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terça-feira, 10 de agosto de 2021

De Repente Adolescente (Vários Autores)

Adoro livros com vários contos assim dentro de um tema em comum. São leituras leves e que, normalmente, te fazem conhecer autores bem legais. No caso, eu já conhecia alguns dos autores, mas tive também muitas surpresas agradáveis por aqui. Temos um livro que foca nos dramas, amores e vivências no geral de um adolescente brasileiro e é uma delícia ler sobre essa época, mesmo já estando bem longe dessa realidade (hehe). Os contos são bem variados e as escritas e estilos também, o que garante que pelo menos um deles vai te prender demais e mais de um você vai gostar muito. Ao mesmo tempo, isso não garante que vai gostar de todos, não que não sejam bons, mas, como falei, os estilos são bem diferentes. No caso, eu gostei muito mesmo de dois dos contos, mas também gostei muito de outros quatro. Enquanto isso, os outros quatro foram leituras legais, mas não foram muito meu tipo. Juntando todos esses fatores, o livro acabou com quatro estrelas e meia (e com eu comprando livros dos autores que gostei mais dos contos também, rs). É uma leitura bem leve e divertida, além de ser indicada para maiores de onze anos (belezura).

Temos dez contos que, por caminhos diferentes, focam na vida do pré-adolescente e do adolescente na nossa realidade. Entre jovens que estão lidando com a separação e briga constante dos pais, jovens que estão se apaixonando pela primeira vez, jovens que estão lutando pelo que acreditam e outras coisas, temos até mesmo a formação de um estado brasileiro e as vivências de uma jovem indígena. Como falei, tem assunto para agradar tudo e todos e de uma forma bem leve. Como falar dos dez seria bem complicado e por serem contos tudo pode acabar virando spoiler, vou focar aqui nos meus dois favoritos: Agulhas e Bolinhas, do Vitor Martins e A Revolta dos Salgados, da Iris Figueiredo.

No primeiro citado (que é o último do livro) temos a escrita contagiante, leve e devorável do Vitor. Um conto LGBT+ focado nas primeiras descobertas de quem de fato você é e como tudo é tão simples e puro. Um menino que acaba indo aprender a bordar para lidar com todos os sentimentos que guarda dentro dele (inclusive, a perda de um ente muito querido) e por lá encontra bem mais que linhas e agulhas. Encontra algo que realmente gosta, um novo amigo e também o cachorro mais brincalhão do mundo todo. No segundo citado (que é o terceiro do livro), temos a história de uma jovem que quer salvar a biblioteca da escola e, para conseguir isso, acaba no meio de uma candidatura a representante de turma na escola. Uma eleição muito acirrada que acaba com compra devotos (com salgado da cantina!), muita parceria dos colegas de sala e muitos posts divertidos e trocas de mensagem, que deixam o conto devorável e bem delícia de ler. Sem esquecer que todo o envolvimento da biblioteca na história deixa um quentinho no coração.

Como sei que são curiosos (como eu), os outros contos que gostei muito foram: Eu Estou Aqui (Clara Alves), A Última Suspeita (Camila Fremder), Casa Nova (Keka Reis) e Segunda Chance (Lully Trigo). Os outros são tão bons quanto, mas, como comentei, não foram muito meu estilo de leitura (e isso acontece!). E realmente uma leitura muito leve e rápida, além de que vale a pena para todas as idades. Para quem está vivendo esse momento e para quem já viveu (meu caso!). E aí, já leu? Qual foi o seu favorito? 


de repente adolescente
AUTOR(A): vários autores
EDITORA: seguinte
PÁGINAS: 256
SKOOB DO LIVRO.
MEU SKOOB.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Minha Versão de Você (Christina Lauren)

