sábado, 27 de fevereiro de 2016

Na Estante: Abril Obstinado


Eu já comentei aqui sobre a série (maravilhosa) De Janeiro a Janeiro, da minha xuxu master Aline. Já até resenhei os outros três contos que vieram antes desse, mas tinha parado por um tempo, mesmo já tendo até outubro (se não me engano). Não que não estivesse gostando, muito pelo contrário, tanto que todos os contos que li até agora, incluindo esse, ganharam cinco estrelas. O fato é que eles estavam ficando de lado porque sempre precisava passar alguma leitura de parceria na frente (datas e mais datas, rs). Aí a Aline foi lá e resolveu isso de uma forma maravilhosa, ela me chamou para ser sua parceira (oficialmente). Foi um convite lindo, que aceitei no mesmo segundo. Ou seja, agora ela vai ter sempre esse espaço (sem eu precisar me sentir culpada por estar deixando parcerias de lado, afinal, ela é uma das parcerias haha). Enfim, hoje cedo eu apliquei (lê-se: fique sentada) uma prova de nivelamento no lugar em que trabalho e foi na metade dessa prova que eu li conto todinho, sem pensar duas vezes. Pensa num conto leve, gostoso e muito amor. Pois é. O conto é baseado em uma música genial da Taylor Swift, Speak Now. Ou seja, já podemos imaginar todas as tretas que estão por vir, não é mesmo? 

Rebekah tinha bebido todas para comemorar seu aniversário e estava muito mais para lá do que para cá quando o estudante de medicina, Ben, apareceu para ajudá-la. Ele era colega de república do seu melhor amigo, e ex-cunhado, Jace, e tinha topado ajudá-la mesmo ainda não sendo formado. Naquele exato momento, mesmo sem ter noção do que estava fazendo, ela se apaixonou por ele. O que ela não tinha nem ideia era que ele também tinha se apaixonado por ele. Quando ela melhorou e conseguiu tirar todo o álcool do corpo, foi conversar melhor com ele e logo se conectaram de vez. Não demorou muito e logo estavam namorando e fazendo planos para uma vida toda. Exatamente por isso foi um grande choque para Beka, e para todos, quando ele terminou com ela e foi virar um médico famoso em Las Vegas. Choque maior só veio mesmo um ano depois, quando ela descobriu que ele ia se casar com outra. Ah, e quando ela percebeu que precisava parar aquele casamento.

"Eu não queria ser clichê, mas, se o padre perguntar se 
há alguém contra esse casamento, acho bom você levantar."

É um conto, então eu não posso dar muitos detalhes, mas já podemos esperar muito amor e tretas aí no meio, não é mesmo? Sei que não é certo, mas deve ser mega legal parar um casamento e ver a cara de choque das pessoas (isso me torna maníaca?). Foco! Beka é uma personagem boba apaixonada e, não, isso não é uma crítica. Ela é uma menina doce e decidida que luta pelo que quer e, principalmente, acredita que amor de verdade é para sempre. Ben é um personagem muito amor, mesmo estando noivo de outra. As falas dele são de fazer qualquer um pirar. O prêmio de personagem maravilhoso, por outro lado, vai ter que ficar é com o melhor amigo deles. Que me fez rir e quase chorar em um único conto.

A história varia no tempo e vai narrando (ao mesmo tempo, mas intercalado) o que aconteceu no passado do casal e o que está acontecendo no presente. Uma sacada genial que deixa a história ainda melhor. A Aline escreve maravilhosamente bem e isso não é segredo. Se você gosta de romances divertidos, casamentos que precisam ser parados e, claro, um amigo maravilhoso que salva tudo é só ler esse conto sem medo de ser feliz.

Abril Obstinado
Autora: Aline Sant' Ana
Editora Charme
Páginas: 127
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Na Estante: A Filha do Norte


Já comentei em vários lugares que estava bem animada para ler esse livro, afinal, além de ser sobre bruxas (♥) ele foi escrito por uma pessoa que estudou na mesma faculdade que eu! O quão amor é isso? Orgulho demais por esse povo da Letras. Quando a Luisa entrou em contato comigo para propor a parceria, eu não não tive dúvidas de que seria um enorme prazer. O problema é que acabei enrolando um pouco a leitura, porque comecei o livro exatamente no final de semana (maluco) dos eventos da minha formatura. Ou seja, minha cabeça estava uma bagunça. De qualquer forma, quando finalmente parei para ler o livro ele foi de uma vez só. O enredo é único e mistura vários fatores e ideias que eu, pessoalmente gosto em uma história. O livro ficou com três estrelas e, como sempre, eu juro que vou explicar em detalhes os meus motivos. Para quem gosta de drama com um toque sobrenatural é uma leitura obrigatória. É o primeiro livro de uma duologia, se não me engano.

