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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Teoricamente Princesa (Alyssa Cole)

Esse livro estava na minha wishlist da amazon e eu estava ensaiando para comprar já tinha um tempo. Mas eu sigo numa vibe (que tem funcionado, eu juro!) de que só posso comprar livros novos agora depois que eu terminar de ler os que comprei no final do ano (e faltam poucos agora, rs). Por sorte (porque eu tenho os melhores amigos do mundo), um amigo me deu esse livro de presente. Alguns leitores aqui do blog me indicaram ele em alguns vlogs de leitura lá do canal depois que eu comentei que eu amo histórias com princesas ou inspiradas em contos de fadas. Em tese, esse livro teria alguma coisa no estilo da Cinderela, mas não vai muito por esse caminho não. Na capa temos a frase "A história da Cinderela urbana (...)", mas o máximo que consegui ligar entre uma coisa e outra foi que a personagem principal tem camundongos de bichinhos de estimação em casa e um teste de DNA (daqueles que estão na moda que você acha parentes espalhados no mundo) serviu como um sapatinho de cristal (e eu me esforcei para fazer essa ligação, rs). Mas isso, de forma alguma faz o livro não ser bom, muito pelo contrário, é um livro maravilhoso que ficou com cinco estrelas, mas que não tem nada de Cinderela nele (haha). Importante avisar também, que estamos falando de um livro para maiores (+16). Já que a capa não avisa, eu aviso por ela. Já passou da hora das editoras colocarem aviso, né? Algumas colocam, mas a grande maioria ainda não.

Naledi é uma cientista que se dividi entre sua pós-graduação e seus vários empregos para conseguir pagar tudo e ainda estudar. Nada na sua vida veio fácil, mas ela se orgulha muito de tudo que conquistou sozinha. Ela não tinha tempo para acreditar em amor e contos de fadas... muito menos contos que aparecem em sua vida no formato de um email irritante. Segundo as mensagens, ela era a noiva prometida de um príncipe africano e eles precisavam que ela voltasse para o país para virar uma princesa. Aham. Está bom que ela ia cair nessa, mas precisava admitir que os golpistas online estavam cada vez mais criativos. Do outro lado do oceano, o Príncipe Thabiso (único herdeiro do trono de Thesolo) estava realmente buscando sua noiva que havia sumido com os pais dela quando ainda era uma criança. E num momento de loucura, o príncipe resolve que vai ele mesmo atrás de Naledi, já que ela ignora por completo os emails que a equipe real manda quase todo dia. 

"Ele não esperava um 'felizes para sempre' como nos romances

açucarados de sua juventude." - Página 34

Em um dia de trabalho numa lanchonete, Naledi confunde o príncipe com um candidato a vaga de garçom e ele vê ali uma chance de conhecê-la melhor antes de sair contando quem ele era de verdade. A ligação entre eles é instantânea e logo uma amizade com um algo a mais surge por ali. Mas como Thabiso conseguiria mostrar para Ledi que ela era uma princesa e ainda por cima contar que ele havia mentido sobre quem era? Será mesmo que ela deixaria todo o estudo e conquistas para trás para embarcar para algo tão maluco e desconhecido? Teoricamente, ela era a princesa que todos esperavam, mas será que ela queria isso?

"Eu sei quem você é." - Página 154

O livro aborda temas muito importantes e toda a escrita é leve, divertida e devorável. Ledi é uma mulher negra e podemos ver no dia-a-dia dela como os homens que trabalham com ela a tratam diferente pelo simples fato de ela ser mulher e negra. É revoltante, mas é real. Sabemos que essa é a realidade e vamos vendo, aos poucos, Ledi levantando sua voz e mostrando que ela sabia muito bem o que estava fazendo ali e o lugar dela (de destaque) como cientista. Além disso, o livro (muito sem querer) acaba sendo mega atual ao falar sobre epidemias e pandemias (já que é a área de estudo da personagem principal). Também traz muitas críticas aos governos que cortam as verbas de pesquisadores (mais atual, impossível) justo quando mais precisamos de respostas e pesquisas.

Ledi é uma personagem principal fantástica. Ela não leva desaforo para casa e dá respostas certeiras até mesmo para rainha, quando a mesma faz perguntas muito sem noção (até comentei isso no vlog de leitura). Além disso, é maravilhoso tem uma personagem principal que é uma mulher negra e cientista! Está mais do que na hora (na verdade, já até passou da hora) de termos mais personagens assim, tanto quanto na nossa sociedade. Sobre o príncipe, de primeira eu não fui com a cara dele e achei que ele era meio problemático, mas na verdade ele era só mimado mesmo. Aos poucos fui aprendendo a ir com a cara dele (junto com a Ledi, que também não ia muito com a cara dele antes, rs). No geral, um livro maravilhoso para quem, assim como eu, ama contos de fadas modernos. Fiquei animada para ler mais da autora, inclusive os outros dessa série.

Teoricamente Princesa
Autora: Alyssa Cole
Editora: Essência
Páginas: 304 
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

A Troca (Beth O'Leary)


No ano passado li outro livro dessa autora que estava muito em alta (Teto para Dois) e dei uma leve quebrada de cara, uma vez que, por mais que eu tenha gostado muito, não achei aquilo tudo que tanto estavam falando (e um dos lados da narrativa me cansou enquanto eu lia, mas isso não aconteceu com esse livro agora, pelo menos, rs). Pensando nisso, não estava planejando ler ou comprar esse livro tão cedo, mas numa das promoções de final de ano ele acabou vindo parar aqui em casa (que vê até pensa que fui obrigada a comprar, rs) e eu resolvi dar mais uma chance para a autora. Que é uma ótima autora! Maravilhosa mesmo. Escreve muito bem e tudo mais, mas acho que ela não é muito para mim mesmo. Ela tem uma escrita que me lembra muito o jeitinho da Sophie Kinsella (que eu amo!), mas alguma coisa nos livros dela me parece meio lento. Eu levei uma eternidade (ou, pelo menos, foi o que pareceu) para sair das cem primeiras páginas aqui. E muitos outros trechos ao longo da história me fizeram sentir a mesma coisa, meio parado, sabe? Em resumo, é um livro bom, mas muito lento. Por isso, ele ficou com quatro estrelas. Inclusive, vai sair uma adaptação para o cinema dessa história e acredito que vai ser fantástica, porque a história é muito boa e no cinema não tem como ser lento, ou seja, acho que vai ser bem legal mesmo. Foco. Vamos focar na história em si e, depois, volto a comentar as loucuras da minha cabeça e minha opinião sobre o livro em detalhes.