Esse livro fez parte da leitura coletiva de junho aqui do blog e tem um vlog de leitura (sem spoilers) dele e uma LIVE (com spoilers) também e tudo lá no canal. No começo do ano me indicaram esse livro e logo baixei ele pelo Unlimited do Kindle, mas a verdade é que a capa não me chamou muito a atenção e ele ficou ali por um bom tempo esperando. Até que quando fui escolher a leitura coletiva do mês de junho, eu li com mais calma a sinopse e achei que seria uma escolha perfeita para o mês do orgulho. De fato, foi. No final das contas, o livro que é para maiores de quatorze anos, ficou com quatro estrelas, mas não vou negar que já pensei muitas vezes em subir para quatro estrelas e meia. Aí eu lembro que o começo foi beeeeem enrolado e volto com a ideia e, por isso, fechamos com quatro mesmo (haha). Tirando esse começo que comentei, o livro é completamente devorável e muito bem escrito. Trata de assuntos muito importantes e tudo de uma forma muito responsável e muito natural também. Temos um livro LGBTQIAP+ que fala sobre descobertas, primeiros amores, corações quebrados e religião. E, como falei, tudo de uma forma muito bem pensada (falei muitos sobre isso na live que teve). Enfim, se joga nessa leitura que te deixa com o coração bem quentinho no final das contas e ainda te faz pensar sobre muitas coisas pelo caminho.

Tanner sempre lidou muito bem com sua bissexualidade e sua família sempre viu isso de uma maneira natural (como de fato é), mas precisou voltar de certa forma para o armário quando se mudou para uma cidade pequena com a família por conta do trabalho de sua mãe. Em Utah, numa cidade feita basicamente de mórmons, ele não tinha como colocar tudo que sentia para fora sem ser colocado para baixo por isso. Por isso, ele estava contando os dias para se formar no ensino médio e ir para uma faculdade em que poderia voltar a ser totalmente quem era. O que ele não imaginava, era que teria uma pedra em seu caminho no formato de um seminário da escola. Uma matéria que levava os alunos a escreverem um livro em quatro meses (!!!!) e cujo a nota importava demais. Onde ele tinha ido se meter? 

Ele não tinha ideia do que escrever e nem mesmo de como começar, tinha ido parar ali para acompanhar sua melhor amiga, mas as coisas estavam saindo do controle. Foi aí que ele conheceu Sebastian. Um ex-aluno do curso em questão que tinha escrito um livro tão fantástico que seria até mesmo publicado e, a convite do professor, tinha voltado para auxiliar os alunos nesse projeto. Escrever um livro era bem complicado, mas se apaixonar por Sebastian foi bem rápido. O problema era que Seb era filho do bispo dos mórmons na cidade e tinha muita dificuldade em aceitar o que estava sentindo. Ele também estava muito apaixonado por Tanner, mas tudo dentro dele e tudo que ele entendia da vida gritava que aquilo era errado. Ele precisaria entender de fato quem é para poder começar a entender o que ele queria no seu futuro. Enquanto isso, Tanner começa a escrever uma autobiografia sobre como está sendo se apaixonar... mas em algum momento ele precisa entregar esse livro.

Tanner é um personagem principal fantástico e como sempre teve um entendimento muito legal sobre sua bissexualidade, ele consegue passar algumas ideias muito importantes e legais durante o livro. E com isso precisamos comentar sobre a relação incrível que ele tem com os pais e o amor, carinho e apoio que ele recebe dos dois. Por outro lado, vemos tudo que Sebastian passa com sua família e tudo que ele sempre acreditou que era certo. A batalha interna que ele passa durante o livro te faz ter vontade de entrar na história só para dar um abraço nele. A melhor amiga de Tanner, Autumn, também aparece bastante e merece ser citada aqui, mas ela também faz parte da cena mais nada a ver com nada do livro e eu precisava deixar isso registrado (mesmo sem explicar para não dar spoilers, rs). Eu amei a irmã do Tanner também e acho, inclusive, que ela merecia ter tido mais destaque. Ela era uma ótima personagem secundária. Bem debochada e eu adoro isso (e sempre comento, vocês ainda me aguentam?).

