nada acabava o capítulo e a história focava no casal de novo. Sabemos que a relação da personagem com os amigos é forte, mas toda vez que vamos ler isso, acaba muito rápido. O que me lembra que o livro é bem grande, mais de 600 páginas, mas é de uma leitura bem leve e rápida. Juntando tudo que gastei para ler não deve dar nem meio dia. O final achei bem legal como a autora resolveu para encurtar a história, mas quem sabe teria sido melhor dividir em dois livros e o final, na verdade, poderia sem uma continuação dramática e legal. Mas, mais uma vez, é só opinião pessoal. De forma geral, é um livro para quem ama clichês e para quem não liga para expressões bem repetitivas durante a leitura.

A Linguagem do Amor
Autora: Lola Salgado
Páginas: 660
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Kindle ou Tablet?


Faz tempo que não escrevo um post para o vídeo que saiu no canal, mas aqui estou eu. Achei que seria digno me explicar melhor em alguns pontos, uma vez que parece que muita gente não entendeu muito bem o que falei (hehe). Em primeiro lugar, antes de qualquer outra coisa, gostaria de deixar claro que não estou falando mal do kindle, muito pelo contrário, elogio muito ele e ainda defendo (o meu está aqui firme e forte com uma bateria que dura eternamente, rs). Fiz o vídeo porque muita gente pediu (só ver os comentários do vídeo que veio antes desse) e porque, para mim, o tablet tem sido muito útil também. É importante lembrar que para quem está com o dinheiro apertado o tablet vale sim mais a pena, afinal, o kindle ainda é de um valor bem alto e, querendo ou não, serve apenas para leitura. Por isso que, no vídeo, expliquei os prós e contras para mim e depois comentei que vai de pessoa para pessoa e que é importante colocar em uma balança para ver qual vai valer mais para você. Ok, agora chega de blá-blá-blá, afinal, só queria explicar melhor esses pontos e, no final das contas, é para isso que o blog está aqui, né? Se gostar do vídeo, não esquece de deixar aquele like lá no youtube, porque me ajuda demais. Se ainda não estiver inscrito, não esquece de se inscrever para ver sempre essa loucura toda antes de todo mundo, rs.