domingo, 10 de junho de 2012

The smiles, the flowers, everything: is gone


                Nós sempre fomos apenas amigos. Melhores amigos que se conheceram em uma situação que ninguém espera fazer uma amizade tão forte. Aos poucos fomos descobrindo como cada coisa, cada detalhe de nossas vidas se encaixava perfeitamente. Tínhamos os mesmos gostos para música, livros e filme... Era tudo tão perfeito. Perfeito demais para ser verdade. Mas mesmo assim fomos com tudo e logo éramos o que chamam de casal.
                Tudo parecia tão perfeito... Porque algo tinha que acontecer para estragar isso? Porque você tinha que aceitá-la mesmo estando comigo? Não sei se fico feliz ou triste por você ter percebido tão rapidamente que ela não o que você achava. Assim como eu percebi isso de você. É estranho, e triste ao mesmo tempo, como você pode achar que conhece uma pessoa sem realmente conhecê-la. E realmente, hoje, olhando para trás tudo parece tão errado.  Mas mesmo tendo todas as probabilidades contra nós dois, nos resolvemos dar uma segunda chance. Resolvemos, pela emoção do momento, falar “sim”.
                Realmente, devíamos ter dito “não”. Quem sabe a gente ainda seria aqueles melhores amigos se simplesmente não tivéssemos dito “sim”. Nós tínhamos tudo para sermos a dupla perfeita, como irmãos, e resolvemos virar um casal. Mesmo depois de já ter tentado, mesmo depois de ter acabado cada um para um canto, mesmo depois de quase ter acabado com qualquer possibilidade de reconciliação, nós inventamos essa segunda chance, e você disse “sim”. E o pior de tudo, eu também disse.
                É visível que isso tudo me vez chorar, e o pior é que só você sabe as coisas certas para me falar quando me sinto assim. Mas tudo o que você tem para me falar agora é que mesmo depois de tudo ainda podemos ser como antes... Você realmente quer acreditar nisso? Tem esperanças de que eu acredite nisso? Passado é passado, é o que você anda me falando... Realmente deveríamos ter dito “não”...
                Agora me responda com toda sinceridade, ela valeu todo esse trabalho? Eu devo dizer, não. 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

E que seja perdido o único dia em que não se dançou...

Comecei o ballet com quase três anos de idade... Não lembro de muita coisa desta epóca, logicamente, mas lembro que até uns sete anos eu fazia totalmente por obrigação. Não era algo que eu ia para ficar feliz. Mas depois mudou. O ballet virou, assim como a escrita, uma terapia. Não tem nada melhor do que do nada criar coreografias e passar horas aperfeiçoando-a.
Teve uma época, mais ou menos em 2008, que eu passava mais de seis horas no ballet quase todos os dias da semana... Esaindo coreografias e mais coreografias... E não tinha coisa melhor não tem coisa melhor. Tinha apresentações que eu dançava em todos os números, era maravilhoso, menos na parte de trocar de figurino correndo...
Tive que ficar dois anos sem dançar... Tudo culpa de um problema, bem antigo, no joelho. A falta que o ballet fez veio a tona na semana passada quando voltei a fazer aulas. O que senti na "primeira" aula é indescritível. Eu achava que não ia conseguir fazer mais nada depois de dois anos parada... Achava que eu estaria "enferrujada", mas estava engada. Dois dias seguidos de ballet foram o necessário para eu voltar a fazer tudo que fazia antes, da mesma forma.
Criei a teoria de que o ballet, assim como a bicicleta, a gente nunca esquece. Ainda bem. Então ai vai uma dica, mesmo que você nunca tenha feito aula de nenhum tipo de dança, dance. Não tem remédio melhor, não tem coisa melhor. Na dança você se solta e passa todos os seus sentimentos para o corpo. Por movimentos, delicados ou não, você passa o que está sentindo... É único.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Oh darling, don't you ever grow up...



"Dinda belinha eu quero crescer." 
Foi assim que minha afilhada de um ano e oito meses me respondeu quando pedi para ela nunca crescer.
Eu estava ouvindo a música "Never grow up" da Taylor Swift quando resolvi falar isso para ela. É incrível como o tempo passou rápido desde que ela nasceu. Acho que sou egoísta o suficiente para pedir que ela nunca cresça... Que ela fique sempre essa coisinha pequena que corre de forma engraçada... Essa criança serelepe pimpona que me liga dizendo que me ama, que me chama de dinda belinha e adora quando a chamo de "meu amor", ou como ela fala, "Mi amô".
Não foi só a música que me fez falar isso para ela na realidade... Eu também havia ido à uma festa de 15 anos de uma amiga... E tudo que consegui pensar a festa inteira foi: E quando a juju fizer 15 anos?
Essa pergunta ficou na minha cabeça. O tempo está passando tão rápido. Eu só quero que ela cresça bem, e aproveite cada momento da vida. Quero que ela saiba o quanto eu a amo, e como que ela mesmo não sabendo é meu anjo da guarda. Um anjo que Deus escolheu a dedo para colocar na minha vida.
Como eu sei que ela é meu anjo? Ela nasceu quando eu mais precisava de um anjo. Fazia menos de quinze dias que meu avô havia falecido quando ela nasceu... E tê-la como afilhada foi um presente de Deus. Quando fui fazer o curso de madrinha a professora falou que não é a mãe da criança que escolhe a madrinha... Mas sim Deus, Ele escolhe... Depois ele sopra o nome para a mãe. Ainda tem duvidas que ela é meu anjo?
Juju, eu quero que um dia você tenha noção de como tenho orgulho de falar que sou sua madrinha. Meu anjinho lindo e inteligente. A dinda vai deixar você crescer. Mas pode ter certeza juju que vou sempre estar ao seu lado... Te apoiando, te ajudando, te dando conselhos e acima de tudo te amando. Obrigada "mi amô". Por simplesmente ser você...