Sou católica e, por mais que minha religião vá por um caminho bem diferente dos Mórmons do livro, amei a relação que Sebastian tem com Deus e concordo demais com muitas falas que vemos no livro sobre o amor de Deus e de tudo sobre isso. Não achei que foi algo que faltou com respeito, muito pelo contrário, é algo muito bem escrito... por mais que em alguns momentos o livro perca o ritmo (no começo, como comentei) por parecer um manual do que é ser mórmon (muitas explicações, sabe?). Entendo a necessidade de explicar muitas coisas, uma vez que é uma religião pouco conhecida, ainda mais por aqui, mas tinha hora que era um pouco demais. Em resumo, eu adorei o livro e foi uma leitura muito proveitosa. Vi muitas coisas com muitos olhares diferentes e acredito que isso tenha feito tudo valer ainda mais a pena. Adorei o final, por mais que fique algumas coisas em aberto. Indico muito a leitura e fiquei curiosa para ler outras coisas das autoras (que assinam como se fossem uma pessoa só, mas são duas, rs).


minha versão de você
AUTOR(A): christina lauren
EDITORA: Hoo editora
PÁGINAS: 320
SKOOB DO LIVRO.
MEU SKOOB.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Quinze Dias (Vitor Martins)

Faz um bom tempo que acompanho o lado literário do Vitor na internet, mas por motivos até então desconhecidos, eu ainda não tinha lido seus livros. Ah! Que besta que fui. Eu simplesmente amei Quinze Dias e já estou com o outro livro dele (Um Milhão de Finais Felizes) aqui na estante para ler em breve. Mais um livro que entra para a lista de livros que eu precisava ter tomado vergonha na cara antes para ter lido logo, mas antes tarde do que nunca. O livro é leve, divertido, inteligente e rápido. Além do que, ele te faz torcer demais pelo personagem principal e é impossível não se sentir um pouco parte da história. Um garoto gordo (e aí eu já me identifico demais) com dificuldade de aceitar seu corpo e ainda lidando com o primeiro amor passando um tempo bem ali na casa dele. É sobre ser você e estar tudo bem. É sobre buscar melhores versões de quem você é também. É sobre amar alguém, mas aprender a se amar pro meio. É claro que ficou com cinco estrelas e ainda levou um coração de favorito de brinde (haha). O livro é indicado para maiores de quatorze anos. Ah, eu já contei que tem uma boia de flamingo para piscina que se chama Harry Styles nessa história? E que é um livro de temática LGBTQIA+? E que aborda temas mega importantes incluindo fazer terapia? Sério. Leia. Obrigada. De nada.

Felipe está sonhando com as férias provavelmente desde que as aulas haviam começado. Seus colegas de sala sempre achavam um novo motivo para atormentá-lo durante as aulas e poder ficar em casa colocando as séries e livros em dia parecia um verdadeiro paraíso. Além do que, ele poderia assistir também muitos tutoriais úteis no youtube que ele sabia que nunca testaria, mas que eram bem legais de assistir. O que ele não espera (de forma alguma) é que o grande crush da sua vida iria passar quinze dias em sua casa. Isso mesmo. Quinze dias dividindo o mesmo quarto e as mesmas atividades com o menino pelo qual ele sempre teve uma queda. Caio era o vizinho do prédio que tinha passado a infância brincando com o Felipe na piscina. Inclusive, ele amava demais a piscina, mas desde que tinha crescido e ganhado peso, Felipe não chegava nem perto de uma roupa de banho ou da piscina. E, também por isso, ele tinha perdido muito do contato que tinha com Caio.

