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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Na Estante: Harry Potter and the Chamber of Secrets


Reler a série Harry Potter foi a melhor ideia que tive esse ano (e olha que ainda nem chegamos, oficialmente, na metade do ano ainda), oficialmente. É algo que tem me feito um bem enorme e tem me lembrado (de verdade) o motivo de eu amar tanto ler, de forma geral mesmo. Está fácil entender como me apaixonei pela série e pela leitura quando era mais nova, porque está acontecendo tudo de novo enquanto releio a história. O segundo livro nunca foi meu favorito da série, mas, definitivamente, é muito bom. Eu me lembrava da história, é claro, mas alguns detalhes se perderam na memória e fui recuperando-os enquanto lia. Muito mágico, literalmente. Acabei fazendo uma leitura bem picada esse mês, por conta do trabalho, mas no final das contas toda a loucura valeu a pena. O começo fui lendo aos poucos quando conseguia tempo, mas todo o resto foi de uma vez só, completamente devorando a história. O livro, como eu bem me lembrava, é devorável como todos os outros da série. A história é fluída e gostosa, por mais tensa que seja (se compararmos com o primeiro). O livro, é claro, continuou com cinco lindas estrelas.

Harry não conseguia acreditar em tudo que tinha acontecido em sua vida no último ano. De um garoto que morava em baixo da escada da casa dos tios, ele passou para um bruxo famoso que estuda em uma das maiores e melhores escolas de bruxaria do mundo. Tudo parecia um sonho bom demais para ser verdade. Ele sabia que tinha vivido tudo aquilo, mas estava distante de toda essa realidade, afinal, desde que tinha voltado para casa, nas férias, não recebia notícias de seus amigos. Tudo começa a fazer sentido quando um elfo doméstico, Dobby, aparece em seu quarto avisando que ele não poderia voltar para Hogwarts. Algo muito ruim iria acontecer e Harry Potter, de acordo com o elfo, precisava ficar longe daquilo. Besteira, Harry pensou. Hogwarts é o lugar mais seguro que existe e ele nem sabia se podia confiar em um ser que, até pouco, nem sabia que existia. Ao tentar voltar para sua escola, com seu melhor amigo, Ron, Hary acaba ficando preso do lado de fora do portal que os levaria para o trem e é aí que uma lista de coisas estranhas começam a acontecer. Os dois conseguem, quebrando muitas regras mágicas, voltar para a escola, mas aquilo era só o começo de mais um ano maluco.

"Harry Potter must not go back to Hogwarts." - Página 22

Entre tentar não matar o menino mais mimado e insuportável do mundo, Malfoy, e aguentar seu novo professor, Lockhart, Harry ainda tem que entender tudo que está acontecendo ao seu redor. Vozes estranhas começam a sair das paredes do castelo e só ele consegue ouvi-las. Pessoas começam a sofrer ataques no meio dos corredores da escola e ninguém sabe ao certo como as coisas aconteceram. Tudo que Harry sabia, graças a um escrito sanguinolento em uma das paredes da escola, era que a Câmara Secreta estava aberta e que os inimigos do herdeiro (de um dos fundadores da escola, Sonserina) precisavam ter cuidado. As pessoas começam a duvidar umas das outras, isso inclui Harry, que vira, mais uma vez, o centro das atenções entre os colegas. Quem seria o culpado? O que estaria escondido na tal Câmara? Harry precisa descobrir antes que algo pior, bem pior, aconteça.

"(...) the Chamber of Secrets is open once more." - Página 194

Eu estava maluca para reler esse livro, porque sabia que tinha um capítulo nele que não tem nada parecido nos filmes. Me lembravam por cima, o que acontecia, mas queria ler tudo nos detalhes. Tudo isso por conta de uma cena em que os personagens principais, Harry, Ron e Hermione, vão parar em uma festa de fantasmas (mas isso é tudo que conto, mas não perder a graça de quem ainda não leu, rs). Enfim, mais uma vez fiquei ainda mais apaixonada pelo personagem Hagrid. Como comentei na resenha do primeiro livro, não me lembrava o quão fantástico o gigante consegue ser. Ah, o que me lembra que achei alguém para odiar mais que o Malfoy, o professor Lockhart. Me lembrava que não ia com a cara dele, mas é algo bem pior que isso, não o suporto, rs. Mais uma vez, também, tive a certeza do personagem maravilhoso e único que Harry é. Mesmo com toda a fama e loucuras que acontecem em sua vida ele segue sendo um menino que acredita no bem e busca sempre o melhor para todos (que merecem, hehe).

Se ainda não leu (ou releu) esse livro, indico muito. É claro que, por conta dos filmes, muita gente já sabe a história, mas os detalhes estão apenas no livro e, claro, as cenas que só existem em palavras também. Definitivamente não me lembrava o quão fantástico esse segundo livro era. Valeu muito a pena.

Harry Potter and the Chamber of Secrets
Autora: J.K. Rowling
Editora: Bloomsbury
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Na Estante: Harry Potter and the Philosopher's Stone


Quando resenhei Harry Potter and the Cursed Child, comentei que nunca tinha imaginado resenhar um livro do meu bruxinho favorito, afinal, tinha lido toda a série muito tempo atrás. Claro, reli os livros algumas vezes desde então, mas nunca na ordem certa (e nunca para resenhar). Foi aí que, esse ano, resolvi que iria reler toda a série na ordem certa. Fazia tempo que queria isso, mas sempre ficava enrolando. Eu precisava de tempo (mas não tenho) e ficar esperando não ia me levar a lugar algum. Foi aí que criei coragem e criei um tipo de projeto para reler Harry Potter com os leitores aqui do blog (vocês) e isso me motivou demais. Afinal, mais pessoas estariam relendo e, algumas até mesmo pela primeira vez, lendo comigo. Agora que já expliquei tudo isso, posso contar que passei um dia inteiro pensando em como seria essa resenha, afinal, na minha cabeça, quem sou eu para resenhar algo como Harry Potter? E aí eu pensei: Sou uma fã. Uma fã que ama os livros e a história e que, até mesmo, só começou a gostar de ler por conta desse bruxinho. Então, tomei coragem e aqui estou. É claro que o livro segue com cinco lindas estrelas no skoob e um lindo coração de favorito. J.K. Rowling conseguiu me lembrar, mesmo depois de muito tempo, o que é ser tocada por uma história. Ao (re)ler esse livro, me lembrei o motivo de ter começado a gostar de ler.