Leena está no limite de um ataque. Após passar por um ano muito complicado em sua vida pessoal, ela está sentido todos os efeitos que isso pode ter em sua vida profissional. Ela vive para trabalhar e sempre tenta entregar muito mais do que seria humanamente possível. Como ela é uma ótima funcionária, apenas está em seu limite após viver alguns traumas, sua chefe resolve que ela precisa de férias (na verdade, ela é obrigada a ter férias, porque ela não tirava algum dia para descansar já tinha mais de um ano e isso poderia até mesmo dar problema na empresa). É aí que a cabeça dela entra em parafuso. Férias? Como assim? Ela estava trabalhando tão bem. Qual o motivo de quererem afastá-la do trabalho? Ela não estava entendendo que o corpo dela estava pedindo por limites. 

"Trocar de lugar. Você vai realizar seu sonho!" - Página 55

Enquanto isso, bem longe da agitada Londres, Eileen também estava precisando mudar algumas coisas em sua vida. A avó de Leena estava com a cabeça toda bagunçada desde que seu marido a deixou. Com quase oitenta anos, Eileen está cansada de só ficar focada na vida dos seus amigos (por mais que ela ame isso) e está afim de dar mais uma chance para o amor. E é aí nesse momento que a ideia de trocar de vida aparece. Leena acredita que as duas precisam mudar um pouco os ares e viver um pouco da vida uma da outra. Ela precisava da calma da cidade pequena da avó (por mais que a avó tenha milhares de atividades para fazer diariamente) e a avó precisava das oportunidades de vida e de amor que Londres tinha para oferecer. Elas trocam de endereço, de celular e de afazeres. É incrível como trocando tudo, elas acabam se conhecendo ainda mais. 

"Talvez lhe faça bem perceber que nem sempre tudo sai exatamente 
como esperamos." - Página 202

O livro é uma delícia e acredito que o filme vai ser surreal de bom, mas eu achei ele muito lento. Como comentei antes, o começo parecia que não ia para frente de forma alguma. Adorei a Eileen e ela é incrivelmente mais animada que a neta, mas em muitos momentos a história é bem previsível e clichê (o que não é ruim, mas já sendo lenta isso pode dar uma leve preguiça na hora de ler). No geral, os personagens secundários roubam toda a cena, tanto no interior quanto em Londres. Eileen e Leena não mudam apenas as suas vidas, mas também dos amigos e conhecidos uma da outra. Acompanhar todo o entorno delas foi a parte que mais gostei, de fato. É um livro para ler e não se preocupar com nada, o que é muito bom, e por isso mesmo ficou com as quatros estrelas. Ah, tem vlog de leitura desse livro lá no canal e eu comento mais coisas também.

A Troca
Autora: Beth O'Leary
Editora: Intrínseca
Páginas: 350
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Na Estante: A Lua de Mel


Feliz ano novo, meus amores! E aqui estamos nós com a primeira leitura e primeira resenha do ano de 2018. O quão emocionante é isso? Ok, pode não ser tanto assim, mas ao mesmo tempo é sim, hehe. O que não é muito legal é o fato de que, pela primeira vez na vida eu dei duas estrelas para um livro (insira aqui uma música de suspense ou aquele vídeo do esquilo assustado, ok, parei). Sou muito chata com como vou dar as estrelas para os livros que leio e sempre penso em como o autor se sente, afinal, também brinco de escritora. Até então, nunca tinha dado menos de três estrelas para uma história e isso inclui alguns dos livros que não quero ver na minha frente nem pintados de ouro (sim, Cidades de Papel, estou falando de você aqui). Mas esse livro se superou e olha que, normalmente, eu amo a escrita da Sophie Kinsella. Já li outros livros dela e resenhei aqui no blog, inclusive, tem um entre meus favoritos até (Menina de Vinte) e, por isso, estava esperando muito desse aqui. Agora que estou pensando, pode até ser por isso, eu esperei muito e tombo foi maior. Ok, já contei quantas estrelas eu dei, falta contar que li em menos de um dia porque não era possível que o livro ia ficar assim, eu precisava ler tudo para ter certeza de que não estava doida, faz sentido? Enfim, como sempre, vou contar um pouco mais da história para vocês (porque ela tinha tudo para ser boa) e depois explico melhor o que achei.

