quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Na Estante: Como Eu Era Antes de Você


Eu já sabia de todo o drama que envolve o livro quando comecei a leitura, mas isso não me impediu de chorar feito uma condenada enquanto o lia. O livro foi um presente de uma amiga minha que estava revoltada por eu nunca ter lido o livro favorito dela, sendo que ela já tinha lido o meu. Ela estava com toda razão, é válido comentar. Estava com o pé atrás antes de começar a leitura, afinal, todos estavam falando tanto sobre ele e o trailer do filme tinha acabado de sair. Era muita coisa a favor da história, mas muita coisa contra também. Deixei de ser besta e comecei a ler. A história foi passando e a cada página eu me ligava mais à ela. Não posso negar, achei o começo meio parado, mas já tinham me avisado isso. Não é um parado ruim, a história te prende de qualquer forma. O livro ganhou cinco lindas estrelinhas e um espacinho no meu coração também. Não é um livro estilo conto de fadas, em que todos vivem felizes para sempre. É um livro que te mostra que muitas coisas ruins podem acontecer na vida, mas que isso não deve te impedir de fazer suas próprias escolhas e de, no final das contas, ser feliz do seu jeito. Menos falação e mais ação, não é? Vamos logo para o que interessa.

Lou acreditava que tinha sua vida inteira planejada e que tudo estava perfeito, mas não era bem assim. Seu emprego maravilhoso nem era tão bom assim e para completar estava com os dias contados. Por mais que ela até gostasse muito de trabalhar em um café o dono não estava animado com os números e, por isso, ia fechá-lo. O namorado de de Lou, Patrick, já até tinha sido importante para ela, mas ela nunca teve certeza se ela tinha sido importante para ele em algum momento. Ela fingia que ainda o amava, ele fingia que acreditava. Para completar todo esse pacote, a família de Lou estava passando por sérios problemas financeiros e todos dependiam diretamente dela. É exatamente por isso que ela se agarra à um emprego que não tinha nada a ver com ela ou com o que ela sabia. Ela teria que ajudar um homem que tinha sofrido um grave acidente e que, desde então, era tetraplégico. Ela não seria uma enfermeira nem nada, ele já tinha isso, ela precisava, apenas, cuidar de coisas básicas para ele e, aparentemente, tentar animá-lo.

"Sabe, você só pode ajudar alguém que aceita ajuda." - Página 50

O homem em questão é Will Traynor. Dono de um humor ácido e de zero vontade de viver, ele não estava nem um pouco animado com a ideia de ter Lou por perto, afinal, ela era a alegria e a loucura pura em forma de gente. Ele não podia fazer nada sozinho e todas as suas vontades eram ignoradas em sua (muito rica) família. O que nenhum dos dois imaginava era que a ligação deles seria bem mais forte que o previsto e que o humor ácido dele poderia acabar se encaixando muito bem no humor bobo dela. Ele não queria mais viver, enquanto que ela queria dar toda uma vida para ele. É exatamente aí que ela tem a ideia de ajudá-lo a ver a vida com algo bom de novo, por mais que muitos já tenham tentado isso antes. A vida dos dois muda por completo e de uma forma irreversível, mas eles não mudariam isso, de forma alguma. Lou estava disposta a se arriscar em tudo, mas será que Will poderia fazer o mesmo?

"Precisam acreditar que existe um lado positivo." - Página 220

Lou virou uma das minhas personagens favoritas da vida. A forma que ela vê o mundo e lida com tudo e todos é mágica. Ela não está nem aí para o que os outros pensam sobre ela e, mesmo com muitas coisas ruins acontecendo, ela continua sendo como sempre foi. Sem esquecer, é claro, que ela usa meias de abelhinha com muito estilo (haha). Will foi um grande enigma durante todo o livro e no final das contas me conquistou também, mas não, eu não fiquei feliz com as escolhas dele. Vários outros personagens me fizeram amar essa história, mesmo com todos os poréns dela. A irmã de Lou, Treena, foi uma dessas personagens e o ajudante de Will, Nathan, também.