Os pais de Caio não confiavam muito nele, muito por ele ser gay e eles acharem que isso era algum tipo de desvio de caráter, mas muito por serem protetores demais também. Exatamente por isso, mesmo o filho tendo dezessete anos, eles o mandam para a casa do Felipe, uma vez que a mãe do Caio confia muito na mãe do Felipe, para passar os tais quinze dias. E é aí que nossa história realmente começa. Felipe sente algo muito sério por Caio, mas morre de vergonha de até mesmo respirar perto dele. Ele não tem problemas com o fato dele ser gay também, mas o corpo dele o faz criar uma bolha de contato social. Por sorte, sua psicóloga cria um desafio para que ele converse com Caio... uma conversa de verdade mesmo. Aos poucos ele vai perdendo a vergonha e criando a coragem de conversar sobre tudo um pouco e ele percebe que Caio também sente alguma coisa por ele. Além do mais, eles têm muitas coisas em comum, entre sonhos, gostos, medos e muito mais. 

Torcer pela felicidade do Felipe é fácil. Ele é um personagem que te faz ficar feliz, que te faz torcer por ele e pela vida dele. Que você sente que conhece desde sempre, sabe? Claro, o Caio também é fantástico e você se diverte muito com ele e acaba torcendo demais (principalmente para que a família dele o aceite do jeitinho que ele é), mas como ele não é o narrador da história acabamos focando mais no Felipe mesmo. Mas no final das contas, ao torcer para um... torcemos para os dois (hehe). Os personagens secundários, que no caso são as migas de Caio e a mãe do Felipe, também roubam a cena quando aparecem, de um jeito que eu adoro. Sério, a mãe do Felipe é maravilhosa e me diverti demais com as cenas dela. Inclusive, comentei no vlog de leitura que ela me lembrava muito a mãe da Mia, de O Diário da Princesa. Em resumo, é um livro sobre descobertas, primeiros amores, aceitação e ser feliz. Enfim, o livro é fantástico e eu realmente indico demais. Se joga! 


quinze dias
AUTOR(a): vitor martins
EDITORA: alt
PÁGINAS: 206
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MEU SKOOB.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Foi Assim que Tudo Explodiu (Arvin Ahmadi)

Estava muito curiosa para ler esse livro (que recebi de parceria com a editora), uma vez que muita gente tem falado tantas coisas maravilhosas sobre ele. De fato, ele é fantástico, delicado e importante... mas eu achei um pouco cansativo também. O livro é narrado de duas formas diferentes e tudo ao mesmo tempo, o que gera um dinamismo legal, mas acabou que eu gostei muito de uma das narrativas e a outra me cansava um pouco. Isso não atrapalhou muito a leitura em si, uma vez que levei duas horas para ler o livro (o que indica que ele é devorável), mas, ainda assim, ele acabou ficando com quatro estrelas porque, além disso que comentei, acho que ficou faltando alguma coisa na reta final. Eu gostei do final, mas acho que baseado nas expectativas que eu tinha criado, pelos comentários sobre a história que eu estava lendo, estava esperando um pouco mais (aí o problema já é meu também, né, rs). O livro é indicado para maiores de quatorze anos e explora as aventuras de um jovem recém (quase) formado do ensino médio enquanto ele busca caminhos para sair do armário para sua família. Ok, vamos focar na resenha em si, eu sei.

Amir estava se descobrindo aos poucos. Ele sabia que era gay, sempre soube, mas sabia também que sua família teria dificuldades de lidar com essa informação, exatamente por isso, ele planejava estar bem longe na faculdade quando contasse para eles. Mas as coisas não estavam saindo muito como o planejado, os valentões da escola haviam descoberto sobre ele e seu então namorado, que acabou também nem dando tão certo, e estavam ameaçando contar para todos o grande segredo dele se ele não conseguisse muita grana para eles. Ele fazia alguns bicos escrevendo páginas para a wikipedia e conseguia ganhar um dinheiro legal com aquilo, mas os valentões queriam ainda mais e, na véspera de sua formatura, ele decide que não vai deixar uma pessoa má controlar a sua vida. Ele pega o dinheiro que tinha juntado para calar uma pessoa e se joga no mundo, literalmente.