Lottie tinha um relacionamento perfeito. Ela e Richard se davam bem, tinham pensamentos parecidos e planos iguais. Eles estavam sempre no mesmo passo, estavam, no passado mesmo. Lottie acreditava que estava na hora de casar, afinal, em sua cabeça, ela já estava com 33 anos e não podia mais perder tempo e, para completar, ela podia jurar que seu namorado estava dando pistas de que iria pedir sua mão muito em breve. Um sonho... que virou um pesadelo. Ele não estava pensando em fazer pedido algum e ela descobriu isso da pior maneira possível, gritando sim em um restaurante e ouvindo um não. E é claro que ela fez a coisa mais normal, terminou tudo correndo e saiu de perto. O que ela não esperava, mesmo, era que um antigo amor estava tentando entrar em sua vida mais uma vez no meio de toda essa bagunça. Quinze anos antes ela tinha feito uma viagem incrível para uma ilha e lá havia conhecido Ben, um cara fantástico e eles viveram dias de amor intenso e loucuras, mas o tempo passou e ficou assim mesmo, por mais que ela sempre se lembrasse da ilha. Para completar? Eles haviam feito um acordo, se aos trinta os dois ainda estivessem solteiros, eles se casariam. É isso! Tudo que ela queria e precisava, afinal, se Richard não queria, ela tinha o Ben e eles podia resolver isso. Resolver bem rápido mesmo. Tipo, se casaram no dia seguinte.

"Portanto, ficou claro que ele precisava de um tempo 
do risco de ouvir a palavra 'casamento' de novo."

Fliss é a melhor amiga de Lottie e também sua irmã mais velha (com a cabeça mais no lugar). Ela está no meio de um divórcio terrível e logo se vê no meio dessa bagunça que sua irmã fez. Ela não podia deixar isso acontecer, sabia que casamentos assim poderia terminar em separação e ela não queria que sua irmã vivesse o mesmo que ela estava vivendo. E é aí que, com a ajuda de um amigo de Ben que também está achando tudo uma loucura, ela decide que vai atrapalhar toda a lua de mel deles, assim, eles conseguiriam anular o casamento sem maiores dores de cabeça. Parecia simples, o problema é que no meio tempo os pombinhos já voaram para a ilha e estão tentando viver dias de sonhos. Richard, um ex que percebe que ainda ama sua namorada, Lorcan, um amigo que realmente está mais preocupado com a empresa do que com o amor em geral, Fliss, uma irmã maluca que é capaz de causar danos para atrapalhar um casamento e uma criança de sete anos que adora contar mentiras. Esse é o grupo que embarca para a ilha para tentar anular a lua de mel.

"Se Maomé não vai à montanha, a montanha tem que 
cancelar todos os planos e pegar um avião."

O livro tinha tudo para ser fantástico, afinal, Sophie escreve Chicklits como ninguém e a sinopse parecia ótima também, mas meu Deus que bagunça de livro. A narrativa vai variando entre as duas irmãs e eu realmente não sei dizer qual das duas é mais louca. De começo eu até estava tentando defender a Lottie e toda sua visão sobre o amor, mas do nada ela vai ficando meio maníaca com tudo isso e sua irmã, bom, ela é maníaca desde o começo. Ninguém nessa história tem a cabeça no lugar e isso deu muito nervoso. Além de acontecimentos absurdos, como um gerente de hotel que topa ajudar a trupe toda a arruinar a lua de mel deles e, para explicar melhor, estamos falando de um dos melhores hotéis do mundo. Nenhum gerente faria algo assim, acabaria com o nome dele e do hotel, mas quem está falando de lógica aqui?

Estou chateada, mas é a vida. Como estou viajando, estou apenas com os meus livros do Kindle e foi assim que caí nessa história. Deve ter uns quatro anos, sem exagero, que comprei esse e-book, mas só agora foi. Quem sabe fosse melhor se nem tivesse ido (será que estou deixando claro minha revolta? rs). Se você gosta de história sem pé nem cabeça, talvez goste desse. Mas se quer uma indicação boa, bom, tem os outros livros da autora que sã muito bons. Esse pode ficar de lado, rs.

A Lua de Mel
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 496
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Na Estante: Quando a Noite Cai


Sabe aquele livro que era muito esperado? Então. Esse foi um livro assim. Já tem um bom tempo que acompanho a carreira da autora Carina Rissi e sou fã de tudo que ela escreve (provavelmente até a lista de compras). Assim como também já tem um tempo bom que ela comenta sobre um livro que ela queria muito lançar que se passava na Irlanda. Era tanta curiosidade que nem cabia em mim. Foi aí que, ano passado, eu participei de uma Bienal (em Juiz de Fora, tem vídeos lá no canal) e tive a honra de estar lá como imprensa, até hoje não acredito na sorte que tive. Foi exatamente por isso que, nessa loucura toda, acabei entrevistando a Carina (ahhhhhhhh). E adivinha sobre o que ela falou? Exatamente. O bendito do Irlandês e o seu livro, que, na época, nem nome tinha. Quem quiser ver esse momento lindo é só clicar aqui. Ok, menos blá-blá-blá e mais resenha, eu sei. Mas é que eu precisava me explicar. Ah, para completar, o meu livro é um presente (obrigada, mãe) e veio autografado, sei lá, achei digno comentar isso (haha). Foco, Izabela. Ok. Eu enrolei muito para ler o livro. Oi? Como assim? Você espera um livro mais de um ano para depois enrolar a leitura dele? Sim! E é por isso que precisei fazer toda essa explicação aí de cima. Viu? Fez sentindo. Eu estava com medo, afinal, havia esperado muito pela história e não queria quebrar minha cara. Não quebrei. E li em um começo de madrugada. Direto. Sem parar. Uau. Pensa num livro devorável que, por mais que seja bem clichê, te deixa preso do início ao fim. Cinco lindas estrelinhas e um coração de favorito. Agora posso contar um pouco do livro e o que achei sobre ele. 