Michelle estava perdida na vida. Além de carregar um passado bem assustador e secreto, ela não tinha para onde ir. Foi por muita sorte que o destino dela bateu com o das bruxas e irmãs Elza e Meredith em uma noite bem estranha. Ela nem imagina que as irmãs em questão tinham poderes e logo de cara elas se dão muito bem, tanto que Michelle fica por um tempo na casa delas. Tudo estava maravilhosamente bem, até que um dia ela sai para ver as flores com Meredith e acaba se perdendo, por conta de uma chuva muito forte, no lugar em que estava. É exatamente assim que ela vai parar na mansão (praticamente assombrada) dos Vergamini. Monstros, por conta de uma maldição, os Vergamini não sentem pena de ninguém e só querem, de verdade, ter um bom alimento, mesmo que seja um ser humano. As irmãs ficam desesperadas só de pensar na possibilidade de Michelle estar na mansão, afinal, elas não tinham como entrar lá, mesmo com todos os seus poderes. Elas não tinham muito o que fazer pela menina.

"Que tipo de vida ela levou para achar que é um monstro
 como qualquer um de nós?" - Página 323

Os irmãos Vergamini entram em uma pequena reunião para decidir o que fariam com Michelle e, depois de muito discutir, resolvem que dariam desafios para a garota, tornando assim toda a 'caçada' mais divertida na hora do prêmio final. O problema é que nesse jogo doentio eles acabam se apegando a garota, mas sem mudar a monstruosidade deles. Cada irmão tem uma personalidade diferente e, aos poucos, vamos vendo como isso afeta a vida deles e a história no geral. Michelle, mesmo já tendo sofrido muito, não consegue deixar de ver o lado bom das coisas, mas nem sempre isso consegue salvar o dia. Será que ela conseguiria sair inteira da mansão e ainda resolver todos os seus problemas? Tudo pode acontecer.

Logo nas primeiras páginas eu me apeguei às irmãs bruxas, Elza e Meredith, mas elas não têm destaque algum no livro. Sei que a principal é a Michelle e todo o drama da história dela, mas o começo te liga tanto às irmãs que acabei sentindo falta delas. A Michelle é uma personagem doce com um passado inimaginável. Gosto de mistérios assim e pela primeira vez em muito tempo, de verdade, eu não adivinhei antes da hpra o drama da história (haha). Os irmãos Vergamini demoraram um pouco para prender a minha atenção, não vou negar. Mas o que me fez, de forma geral, tirar algumas estrelinhas do livro foi o fato de que a cada parte (o livro não tem capítulos, mas sim partes divididas por uma rosa dos ventos) é narrada por um personagem diferente e isso não é avisado. Você só percebe que está na cabeça de outro personagem quando vê que a história mudou de cenário e de contexto do nada. Normalmente, quando varia entre alguns personagens, é uma técnica legal para ser usada, mas fiquei bem confusa em muitas partes com a troca exagerada de pontos de vista.

No geral, o livro é muito bem escrito e a história é muito bem desenvolvida. Ela foi escrita para deixar os leitores com aquele gostinho de quero mais e muitas perguntas no ar. Como disse no começo, se você gosta de dramas e coisas sobrenaturais, é um livro para colocar na wishlist.

A Filha do Norte
Autora: Luisa Soresini
Editora: Talentos da Literatura Brasileira (Novo Século)
Páginas: 496
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

TAG | Se Eu Fosse...


Faz muito tempo que não respondo tags aqui no blog, né? Elas acabam ficando lá pro canal e a vida segue, rs. Como eu sei que não é todo mundo que gosta de vídeos, resolvi variar. Isso mesmo, o post de hoje é uma tag! Quem criou foi o meu xuxu, João Pedro, e ele que me marcou também. O nome é Se Eu Fosse... e é bem simples e divertida. Para ver a tag original é só vir aqui. João, mais uma vez, muito obrigada por ter me marcado e eu espero que goste das minhas respostas! Ah, antes de qualquer outra coisa, eu queria marcar a Sâmella, do blog SammySacional, para responder a tag também!
 
