quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Written in The Stars (Alexandria Bellefleur)

Eu sabia que iria gostar desse livro assim que vi a capa dele... depois de ler a sinopse eu tive certeza! O fato é que esse livro me prendeu logo na primeira página e eu me apaixonei demais pelas personagens principais (especialmente pela Elle, que vive num mundo da lua, bem como eu). Além de que a escrita da autora é devorável, tem referências maravilhosas e me deixou muito animada para ler mais coisas dela, inclusive, existem mais dois livros (até o momento) desse mesmo universo e eles já estão na minha wishlist. Ah! Quase me esqueço da melhor parte, o livro é inspirado no clássico de Jane Austen, Orgulho e Preconceito e podemos ver isso em vários detalhes e, principalmente, no nome das personagens principais. Até onde sei, o livro ainda não foi confirmado aqui no Brasil, mas estou aqui abrindo meu coração e pedindo por favorzinho (com estrelinhas no topo) para que mudem isso (hehe). O livro é indicado para maiores de dezesseis anos e foca no enredo do clássico namoro falso. Já deu para entender que eu amei e que, por isso mesmo, ele ficou com cinco estrelas e um coração de favorito.

Elle Jones é uma das astrólogas responsáveis pelo site de sucesso Oh My Stars. Ela acredita que o amor verdadeiro existe e que isso provavelmente está escrito nas estrelas. Por outro lado, Darcy é direta e não acredita em nada disso. A única coisa que faz sentido em sua vida são os números e coisas lógicas. O problema é que o irmão de Darcy, um romântico sonhador, acredita que as duas poderiam se dar super bem. Elas só precisam se dar uma chance e, exatamente por isso, ele marca um encontro para as duas. Ele inclusive tem certeza de que entende super sobre amor, uma vez que é um dos responsáveis por um novo app de relacionamentos que promete que a pessoa vai achar o seu OTP (nome do app e que significa algo como sua alma gêmea). E é assim que ele conheceu Elle e sua melhor amiga, uma vez que elas vão trabalhar para o app para ajudar com a parte de signos e astrologia. Só tem um pequeno detalhe; Darcy não está nem um pouco com vontade de se apaixonar. Inclusive, ela foi para o encontro decidida de que daria tudo errado e ela seguiria com sua vida em paz. De fato, o encontro é um caos. Tudo dá errado e Elle e Darcy percebem logo que são completamente opostas. 

Quando seu irmão, que está revoltado com a falta de vontade de Darcy, resolve que seguiria tentando arrumar um amor para ela, Darcy resolve contar que ele não precisa fazer isso, uma vez que ela já está saindo com alguém. Elle, é claro. Ela conta como o encontro foi perfeito e que as duas se deram muito bem. Exatamente por isso, ela não pode mais sair com as pessoas que seu irmão que arrumar, afinal, ela já tem alguém em mente... e é assim que nasce o plano. De começo parece (e é!) loucura, mas logo Elle vê vantagens ali também. Darcy ficaria com Elle assim seu irmão a deixaria em paz. Elas iriam juntas na festa de natal da família e todos veriam como elas estavam felizes e iriam parar de ligar para sua vida amorosa. Elle, por outro lado, usaria essa ideia maluca para se mostrar como uma pessoa mais estável para sua família mega problemática. Por ter um emprego nada convencional, ela era sempre vista como a falha da família e ela acredita que ao apresentar sua nova e mega estável namorada, todos ficariam um pouco mais felizes com ela. E é claro que o plano em si mesmo dura poucos dias, afinal, a convivência faz as duas perceberem que o elas estão sentindo pode de fato ter sido escrito nas estrelas... mas como lidar com algo que começou como uma grande mentira?

Elle é uma personagem fantástica. Eu me diverti demais com as loucuras astrológicas dela e é muito dificil não ir com a cara dela logo de cara. Darcy, assim como o rabugento de mesmo nome da outra história, leva um pouco mais de tempo para conquistar o leitor, mas quando isso acontece é um caminho sem volta. As duas formam um casal muito lindinho e que te deixa com o coração quentinho. Além de que o livro não enrola mil anos para elas perceberem que de falso o relacionamento não tem nada... e uau quando elas percebem isso! Claro, tem uns tropeços no caminho, afinal, é um livro clichê de romance, mas eu amei demais e fiquei muito apegada. O que me lembra, estou mega curiosa para ler também o livro do Brendon (irmão da Darcy) e da Margot (melhor amiga de Elle). Como comentei, a escrita da autora é completamente devorável. O livro também tem muita cara de filme de comédia romântica e é uma delícia ainda maior por isso (com todos os clichês possíveis). Indico demais e espero mesmo que ele venha logo para cá traduzido para mais gente se apaixonar por essa história maravilhosa.


written in the stars
AUTOR(A): alexandria bellefleur
EDITORA: avon books
PÁGINAS: 384
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Crazy Stupid Bromance (Lyssa Kay Adams)

E lá vamos nós para a primeira resenha do blog do ano de 2022! Uhu! Assim como no ano passado, todos os livros que eu leio (sem exceção) saem como vlog de leitura no canal (e vocês podem acompanhar tudo aqui), mas alguns acabam vindo parar aqui no blog também com a resenha escrita. Não existe um padrão para isso, infelizmente. Eu vou seguindo minha vontade (hehe). E, no momento, estou com muita vontade de escrever essa resenha, então, vamos lá!

