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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Na Estante: Meia-Noite na Austenlândia


Eu preciso contar a verdade, estava com os dois pés atrás para ler esse livro. Quero dizer, estava ansiosa, é claro, mas ao mesmo tempo não tinha muita certeza de se iria ou não gostar. Quando li Austenlândia, no meio do ano passado, o livro foi meio cansativo e eu estava com medo de isso acontecer de novo, afinal estamos falando da mesma autora e do mesmo cenário (e até mesmo de alguns personagens iguais), mas eu estava errada, muito errada (graças aos céus). Meia-Noite na Austenlândia conseguiu me prender do começo ao fim. Acho que nunca tinha lido um livro com um fundo de mistério e isso foi o que chamou mais a minha atenção. Eu queria saber como aquilo tudo ia terminar e, para minha sorte, a histórias dos personagens era boa para deixar todo esse caminho ainda mais gostoso e divertido. Gastei muitos post-its e me prendi tanto na história que, numa noite, até sonhei com eles. Se quiser conhecer um pouco melhor da história e o que achei sobre ela, em detalhes, é só continuar lendo. Ah! Se você não leu Austenlândia, não tem problema algum, o livro não é uma continuação e os dois são completamente independentes um do outro (por mais que, quem leu os dois, consiga fazer algumas ligações aqui ou ali).

O livro conta a história de Charlotte, uma americana que acreditava que tinha tudo na vida. Um emprego dos sonhos que rendia um bom dinheiro, dois filhos lindos e saudáveis e um marido maravilhoso. Ela acredita, mas não era verdade, pelo menos parte da história. Seu marido havia traído-a com uma mulher bem mais nova e com um nome bem estranho e seus filhos, por mais que realmente fossem lindos e saudáveis, estavam cada vez mais distantes dela. O mundo parecia estar de cabeça para baixo e foi aí que ela resolveu ler Jane Austen. Não era muito fã de livros, mas já tinha lido Agatha Christie e adorado, então se jogou no mundo de Austen e amou cada segundo disso. Entre as páginas dos livros ela percebeu que precisava de férias de tudo, quem sabe assim ela conseguiria arrumar a vida dela e colocar tudo de volta no seu devido lugar. Charlotte foi logo procurar por destinos na Inglaterra, ela queria ver o que Jane tinha visto e foi aí que apareceu o lugar perfeito: Austenlândia

"Vamos lá. Mude a minha vida. Eu desafio você." - Página 21

Ela passaria quinze dias vivendo como uma personagem de sua mais nova autora favorita com direito à roupas maravilhosas, jogos de época, bailes e, claro, romance. O que Charlotte não esperava era que o mundo de Jane Austen iria encontrar com o mundo de uma outra autora já citada. O que aconteceria se o mundo romântico de Austen encontrasse com o mundo misterioso de Christie? É isso que ela vai viver na pele e olha que isso nem estava incluso no pacote. A personagem principal se vê prensa no meio de um grande mistério que pode ou não ser real, como tudo naquele lugar, mas o simples fato de existir uma porcentagem de realidade já torna tudo muito emocionante e real para ela. Era disso que ela precisava. Sem esquecer, é claro, das outras pessoas que também estavam naquele mundo. Outras damas e alguns cavalheiros também estavam na casa e todos eram maravilhosos e suspeitos ao mesmo tempo. O foco era o baile final e o romance, mas também era descobrir quem tinha matado quem, com que arma e em que sala. As coisas são lindas em Austenlândia, mas nem tudo continua igual quando passa da meia-noite.

"Qual era a graça de ficar em um lugar seguro?" - Página 214

O que falar de Charlotte (essa personagem que mal conheço, mas já considero pakas)? Nas primeiras páginas não fui com a cara dela, achei que ela seria um tédio e estava com medo de não gostar da história, mas aos poucos fui entrando no seu mundo e logo estava preocupada com tudo e torcendo por ela. É uma personagem maluca e, definitivamente, esse é o melhor dela. Todos os outros personagens de Austenlândia são um show a parte, afinal, estamos falando de uma grande encenação, mas não posso deixar de citar o Sr. Mallery, porque as falas dele eram tão clássicas e tão românticas que no final das contas rendia boas risadas (e não suspiros). Também não posso esquecer de Eddie, ah, Eddie. Só o nome dele já basta, não preciso falar mais nada aqui. 