Briana é um imã de desastres. Se alguma coisa pode dar errado, vai ser com ela. Para piorar, não consegue ficar mais de quatro dias em um emprego e precisa muito do dinheiro, afinal, a pensão de sua família está falindo e eles podem perder tudo a qualquer momento. Sua irmã, a doidinha Aisla, entre uma prova e outra da faculdade ficava por conta de achar vagas de emprego e brincar de estilista da irmã. Enquanto que a mãe das duas tentava manter a casa e o negócio delas de pé. Tudo estava dando mais errado que o comum e, para complicar ainda mais a vida de Briana, ela vivia tendo sonhos estranhos sobre lugares que nunca nem tinha visitado. Toda noite, desde o seu aniversário de dezoito anos, ela sonhava ser uma princesa irlandesa, Ciara, que estava fugindo de um grande mal, mas que era salva por um grande guerreiro, Lorcan. Ela sonhava como se estivesse acompanhando uma série que sempre reprisava, mas sempre perdia o último capítulo. Sonhava tanto a ponto de se apaixonar pelo guerreiro irlandês. Já era difícil demais viver a realidade, parecia mais simples tentar se aproveitar dos sonhos.

"(...) eu estava desempregada, prestes a ver minha
 família ser jogada na rua e 
apaixonada por uma fantasia. Argh."
Página 21

E é aí que tudo vira de cabeça para baixo na vida dela quando, depois de perder mais um emprego, ela é quase atropelada por um caro muito charmoso. Só isso já seria uma grande loucura, mas a grande surpresa para Briana foi dar de cara com o guerreiro de seus sonhos ao olhar para o motorista charmoso. Era Lorcan, parado ali na frente dela. Claro, ele não estava com roupas medievais e, muito menos, estavam na Irlanda, mas era ele. Ela tinha certeza, afinal, sonhava com ele toda noite. Só que não, não era seu guerreiro, era só o dono da empresa que ela quase destruiu, sem querer, é claro, ao tentar uma vaga de emprego. Gael era um milionário irlandês que tinha muita sorte no trabalho e na vida, exatamente o oposto de Briana. Espera, ele era Irlandês? Isso só podia ser uma palhaçada do destino. Depois do quase atropelamento, Gael se sente culpado e acaba contratando Briana para trabalhar na empresa. Era o que ela precisava, o dinheiro da hipoteca da pensão. O mais difícil não seria o trabalho, mas sim não destruir nada no escritório e, de uma vez por todas, entender que seus sonhos eram apenas sonhos e não podia misturá-los com a realidade. Mas será mesmo? Seria impossível não se apaixonar pela versão de carne e osso do amor de seus sonhos e, para completar, tudo que Briana sempre sonhava estava começando a parecer sua realidade. Nada fazia sentido, mas ela logo descobriria que todo o conto de fadas podia ser real, ou quase isso, e que tudo estava em risco, até mesmo todo o azar que ela sempre teve.

"Enquanto Ciara continuava amando Lorcan a cada vez 
que a noite caía, eu fui me apaixonando 
por Gael a cada vez que o sol nascia."
Página 427

Cara. Tipo assim, cara! Carina se superou num grau que não sei nem explicar, sério. O livro é fantástico, ponto. Rico em detalhes de forma que você realmente se vê na Irlanda medieval enquanto que também se vê na vida dos personagens. Uma história emocionante, clichê na medida certa e com piadas leves e muito inteligentes (inclusive, algumas que rementem à outros livros da autora). Temos lendas, emoção e muito amor em forma de livro. Valeu a espera e até mesmo a enrolação para ler. Afinal, se tivesse lido antes, teria lido picado por falta de tempo e, ontem, consegui ler tudo de uma vez só. A parte clichê que citei, é porque é muito previsível todo o desenrolar da história, mas é isso que torna ela tão devorável. Eu juro. Além do que, mesmo já sabendo e imaginando o final eu perdi o ar muitas vezes durante a leitura. O livro também mistura os sonhos da personagem principal com a realidade que ela está vivendo, no começo, eu não tinha gostado disso, mas aos poucos vi como aquilo seria importante para história e logo me apeguei aos sonhos também.

Gael é um personagem maravilhoso, ele lembra muito outra cria da autora, o cavalheiro Ian Clarke e, só com isso, já dá para imaginar o quão maravilhoso ele é. Eu simplesmente amei a Briana e me diverti demais com toda a falta de sorte dela (que no final das contas tem todo um motivo para existir). Amei também os personagens secundários que, mesmo aparecendo pouco, roubam a cena e fazem sentindo na história. Um ponto para a senhora Lola, a única moradora da pensão que roubava a cena quando aparecia. Enfim, se você gosta de emoção, romance, história e lendas medievais e muitas risadas e suspiros durante uma leitura, esse livro é uma leitura obrigatória para você. É de se apaixonar pelos personagens, pelos lugares e por cada coisinha ali descrita. Sou suspeita para falar dos livros da autora, mas esse realmente merece um destaque.

Quando a Noite Cai
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 448
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sábado, 20 de maio de 2017

Na Estante: Prometida (Perdida #4)


Não posso negar, estava com os dois pés atrás antes de ler esse livro. Não é segredo aqui no blog que sou apaixonada pela escrita da Carina e sou fã de tudo que ela resolve escrever, mas não via mais nada possível na história que começou com Sofia em Ian, em Perdida, e, por isso, estava com medo de ler esse livro sobre Elisa Clarke. Não posso negar que, de começo, a leitura foi bem lenta mesmo, estava parecendo tudo do mesmo, sabe? Eu já tinha lido aquilo, já conhecia aquela história e estava com um baita medo de ser uma grande reprise do terceiro livro da série (Destinado). Por sorte, ou melhor, por talento da escritora mesmo, a história me surpreendeu e muito. Sim, demorou umas cinquenta páginas para eu pegar o ritmo, mas como estamos falando de um livro de mais de quatrocentas páginas acho que está tudo bem. O livro ganhou quatro estrelinhas e, como sempre, irei contar tudo que achei nos detalhes para vocês.

