Mostrando postagens com marcador nacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nacional. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Na Estante: #Fui


Faz um bom tempo que namoro esse livro nas livrarias da vida (nossa, que profundo isso), mas acabava nunca levando para casa até que em Março, naquela promoção louca de Dia da Mulher que a Saraiva faz (tem vídeo de unboxing aqui), eu tomei vergonha na cara e comprei. E aí o que fiz? Enrolei muito para ler, é claro. Até que nesse último feriado resolvi fazer mais uma maratona #24hBDE e levei o livro como quem não quer nada. Acabou sendo o primeiro (dos sete que li nessas vinte e quatro horas) e aqui estou eu para contar um pouco sobre ele para vocês. É um livro bem leve e divertido que acabou ficando com quatro estrelas. Algumas coisas em como a história é contada, uns detalhes bobinhos e o fato de tudo ser um pouco previsível me fizeram tirar essa estrela, mas é claro que conto isso nos detalhes para vocês.

Lully está prestes a realizar um grande sonho, fazer um intercâmbio de quatro meses nos Estados Unidos e, melhor que isso, vai trabalhar em uma estação de Ski! Muita ansiedade, muito medo, mas também muita vontade de viver tudo que o país do cheeseburger, como ela mesma fala, tem para oferecer. A única parte complicada de tudo isso, seria deixar seu namorado para trás no Brasil enquanto está lá no hemisfério norte. Eles conversam, eles se entendem e, com a promessa de que tudo continuaria igual entre os dois. Para uma pessoa que estava saindo do verão carioca, Lake Tahoe é quase a casa do papai noel para Lully. Uma cidade com muita neve e não só na estação de Ski. Por sorte, ela acaba fazendo e encontrando alguns amigos brasileiros assim que chega ao hotel (e até mesmo antes, no avião). Brasileiros se entendem e fazem festa como e onde podem. Mas espera, não era por isso que ela estava ali. Ela não queria viver de festas, queria trabalhar, juntar uma graninha e criar memórias únicas. Ah, esse era só seu primeiro obstáculo ali.

"É... Acho que a ficha finalmente caiu." - Página 16

Para trabalhar no lugar que queria da estação, ela precisava saber andar na neve e acabou precisando de aulas para isso. Sem esquecer, é claro, que não estava ali para brincar e aproveitar, mas sim para limpar mesas, atender pessoas e até mesmo limpar banheiros. Nada disso parecia ser um problema, afinal, era o que ela queria e não estava ligando para nada. As semanas vão passando e logo Lully vai se apegando cada vez mais aos lugar novo, aos amigos novos e a vida novas. mas espera, ela tinha uma vida inteira no Brasil, um namorado até. E é aí que ela se vê com uma difícil escolha para fazer, algo que mudaria a sua vida para sempre. E já não era tão fácil assim de pensar, afinal, ela já não era mais a mesma pessoa de quando chegou.

"(...) Acho que só estou confusa porque estou longe 
por muito tempo, a distância muda a gente." - Página 269

O livro é uma graça e descreve de uma forma bem leve e divertida um intercâmbio de trabalho. Por um lado, tive vários momentos gostosos de lembrança da época que eu fiz intecâmbio, por mais que o meu não tenha sido de trabalho. Por outro lado, pude conhecer esse mundo um pouco diferente do que eu conhecia, afinal, já fui para os Estados Unidos, mas, até agora, só para ver o Mickey mesmo, rs. Os personagens são legais e bem construídos. De começo, não fui muito com a cara de Lully, mas a culpa não era dela (haha), mas sim de como sua história estava sendo narrada. Era muito detalhe que não precisava (e que estava escrito lá, entre parenteses, que não precisava estar), era muita hashtag no meio de frase e coisas do tipo. Quando isso foi parando, ao longo dos primeiros capítulos, fui me apegando mais com a história. Outra coisa que me fez tirar uma estrela da história, foi que eu meio que saquei o final lá no começo. Sou bem boa em fazer isso com filmes e livros, então pode ser que não seja um defeito e sim eu que sou chata (fato!). Enfim, aí perdeu um pouco a graça, sabe? Para quem não sabe inglês, pode ser um pouco complicado ler o livro. Em muitos momentos os personagens conversam em inglês ou usam expressões do idioma para se comunicar e em nenhuma página rola tradução (nem no rodapé). Como professora de inglês, nem senti isso passando, mas para quem tem dificuldade com a língua ou não conhece, isso pode atrapalhar a leitura.