O livro consegue manter um nível muito gostoso de humor, mesmo com todos os dramas de pano de fundo. Eu realmente me diverti com ele e, claro, sofri um pouco também. Nada fora do esperado, não vou negar, O humor é bem britânico, vale comentar, e eu pessoalmente amo isso. O livro é emocionante e nos faz pensar sobre muitas coisas, mas não o leia esperando um conto de fadas digno da Disney. Leia esperando uma história que poderia muito bem ser real, e é exatamente por isso que nos ligamos tanto à ela e, no final das contas, sofremos com os personagens. 

Como Eu Era Antes de Você
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

O Maior Amor de Todos


É incrível como consigo me expressar melhor pelas palavras escritas. Amo falar, na verdade, normalmente falo mais que minha boca, mas quando paro para escrever parece que tudo sai ainda mais fácil e fazendo muito mais sentido. Esse é o meu último final de semana de férias e muitas coisas aconteceram na minha vida nesse tempo que tive longe da minha rotina. Foram quase dois meses com muitas coisas boas acontecendo na minha vida, tanta coisa que parece que passou bem mais tempo que isso. Viajei para lugares bem legais que não conhecia, li muitos livros maravilhosos, escrevi sem me preocupar com tempo, ri até doer a barriga ao lado dos meus amigos e conheci pessoas incríveis no meio disso tudo (incluindo vários leitores do blog!). Ah, tive muito tempo para pensar na vida também (tempo até demais, rs). E é exatamente sobre isso que quero falar hoje com vocês. Não, eu não vou detalhar todas as coisas que pensei nas férias, afinal, imagina o tédio que isso seria, né? Vocês são meus melhores amigos, então achei digno compartilhar com vocês o pensamento que mais ocupou minha cabeça enquanto eu brincava de inútil.

Nunca fui magra, mas já fui menos gorda. Pois é, eu não tenho problemas para falar isso, sou gorda. Sem o inha no final ou outros detalhes para, entre muitas aspas, melhorar essa situação. Desde pequena meu corpo era o diferente da turma. Cresci com todos aqueles clichês - do que hoje é chamado - de bullying, sabe? As músicas com rimas pobres e os apelidos que me fazem pensar, hoje em dia, que existem sim crianças más. Tudo isso fazia parte do meu dia-a-dia e eu achava normal, afinal, eu era a gordinha (aí sim com o inha, porque eu era criança) da sala. Quando cresci, fiz uma dieta ultra-mega-blaster rígida e acabei perdendo bastante peso, mas mesmo assim o número na minha roupa ainda era apontado como grande. Nessa mesma época, também descobri que ganho/perco peso com muita facilidade, mas mesmo assim nunca tive o corpo "perfeito" (se é que existe um). O que é bem engraçado, afinal, eu era bailarina (ballet clássico, jazz e cancan), jogadora de futsal e não parava quieta um minuto sequer, ou seja, se fosse para eu ser um palito, eu teria sido naquela época (e não fui). Ah, mas posso apostar que você comia o mundo. Como disse, foi a época da dieta master que fiz na vida, ou seja, não comia o mundo. Enfim, esse não é o foco aqui. Na verdade, evito ao máximo pensar em todas essas coisas que, em algum momento da minha vida, já me fizeram mal. Afinal, nosso passado não é uma tatuagem, é apenas uma marca, tipo um roxo na pele que sai com o tempo. A gente só precisa aprender com ele, tipo quando batemos o dedinho numa cômoda e, depois que ele ficou roxo, a gente aprende a ter mais cuidado com a porcaria da cômoda. Não precisamos ficar três semanas chorando por termos batido lá, não é? A gente aprende a lição, tira o melhor dela e segue em frente uma pessoa melhor.