Elisa havia sonhado em encontrar o amor de sua vida desde que se entendia por gente. Sonhava com o primeiro beijo, o pedido de casamento e tudo que tinha direito. O que não imaginava era que tudo aconteceria de uma maneira completamente errada, para os olhos da época, e que isso viraria sua vida de cabeça para baixo. Ao receber um beijo inocente de um jovem médico, por quem estava apaixonada, ela se viu em um noivado forçado e corrido que acabou colocando-a em uma situação completamente maluca. (Acompanhamos tudo isso no terceiro livro da série, em maiores detalhes.)

"(...) e eu interpretara errado pensando que 'juntos para sempre' 
significava o mesmo que 'felizes para sempre'." - Página 49

Com a sua volta, os dois acabaram se desentendendo e, com isso, ficaram presos em um noivado de aparências. Exatamente por isso, Lucas, o jovem médico, resolve partir para Europa, por conta de uma pesquisa que poderia mudar sua vida acadêmica, mas sem se preocupar com a vida de sua noiva e, muito menos, com o que a cidade estava falando sobre sua honra. Eles eram destinados a ficarem juntos, o futuro tinha isso como prova, mas a vida dos dois estava a cada dia mais distante até que, sem aviso, ele retorna de sua viagem, após alguns anos, e a vida dos dois volta a ficar de cabeça para baixo. Eles ainda se amam, mas não conseguem se suportar, afinal, um está tentando afastar o outro e nenhum dos dois consegue entender muito bem o que está sentindo. Até que, mesmo no meio dessa bagunça, eles acabam se casando e esse não é nem de longe o maior dos problemas, alguém na cidade está ameaçando os dois e eles precisam descobrir quem é.

"O orgulho dos Clarke sempre fala mais alto (...)." - Página 384

Lucas começa o livro sendo um personagem frio e distante. Sabemos que ele já foi doce e romântico uma vez, mas é complicado acreditar nisso nas primeiras páginas. Aos poucos, ele vai se entregando ao que está sentido e vamos vendo um personagem carinhoso e até mesmo com alguns traços de outro personagem que já conhecemos muito bem, Ian. Enquanto que Elisa continua a mesma de sempre. A mesma menina doce e sonhadora que quer ajudar o mundo. O diferente, é que vemos o crescimento dela nesse livro e é algo muito bem montado. Como casal, funciona. Torcemos para que tudo dê certo logo, porque já sabemos que vai dar tudo certo mesmo. O que mais amei foi rever Ian e Sofia e todas as confusões que esses dois são capazes de criar, rs.

De modo geral, a história ficou com quatro estrelas porque me deixou confusa em muitos momentos. Os capítulos são narrados em primeira pessoa, pela Elisa, mas em alguns capítulos, sem aviso, vemos um narrador em terceira pessoa, onisciente, que foca mais no lado do Lucas. Até eu entender o que estava acontecendo foi complicado (haha). Depois, também, a história dá umas voltas pelas memórias da personagem principal com avisos muito delicados. Ela começa a explicar que se lembra de alguma coisa e quando vemos o próximo capítulo inteiro, ou mais que um, é uma lembrança. E aí a volta, e até mesmo a ida, para tais lembranças ficaram um pouco confusas. Mas calma, muita calma. Estamos falando de Carina Rissi aqui e é claro que a escrita é algo impecável e completamente devorável. Tanto que li umas trezentas páginas de uma vez só.

Como fã da série perdida, fico feliz por ter visto um pouco mais da história e, até mesmo, conhecido um pouco mais dos personagens, Só queria um pouco menos de drama (drama, inclusive, que me lembrou muito a história de Mentira Perfeita, não a trama em si, mas a forma como foi escrita) e, até mesmo, um livro um pouco menor. Porque muito do que é contado já sabíamos, por outros olhos, mas já sabíamos. Enfim, indico para quem é fã da série e é apaixonado pela escrita da autora. O que me preocupa é que, aparentemente, ainda vem mais da série por aí.

Prometida (Perdida #4)
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 474
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Na Estante: Mentira Perfeita


Nem preciso lembrar vocês que quando o assunto é Carina Rissi eu dou alok não é mesmo? Sério, sou apaixonada por tudo que ela escreve e, atualmente, ela é uma das minhas autoras favoritas (isso se não for A favorita). O que me fez pirar ainda mais ao receber um recado dela via vídeo (graças à amiga mais fod@ do planeta, a Bruna) esse final de semana. Enfim, vamos focar, não é mesmo? rs Eu já sabia que ia gostar do livro, afinal, estamos falando de uma continuação (com um gostinho de spin-off) de Procura-se uma Marido. Um livro ultra-mega divertido cheio de personagens marcantes e é exatamente por isso que a certeza era tão grande. Eu já conhecia o mais novo protagonista e estava maluca para conhecê-lo ainda mais de perto (e em detalhes!). Você consegue, sem problemas, ler esse livro sem ter lido o primeiro, mas isso acaba tirando toda a graça do primeiro e como eu sei que você vai ficar com muita vontade de lê-lo, bom, leia na ordem certa, porque os dois livros valem mais que muito a pena. O livro, como já era de se esperar, ganhou cinco lindas estrelas lá no skoob e um coração de favorito. Agora vamos focar na resenha (e é legal lembrar que, caso não tenha lido o outro livro, pode considerar uma coisa ou outra como spoiler aqui).

