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domingo, 29 de março de 2020
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Na Estante: Infinito + Um
Eu já tinha lido um livro dessa autora e gostado (Beleza Perdida), não tinha sido a minha leitura favorita do ano (ou do mês, rs), mas seguia a linha new adult clichê que eu amo, por isso me animei muito quando vi que a Verus estava lançando mais um livro dela. A capa logo me chamou a atenção e fiquei bem curiosa, mas não sabia muito da história até começar a ler, estou com essa mania, evito ao máximo saber qualquer coisa sobre o livro, isso inclui até mesmo a sinopse. Não sei se vai durar ou se vou conseguir fazer sempre, mas estou achando bem divertido, é tipo uma caixinha de surpresas, rs. Logo de cara o livro prendeu minha atenção e vou explicar todos os motivos para vocês. Antes de tudo, é importante contar que a história recebeu cinco estrelinhas (e milhares de post-its). Se você gosta de história de famosos, tretas dignas de Hollywood (eu AMO!) e claro um bom new adult esse livro é para você! Ou seja, é melhor continuar lendo a resenha para depois poder correr atrás do seu.
Bonnie é uma cantora country muito famosa. Todos conhecem os rosto dela e, claro, as músicas que não saem das rádios e das listas de 'mais pedidas'. Clyde é um ninguém. Nada na vida dele deu certo e, mesmo quando ele tentava de verdade, as coisas davam errado. O que nenhum dos dois imaginava era que a vida daria um jeito de colocá-los dentro do mesmo carro. Bonie não estava nem um pouco feliz com sua vida glamourosa de cantora e, por conta disso, acabou fugindo de um show e parando na beirada de um ponte. Clyde estava passando e, quando viu a cena, foi logo ajudá-la. Os dois eram completos opostos, mas naquele momento se atraiam. O que fazia muito sentido, afinal, Clyde amava a matemática e opostos se atraindo era algo simples para ele. É exatamente nessa situação maluca queos dois acabam se entendendo, ou quase isso, e começam uma longa viagem pelos Estados Unidos. Bonnie só queria fugir de toda a mentira que era a sua vida e Clyde só queria fugir, ponto.
"Bonnie e Clyde? Pessoal, não dá para
inventar uma coisa dessas." - Página 67
O que eles não esperavam era que toda essa bagunça virariam quase que um Reality Show. Todos estavam querendo saber o que tinha acontecido com a maior estrela do momento e, é claro, que as fofocas hollywoodianas não foram poucas. Na verdade, foram muito criativas. O que ajudava ainda mais no drama é que os dois juntos formavam muito mais que uma dupla, eles formavam a reencarnação de um dos casais mais famosos do país. Os criminosos Bonnie e Clyde, que tocaram o terror enquanto eram vivos e fugiam por aí, exatamente como os dois estavam fazendo. Entre descobertas sobre a vida, sobre amizades e até sobre o amor os dois seguem o caminho sem nem olhar para trás, por mais que por onde passem uma onda de boatos apareça.
"Infinito + um ainda é infinito." - Página 246
Assim que percebi que o livro se passava nesse contexto de famosos eu quase tive um treco, vocês sabem eu amo coisas que se passam em Hollywood ou que, pelo menos, tenham um toque de lá, rs. Aí, para melhorar, ainda teve todo esse drama com os nomes dos personagens principais. Eu adoro essas histórias que falam sobre os criminosos em questão, inclusive, um bom tempo atrás teve uma fanfic baseada nisso (que escrevi). Ou seja, imaginem minha animação lendo esse livro. Vale comentar, também, que a história é muito bem escrita. Muito melhor que o outro livro que li da autora, sério. A história pula das páginas e o negócio é tão sério que eu cheguei a sonhar com os personagens. Os capítulos são bem construídos e o uso das notícias e fofocas a favor da história foi muito bem aproveitado.