Ah! tem mais uma coisinha, mas lógico que isso não me fez tirar estrelas, só acho digno comentar mesmo porque fiquei muito pensativa sobre isso. O livro se passa em 2015. Em nenhum momento isso é falado, mas por conta do lançamento de um filme que é citado percebi a data. Ok, onde quero chegar com isso? O livro tem coisas que parecem de 2010 ou antes (época que eu fiz intercâmbio e por isso 'reconheci' os dramas tecnológicos). Tipo, a menina teve o dinheiro (que não é pouco) para fazer a viagem, mas não tem um celular com internet? Hoje em dia (e três anos atrás também) até o mais simples dos celulares têm a opção de wi-fi ou 3G/4G. E não é só ela. É geral, porque quando chegam no aeroporto todos pegam os laptops para usar o wi-fi e avisarem POR EMAIL que chegaram em casa. Sei que é só um drama meu, mas achei surreal demais. Se todos ali mandassem uma mensagem no whats tava tudo resolvido. Ok, vou parar de ser chata (por agora). O livro é realmente muito gostoso de ler e, tirando as besteiras que falei, vale muito a pena a leitura. Principalmente para quem já fez um intercâmbio e quer relembrar ou para quem sonha em fazer (ou, até mesmo, tem só curiosidade).

#Fui
Autora: Viviane Maurey
Editora: GloboAlt
Páginas: 360
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Na Estante: O Garoto do Cachecol Vermelho


Sim, eu estava sumida, mas eu voltei! Por conta do vlogmas, que teve vídeo praticamente dezembro inteiro, eu tive que deixar as resenhas um pouco de lado. Afinal, sou só uma e, enquanto gravava e editava aquilo tudo de vídeos, ainda estava trabalhando (sou teacher, rs). Esse livro foi uma loucura, porque comecei a ler no começo de dezembro e só fui terminar no final do mês, mas não porque ele é ruim ou algo assim, foi por conta do tempo mesmo. E aí, é com isso que, temos nossa primeira resenha do ano. O livro recebeu quatro estrelas e eu juro que vou explicar meus motivos, afinal, sei que muita gente amou e favoritou essa história. Já posso adiantar que quando têm balé no meio fico trinta vezes mais chata com a leitura, isso não é novidade por aqui. Ok, menos blá-blá-blá e mais resenha. Será que ainda lembro como resenhar? rs

Melissa é uma bailarina com sonhos grandes e que não mede esforços para conseguir o que quer, o que, normalmente, é bem fácil, uma vez que sua mãe é muito rica. Mimada, arrogante e metida, são alguns dos adjetivos que sempre a descreveram. Sua vida seguia como o planejado, até que um dia ela esbarrou em um garoto, com um cachecol vermelho, e tudo mudou de uma forma completamente estranha. Ele não se importava com as patadas que levava de Melissa, ele, na verdade, parecia se divertir com os dramas dela, mas não de uma forma ruim. E é no meio dessa bagunça que ele cria uma aposta para ela, algo que mudaria tudo que ela conhece e acredita. Algo que, assim como o menino, viraria sua vida de cabeça para baixo.

"Prometo que vai valer a pena." - Página 82

Aos poucos, Melissa vai vendo que a vida sempre tem mais de um caminho para seguir. Escolhas precisam ser tomadas e ela logo precisa colocar muitas coisas em uma balança, inclusive, o que ela acreditava ser seu grande sonho. A cada dia que passava o garoto misterioso a conquistava mais e mais e ela precisava conhecê-lo melhor, entender melhor... Ela precisava. Entre ensaios, dramas, testes e, claro, incertezas, Melissa descobre um mundo novo a sua volta, o que ela não podia imaginar é que nada é justo e perfeito, nem no mundo novo.

"Eu sou um monstro. Um monstro sem coração." - Página 238 

Daniel é um personagem maravilhoso. Não tenho muito para falar dele, só que ele foi muito bem escrito e que, de primeira, é a única coisa que me fez ter vontade de ler o livro. E é bem aí que entra Melissa. Pensa numa expectativa alta. Agora triplica. É o meu nome favorito (é, inclusive, o nome da minha personagem principal em Um Presente de Natal), ela é bailarina (fui bailarina por quinze anos) e o livro é um new adult. Melissa é uma personagem insuportável e, por mais que a personagem cresça muito na história, peguei tanta raiva dela no começo que foi muito difícil ir com a cara dela depois. Ela passa por muita coisa e, em partes, fui entendendo alguns de seus dramas, mas aí eu lembrava de quão insuportável ela era e esquecia as coisas boas. Isso foi um dos pontos que me fez tirar uma estrela do livro.