Harry nunca sonhou alto. Sua vida se resumia a correr de seu primo, que tinha duas vezes o seu tamanho, e se esconder em seu pequeno quarto, que nada mais era que o quartinho debaixo da escada. De vez em quando, via algumas coisas sem explicação acontecerem a sua volta, mas tudo seguia sem explicação e, se ousasse perguntar para seus tios, acabaria trancado em seu quartinho. Harry havia perdido os pais muito cedo, em acidente de carro, segundo sua tia, e não lembrava muito deles. Ele, definitivamente, não era querido na casa, mas era um lar e, de certa forma, isso bastava para ele. O que ele não esperava era que todas as coisas malucas que aconteciam iam chegar ao limite no aniversário de seu primo. Harry, sem saber como, conseguiu sumir com o vidro que separava as pessoas de uma cobra dentro de um zoológico e, como a cobra, misteriosamente, conseguia conversar com Harry, é claro que a culpa só podia ser dele. E aí foi o de sempre, castigo no quartinho, sem direito à perguntas. Quando estava perto de completar onze anos, Harry começou a receber cartas misteriosas, mas seu tio fazia questão de destruir cada uma que chegava em sua frente. As cartas não paravam de chegar, rendendo, até mesmo, uma fuga em família para hotéis e uma casa abandonado no meio do mar.

"To Harry Potter - the boy who lived!" - Página 18

No meio de toda essa loucura de cartas, quando todos finalmente acharam que estavam a salvo, Harry completou onze anos e, exatamente quando o relógio bateu meia-noite, um gigante entrou com tudo onde eles estavam, no meio do nada. Ele estava ali para levar Harry. Mas como? Por quê? Simples, Harry era um bruxo e todas as cartas, que chegavam de todos os lados possíveis, eram de sua mais nova escola de bruxaria, Hogwarts. Hagrid, o gigante, estava ali para levá-lo para a compra de materias. Mas espera. Isso só podia ser uma pegadinha. Harry? Um bruxo? Como isso é possível? Simples, não tinha tido nenhum acidente de carro, tudo era uma grande invenção dos tios, que tinham pavor de tudo que era fora do normal. Os pais de Harry haviam sido mortos pelo maior bruxo das trevas que o mundo bruxo já viu, Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. Harry, por outro lado, havia conseguido escapar de um poderoso feitiço e, mesmo bebê, havia derrotado o bruxo. Além de bruxo, Harry era muito famoso. Era muita informação em pouco tempo, mas logo Harry estava embarcando para sua nova escola e sua nova vida. Ele só não podia imaginar que tudo viraria ainda mais de cabeça para baixo em Hogwarts. Um novo melhor amigo todo atrapalhado, Ron, e uma nova melhor amiga que sabia, literalmente, de tudo um pouco, Hermione. Ah! E claro, no meio disso tudo ele precisava entender melhor quem ele era, o que aconteceu com os pais e ainda tentar descobrir o que é a tal da pedra filosofal. Não seria mesmo um ano normal.

"Nitwit! Blubber! Oddment! Tweak! Thank you." - Página 92

A primeira coisa que preciso comentar é que não me lembrava, de verdade, o tanto que eu amo o Hagrid, sério. O gigante atrapalhado com o coração maior que o mundo me fez lembrar, assim que apareceu carregando o bebê Harry, depois de toda a treta, o motivo de eu amar tanto essa série mágica. Outra coisa que não me lembrava, é que no livro, em inglês, ele fala de um jeito bem único e bem atrapalhado, algo bem marcante do personagem. Também amei relembrar o jeito doce e inocente do Harry. Claro que, com o passar dos livros, vamos vendo ele crescendo, mas nesse primeiro contato, ele é apenas o Harry. O menino que dormia com aranhas debaixo da escada. Hermione e Ron são um show a parte também, é claro. O que me lembra, os Weasleys são os melhores, rs. Malfoy, ah, Malfoy. Posso até ter ido com a sua cara no Cursed Child, mas durante a releitura eu queria bater nesse gurizinho mimadinho (haha). Ok, se eu for falar de cada um, não vamos sair daqui hoje.

Resolvi reler em inglês, por treino mesmo. Sou professora do idioma e, por mais que o use diariamente, raramente é de forma leve. Por isso, resolvi que leria todos em inglês e, para mim, foi um acerto. Outro acerto, ainda maior, foi simplesmente ter lido. Voltar, literalmente, para o mundo mágico me lembrou o que é amar uma história e o motivo de eu ter começado a gostar de ler com esse bruxinho. A história sobre coragem, amizade e, principalmente, amor, nunca perde a graça ou fica fora de moda. J.K. transforma palavras em magia e somos automaticamente levados para Hogwarts. Estou maluca para reler os outros e, bom, agora em Abril será a vez do segundo. Indico a releitura para todos que já se encantaram com essa história e a leitura para todos, todos mesmo.

Harry Potter and the Philosopher's Stone
Autora: J.K. Rowling
Editora: Bloomsbury
Páginas: 223
Skoob do Livro.
Meu Skoob.