domingo, 12 de março de 2017

Eu Voltei! \o/


Ué, Izabela, nem sabia que você tinha ido para algum lugar para poder voltar, rs. Vamos com calma, prometo que vou explicar tudo. No caso, eu simplesmente voltei a ler (yay!). Não precisa nem pensar muito para perceber que desde o comecinho de Janeiro que não tínhamos mais resenhas aqui no blog, não é? Isso é porque desde dezembro eu não lia nada. Exatamente o que você leu, eu passei janeiro e fevereiro sem ler livros (música de drama ao fundo, por favor). No começo isso me deixou bem mal, mas fui me acostumando com a ideia, afinal, estava prático. O que aconteceu foi que, desde (mais ou menos) outubro do ano passado eu estava ficando com preguiça de ler, porque era tudo uma grande obrigação e, vocês sabem, quando leitura deixa de ser por prazer fica péssima. Ter parcerias foi uma das melhores coisas que já me aconteceu, mas perdê-las (como comentei aqui) foi, provavelmente, uma das melhores coisas também.

Vamos por parte, ok? Como já tentei deixar claro mil vezes, eu sou muito grata a todas as editoras que já confiaram em meu trabalho, mas nos últimos tempos eu não estava rendendo e aproveitando essa chance como deveria. Desde que me formei na faculdade, uns oito meses atrás, comecei a trabalhar de verdade (eu já trabalhava, mas bem menos). E, gente, essa história de ser adulta gasta muita energia. As responsabilidades são bem mais reais e, por mais que eu tenha saído de casa para estudar aos 17 anos, só agora eu realmente sinto que virei adulta mesmo. E aí, dando aulas nos três turnos do dia (manhã, tarde e noite) eu me desanimava ao ler só para resenhar. Queria reler livros (oi, releitura de Harry Potter) e, mais que isso, queria ler sem pensar na data de entrega da resenha. Estava muito automático. Eu lia livros maravilhosos e tinha a honra de recebê-los em casa, mas não estava mais aproveitando isso.

Eu já estava pensando em não ter parcerias esse ano, mas quando aconteceu foi um grande choque e, por algumas semanas, isso me desanimou ainda mais. Precisei ver os recados maravilhosos que todos vocês me mandaram para perceber que, no final das contas, essa era a chance que eu estava esperando para voltar o Brincando de Escritora para o modo raiz (haha). Vou voltar a escolher minhas leituras pelo que eu estiver sentindo no momento e não vou mais me sentir culpada se tiver vontade de largar a leitura e trocar por outra. Afinal, as datas de resenha agora não são mais algo obrigatório. Antigamente eu tinha uma regra, o livro tinha quatro capítulos para me conquistar, caso contrário, a fila andava. Quem sabe isso volte. Era tão mais leve.

No final das contas, esse texto é só um acompanhamento para o vídeo de hoje, em que comentei tudo isso também. Mas vocês sabem, me sinto muito melhor quando coloco as minhas ideias em palavras escritas. Então, aqui está. O vídeo em questão é esse aqui e já está lá no canal.

domingo, 5 de março de 2017

Vamos (Re)Ler Harry Potter?


Eu juro solenemente não fazer nada de bom.

Faz muito tempo (mesmo) que quero reler toda a série de Harry Potter. Não é como se eu nunca tivesse lido depois da primeira vez que li (faz sentido? rs), mas é que já tem uns cinco anos que não leio na ordem certa. Tipo assim, dava vontade de reler o livro seis ou o dois eu ia lá e relia, basicamente isso. Sempre criava uma desculpa para não começar essa releitura geral, afinal, estava com muitas parcerias e acabava que ficava sem tempo para ler livros extras (ou seja, livros que não eram de parceiros). E esse ano minhas desculpas acabaram. Como comentei no último texto aqui do blog, estou sem parcerias grandes esse ano e, por mais que tenha sido um grande choque de começo, agora estou vendo alguns pontos positivos nisso. O mais importante? Mais tempo para escolher minhas leituras (e releituras). 

Quando comentei que queria fazer isso, no primeiro vídeo do ano, muita gente veio conversar comigo. Algumas pessoas estavam bem animadas para reler, afinal, estavam sempre criando desculpas, como eu. Outras pessoas, estavam com vergonha de nunca ter lido a série e viram nessa ideia toda uma oportunidade. Juntei o útil ao agradável e aqui estamos. 

Cada mês será voltado para um livro e, para organizar isso melhor, criei um grupo lá no facebook. Se quiser participar, é só clicar aqui. Por lá, vamos conversar sobre como está sendo voltar para o mundo mágico ou, até mesmo, como está sendo conhecer isso tudo pela primeira vez. Resolvi fazer assim, separado por meses, para ninguém se sentir obrigado a ler correndo ou em uma data ou semana certa. Teremos sempre quatro lindas semanas para escolher e, assim, cada um pode ler quando tiver tempo ou se sentir mais confortável. Isso é muito importante para mim, afinal, trabalho durante a semana e se tivesse uma data certa eu iria pirar o cabeção, de verdade.