Adorei a Bonnie, ela é uma menina completamente maluca e sem filtro (quase que uma Jennifer Lawrence, só que da música, rs). Clyde também me divertiu muito e as respostas afiadas dele renderam muitas marcações. Vale comentar que o nome dele, na verdade, é Infinity Clyde, tipo assim, de Infinito (em inglês) mesmo, rs. Daí o nome do livro, que faz muito sentido na história. Também adorei o Urso, segurança da personagem principal, e a escritora do jornal de fofocas (sem nome mesmo, rs). Como disse, é um livro leve, divertido, cheio de fofocas hollywoodianas e, claro, muito amor também. Se você gosta dessa bagunça (maravilhosa) esse livro é para você. Se joga!!
Infinito + Um
Autora: Amy Harmon
Editora: Verus
Páginas: 336
Skoob do Livro.
Meu Skoob,
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Na Estante: Beleza Perdida
Sabe quando você tem certeza que vai amar um livro? É o seu estilo favorito, com o tipo de história clichê que você gosta e, sem esquecer que, todo mundo que conhece seus gostos literários afirmou, mais de uma vez, que você ia amar a história. Foi assim, muito visivelmente, que minha expectativa pela história foi lá em cima. Infelizmente, não consegui chegar lá em cima com a leitura. Eu gostei do livro e ele ganhou quatro estrelinhas, mas eu não posso negar que estava esperando bem mais. Não sei se foi por ter ouvido tanto sobre ou se foi por algum outro motivo aleatório. O fato é que o começo da leitura foi bem complicado, demorei para me acostumar com a escrita da autora (meio confusa de primeira) e só animei mesmo com a leitura lá pela página cento e pouco. É um new adult de raiz, ou seja, não tinha erro, mas, ao mesmo tempo, senti que o abuso do clichê (coisa que normalmente amo demais) deixou o livro um pouco confuso demais. A história em si é ótima e muito bem bolada, mas não me prendeu alok como eu estava esperando. Ok, prometo que vou explicar tudo isso e até mesmo de onde tirei as quatro estrelas que o livro ganhou, mas vamos por partes, né? Como disse ali em cima, estamos falando de um livro NA, ou seja, o tema abordado é um pouco pesado (emocionalmente falando). Achei, na minha humilde opinião, que o título do livro em inglês (Making Faces) faz mais sentido, mas nunca vou entender as traduções de alguns títulos, então é a vida. Ah, o livro também tem um lado A Bela e a Fera (que é minha história de princesa favorita!). Muita calma nessa hora, vamos começar logo essa resenha, rs.
Hannah Lake sempre foi uma cidade bem tranquila, além de bem pequena. Todos se conheciam por lá e não existia para onde fugir. As pessoas cresciam e ficam por lá mesmo, não iam muito longe. Aquilo era o lar delas, não tinha por quê sair. Tudo era sempre igual, desde a padaria e o que era servido lá até as missas realizadas todos os domingos. Na mudava e era isso que agradava todos por lá. É exatamente nesse lugar, completamente normal, que tudo sai do eixo sem mais nem menos. Era o último ano do colegial para muitos jovens da cidade, inclusive para Ambrose Young, o galã de Hannah Lake e grande personalidade do time de luta da escola, e Fern Taylor, a filha do pastor. Eles sempre foram pessoas opostas, mas, ao mesmo tempo, sempre se atraíram. O problema é que ela sempre se achou feia demais para ele, ninguém nunca disse isso, ela simplesmente concluiu. Ela se escondia com seus amigos para evitar algo que era da cabeça dela. Rita, a bonitinha da escola, e Bailey, o primo de Fern que tinha nascido com uma doença rara que destruía aos poucos todos os movimentos de seu corpo. Um grupo de amigos inseparáveis. As lutas do time da escola eram realmente o que mais movimentavam a cidade, até que tudo mudou. Dia onze de setembro de dois mil e um. O dia em que o mundo inteiro parou para ver os Estados Unidos em choque enquanto esses viam dois dos maiores prédios do mundo caindo aos pedaços. O dia em que o patriotismo foi a única esperança e que a guerra virou uma certeza.