Amir vai para na Itália, depois de ter se apaixonado pelo tipo de sorvete de lá no aeroporto de Nova Iorque. Ele conhece pessoas que, como ele, estão se descobrindo e a cada encontro com essas pessoas ele vai percebendo seu lugar no mundo e o quão fantástico é viver sem se esconder. O problema é que os dias de vida dos sonhos estão com os dias contados, quando sua família aparece em peso para buscá-lo. Ele sabia que o momento da conversa chegaria e que seria tenso, mas nunca que ele imaginou que seria em uma sala de interrogatório do aeroporto e com a polícia em volta deles. Ele precisaria contar cada detalhe da sua verdade para não perder a liberdade de toda a família. E foi assim que tudo explodiu...

Como falei, o livro é narrado de duas formas diferentes. E isso vai acontecendo enquanto vemos uma contagem regressiva para o dia em que tudo explodiu na cara do personagem principal. Me lembrou muito os episódios das séries criminais que eu amo ver, mas que me dão um leve nervosinho. O livro começa com eles (a família) na sala de interrogatório do aeroporto, para onde foram levados depois de um desentendimento dentro do avião. O que por si só já é algo que levanta muita discussão, uma vez que são uma família árabe. Então tem todo esse debate (necessário) sobre as entrevistas aleatórias dos aeroportos com certas pessoas. Ok, partindo disso, vamos vendo os dias anteriores de tudo que Amir viveu nas últimas semanas e um pouco dos últimos meses também. E cada capítulo desse tem como título quantos dias antes do episódio do aeroporto foi o ocorrido narrado. Esses capítulos foram os que mais me cansaram. Eu gostei demais do dinamismo dos capítulos que eram as entrevistas com a família na sala do aeroporto. Eles contavam de forma muito mais devorável os acontecidos e me prendia bem mais. Claro que era importante ver essa retrospectiva que rolava nos capítulos do menino na Itália, mas foi isso que senti. Ah! E falando do que senti, já que comentei que episódios de séries assim me dão nervosinho... é porque já sabemos que "deu tudo errado" e vamos vendo todo o caminho até lá e isso me deixa levemente ansiosa.

Agora o autor que se vire. Eu quero um livro todinho sobre a irmã do personagem principal. Sério, onde que assina para ler mais sobre a Soraya? A menina roubava a cena da história por completo quando aparecia como narradora e, para completar, mesmo ela falando sobre o irmão eu queria era saber mais do musical que ela estava ensaiando e sobre ela brincando de detetive para descobrir o que estava rolando. Agora que já falei da estrela do livro, vamos focar no personagem principal (hehe). Amir e o crescimento dele na história é algo gostoso de acompanhar, mas, ao mesmo tempo, é meio irreal sabe. A graça dos livros, no geral, é te fazer acreditar até mesmo no inacreditável, mas desde que a história te faça sentir assim. Eu não estava comprando muito a ideia do menino de dezoito anos que juntou o dinheiro com a wikipedia e viajou sozinho e a louca para a Itália. Acredito que como esses trechos eram narrados pro meio da parte que achei mais dinâmica isso atrapalhou (para mim) também. Mas no geral, da parte da Itália, adorei ver ele conhecendo as pessoas e se conhecendo de brinde. No geral, é um livro muito incrível com uma história muito importante (por vários fatores). Indico demais por ser uma leitura leve, rápida e importante. Para quem gosta desse tipo de narrativa (da contagem regressiva de acontecimentos) é ainda mais perfeito.


foi assim que tudo explodiu
AUTORA: arvin ahmadi
EDITORA: alt
PÁGINAS: 294
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quarta-feira, 26 de maio de 2021

E Se Fosse a Gente? (Becky Albertalli e Adam Silvera)