Eu amei o suspense e definitivamente amei como ele foi resolvido. Nunca li nada assim antes e foi por isso que coloquei na cabeça que esse ano preciso ler nem que seja um livro da Agatha Christie, tipo assim, sério. Quando o livro é bom, ele te prende, mas quando o livro é bom e tem um suspense ainda melhor, meu Deus, ele te prende três vezes mais. Se você gostou de Austenlândia, mas amar esse livro e se você não gostou tanto assim, também vai amar esse livro. Na minha opinião, é bem melhor. Se você ainda não leu, pode ler esse sem medo de ser feliz, porque não vai atrapalhar em nada, de verdade. Esse é um livro para quem sonha muito, gosta de romances e, pelo menos uma vez na vida, já se imaginou nos braços do Mr. Darcy. É um livro leve, mesmo que carregado de suspense e consegue ser uma leitura muito rápida e gostosa. Ganhou cinco estrelas lá no skoob e mereceu cada uma delas.

Meia-Noite na Austenlândia
Autora: Shannon Hale
Editora: Record
Páginas: 320
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Na Estante: Austenlândia


Levei um bom tempo para terminar esse livro. Grande parte dessa demora se deve ao fato de que eu estava no final do período na faculdade (mil provas, trabalhos e relatórios), por outro lado, a parte restante se deve ao fato de que vi o filme (e indiquei aqui no blog) antes de ler o livro. O fato de já saber as tretas da história me seguraram um pouco (muito!) na hora de ler. A escrita da autora também me incomodou um pouco, um livro em terceira pessoa tem que ser muito bem escrito para prender a atenção do leitor, e em alguns momentos o livro falhou nisso. Nunca pensei que falaria isso (nunca diga nunca!), mas eu gostei mais do filme do que do livro. De qualquer forma, ganhou quatro estrelas. É uma história leve e divertida, pena que o livro as vezes te leva a enrolar a leitura.

Jane é uma mulher de 33 anos que tem muita dificuldade em manter um relacionamento sério, tudo por conta de um tal Sr. Darcy. Sim, o personagem fictício criado pela autora inglesa Jane Austen. Nossa Jane, americana, sempre esperou muito dos garotos que namorou e lembra deles por números, mas todos tinham um grande problema, nenhum era igual Darcy fora para Elizabeth (do livro Orgulho e Preconceito). Tudo muda quando uma parente dela morre e deixa de herança algo bem diferente, um pacote em Austenlândia, com tudo pago, e de uma forma que Jane não pode trocar o pacote por dinheiro, ou ela vai para o lugar (na Inglaterra) ou perde a herança. Depois de muito pensar, e de ouvir muito de uma amiga e de sua mãe sobre como ela vive em um mundo impossível, ela resolve que precisa ir. Seria a sua última chance de ver que aquele mundo que ela sonha é irreal, que Sr. Darcy só existe no papel e que se ela não acordasse para a vida real teria ainda mais problemas, não só na vida amorosa.

"(...) Não seja boba, é tudo atuação. E depois se deu conta: 
Que divertido!." - Página 53

Com tudo isso em mente ela junta suas coisas e embarca para Austenlândia, mas nem tudo são flores e ela descobre isso logo de cara. Como ela não é uma cliente fixa do lugar, o seu pacote é bem diferente, ou seja, ela receberia um tratamento bem mais simples do que as outras mulheres. Mas isso é de leve comparado ao fato de que ela não podia ficar com nenhum eletrônico, teria que usar roupas de época (isso inclui as íntimas) e teria que se portar como uma verdadeira dama. Tudo que parecia um sonho nos livros de Austen estava virando um pesadelo da vida real. Os homens eram exatamente como nos livros, mas no fundo ela sabia que eram todos atores. Isso serviria para acabar com as fantasias dela, ou estragaria tudo de vez, mas como todo bom livro o que é bom estava esperando no final, depois de muitos tropeços e tapas de realidade (além de aprender que nem tudo é o que parece) Jane descobre que sua vida pode ser bem melhor que a de um livro.

"Sabe, aquele livro não fez nenhum bem à própria Austen. 
Ela morreu solteirona." - Página 15

Jane me irritou em muitos momentos. Ela é uma personagem muito bipolar, ao mesmo tempo que o sonho dela era viver dentro de um livro de Austen ela só sabe reclamar do lugar. É chato comparar, mas a Jane do filme é bem mais legal, e o mesmo serve para os outros personagens, o que menos se encaixa nessa de "é melhor no filme" é o Sr. Nobley. Não sei se fiquei com isso tudo na cabeça por ter visto o filme antes, mas o fato é que o filme consegue ser ainda mais leve e divertido (perfeito para ver comendo brigadeiro com as amigas, foi o que fiz). Esperava bem mais do livro, por mais que tenha gostado. Mas se você é uma pessoa maluca pelo Mr. Darcy (como a Jane) esse livro é uma leitura obrigatória.

Austenlândia
Autora: Shannon Hale
Editora: Record
Páginas: 240
Skoob do Livro.
Meu Skoob.