Esse texto também não é uma reflexão sobre como é ser gorda no século 21, afinal, já existem muitos textos (bons) assim por aí. Claro, eu também teria muita coisa para contar, desde idas traumatizantes à lojas que acreditam que todos precisam ser iguais ou até momentos em que tive que ouvir pessoas que ainda acham que gordura/magreza é sinal (ou não) de saúde. Vale lembrar, mesmo não sendo o foco, que a única pessoa que pode saber se você está saudável ou não é você mesma e, ainda por cima, com a ajuda de médicos especializados nisso. Enfim, contei e comentei isso tudo aí de cima porque isso faz parte da minha história e de quem eu sou. Ah, e exatamente isso tudo aí foi o que fez eu me odiar por muito tempo. Eu sei, ódio é uma palavra e um sentimento muito forte, mas era isso mesmo que eu sentia. Algum tempo atrás, eu me olhava no espelho e detestava tudo que via nele. Foi um período bem triste, eu achava que estava errada em tudo, principalmente em ser como eu era. Aí, para melhorar, tudo em minha volta me mostrava que realmente eu não era o padrão. Hoje em dia vejo o quão tolo é isso, mas na minha cabeça de dezesseis anos tudo parecia o fim do mundo. Muitas coisas aconteceram, mas tudo só melhorou de verdade quando eu aprendi a me amar. Não precisei mudar quem eu era, eu apenas comecei a gostar do que via no espelho.

Sabe quando você ama uma música, mas nunca para de verdade para pensar sobre a letra dela? Sempre adorei a música Greatest Love of All, da Whitney Houston, mas só nessa semana parei para realmente pensar sobre a letra. O maior amor de todos acontece quando aprendemos a nos amar de verdade. E a música ainda fala, além disso, que a gente aprende com os erros, que não precisamos viver pelos outros e que temos que comemorar as vitórias na vida. No final das contas pode parecer um texto sem nexo ou sem propósito, mas eu li uma frase (também essa semana) que me fez ter muita vontade de compartilhar isso aqui com vocês. Seja a pessoa que você precisava quando era mais novo (be the person you needed when you were younger). Como eu disse, para algumas pessoas isso aqui não vai servir de nada, mas para outras pode ser exatamente aquilo que elas precisavam ouvir/ler. É claro que, quando eu era mais nova, tive pessoas me falando tudo isso aí e é exatamente por isso que consegui ver que eu podia e devia me amar como eu era/sou. Mas sei, muito bem, que nem todas as pessoas têm a sorte que eu tive e, por isso, quero que saibam que eu estou aqui. Já recebi e ainda recebo muitos emails de leitores que queria apenas conversar (eu amo conversar com vocês e amo ainda mais o fato de que confiam em mim ♥). Lembrem-se sempre, o maior amor de todos é o que temos por nós mesmos. Não deixe ninguém te diminuir, nunca. Você pode o que quiser, basta acreditar e ir buscar as realizações do que quer. Ah, e lembre-se também que sempre vai ter alguém do seu lado para te lembrar disso tudo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Na Estante: Mais Uma Chance


Quando eu liberei a resenha de quarta (A Primeira Chance) para vocês, eu já tinha contado que estava lendo a continuação daquele livro. O fato é que eu terminei o mesmo pouco depois de liberar o post, rs. De começo, achei o livro bem repetitivo, vou explicar melhor isso já-já, mas depois ele me conquistou e foi puro amor. Tanto que ele recebeu cinco estrelinhas, assim como o outro livro do casal. Sim, para quem está meio perdido, esse livro faz parte da série Rosemary Beach. Nós já vimos o Rush com a Blaire, o Woods com a Della e, dessa vez, estávamos acompanhando a história de amor de Harlow e Grant. Você não precisa ter lido todos os outros casais para entender esse último, mas depois que ler, os primeiros vão perder a graça (spoilers, rs). O que me lembra, eu já falei ali no começo, mas é bom lembrar só mais essa vez. Esse livro é uma continuação! Ou seja, se você ainda não leu o primeiro pode (e vai) considerar um comentário ou outro como spoiler. Agora, vamos lá!

Grant precisou de bem mais que uma única chance com Harlow para tentar fazer as coisas funcionarem, mas nem assim estava dando muito certo. Ela tinha segredos e tudo isso podia colocar a relação deles em risco e, bom, colocou. Harlow queria ter a chance de viver um grande sonho, mesmo sabendo que isso colocaria sua vida em risco. Ela cresceu ouvindo que nunca poderia fazer muitas coisas, inclusive o grande sonho, mas ela estava decidida a provar que poderia sim e nada, nem ninguém, poderia tirar isso da cabeça dela. 