Júlia e uma garota brilhante com um QI assustadoramente alto. Sempre se esforçou muito para deixar sua tia Berê, que foi quem a criou, orgulhosa e decidiu que sua vida pessoal podia muito bem ficar em segundo plano, afinal, sua carreira e sua família viriam sempre na frente de tudo. O que ela não esperava e, muito menos, imaginava era que sua tia estava muito doente e que poderia estar passando pelos seus últimos dias de vida. Só tinha uma coisa que Berê queria antes de partir, ver sua sobrinha, que criou como filha, se casando. E é aí que Júlia, com a ajuda de um melhor amigo maluco, o Dênis, conta para sua tia que ela está namorando e que acredita que muito em breve seria até mesmo pedida em casamento. O fato (problema) era que história romântica era a força que Berê precisava e, milagrosamente, o quadro dela melhora de uma hora para outra. Ela ainda corria um risco sério de saúde, mas podia voltar para casa e viver quase normalmente. Ela só queria uma coisa, conhecer o namorado perfeito da sobrinha. Sim, o que não existe.

"- (...) Então, quando vou conhecê-lo?
Assim que eu conhecer, eu quis dizer."
Página 20

E é aí que entra Marcus, o irmão cínico, mulherengo e ridiculamente lindo de Max (o protagonista do primeiro livro). Ele precisava urgentemente de alguém para se passar de ajudante na casa dele, para mostrar aos pais que podia sim se virar sozinho, e viu nessa loucura que Júlia estava passando uma oportunidade. Ela seria a pessoa que ele precisava e ele seria o namorado perfeito, no final das contas eles tinham uma mentira perfeita, ou quase isso. Afinal, Júlia sabia que se aproximar de Marcus era burrice, todo aquele QI dela apontava para correr para as colinas sem nem olhar para trás, mas ela precisava dele e ele, dela. Entre novas mentiras que vão aparecendo e um casamento que já foi até mesmo marcado, os dois precisam lidar com tudo isso e ainda vários outros problemas na vida e no trabalho. Ninguém disse que era fácil seguir com uma mentira, por mais perfeita que ela seja.

"Eu não quero incomodar ninguém além de você." - Página 253

Marcus é meu amorzinho. Sério, eu já tinha me apaixonado pelo personagem quando ele apareceu no livro do irmão (e até cheguei a comentar isso na resenha), ou seja, estava maluca para conhecê-lo melhor. Por de baixo de toda a loucura e cara de forte dele, na verdade, temos um personagem delicado que faz você se apaixonar mais e mais a cada página. Júlia é fantástica. Ela é muito inteligente quando o assunto é lógico, mas ela é totalmente lerda na vida e isso deixa o livro ainda mais gostoso, principalmente porque me identifiquei com ela em muitas das burradas, rs. Adorei rever os personagens antigos e amei conhecer os novos. Principalmente o Dênis e a Tia Berê. Já quero mais uns cinco livros se passando no universo dessa história, ok? Ok.

O livro é um chick-lit bem leve, divertido e apaixonante. A tia da personagem principal é louca por filmes clássicos de romance e é isso que vamos vivendo durante a leitura, o que sentimos com esse tipo de filme. Torcemos pelos personagens, sofremos com eles e comemoramos o felizes para sempre (do jeito deles). Eu ri de passar mal e, realmente, fiquei com medo de ter algum vizinho vindo reclamar das minhas risadas. No começo estava com um pouco de medo do livro ser apenas uma cópia do primeiro, afinal, a história segue o mesmo caminho, mas é algo completamente novo e fantástico. Como sempre, Carina entregou bem mais que o esperado, que já era muito. 

Mentira Perfeita
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 461
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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Na Estante: O Primeiro Último Beijo


A capa desse livro foi amor à primeira vista. Claro, o nome também me chamou muito a atenção, mas eu decidi que precisava ler quando vi a fofura dessa capa (que é exatamente igual a original), rs. Enfim, estamos falando de um chick-lit bem leve e divertido. Uma história completamente apaixonante e bem real, afinal, nem sempre os amores dão certo de primeiro e os dramas estão sempre presentes em nossas vidas. Tive alguns problemas seguindo a narrativa livro, porque ele vai para frente, pro meio e pro final da história (cronologicamente falando) o tempo todo, e por mais que tenha as datas no começo de cada cena, nem sempre é fácil de entender onde estamos ali. Isso tirou uma estrelinha da história (ou seja, quatro estrelas no final das contas, rs), mas não diminui em nada o amor que estou sentido pelos personagens principais. Se você gosta de livros no estilo Sophie Kinsella  e Carina Rissi, essa história é obrigatória na sua vida e estante.

Ryan e Molly vivem uma verdadeira história digna de filmes de comédia romântica. Eles se conheceram quando ainda estavam no colégio e eram de mundos completamente opostos. Ela era a menina que se escondia em roupas horríveis e uma grande armação de óculos de grau. Ele era o galã da cidade com um futuro brilhante na escola. O primeiro beijo foi horrível e no meio do que, na época, parecia ser uma grande aposta sem graça. Sabemos que a relação começou e que, em alguns (muitos) momentos, terminou também, mas só vamos entendendo a história toda aos poucos. O beijo de quem só quer se divertir, o que foi desperdiçado, o primeiro beijo para valer, o que se perdeu no meio do caminho,  São muitos os beijos que formam a história de um casal e muitas vezes eles falam bem mais que as palavras. x

"O primeiro beijo de verdade... e o último." - Página 282

O que mais me confundiu aqui (e que me fez tirar a tal estrelinha) é que a história deles é contada como um filme. Em tese, isso é realmente genial, mas na prática ficou um pouco confuso. Literalmente vemos os personagens apertando os botões para avançar ou voltar a história (tanto que cada coisa que vemos acontecendo tem uma data e uma sigla mostrando qual botão foi apertado). O que mais gostei foi ver os personagens crescendo, não só em idade, mas como pessoas também. Sem esquecer dos secundários e dos que vão aparecendo aos poucos para mudar todo o rumo da história. O livro é friamente real e é isso que o torna doce e memorável. Você consegue se ver em muitas das situações que são descritas, desde as mais apaixonantes até as mais tristes. A forma que a autora colocou isso tudo no papel é maravilhosa. A narrativa é bem leve e você passa o livro todo torcendo pela personagem principal e o final feliz que ela merece, me senti realmente vendo um filme (no maior estilo "Harry e Sally - Feitos Um para o Outro" que é o filme que eles mais comentam na história, afinal, Ryan é fã desses filmes). Indico para quem gosta de uma história apaixonantemente real e para todos que já sonharam viver em um filme de amor cheio de reviravoltas.