Esse livro é o terceiro da série do Clube do Livro dos Homens (mas pode ficar tranquilo que não tem spoiler de nenhum deles na resenha, rs). Eu escolhi ele para começar o ano uma vez que o segundo da série, Undercover Bromance, acabou no meu TOP5 das leituras de 2021. Ou seja, as expectativas eram altas e eu queria começar meu ano literário muito bem. Eu arrasei na escolha! Esse livro é simplesmente fantástico, devorável, tão bom quanto os outros da série e recheado com todos os clichês que eu amo. O meu favorito continua sendo o segundo, mas esse daqui (que conquistou cinco estrelas e um coração de favorito) agora ocupa o segundo lugar quando o assunto é essa série no meu coração. Importante lembrar que estamos falando de um livro para maiores de dezesseis anos.

Depois de receber muita atenção da mídia por denunciar os abusos que sofria de seu ex-chefe, Alexis resolveu focar todas as suas energias no seu café. Um lugar seguro para mulheres que, assim como ela, estavam prontas para falar sobre o que tinham vivido e precisavam de um lugar para serem ouvidas ou, simplesmente, para se sentirem bem. Além disso, o lugar tinha comidas deliciosas e, claro, era um abrigo também para gatos. Os que estavam disponíveis para adoção ou, até mesmo, o seu próprio gato de estimação que ficava por lá. Noah é um hacker brilhante que mudou um pouco o curso da sua vida e, agora, é dono de uma bem-sucedida empresa de segurança para computadores de empresas. Ele conheceu Alexis ao ajudar um grupo de amigos e o Clube do Livro dos Homens na missão de derrubar o famoso chefe de cozinha (e ex-chefe da Alexis). Desde então, eles viraram melhores amigos. Por não tem mais uma família próxima, Alexis se sente muito acolhida e amada por Noah, além de, claro, suas amigas e até mesmo uma de suas colegas de trabalho do café. 

O que todo mundo sabia, mesmo os dois, é claro, é que ambos eram completamente apaixonados um pelo outro. Mas o medo de acabar com a amizade que é tão forte e importante é algo que acaba sendo maior que o próprio desejo. E é assim que, mesmo sem acreditar muito que vai dar certo, Noah se joga no Clube do Livro com seus amigos e, usando como um manual o livro (fictício) Coming Home ele vai aprendendo como lidar com seus sentimentos. Do outro lado, Alexis está muito confusa com tudo que sente e, para complicar tudo ainda mais, uma garota apareceu em seu café alegando que são irmãs. Não só isso! Ela estava ali porque o pai das duas, que Alexis nem sabia da existência, precisava urgentemente da ajuda dela. E é no meio desse episódio digno do programa Casos de Família que os dois vão tentando se entender.  Ah, se o gato deixar, é claro. Porque o gato de Alexis sente um ciúme absurdo (e quase mortal hehe) de Noah. 

Quando eu vi que esse livro seguiria pelo caminho de amigos que se apaixonam eu dei pulinhos de alegria. Esse é um dos meus clichês favoritos em livros e eu sabia que iria se encaixar muito bem na narrativa dos personagens, pelo que eu tinha visto deles no outro livro. Eu amei conhecer melhor a Alexis, que o segundo livro é apenas a personagem secundária. Uma mulher forte que tem lutado diariamente pelo que acredita e juntando forças com a comunidade para ajudar ainda mais mulheres a se sentirem fortes. Sem esquecer que Noah também é um neném e é impossível ele não virar um crush. Todo o carinho e cuidado que ele sente pela Alexis é algo que nos faz torcer ainda mais pelo casal. Uma das melhores parte, no entanto, não fica focada no casal principal, mas sim em um evento que o Clube do Livro está organizando (sem maiores detalhes para não dar spoilers, rs). O livro é bem mais leve que o segundo, por mais que também aborde temas delicados e um pouco pesados em alguns momentos (mas nada que mude o tom de comédia e leveza da história). Enfim, uma leitura obrigatória para quem ama clichês e ama acompanhar esse grupo de amigos que se apoiam nos nossos queridos romances literários para aprender como lidar com o mundo. Estou muito animada para ler o quarto livro e, na verdade, leria quantos fossem (haha). Porque a cada personagem novo que aparece eu já fico imaginando o que eles aprontariam e qual livro usariam de manual.