E aí, como vamos começar agora em Março, a lista de livros ficou assim:
  • Março: Harry Potter e a Pedra Filosofal 
  • Abril: Harry Potter e a Câmara Secreta 
  • Maio: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban 
  • Junho: Harry Potter e o Cálice de Fogo
  • Julho: Harry Potter e a Ordem da Fênix 
  • Agosto: Harry Potter e o Enigma do Príncipe 
  • Setembro: Harry Potter e as Relíquias da Morte 
  • Outubro: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (Opcional)
Coloquei o oitavo livro (Criança Amaldiçoada) como opcional porque sei que não é todo mundo que gostou o que considera como parte da série (por mais que eu tenha amado e seja, oficialmente, parte da série, rs). De resto, está como expliquei. Um livro por mês, assim todo mundo consegue se organizar como pode para conseguir ler. Ah! Além do grupo lá no facebook, toda vez que eu terminar um livro, a resenha vai estar aqui no blog. O que é uma grande loucura, se quer saber, afinal, nunca imaginei que resenharia os livros dessa série (doideira minha). Pensou que era só isso? Que nada, bobinho! Vai ter vídeo sobre o livro do mês lá no canal também e as pessoas que participarem do grupo vão poder mandar ideias e opiniões para esse vídeo também. 

Estou animada e essa é só a primeira ideia que tive de novidade para o Brincando de Escritora. Vem mais coisa por aí e eu estou pirando por finalmente tirar as ideias do papel. Se for participar, por favor, entre no grupo á no facebook e, caso não tenha facebook, não tem problema. Meu email está sempre aberto para conversas e afins sobre qualquer coisa (brincandodeescritora@gmail.com). Achoq ue, por hoje, é só isso. No final das contas, já falei mais que a boca e tem um vídeo todinho lá no canal sobre isso, para ver é só clicar aqui.

Malfeito, feito.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Chá de Sumiço


Sempre fui a louca master na hora de defender que devemos sempre buscar nossos sonhos sem desanimar, mas acabou que quem desanimou fui eu. Qual é, não precisa de muita coisa para perceber que o blog estava um pouco de lado, não é? E eu me sinto péssima por isso, nossa, como me sinto péssima. O Brincando de Escritora é meu bebê e vê-lo assim me fazia mal, mas, ao mesmo tempo, eu não estava com vontade de vir aqui escrever, porque não tinha sobre o que falar. Estou oficialmente sem parcerias com editoras e, com isso, não tenho novidades literárias para resenhar aqui para vocês. E aí eu olhava para a estante e desanimava ainda mais. Dá para acreditar que não leio nada desde dezembro? Quem é você e o que fez com a Izabela de verdade? Não sei.

Queria falar que isso tudo vai mudar agora, mas não é bem assim que as coisas funcionam, não é? Vou sim juntar todo o meu amor pelo blog (e por vocês) para voltar a escrever aqui com a mesma vontade de antes, mas não gosto de metas e não posso falar que isso começa amanhã. Estou com muitas ideias novas para o canal e para o blog e, querendo ou não, todas essas ideias estavam no papel porque eu não tinha tempo livro além dos livros que resenhava para as editoras.

Quando descobri que estava sem parcerias chorei. Chorei feio. De ficar com os olhos vermelhos e fazendo drama estilo novela mexicana. Deixei todo o cansaço e, até mesmo, a raiva sair. Chorar faz bem. Mandei mensagens para alguns amigos e todos me falaram coisas que, de alguma forma, me fizeram pensar (obrigada ♥). Quando a água acabou, porque isso acontece, consegui colocar algumas ideias no lugar: Espera, agora estou livre. Muita calma. Sempre amei ter parcerias e é sim algo fantástico que me orgulho de ter feito, mas não posso negar que nos últimos meses o que era paixão estava virando obrigação. E não foi para isso que criei o blog. Muitas vezes deixava de ler algo que queria muito, para resenhar alguma coisa que estava no meu cronograma e era urgente (que também era bom, mas enfim, deu para entender).

Deixando claro que ter parcerias com editoras grandes me fez chegar aqui onde estou e que sou muito grata por cada chance que tive (e que faria de novo e de novo, rs). Ah, e também deixando claro que indico para todo mundo que tem blog tentar parcerias, pois é uma oportunidade bem legal e que faz a gente crescer em muitos sentidos, além, claro, dos livros lindos que ganhamos. 

Esse é um texto sem pé nem cabeça para explicar meu chá de sumiço. Para explicar que isso vai passar, assim como tudo na vida. É mais algo que eu estava precisando ler, tipo, de mim para mim mesma, mas que achei legal compartilhar quando todo o drama mexicano passou. Afinal, é isso que faço quando preciso me acalmar, escrevo.