O Primeiro Último Beijo
Autora: Ali Harris
Editora: Verus
Páginas: 448
Skoob do Livro.
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domingo, 3 de abril de 2016

Na Estante: Como Ser Solteira


Eu estava bem animada para ler o livro, afinal, tinha visto o trailer do filme (que foi inspirado nele) e fiquei muito curiosa. Não vou negar, estava esperando um pouco mais, o trailer é tão animado e para cima que esperava, de verdade, o mesmo do livro. O problema é que, em muitos momentos, achei a história bem parada e até mesmo boba (sem esquecer que não gostei de como o Brasil é tratado, mas vou contar isso melhor). Estamos falando de um chicklit cheio de clichês que normalmente adoramos e que podemos nos identificar em muitos momentos. Ok, sou relativamente bem mais nova que as personagens, mas quando o assunto é ser solteira eu entendo de muita coisa (haha). O livro ganhou quatro estrelas e é claro que, como sempre, vou explicar nos detalhes para vocês tudo que achei. De forma geral, é uma mistura de Sex in the City com Comer, Rezar, Amar. Isso! Realmente, consegui definir bem o livro nessa mistura, rs.

Julie nunca tinha parado para realmente pensar o que era ser solteira até que Georgia, uma de suas melhores amigas, se divorciou e pediu emergência para uma noitada de solteiras. É aí que Julie convida suas outras amigas, que estão no mesmo barco, para dar uma animada na noite e, também, para tentar colocar a mais nova solteira do pedaço para cima. Entre uma amiga depressiva, outra que resolveu que pegaria todos os homens da cidade e uma que nao tinha nem ideia do motivo de estar ali, Julie percebe que o mundo das solteiras é muito mais complexo do que parece e que cada uma tem uma experiência diferente e, até mesmo, algo para ensinar. É aí que ela tem a ideia que poderia mudar não só a vida dela, mas a de muita gente.

"Como ser Solteira? (...) É deprimente. 
Ninguém quer ser solteira." - Página 48

Ela escreveria um livro sobre como é ser solteira em cada um dos cantos do mundo. Afinal, se com cada uma já é diferente, imagina quando estamos falando até mesmo de cidades e países diferentes. Ela deixa tudo para trás e começa uma viagem que mudaria, radicalmente, tudo que ela pensava sobre a vida, não apenas o que ela pensava sobre a solteirice. Enquanto o livro mostra o que Julie faz ao redor do mundo, também mostra como algumas de suas amigas estão se virando na América e é assim que vamos vendo toda a bagunça que elas fazem ao mesmo tempo. Ser solteira é bem fácil, fazer isso com maestria já é outra história.

"E aí... Deu certo? Você é feliz?" - Página 362

O livro é divido em regras de solteirice e não por capítulos, achei isso bem divertido e bem bolado, afinal, é como se realmente estivéssemos ali para pegar as dicas que Julie tem para oferecer de suas descobertas. O que me incomodou muito no livro foi a visão estereotipada que ele traz de tudo. Desde como solteiras devem ou não se comportar até mesmo o fato (tolo) de que no Brasil é como se tudo fosse sobre corpos perfeitos e muito sexo. Sem esquecer, é claro, de vários outros países que são retratados de forma bem estereotipada e até mesmo boba. A autoras realmente arrasou ao escrever amigas passando pelos dramas da vida, mas errou feio em tentar criar algo sobre como ser solteira que, na verdade, só mostra como que você, na verdade, precisa é de alguém para ser feliz de verdade (e não é bem pro aí, não é mesmo?).

Para quem gosta de chicklits e séries como Sex in the City (inclusive, a autora do livro foi uma das roteiristas da série!!) esse livro é uma leitura obrigatória, mas não vá esperando algo que vai realmente mudar sua vida ou, até mesmo, melhorar sua vida de solteira. O livro rende sim algumas risadas e até mesmo coloca uma coisa ou outra na sua vida, mas não vai muito mais longe que isso, infelizmente. Agora fiquei ainda mais curiosa para ver o filme, afinal, mesmo com alguns problemas livro me animou muito para a versão de tela grande. Sem esquecer que tem atrizes bem legais na adaptação.

Como Ser Solteira
Autora: Liz Tuccillo
Editora; Record
Páginas: 434
Skoob do Livro.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Na Estante: Destinado (Perdida 3)


Pensa num livro que te faz (literalmente) perder o sono. Exatamente. Estamos falando de Destinado, o terceiro volume da série (que eu amo) Perdida, da fofíssima Carina Rissi. Já resenhei os dois primeiros livros, então se você quiser ler o que achei é só vir aqui. Eu estava maluca para ler esse livro, afinal, ele havia sido lançado no final do ano passado, mas a Carina é tão fod* que ele esgotou em segundos de venda e, por conta disso, só recebi o meu esse mês (porque ele é de parceria com a editora). A loucura é tanta que a minha cópia já é da terceira edição do livro (ela merece!). Enfim, toda essa loucura em volta do livro se deve ao fato de que a história da vez é narrada pelo cavalheiro (lindo e maravilhoso) Ian, o mocinho de toda a história que se passa lá no século XIX. Carina realmente merece todo esse sucesso, o livro mais uma vez me prendeu de uma maneira única e até mesmo mudou algo em mim (alok, rs). Eu não conseguia ler/escrever/olhar para o celular com o carro andando e, por conta desse livro, eu arrisquei no busão e li metade da história enquanto viajava (para casa dos meus tios em outra cidade). É muita ousadia para pouca Izabela, eu sei (haha). Foco! Vou contar para vocês um pouco do livro e depois, em detalhes, o que achei. Vale comentar que levou cinco lindas estrelinhas e um coração de favorito. Ah! Como esse livro faz parte de uma série, se você ainda não leu os anteriores pode encontrar alguns spoilers nessa resenha do que já se passou na história. Ok, vamos lá!