O segundo ponto é, basicamente, chatice aguda da minha pessoa mesmo. Como disse ali em cima, fui bailarina por muito tempo e, por isso, sou muito crítica com livros que abordam o assunto. Sempre que o tema é esse eu acabo me prendendo demais aos detalhes, afinal, já vivi e muito tais detalhes (fui bailarina por bem mais da metade da minha vida e só parei por problemas no joelho). Vamos lá, eu não aguento mais clichês sobre bailarinas. Claro, companhias de danças são um clichê universal e é algo real, mas bailarinas não são sempre a mesma coisa. De resto, são detalhes técnicos que, como disse, sou chata. 

O livro é muito bem escrito e a autora, por mais que tenha sido bem clichê em algumas coisas, criou uma história bem original e verdadeiramente tocante. É um livro emocionante que te faz pensar sobre muitas coisas. Vi que muita gente chorou, mas acho que eu estava quebrada quando li, porque não chorei (e sou a pessoa que chora com propagandas de refrigerante). Indico para quem gosta de histórias que tocam bem lá no fundo e de personagens marcantes. Ah, se prepare para querer socar a personagem principal algumas muitas vezes.

O Garoto do Cachecol Vermelho
Autora: Ana Beatriz Brandão
Editora: Verus
Páginas: 291
Skoob do Livro.
Meu skoob.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Na Estante: Destinado (Perdida 3)


Pensa num livro que te faz (literalmente) perder o sono. Exatamente. Estamos falando de Destinado, o terceiro volume da série (que eu amo) Perdida, da fofíssima Carina Rissi. Já resenhei os dois primeiros livros, então se você quiser ler o que achei é só vir aqui. Eu estava maluca para ler esse livro, afinal, ele havia sido lançado no final do ano passado, mas a Carina é tão fod* que ele esgotou em segundos de venda e, por conta disso, só recebi o meu esse mês (porque ele é de parceria com a editora). A loucura é tanta que a minha cópia já é da terceira edição do livro (ela merece!). Enfim, toda essa loucura em volta do livro se deve ao fato de que a história da vez é narrada pelo cavalheiro (lindo e maravilhoso) Ian, o mocinho de toda a história que se passa lá no século XIX. Carina realmente merece todo esse sucesso, o livro mais uma vez me prendeu de uma maneira única e até mesmo mudou algo em mim (alok, rs). Eu não conseguia ler/escrever/olhar para o celular com o carro andando e, por conta desse livro, eu arrisquei no busão e li metade da história enquanto viajava (para casa dos meus tios em outra cidade). É muita ousadia para pouca Izabela, eu sei (haha). Foco! Vou contar para vocês um pouco do livro e depois, em detalhes, o que achei. Vale comentar que levou cinco lindas estrelinhas e um coração de favorito. Ah! Como esse livro faz parte de uma série, se você ainda não leu os anteriores pode encontrar alguns spoilers nessa resenha do que já se passou na história. Ok, vamos lá!

A vida de Ian e Sofia estava perfeita. Depois de todas as provações que passaram juntos, os dois finalmente estavam vivendo o felizes para sempre ao lado das pessoas que mais amavam e, principalmente, de sua filhinha Marina. Não havia sido fácil para Sofia se adaptar ao século passado, mas o amor era muito mais forte e ela fazia tudo como podia, claro que com algumas adaptações, mas isso é apenas um detalhe. O problema é que nada é normal ou fácil nessa história e é exatamente por isso que o mundo deles vira de cabeça para baixo, mas uma vez. No aniversário da irmã de Ian, Elisa, todos passam por um grande escândalo envolvendo a família e a honra da própria aniversariante. O nome dela e de toda a família estava em risco e estava nas mãos de Ian resolver tudo isso, o problema é que tudo podia ser muito mais complicado do que parecia. Decisões são tomadas de um minuto para o outro e nem todas agradam a aniversariante.

"Onde diabos eu havia me metido?" - Página 370

Em um momento de desespero ela acaba se agarrando à algo que nem deveria estar na casa, para começo de conversa, e acaba parando em um lugar muito distante e diferente de tudo que conhecia. Com a irmã em uma grande encrenca, Ian precisa tomar mais decisões e, para piorar, são escolhas que podem mudar realmente tudo em sua família, incluindo o grande amor da sua vida, Sofia. Os dois precisam correr contra o tempo (literalmente) para salvar Elisa e evitar grandes mudanças em tudo que conhecem como certo.