1. Se eu fosse um LIVRO qual seria minha historia:
Acho que seria a minha história mesmo, rs. Eu já vivi (e ainda estou vivendo) tanta coisa louca, que às vezes acho que realmente daria um livro. Já fiz intercâmbio, já fiz viagens bem legais, conheci pessoas malucas e maravilhosas, entrei na faculdade e vivi coisas bem loucas também e, ainda por cima, tenho um blog e publiquei, sozinha, um conto que virou best seller da Amazon. É muita coisa e sempre acho que estou vivendo num sonho, então por que não num livro?
 
2. Se eu fosse uma MÚSICA que artista me cantaria e como seria o tema:
Eu amo vários cantores, cantoras e bandas, mas esse mês estou numa de gostar muito da Kelly Clarkson! Então, eu seria uma música bem animada e divertida, com uma pegada meio country e pop, que falaria sobre nunca desistir dos sonhos. Acho que seria no estilo de Tie It Up, mas com essa história de sonhos, rs. Isso mesmo, agora quero ouvir essa música, como faz?
 
3. Se eu fosse um SERIADO qual seria o tema:
Comédia, claro. Em muitos momentos da minha vida eu já me perguntei se eu estava vivendo em um seriado e se o roteirista estava de zoeira com a minha cara. Já passei por muitos momentos engraçados e toda vez que os conto para alguém a pessoa morre de rir, ou seja, seria uma série nesse estilo em que eu estou sempre passando por vários micos hilários.
 
4. Se eu fosse um CELULAR qual seria minha principal função:
Jogar joguinhos. Eu amo redes sociais e tudo mais, mas jogos de celular são vida. Ok, eu gasto muito tempo no snapchat (bellslopesbde) e no instagram (bellslopes), mas os joguinhos tomam ainda mais o meu tempo. Principalmente o tsum-tsum e um de bolinhas do Inside Out.
 
5. Se eu fosse um FILME quem me estrelaria:
Definitivamente teria um trio maravilhoso no meu filme: Emma Watson, Josh Hutcherson e Jennifer Lawrence. Eu simplesmente amo os três e, se eu fosse um filme, faria questão de ter os três atuando, simples assim.
 
6. Se eu fosse um YOUTUBER quem eu seria:
Eu tenho uma lista bem grande de youtubers que eu gosto, mas atualmente a minha favorita é a Bia, do Boca Rosa. Os vídeos dela são sempre leves e divertidos, sem esquecer que eu adoro o jeito dela e a dedicação que ela tem em tudo que faz. Ah, e ela também fala muito sobre sonhos e realizações, o que eu amo!
 
7. Se eu fosse um BLOG qual eu seria:
Assim como na resposta de cima, tem muitos blogs que eu amo acompanhar, mas o fato é que escolho o Just Lia, ele está sempre atualizado e cheio de temas para tudo quanto é gosto, sem esquecer que tem sempre muita disney. ♥

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Na Estante: Como Eu Era Antes de Você


Eu já sabia de todo o drama que envolve o livro quando comecei a leitura, mas isso não me impediu de chorar feito uma condenada enquanto o lia. O livro foi um presente de uma amiga minha que estava revoltada por eu nunca ter lido o livro favorito dela, sendo que ela já tinha lido o meu. Ela estava com toda razão, é válido comentar. Estava com o pé atrás antes de começar a leitura, afinal, todos estavam falando tanto sobre ele e o trailer do filme tinha acabado de sair. Era muita coisa a favor da história, mas muita coisa contra também. Deixei de ser besta e comecei a ler. A história foi passando e a cada página eu me ligava mais à ela. Não posso negar, achei o começo meio parado, mas já tinham me avisado isso. Não é um parado ruim, a história te prende de qualquer forma. O livro ganhou cinco lindas estrelinhas e um espacinho no meu coração também. Não é um livro estilo conto de fadas, em que todos vivem felizes para sempre. É um livro que te mostra que muitas coisas ruins podem acontecer na vida, mas que isso não deve te impedir de fazer suas próprias escolhas e de, no final das contas, ser feliz do seu jeito. Menos falação e mais ação, não é? Vamos logo para o que interessa.

Lou acreditava que tinha sua vida inteira planejada e que tudo estava perfeito, mas não era bem assim. Seu emprego maravilhoso nem era tão bom assim e para completar estava com os dias contados. Por mais que ela até gostasse muito de trabalhar em um café o dono não estava animado com os números e, por isso, ia fechá-lo. O namorado de de Lou, Patrick, já até tinha sido importante para ela, mas ela nunca teve certeza se ela tinha sido importante para ele em algum momento. Ela fingia que ainda o amava, ele fingia que acreditava. Para completar todo esse pacote, a família de Lou estava passando por sérios problemas financeiros e todos dependiam diretamente dela. É exatamente por isso que ela se agarra à um emprego que não tinha nada a ver com ela ou com o que ela sabia. Ela teria que ajudar um homem que tinha sofrido um grave acidente e que, desde então, era tetraplégico. Ela não seria uma enfermeira nem nada, ele já tinha isso, ela precisava, apenas, cuidar de coisas básicas para ele e, aparentemente, tentar animá-lo.