"Vou fazer tudo certo desta vez. Me dê mais uma chance. 
Juro que vou fazer tudo certo." - Página 50

Para ela, a decisão tinha sido instantânea. Era fácil colocar um sonho tão grande assim na frente de todos os seus problemas, mas para quem estava acompanhando de fora, tudo parecia loucura de mais. Grant estava completamente dividido, afinal, ele queria ajudá-la com a realização do sonho, mas queria muito mais ela bem ao lado dele. É um dilema maior que todos eles e que pode mudar o rumo de muita coisa.

"Podíamos ter apenas uma prova de algo, 
mas nunca a coisa inteira?" - Página 104

Como eu disse ali em cima, eu achei a história bem repetitiva de começo. Parecia que a Abbi tinha ficado com preguiça e usado a mesma forma para assar mais um bolo em Rosemary Beach. Aos poucos, a escolha da autora foi fazendo sentido e, mesmo soando repetitivo o enredo, tudo foi melhorando. Era a mesma base, não podemos negar, mas com um drama muito maior e com muito mais sentido. Drama que, por sinal, salvou toda a história e me fez, até mesmo, chorar! Sim, eu chorei que nem criança com certa parte do livro (culpada).

Como li os dois livro de uma vez só pareceu que era um livro só na minha cabeça. Os personagens seguiram como no primeiro e a única que me surpreendeu foi a Nan (pasmem). Sem entregar muita coisa, eu quase senti alguma coisa por ela (no caso, pena). Ela tem muita coisa para contar ainda e é exatamente por isso que estou bem ansiosa para o livro só dela. Rush continua sendo meu bad-boy favorito da série, mas Grant me conquistou bastante também. Se você gostou do primeiro, vai amar essa continuação. Estava com medo de encarar separações forçadas e dramas exagerados, mas me enganei e amei isso. Ok, temos muito (muito mesmo) drama, mas não seria a Abbi se não tivéssemos.

Mais Uma Chance
Autora: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Páginas: 208
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Na Estante: A Primeira Chance


Antes de qualquer outra coisa, é legal contar que enquanto escrevo essa resenha já passei da metade da continuação desse livro, tipo assim, sério. Esse é o efeito que os livros da Abbi têm comigo. Sim, estamos falando de mais um livro do universo Rosemary Beach. Eu li esse livro numa virada de noite, na verdade, em pouco menos de três horas, rs. Não vamos focar no fato de que não sou normal, mas sim no fato de que o livro é muito bom (e me ferrou com isso, porque acabou com meus post-its e não tinha trazido outra cartela para passar as férias, rs). A história faz parte de uma série, mas pode ser lida de forma independente se não quiser ler todo o resto. O problema é que no meio dela tem spoilers dos outros livros que vieram antes (e já foram todos resenhados aqui, rs), ou seja, se depois você quiser ler as que vieram antes já nem vai ter tanta graça (ou vai?). O livro ganhou cinco lindas estrelinhas e estou maluca para contar tudo para vocês, afinal, esse livro da Abbi acabou pegando um pouco de uma receita que eu amo, tretas hollywoodianas. Se quiser conhecer melhor o livro e o que eu achei sobre ele é só continuar lendo a resenha.

Harlow sempre tentou ter uma vida normal, o que nunca foi muito fácil, afinal, ela é filha de um grande astro do rock e as pessoas ao seu redor sempre tentaram se aproveitar disso. Ela lidava com os problemas da maneira mais simples que podia imaginar, se escondendo. Ela ficava quieta na casa de seu pai, em Los Angeles, e ia levando a vida como podia. O que ela não esperava era que, por conta de uma turnê mundial, ela teria que passar alguns meses com sua meia-irmã do mal, Nan, em Rosemary Beach. Ela não conhecia a cidade muito bem, mas conhecia várias pessoas de lá, incluindo Grant Carter, o ex-namorado de sua meia-irmã e também presença certa na grande maioria dos seus sonhos. Ela sabia que não daria muito certo, mas não tinha muitas opções. Ela teria que morar com uma pessoa que a detestava e ainda lidar com todas as emoções que guardava tão bem só para ela.