"Ah, droga. Os Estados Unidos precisam de mim.
Como posso dizer não?" - Página 70
Foi pensando nisso que Ambrose decidiu que precisava entrar para o exercito americano. Ele precisava representar o país e se mostrar um pouco mais americano no meio de toda aquela bagunça. Ele precisava ser mais útil do que aquela cidadezinha. Só que a guerra não é como as lutas do colegial. Não é uma batalha de um dia em que todos voltam felizes para casa. Muita coisa se perde em momentos como este, inclusive, vidas se perdem. É para esse lugar que Ambrose e seus quatro melhores amigos vão, mas nem todos voltam. A cidade de Hannah Lake fica em pedaços, eles haviam perdido meninos valiosos, parte da cidade se perdeu naquela guerra. Muito além disso, Ambrose se perdeu. Voltar para casa com vida não significava que ele estava vivo. O galã da cidade já não era mais o mesmo. A cicatrizes em seu rosto o lembravam disso diariamente e todos os familiares dos que não voltaram também faziam questão de lembra-lo disso. As pessoas tentaram seguir a vida na cidade como se nada tivesse mudado, mas não era tão fácil assim. A única pessoas que não havia mudado era Fern. Ela continuava com o mesmo espírito de sempre e com a mesma paixão de sempre. O problema era que Ambrose agora estava no papel que antes era dela, ele que se sentia terrível demais para qualquer um. Ninguém merecia um ex-militar com o rosto e uma vida em pedaços. Mas e se um alguém não ligasse para o 'por fora'? E se a beleza perdida fosse só um detalhe?
"Todo mundo é protagonista para alguém." - Página 30
O livro é narrado em terceira pessoa, mas a cada segundo (sem aviso) estamos vendo o que está acontecendo pelos pensamentos de um personagem diferente. Isso me confundiu muito no começo e demorou para eu pegar o ritmo. Os personagens são marcantes e, mesmo no meio de toda a bagunça que acontece, conseguem manter um ar leve e meio cômico, mas eu acho que se o livro fosse todo sobre o Bailey seria mais legal, rs. Eu gostei da relação dramática de Fern e Ambrose, mas, ao mesmo tempo, achei meio forçada. Os dois personagens me conquistaram quase no final do livro, mas até que consegui aproveitar isso. Me fizeram rir bastante, o que é sempre bom. O que fez o livro perder uma estrela, no final das contas, foi que a autora falhou muito ao (d)escrever a guerra. Entendo que era importante para história mostrar o que os personagens estavam passando por lá, mas ou fazia direito ou não fazia. Ela colocou de uma forma leve que, nos quarenta e sete do segundo tempo, ficou drástica e aí boom, mortes. A guerra, de começo, foi retratada como um acampamento de férias com os meninos rindo e conversando entre bombas. A conversa era boa, mas aquilo pareceu tão irreal. Se você gosta de livros clichês, esse livro é para você. Mas não faça como eu, não vá esperando demais da história. É um livro bom, sim, mas não entrou na lista dos favoritos nem nada do tipo. Não consegui me apegar aos personagens e senti falta de uma narrativa mais limpa. Geez, falando assim nem dá para entender como deixei com quatro estrelas, né? rs Não é o pior livro do mundo! É bom, o que complicou foi a tal da expectativa.
Beleza Perdida
Autora: Amy Harmon
Editora: Verus
Páginas: 332
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Iza/Bela, 27 anos. Formada em Letras e professora de Inglês. Sou a definição de sonhadora... Amo brincar de escritora, adoro dançar, ver filmes, ficar na internet, virar a noite lendo, cantar desafinada no karaokê e passar horas com minhas amigas. Nunca vou ser velha demais para Disney e sonho em voltar para a Inglaterra. Publiquei dois contos pela Amazon (A Noite das Garotas e Um Presente de Natal) e um livro (On Stage) e tive a honra de vê-los entre os mais vendidos. Você me encontra no tiktok e no insta como @bellslopes.