"Sabe, você só pode ajudar alguém que aceita ajuda." - Página 50

O homem em questão é Will Traynor. Dono de um humor ácido e de zero vontade de viver, ele não estava nem um pouco animado com a ideia de ter Lou por perto, afinal, ela era a alegria e a loucura pura em forma de gente. Ele não podia fazer nada sozinho e todas as suas vontades eram ignoradas em sua (muito rica) família. O que nenhum dos dois imaginava era que a ligação deles seria bem mais forte que o previsto e que o humor ácido dele poderia acabar se encaixando muito bem no humor bobo dela. Ele não queria mais viver, enquanto que ela queria dar toda uma vida para ele. É exatamente aí que ela tem a ideia de ajudá-lo a ver a vida com algo bom de novo, por mais que muitos já tenham tentado isso antes. A vida dos dois muda por completo e de uma forma irreversível, mas eles não mudariam isso, de forma alguma. Lou estava disposta a se arriscar em tudo, mas será que Will poderia fazer o mesmo?

"Precisam acreditar que existe um lado positivo." - Página 220

Lou virou uma das minhas personagens favoritas da vida. A forma que ela vê o mundo e lida com tudo e todos é mágica. Ela não está nem aí para o que os outros pensam sobre ela e, mesmo com muitas coisas ruins acontecendo, ela continua sendo como sempre foi. Sem esquecer, é claro, que ela usa meias de abelhinha com muito estilo (haha). Will foi um grande enigma durante todo o livro e no final das contas me conquistou também, mas não, eu não fiquei feliz com as escolhas dele. Vários outros personagens me fizeram amar essa história, mesmo com todos os poréns dela. A irmã de Lou, Treena, foi uma dessas personagens e o ajudante de Will, Nathan, também.

O livro consegue manter um nível muito gostoso de humor, mesmo com todos os dramas de pano de fundo. Eu realmente me diverti com ele e, claro, sofri um pouco também. Nada fora do esperado, não vou negar, O humor é bem britânico, vale comentar, e eu pessoalmente amo isso. O livro é emocionante e nos faz pensar sobre muitas coisas, mas não o leia esperando um conto de fadas digno da Disney. Leia esperando uma história que poderia muito bem ser real, e é exatamente por isso que nos ligamos tanto à ela e, no final das contas, sofremos com os personagens. 

Como Eu Era Antes de Você
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

O Maior Amor de Todos


É incrível como consigo me expressar melhor pelas palavras escritas. Amo falar, na verdade, normalmente falo mais que minha boca, mas quando paro para escrever parece que tudo sai ainda mais fácil e fazendo muito mais sentido. Esse é o meu último final de semana de férias e muitas coisas aconteceram na minha vida nesse tempo que tive longe da minha rotina. Foram quase dois meses com muitas coisas boas acontecendo na minha vida, tanta coisa que parece que passou bem mais tempo que isso. Viajei para lugares bem legais que não conhecia, li muitos livros maravilhosos, escrevi sem me preocupar com tempo, ri até doer a barriga ao lado dos meus amigos e conheci pessoas incríveis no meio disso tudo (incluindo vários leitores do blog!). Ah, tive muito tempo para pensar na vida também (tempo até demais, rs). E é exatamente sobre isso que quero falar hoje com vocês. Não, eu não vou detalhar todas as coisas que pensei nas férias, afinal, imagina o tédio que isso seria, né? Vocês são meus melhores amigos, então achei digno compartilhar com vocês o pensamento que mais ocupou minha cabeça enquanto eu brincava de inútil.

