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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

É hora de dar tchau

Quando eu começo uma história eu sempre tenho o final dela na cabeça. On Stage foi a fic que mudou completamente minha forma de escrever, eu mudava o ruma da história a cada dois capítulos e nunca ficou tão divertido escrever. Acho que o fato de ser uma história que sempre tive vontade de colocar no papel ajudou nisso também. Mas tudo que é bom tem um fim, e o hoje foi o fim dessa fic. Foram trinta capítulos, 83564 palavras e muita história. Um obrigada especial a todos que acompanharam, comentaram e participaram dessa ficam que recebeu mais de 15015 visualizações de página.

Algumas coisas de OS eram para ter aparecido naquela fanfic Pictire-perfect Family, mas eu achei que não combinava, ou sei lá o que, e ficou guardado em minha cabeça. OS foi basicamente a junção de tudo que já me deu na telha em algum momento na vida, e por isso fiquei tão feliz que tanta gente gostou.

Eu fiz os agradecimentos aqui. Mas não não canso de falar: OBRIGADA.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Viajando

Definitivamente se tem uma coisa que me traz milhares de ideias é viajar. Todos os meus capítulos favoritos das fic que já escrevi surgiram durante alguma viagem, e muitos (quase todos) dos posts desse blog também. Eu acredito que seja porque eu literalmente viajo durante as viagens... hã? Simples, eu realmente amo ficar olhando o céu (não é a toa que minha cor favorita é azul) e é nesses momentos que as ideias surgem, assim do nada mesmo.

Para mim a viagem já começa na rodoviária, no aeroporto e até mesmo na garagem de casa. Quando estou na rodoviária ou em algum aeroporto eu me perco nas ideias olhando as pessoas que passam por mim. Para onde elas estão indo? De onde elas estão chegando? Será que elas tem histórias emocionantes? Eu tenho a mania estranha de criar histórias para as pessoas que passam por mim nesses lugares, para onde elas vão, ou de onde estão chegando. Mas isso até tem uma certa lógica, afinal todos que estão viajando ou chegando tem alguma história. E quando estou na garagem de casa me passa na cabeça o mundo de coisas que estou prestes a viver, as coisas que estão certas e as coisas que provavelmente vão surgir...

Pessoas chorando quando dão tchau para alguém que está embarcando, pessoas rindo e chorando quando alguém está desembarcando... Tem coisa mais mágica que isso? É muita história em um único lugar, é muita emoção reunida e não tem coisa melhor para "viajar" do que isso. Pessoas com malas gigantes correndo, pessoas com malas bem pequenas chorando ao telefone, pessoas sem lenço e sem documento andando sem pensar no ontem, tudo isso junto e misturado.

Viajar de avião é bem legal, confortável e também prático... Mas quase não tenho idéias dentro de um avião. Eu coloco algum filme ou uma música e durmo antes de pensar qualquer coisa. Ok, a primeira vez que andei de avião eu passei as mais de 8hr de voo acordada, mas isso é um detalhe. Hoje eu já nem penso antes de apagar. Agora viajar de carro ou de ônibus é outra história.

Eu realmente não gosto de viajar de carro/ônibus, eu fico esgotada, isso quando não passo mal. Mas como tudo na vida que tem os contras tem também os prós, e no meu caso são as ideias que surgem até de uma placa que tem na estrada. É só colocar alguma música e olhar para o céu, em alguns segundos eu tenho pronto na cabeça um capítulo inteiro de uma história, ou um post aqui para o blog e até mesmo uma história inteiramente nova. Funciona olhando para o céu, para a estrada ficando para trás e até mesmo fechando os olhos, só não vale dormir.

A viagem vai muito além do destino, vai muito além de fazer as malas e as vezes não aproveitamos isso. Eu acho legal me permitir viajar durante uma viagem. Bom, e com vocês, como as ideias surgem? Como vocês viajam?

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Texto: Halloween

Uma das coisas que mais me empolgou quando recebi a noticia de que faria intercâmbio foi que eu finalmente teria o meu Halloween. Cresci vendo em filmes e séries as crianças saindo no dia 31 de outubro com bolsas e cestas em forma de abóbora, estas saiam vazias de casa e voltavam transbordando doces. Ok, eu não tenho mais idade para sair com a cesta de abóbora, mas isso não mudava o fato de que finalmente eu viveria o halloween, e não aquelas festas capengas em que no máximo três vão de fantasia.

Não, eu não estou falando mal do meu país, como muitos falam quando comento que sempre quis um Halloween de verdade. Amo o Brasil e as coisas que temos aqui, mas que eu teria sido uma criança mais feliz se tivesse saído pedindo doces ou travessuras, eu não tenho dúvidas. Como disse, não posso com meus 16 anos na cara sair pedindo doces, mas posso me fantasiar e curtir a noite das bruxas com o pessoal do colégio.

As aulas começaram em setembro, por mais que tudo estivesse me deixando animada eu estava focando no mês de outubro, que não demorou a chegar, afinal os meses todos andam passando bem de pressa. Eu passei o mês saindo com algumas colegas de turma para escolher minha fantasia. Para elas era muito estranho o fato de que aquele seria o meu primeiro Halloween, acho que por isso elas sempre iam ver as fantasias comigo, aquilo era muito novo para elas, e de uma forma completamente diferente também era novo para mim.

Princesa? Pirata? Fada? As primeiras opções eram os maiores clichês possíveis. Eu até pensei em ir por esse caminho, o obvio para ser um dia das bruxas completamente “oficial”, e eu não queria ousar... Ainda mais se fosse ao ponto de usar aquelas fantasias que devia estar em lojas adultas e não em lojas de Halloween, sim muitas meninas da minha sala iam com essas. Depois de dias visitando todas as lojas da cidade, e inclusive algumas lojas de cidades vizinhas, escolhi minha fantasia. Fui de bruxa... Ah qual é! Seria meu único Halloween, me deixa ser feliz com o clássico! Obrigada.

Cheguei ao local da festa, era exatamente como nos filmes teens. Rolos e rolos de papel higiênico haviam sido usados na decoração do quintal daquela casa. Abóboras com caras assustadoras, Jack O' Lanterns, estavam espalhadas pela entrada... Encontrei o meus colegas de colégio e fui para dentro da festa. Eu estava aproveitando, pois sabia que aquela era a chance de ter meu dia das bruxas digno de filme, e pelo jeito seria digno de roteiro mesmo.

- Mel você vai ficar aí parada? Vem dançar com a gente! – Lizzie, uma das minhas colegas estava dançando como louca no meio da pista de dança.

Juntei minha vontade de aproveitar e fui para o meio da pista de dança. Foi só então que percebi alguém, de máscara, olhando para Lizzie e eu. Ignorei, era dia das bruxas e metade das pessoas ali estava com vontade de colocar medo em alguém, e definitivamente esse alguém não seria eu.

A festa foi passando e querendo ou não eu sempre acabava percebendo a pessoa de máscara nos encarando. Eu sabia que não ia ser a boba a cair nessa, mas estava ficando chato.

- Lizzie quem é aquele ali de máscara?

- Onde Mel?

- Ali Elizabeth! – Falei quase que apontando diretamente para a pessoa.

- Mel se você que me assustar não vai conseguir. Não tem ninguém para onde está apontando.



Sim, eu sei que o texto está capenga... Mas é Halloween! Não podia deixar passar em branco. haha