Crazy stupid bromance
AUTOR(A): lyssa kay adams
EDITORA: berkley
PÁGINAS: 352
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Jogo do Amor e "Ódio" (Sally Thorne)

Eu nunca pensei que esse dia realmente iria chegar, mas aqui estamos nós. O primeiro livro que eu avalio com apenas uma estrela. Normalmente, sou muito chata com isso. Não me sinto bem dando menos de duas estrelas, afinal, o livro foi o trabalho da vida de alguém. Mas tudo tem limites, não é mesmo? Esse daqui testou meus limites (e minha paciência) e aqui estamos nós. Já vou avisar de primeira que o negócio não ficou muito bom para o lado do livro quando, em menos de cinco páginas, eu já dei de cara com comentários gordofóbicos gritantes na história. Como por exemplo, temos a personagem principal, Lucy, falando que gostaria que seu colega de trabalho, Joshua, fosse "feio e gordo", assim seria mais fácil odiar ele. Além de um apelido que ela dá para seu chefe, que se repete durante o livro todo, que também usa o corpo gordo como ofensa. Como uma mulher gorda que lidou com muitas coisas ao longo dos anos, eu posso afirmar que isso me deixou muito incomodada enquanto eu lia. Inclusive, pensei em abandonar o livro (coisa que não faço deve ter uns seis anos). Eu continuei a leitura apenas para poder reclamar com propriedade e escrever essa resenha como um alerta, afinal, até então eu só via comentários positivos sobre essa história. O que me lembra, a gordofobia não foi o único problema. Vou explicar isso melhor ao longo da resenha, mas o livro como um todo é algo bem problemático. Inicialmente, eu queria ler por conta do filme que vai sair (que já tem até trailer), mas acabou que terminei apenas por questão de honra (e ódio) mesmo. Izabela, você está exagerando. Não, não estou. Aqui vão dois trechos que me tiraram do sério (teve mais, mas acredito que esses já vão deixar bem claro onde quero chegar):

"(...) Joshua deveria ser baixo, gordo, com uma fenda nos lábios (...). Mas ele não é assim. Mais uma prova de que não existe justiça nesse mundo". - Página 10

"Abro a boca e ergo a língua como uma paciente com problemas mentais esperando o medicamento." - Página 27

Dito isso, vamos começar com a sinopse (porque não quero nem gastar meus pequenos divertidamentes escrevendo uma descrição da história): Lucy Hutton e Joshua Templeman se odeiam. Não é desgostar. Não é tolerar. É odiar. E eles não têm nenhum problema em demonstrar esses sentimentos em uma série de manobras ritualísticas passivo-agressivas enquanto permanecem sentados um diante do outro, trabalhando como assistentes executivos de uma editora. Lucy não consegue entender a abordagem apática, rígida e meticulosa que Joshua adota ao realizar seu trabalho. Ele, por sua vez, vive desorientado com as roupas coloridas de Lucy, suas excentricidades e seu jeitinho Poliana de levar a vida. Diante da possibilidade de uma promoção, os dois travam uma guerra de egos e Lucy não recua quando o jogo final pode lhe custar o trabalho de seus sonhos. Enquanto isso, a tensão entre o casal segue fervendo, e agora a moça se dá conta de que talvez não sinta ódio por Joshua. E talvez ele também não sinta ódio por Lucy. Ou talvez esse seja só mais um jogo.

Aqui vai ter reclamações, mas não spoilers, ok? Vamos lá. Tudo para eles é um jogo. Se encarar sem virar o rosto durante o trabalho? Um jogo. Reclamar do que o outro falou com o RH da empresa? Outro jogo. Se odiarem? Mais um jogo. Tudo vira uma comeptição sem sentido com eles. Nada disso é saudável e, por mais que muita gente goste dos livros "enemies to lovers" (inimigos que se apaixonam) esse daqui não é bem por esse caminho, por mais que venda essa vibe, uma vez que o tal do ódio dura menos de cem páginas. Logo eles estão em mais um jogo, levemente doido, em que a tensão entre eles é algo absurdo.

Vamos falar sobre Lucy. Eu já peguei um ranço absurdo dos comentários capacitistas e gordofóbicos dela, mas no final acabei com pena da personagem pelo que a autora fez com ela. A personagem tem como único traço de personalidade amar/odiar seu colega de trabalho. Achei a família dela, a história deles em si, fofa... mas meio que acaba aí tudo sobre ela. Ela não tem amigos, não tem vida social, não se relaciona com as pessoas de forma alguma e tudo que ela respira é o colega de trabalho que ela ama odiar. Agora sobre Josh, ele é o boy lixo que fica disfarçado entre as problemáticas que surgem mais para o lado de Lucy. Ele a provoca o tempo todo, dentro do jogo maníaco deles, e tem uma obsessão por controle da vida dela (coisa que vemos de forma gritante no final... sobre a agenda, não é spoiler, mas quem leu vai pegar onde quero chegar).

Acabei de, literalmente, respirar fundo aqui do outro lado da tela. Essa resenha é um desabafo. Eu queria que tivessem me alertado sobre tudo isso, mas tudo que via (e muito ainda vejo) é puro amor e elogios para esse livro que me deixou chocada. Você tem todo direito do mundo de gostar do livro que for, mas se esse é um dos seus favoritos, gostaria de pedir, de coração, que repense baseado em alguns dos pontos que comentei (principalmente sobre o capacitismo e gordofobia). Afinal, se machuca uma pessoa e/ou um grupo de pessoas, coisa boa não pode ser, né?


jogo do amor e "ódio"
AUTOR(A): sally thorne
EDITORA: universo dos livros
PÁGINAS: 400
VLOG DE LEITURA
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