Nunca fui magra, mas já fui menos gorda. Pois é, eu não tenho problemas para falar isso, sou gorda. Sem o inha no final ou outros detalhes para, entre muitas aspas, melhorar essa situação. Desde pequena meu corpo era o diferente da turma. Cresci com todos aqueles clichês - do que hoje é chamado - de bullying, sabe? As músicas com rimas pobres e os apelidos que me fazem pensar, hoje em dia, que existem sim crianças más. Tudo isso fazia parte do meu dia-a-dia e eu achava normal, afinal, eu era a gordinha (aí sim com o inha, porque eu era criança) da sala. Quando cresci, fiz uma dieta ultra-mega-blaster rígida e acabei perdendo bastante peso, mas mesmo assim o número na minha roupa ainda era apontado como grande. Nessa mesma época, também descobri que ganho/perco peso com muita facilidade, mas mesmo assim nunca tive o corpo "perfeito" (se é que existe um). O que é bem engraçado, afinal, eu era bailarina (ballet clássico, jazz e cancan), jogadora de futsal e não parava quieta um minuto sequer, ou seja, se fosse para eu ser um palito, eu teria sido naquela época (e não fui). Ah, mas posso apostar que você comia o mundo. Como disse, foi a época da dieta master que fiz na vida, ou seja, não comia o mundo. Enfim, esse não é o foco aqui. Na verdade, evito ao máximo pensar em todas essas coisas que, em algum momento da minha vida, já me fizeram mal. Afinal, nosso passado não é uma tatuagem, é apenas uma marca, tipo um roxo na pele que sai com o tempo. A gente só precisa aprender com ele, tipo quando batemos o dedinho numa cômoda e, depois que ele ficou roxo, a gente aprende a ter mais cuidado com a porcaria da cômoda. Não precisamos ficar três semanas chorando por termos batido lá, não é? A gente aprende a lição, tira o melhor dela e segue em frente uma pessoa melhor.

Esse texto também não é uma reflexão sobre como é ser gorda no século 21, afinal, já existem muitos textos (bons) assim por aí. Claro, eu também teria muita coisa para contar, desde idas traumatizantes à lojas que acreditam que todos precisam ser iguais ou até momentos em que tive que ouvir pessoas que ainda acham que gordura/magreza é sinal (ou não) de saúde. Vale lembrar, mesmo não sendo o foco, que a única pessoa que pode saber se você está saudável ou não é você mesma e, ainda por cima, com a ajuda de médicos especializados nisso. Enfim, contei e comentei isso tudo aí de cima porque isso faz parte da minha história e de quem eu sou. Ah, e exatamente isso tudo aí foi o que fez eu me odiar por muito tempo. Eu sei, ódio é uma palavra e um sentimento muito forte, mas era isso mesmo que eu sentia. Algum tempo atrás, eu me olhava no espelho e detestava tudo que via nele. Foi um período bem triste, eu achava que estava errada em tudo, principalmente em ser como eu era. Aí, para melhorar, tudo em minha volta me mostrava que realmente eu não era o padrão. Hoje em dia vejo o quão tolo é isso, mas na minha cabeça de dezesseis anos tudo parecia o fim do mundo. Muitas coisas aconteceram, mas tudo só melhorou de verdade quando eu aprendi a me amar. Não precisei mudar quem eu era, eu apenas comecei a gostar do que via no espelho.

Sabe quando você ama uma música, mas nunca para de verdade para pensar sobre a letra dela? Sempre adorei a música Greatest Love of All, da Whitney Houston, mas só nessa semana parei para realmente pensar sobre a letra. O maior amor de todos acontece quando aprendemos a nos amar de verdade. E a música ainda fala, além disso, que a gente aprende com os erros, que não precisamos viver pelos outros e que temos que comemorar as vitórias na vida. No final das contas pode parecer um texto sem nexo ou sem propósito, mas eu li uma frase (também essa semana) que me fez ter muita vontade de compartilhar isso aqui com vocês. Seja a pessoa que você precisava quando era mais novo (be the person you needed when you were younger). Como eu disse, para algumas pessoas isso aqui não vai servir de nada, mas para outras pode ser exatamente aquilo que elas precisavam ouvir/ler. É claro que, quando eu era mais nova, tive pessoas me falando tudo isso aí e é exatamente por isso que consegui ver que eu podia e devia me amar como eu era/sou. Mas sei, muito bem, que nem todas as pessoas têm a sorte que eu tive e, por isso, quero que saibam que eu estou aqui. Já recebi e ainda recebo muitos emails de leitores que queria apenas conversar (eu amo conversar com vocês e amo ainda mais o fato de que confiam em mim ♥). Lembrem-se sempre, o maior amor de todos é o que temos por nós mesmos. Não deixe ninguém te diminuir, nunca. Você pode o que quiser, basta acreditar e ir buscar as realizações do que quer. Ah, e lembre-se também que sempre vai ter alguém do seu lado para te lembrar disso tudo.