Obrigada por estarem ao meu lado aqui, no canal ou em qualquer outro lugar (vocês valem mais que qualquer parceria do mundo). Obrigada por acreditarem em mim, em minhas resenhas e, até mesmo, no meus contos (e livros!). Eu amo vocês e é por vocês que estou aqui abrindo meu coração. Vamos continuar com o blog, com as tags e com as resenhas e conto com vocês para isso. Em março vou tirar todas as ideias dos papel e passar para a realidade, assim mesmo, tudo de uma vez. Espero vocês lá comigo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Na Estante: O Garoto do Cachecol Vermelho


Sim, eu estava sumida, mas eu voltei! Por conta do vlogmas, que teve vídeo praticamente dezembro inteiro, eu tive que deixar as resenhas um pouco de lado. Afinal, sou só uma e, enquanto gravava e editava aquilo tudo de vídeos, ainda estava trabalhando (sou teacher, rs). Esse livro foi uma loucura, porque comecei a ler no começo de dezembro e só fui terminar no final do mês, mas não porque ele é ruim ou algo assim, foi por conta do tempo mesmo. E aí, é com isso que, temos nossa primeira resenha do ano. O livro recebeu quatro estrelas e eu juro que vou explicar meus motivos, afinal, sei que muita gente amou e favoritou essa história. Já posso adiantar que quando têm balé no meio fico trinta vezes mais chata com a leitura, isso não é novidade por aqui. Ok, menos blá-blá-blá e mais resenha. Será que ainda lembro como resenhar? rs

Melissa é uma bailarina com sonhos grandes e que não mede esforços para conseguir o que quer, o que, normalmente, é bem fácil, uma vez que sua mãe é muito rica. Mimada, arrogante e metida, são alguns dos adjetivos que sempre a descreveram. Sua vida seguia como o planejado, até que um dia ela esbarrou em um garoto, com um cachecol vermelho, e tudo mudou de uma forma completamente estranha. Ele não se importava com as patadas que levava de Melissa, ele, na verdade, parecia se divertir com os dramas dela, mas não de uma forma ruim. E é no meio dessa bagunça que ele cria uma aposta para ela, algo que mudaria tudo que ela conhece e acredita. Algo que, assim como o menino, viraria sua vida de cabeça para baixo.

"Prometo que vai valer a pena." - Página 82

Aos poucos, Melissa vai vendo que a vida sempre tem mais de um caminho para seguir. Escolhas precisam ser tomadas e ela logo precisa colocar muitas coisas em uma balança, inclusive, o que ela acreditava ser seu grande sonho. A cada dia que passava o garoto misterioso a conquistava mais e mais e ela precisava conhecê-lo melhor, entender melhor... Ela precisava. Entre ensaios, dramas, testes e, claro, incertezas, Melissa descobre um mundo novo a sua volta, o que ela não podia imaginar é que nada é justo e perfeito, nem no mundo novo.

"Eu sou um monstro. Um monstro sem coração." - Página 238 

Daniel é um personagem maravilhoso. Não tenho muito para falar dele, só que ele foi muito bem escrito e que, de primeira, é a única coisa que me fez ter vontade de ler o livro. E é bem aí que entra Melissa. Pensa numa expectativa alta. Agora triplica. É o meu nome favorito (é, inclusive, o nome da minha personagem principal em Um Presente de Natal), ela é bailarina (fui bailarina por quinze anos) e o livro é um new adult. Melissa é uma personagem insuportável e, por mais que a personagem cresça muito na história, peguei tanta raiva dela no começo que foi muito difícil ir com a cara dela depois. Ela passa por muita coisa e, em partes, fui entendendo alguns de seus dramas, mas aí eu lembrava de quão insuportável ela era e esquecia as coisas boas. Isso foi um dos pontos que me fez tirar uma estrela do livro.

O segundo ponto é, basicamente, chatice aguda da minha pessoa mesmo. Como disse ali em cima, fui bailarina por muito tempo e, por isso, sou muito crítica com livros que abordam o assunto. Sempre que o tema é esse eu acabo me prendendo demais aos detalhes, afinal, já vivi e muito tais detalhes (fui bailarina por bem mais da metade da minha vida e só parei por problemas no joelho). Vamos lá, eu não aguento mais clichês sobre bailarinas. Claro, companhias de danças são um clichê universal e é algo real, mas bailarinas não são sempre a mesma coisa. De resto, são detalhes técnicos que, como disse, sou chata. 

O livro é muito bem escrito e a autora, por mais que tenha sido bem clichê em algumas coisas, criou uma história bem original e verdadeiramente tocante. É um livro emocionante que te faz pensar sobre muitas coisas. Vi que muita gente chorou, mas acho que eu estava quebrada quando li, porque não chorei (e sou a pessoa que chora com propagandas de refrigerante). Indico para quem gosta de histórias que tocam bem lá no fundo e de personagens marcantes. Ah, se prepare para querer socar a personagem principal algumas muitas vezes.

O Garoto do Cachecol Vermelho
Autora: Ana Beatriz Brandão
Editora: Verus
Páginas: 291
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