"Parecia a coisa certa." - Página 140

Nan odiava Harlow pelo simples fato de não ser ela. Afinal, ela era a filha querida do astro do rock, ela atraia olhares e suspiros por onde passava e, mesmo com tudo isso, ela conseguia ser a pessoa mais doce e inocente do mundo. Tudo que Nan não era e nem nunca seria. Exatamente por isso, Grant se atrai por Harlow, ela era o oposto da irmã maníaca e tudo que ele precisava. Ele já tinha vivido um verdadeiro inferno nas mãos de Nan, agora ele queria o paraíso com Harlow. Mas não seria assim tão fácil conquistar a confiança dela, ainda mais tento um passado tão agitado como o dele. Eles precisariam dar uma chance para toda essa loucura, mas será que apenas uma chance bastaria?

"Não posso ter uma chance? Uma chance para 
provar que não sou como Nan." - Página 17

Grant tem o mesmo estilo dos outros personagens principais criados pela autora (Rush e Woods), mas o fato é que ele ainda não me conquistou como Rush fez, mas ele está bem perto. Harlow é, até agora, a minha personagem principal favorita dentre as mocinhas que a autora já escreveu (Blaire e Della). Realmente, não tem como não gostar dela. O modo como ela leva a vida e até o jeito que ela pensa, tudo nela é agradável para quem está por perto na história e para quem está com o livro nas mãos lendo tudo isso. Adorei também rever os personagem que citei ali em cima e alguns outros, afinal, em Rosemary Beach tudo acaba se misturando no final e isso é muito amor.

Um ponto para Abbi Glines que conseguiu esconder muito bem o drama principal do livro. Normalmente acerto de primeira os dramas clichês dos new adults que leio, mas dessa vez demorei um pouco mais para identificar qual era o problema. A escrita da autora só melhora e isso é realmente lindo. Cada vez mais a Abbi nos prende de uma forma maravilhosa a história e, quando amos conta, já terminamos o livro e estamos procurando por mais. Se você gosta de new adults clichê com histórias apaixonantes, esse livro (assim como toda a série) é para você. Vale lembrar que, como estamos falando de um NA, o livro tem cenas mais fortes que não são indicadas para menores. Aviso dado.

A Primeira Chance
Autora: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Páginas: 225
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Na Estante: Play (Stage Dive #2)


Eu já tinha lido outro livro da autora e gostado muito. No caso, eu li Lick, que faz parte da mesma série desse livro aqui (a série Stage Dive). A história tinha me conquistado e eu tinha amado os personagens principais e os secundários também. Foi exatamente por isso que fiquei tão animada para ler Play, porque o personagem principal dele já tinha aparecido em Lick e tinha chamado muito a minha atenção (cheguei a comentar isso na resenha). Toda a leveza que ele tinha levado para o outro livro fazer parte desse, que é todinho dele. Mesmo sendo uma série, esse livro pode ser lido independente do outro, o único "problema" é que tiraria a graça de ler o outro depois, mas não existem spoilers que estragariam tudo. O livro ficou com cinco lindas estrelinhas e um coração de favorito lá no meu skoob. Vale contar para vocês (e só para vocês, rs) que eu perdi totalmente a dignidade lendo esse livro, sério. Comecei a ler às três da manhã (ideia tola, eu sei) e só fui parar às cinco e pouco, quando acabei a última página. Eu não consegui parar, a história me prendeu de um jeito inexplicável. É exatamente por isso que acho que vocês devem ler a resenha até o final e, depois, ler o livro também. Vamos lá!