"Alguém precisa arrumar essa bagunça." - Página 87

Eu queria contar muito mais da história, mas todas as surpresas tornam a história ainda melhor, por isso, quero deixar todo mundo morrendo de curiosidade para, assim que terminarem de ler aqui, correrem para ler esse livro maravilhoso. Achei divertido ler a história pelos olhos do Ian, já tinha tido essa experiência quando a autora liberou um capítulo de Perdida pelos olhos dele, mas um livro (gigante, rs) inteiro foi muito bom também. Senti muita saudade dos pensamentos malucos de Sofia, mas pelo menos pude vê-la pelos olhos de seu amado e, meu Deus, a relação deles é realmente um conto de fadas. Achei o drama todo da história um pouco exagerado, no sentido de ter sido criado para continuar a série e tudo mais, mas a Carina escreve tão bem que toda a loucura faz sentido e você ama no final, rs. O que me lembra que precisamos sempre acreditar de coração no que estamos lendo, só assim a história faz sentido de verdade (e entramos no mundo dela!). Adorei conhecer melhor alguns personagens e, até mesmo, rever outros. 

Carina, mais uma vez, mostrou que livro nacional pode sim ser maravilhoso (e vender horrores, rs). Se você gostou dos outros livros da série, esse livro é uma leitura obrigatória. Meu favorito ainda é o segundo, Encontrada, mas esse aqui chegou bem perto de pegar esse posto. O livro está leve, divertido e muito apaixonante. Mesmo quando fui dormir depois de terminar o livro fiquei com a história na cabeça e não conseguia tirá-la de lá. Sofia e Ian já fazem parte da minha vida e eu não mudaria isso de forma alguma. Indico mil vezes (como todos os outros livros da autora). Valeu a espera.

Destinado (Perdida #3)
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 462
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sábado, 18 de julho de 2015

Na Estante: Um Doce Amor de Inverno


Eu recebi o convite para ler esse conto por mensagem (da própria autora) e me animei muito com o nome. De verdade, eu achei o nome (literalmente) doce e muito fofo. Nem pensei duas vezes e logo peguei o livro na amazon. Por sorte, ou quase isso (haha), no dia seguinte pela manhã eu tinha que ir resolver algumas coisas com meu pai e no meio disso tinha fila de espera, foi aí que eu levei meu Kindle na bolsa, porque aí se desse tempo eu leria. Deu e eu li em, literalmente, menos de cinco minutos. Eu não tinha ideia que o conto só tinha quatro páginas, eu sei que isso fica escrito lá, mas nem me toquei, acho que é porque me acostumei com os contos longos (e lindos) da Aline Sant'Ana, rs. Viu, Aline, me mimou e agora já era, rs. O fato é que eu fiquei meio chocada, quando eu peguei o ritmo de leitura e animei com a história... Acabou. Eu entendo que nem todos os contos são grandes e que isso é normal, mas o fato é que quando eu terminei eu fiquei pensando: Ué. Eu li a sinopse? – Mas era tudo mesmo, rs. 

"Ela debochou e eu prometi que a faria mudar de ideia. 
Sobre o doce, sobre si mesma e sobre mim. 
Elise veria tudo da minha maneira."

Eu gostei, mas acho que estava esperando um pouco mais (por conta da animação que fiquei com o nome). Como disse, o tamanho devia ser um detalhe, não um problema. Se o conto for pequeno ele precisa te conquistar e te deixar feliz nas poucas páginas que tem, mas esse deixou um gostinho de 'cadê o resto?'. Assim como um grande precisa, da mesma forma, de conquistar, Ou melhor, qualquer livro, rs. O conto é sobre a história de amor de Noah e a brasileira Elise. Ela estava no país dele, Suíça, com data de retorno e tudo, mas isso não significou nada para a paixão que sentiram logo de cara. Era inverno e eles estavam no lugar certo para viver um romance bem quente e cheio de chocolate (hummm). Seria algo breve e, assim como o inverno, logo daria lugar para outra estação. O conto é narrado pelos olhos dele e eu achei a escrita bem leve e gostosa. Ganhou três estrelas comigo lá no skoob e eu espero, de verdade, que ele tenha uma continuação ou alguma coisa que mostre um pouco mais da história. Acabou tão rápido que fiquei perdida, rs. Eu sei que essa resenha está curtinha, mas é que se eu escrever mais, vai o conto todo, quatro páginas, lembram? =)

Um Doce Amor de Inverno
Autora: Carol Dantas
Páginas: 4
Skoob do Livro.
Meu Skoob.