Mais um livro que entrou para minha lista de livros que eu devia ter lido faz tempo, mas enrolei para ler porque sou cabeçuda e final de história (haha). A Becky, que é uma das autoras do livro, é uma das autoras favoritas de um amigo meu e ela é muito conhecida por ter criado o Simonverse, que é o universo dos livros (filme e série também) de Com Amor, Simon. Mas, por motivos até então desconhecidos (eu ser cabeçuda), eu ainda não tinha lido nada dela. O que aconteceu foi que esse livro estava numa super promoção e eu achei que era um sinal do universo para eu comprar. Além disso, a capa da continuação saiu na semana dessa promoção e eu vi que o livro se passava em New York e não resisti. O livro tem tantas referências aos musicais da Broadway, filmes da Disney e até mesmo Harry Potter que eu podia jurar que, enquanto estava lendo, estava também conversando com algum amigo ou amiga minha. Mas, como nem tudo são flores, achei a reta final do livro um pouco lenta e enroladinha e, por isso, o livro acabou com quatro estrelas e meia (o que ainda assim é fantástico). OK, menos drama e mais ação, eu sei. Vamos para um pouco da história e o que achei dela no geral.

Arthur está vivendo o sonho de muitos ao passar suas férias em Nova Iorque para um estágio e para fazer companhia para sua mãe, que está trabalhando lá por um tempo. Ao mesmo tempo que tudo parecia surreal demais e ele estivesse amando estar tão perto dos musicais que tanto amava e do movimento da cidade, ele estava um pouco cansado daquilo tudo e ainda teria mais quatro semanas pela frente. Ben nasceu e foi criado na cidade que nunca dorme, mas tudo que ele quer é ficar quieto na dele e, principalmente, esquecer seu ex que quebrou seu coração em pedacinhos e ainda deixou muitas coisas dele na sua casa. E é assim que, como uma tentativa de superar tudo, ele resolve colocar as coisas todas em uma caixa e enviar pelo correio para o ex. Ele não queria mais nada dele por perto e, em tese, entregaria pessoalmente nas aulas de recuperação, que os dois estavam, na escola. O problema é que o digníssimo não apareceu e ele queria se livrar logo daquilo tudo. Foi assim que ele foi parar no correio com uma grande caixa nas mãos.

Arthur e Ben estavam ao mesmo tempo naquela agência dos correios e o pouco de conversa que tiveram fez Arthur ter certeza de que o mundo e o universo havia conspirado para que os dois estivessem ali juntos. Ben, por outro lado, ainda estava muito inseguro com toda a história do último relacionamento dele e não acreditava, de fato, em coisas planejadas assim pelo tal universo. É aí que quando um flashmob (sim, isso mesmo, aquele evento com pessoas aleatórias que sabem a mesma coreografia) começa ali dentro do correio para um pedido aleatório de casamento e Ben foge do que poderia ser seu destino sem trocar maiores informações com Arthur. O que eles nem imaginavam é que a vontade se reencontrarem seria real e eles precisariam bancar os detetives para se encontrarem de novo. Além disso, depois de muito trabalhar para conseguir isso, será mesmo que essa história seria leve e embalada por músicas clichês dos musicais? E se não fosse para ser assim... mas e se fosse?

Como eu comentei, eu simplesmente amei o tanto de referência legal que tem nesse livro o tempo todo (mas sem ficar cansativo ou fora de contexto). Além disso, torci demais para o Arthur e o Ben se ajeitarem e pelo final feliz deles... o que me fez ter muito preguiça da reta final da história e do quão enrolado eu achei que ficou (mesmo tendo gostado muito). Um personagem que merece destaque é o melhor amigo do Ben, que é um espetáculo a parte com seus comentários, manias e ele tentando conquistar o amor da vida dele (daquele mês) também. Um livro leve, divertido, romântico e que deixa com aquele quentinho no coração. Sem esquecer, que estamos falando de um livro LGBTQIA+ e que isso merece destaque também. Enfim, se você assim como eu ama musicais, romances clichês, Disney e Harry Potter tudo junto e misturado em uma história sobre acreditar nos sinais do universo... leia esse livro. De nada.


e se fosse a gente?
AUTORA: becky albertalli e adam silvera
EDITORA: intrínseca 
PÁGINAS: 352
SKOOB DO LIVRO.
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