Anne sempre foi muito fã da banda de rock Stage Dive. Quando era mais nova, suas paredes eram lotadas de imagens de todos os integrantes da banda, principalmente de Mal, o baterista. O problema é que sua mãe entrou em uma forte depressão e ela acabou tendo que crescer um pouco mais rápido para poder cuidar da irmã mais nova, exatamente por isso a parede e todo o amor pela banda foi ficando de lado. Ela estava se dando relativamente bem na vida, tinha um emprego e cuidava da sua irmã que estava na faculdade, o que ela não esperava era que uma de suas melhores amigas, e colega de casa, a abandonaria uma semana antes do aluguel vencer e, para piorar, que ela faria isso levando tudo que ela tinham na casa sem nem avisar. Ela estava completamente acabada, até que sua vizinha, e também amiga, Lauren, a chamou para uma festa. Seria legal para tirar a cabeça dos problemas, pelo menos por uma noite. O que ela não esperava era que a festa seria na casa da melhor amiga de Lauren, que por um pequeno acaso da vida era casada com o guitarrista da Stage Dive.

"O que era aquilo dos badboys? Alguém tinha que 
inventar uma cura." - Página 46

Anne estava tão para baixo que só se tocou que conheceria o guitarrista de sua banda favorita quando o viu pessoalmente lá. O que ela nem imaginava, nem em sonhos, era que ela conheceria também Mal, o baterista mais sexy do planeta, e que ele estaria precisando, e muito, dela. Ele precisava de uma namorada de fachada e Anne era tudo que ele havia sonhado para isso. Ela precisava de um novo colega de casa e lá estava ele pronto para ajudá-la, tudo que ela precisava fazer era aceitar o pedido maluco dele. Anne ignorou todos os gritos lógicos em sua cabeça, afinal, ele haviam (literalmente) acabado de se conhecer e aceitou toda a brincadeira. O que nenhum dos dois havia pensado era que no meio disso tudo seria difícil demais deixar a relação como apenas uma fachada. A ligação havia sido instantânea e a atração era forte demais. Mas quem estamos enganando aqui, estamos falando do pegador e bateriasta Mal Ericson, será que isso daria certo?

"Esta é a resposta certa. Nós seremos o casal falso 
mais perfeito de todos os tempos, moranguinho." - Página 70

O que vou falar agora pode chocar algumas pessoas, então eu vou com calma, ok? Mal Ericson chegou bem perto do Travis Maddox (Belo Desastre) em meu coração. Ok, ainda com muita calma. Ele está do ladinho dos outros irmãos Maddox na minha listinha de favoritos. Ok, o choque já deve ter passado, ou não, rs. Eu já tinha me apaixonado por Mal em Lick, mas agora com um livro só dele tudo foi para outro nível. Ele é completamente maníaco e badboy clichê, mas eu amo tanto isso (haha). Sem esquecer que o senso de humor dele é algo genial, sério, quando eu não estava soltando longos suspiros eu estava passando mal de rir, de verdade. As falas dele sempre rendiam muito amor e risadas gostosas. Anne é uma personagem como, basicamente, todas as outras de new adults. Isso não é uma crítica, é um comentário. Ela vai crescendo pela história e, lá pela metade ela já se transforma em uma personagem bem mais forte e bem elaborada, gostei disso. Adorei rever os personagens de Lick e até mesmo conhecer mais alguns. Essa série está entrando para a listinha de favoritos e isso é só amor.

Toda a história do namoro falso e tudo mais gira em torno de um segredo que Mal guarda. Tudo é muito bem bolado, mas eu adivinhei o segredo assim que comecei o livro e, sim, estava certa. Isso não atrapalhou a leitura, mas tirou o fator surpresa que, acredito eu, teria feito eu gostar ainda mais da história (se é que isso é possível). Enfim, a autora está de parabéns e a editora também, por trazer o livro e a série para o Brasil. Se você gosta de new adults clichês, romance e muitas risadas esse livro é (definitivamente) para você. Não avisei antes, mas acredito que tenha ficado implícito, o livro é um new adult, ou seja, cenas para maiores de (pelo menos) dezesseis anos. Quem avisa, amiga é.

Play (Stage Dive #2)
Autora: Kylie Scott
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 320
Skoob do Livro.
Meu Skoob.