A vida de Ian e Sofia estava perfeita. Depois de todas as provações que passaram juntos, os dois finalmente estavam vivendo o felizes para sempre ao lado das pessoas que mais amavam e, principalmente, de sua filhinha Marina. Não havia sido fácil para Sofia se adaptar ao século passado, mas o amor era muito mais forte e ela fazia tudo como podia, claro que com algumas adaptações, mas isso é apenas um detalhe. O problema é que nada é normal ou fácil nessa história e é exatamente por isso que o mundo deles vira de cabeça para baixo, mas uma vez. No aniversário da irmã de Ian, Elisa, todos passam por um grande escândalo envolvendo a família e a honra da própria aniversariante. O nome dela e de toda a família estava em risco e estava nas mãos de Ian resolver tudo isso, o problema é que tudo podia ser muito mais complicado do que parecia. Decisões são tomadas de um minuto para o outro e nem todas agradam a aniversariante.

"Onde diabos eu havia me metido?" - Página 370

Em um momento de desespero ela acaba se agarrando à algo que nem deveria estar na casa, para começo de conversa, e acaba parando em um lugar muito distante e diferente de tudo que conhecia. Com a irmã em uma grande encrenca, Ian precisa tomar mais decisões e, para piorar, são escolhas que podem mudar realmente tudo em sua família, incluindo o grande amor da sua vida, Sofia. Os dois precisam correr contra o tempo (literalmente) para salvar Elisa e evitar grandes mudanças em tudo que conhecem como certo.

"Alguém precisa arrumar essa bagunça." - Página 87

Eu queria contar muito mais da história, mas todas as surpresas tornam a história ainda melhor, por isso, quero deixar todo mundo morrendo de curiosidade para, assim que terminarem de ler aqui, correrem para ler esse livro maravilhoso. Achei divertido ler a história pelos olhos do Ian, já tinha tido essa experiência quando a autora liberou um capítulo de Perdida pelos olhos dele, mas um livro (gigante, rs) inteiro foi muito bom também. Senti muita saudade dos pensamentos malucos de Sofia, mas pelo menos pude vê-la pelos olhos de seu amado e, meu Deus, a relação deles é realmente um conto de fadas. Achei o drama todo da história um pouco exagerado, no sentido de ter sido criado para continuar a série e tudo mais, mas a Carina escreve tão bem que toda a loucura faz sentido e você ama no final, rs. O que me lembra que precisamos sempre acreditar de coração no que estamos lendo, só assim a história faz sentido de verdade (e entramos no mundo dela!). Adorei conhecer melhor alguns personagens e, até mesmo, rever outros. 

Carina, mais uma vez, mostrou que livro nacional pode sim ser maravilhoso (e vender horrores, rs). Se você gostou dos outros livros da série, esse livro é uma leitura obrigatória. Meu favorito ainda é o segundo, Encontrada, mas esse aqui chegou bem perto de pegar esse posto. O livro está leve, divertido e muito apaixonante. Mesmo quando fui dormir depois de terminar o livro fiquei com a história na cabeça e não conseguia tirá-la de lá. Sofia e Ian já fazem parte da minha vida e eu não mudaria isso de forma alguma. Indico mil vezes (como todos os outros livros da autora). Valeu a espera.

Destinado (Perdida #3)
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 462
Skoob do Livro.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Na Estante: Amigas (Im)Perfeitas


Esse foi o quarto livro que eu li na minha maratona (a #24hBDE). De forma geral, esse livro já era muito especial para mim. Ele foi um presente de aniversário que ganhei de uma leitora (a fofíssima Virgínia, ♥) e além de uma dedicatória maravilhosa, ele é também autografado pela autora. Sente só o luxo disso, rs. Tenho gostado muito de chick-lits e li muitas coisas boas sobre o livro, ou seja, fui com as espectativas lá nas alturas. Não vou negar, gostei bastante da história do livro e da narrativa, mas, ao mesmo tempo, achei a história meio lenta e cansativa. Calma, é claro que vou explicar isso melhor para vocês. Enfim, o livro ficou com quatro estrelas e, se você gosta de chick-lits (estilo Sophie Kinsella). Ok, agora vamos focar na resenha, não é mesmo? 

O livro conta a história de três grandes amigas, Nina, Pâmela e Manuela. Todas têm uma vida aparentemente perfeita, mas é só aparente mesmo. Pâmela tem um casamento perfeito, o marido sempre a agrada com jóias e afins e tudo parecia ir muito bem. Manuela, depois de um grande trauma no amor, estava totalmente desacreditada. Nina tinha uma grande lista de homens que não deram certo em sua vida, inclusive, cada um recebia como apelido o nome de algum vilão literário ou cinematográfico. Tudo parecia normal na vida delas, até que que tudo virou de cabeça para baixo. O que estava perfeito se mostrou uma verdadeira bagunça e o que era uma grande bagunça, acabou se mostrando nem tão irreversível assim. Entre fofocas, risadas e uns bons drinks, na noite do batom, as amigas percebem que precisam fazer alguma coisa para resolver tudo isso. Tudo isso acontecendo enquanto dramas surgem até do ralo e amigos e/ou amores do passado reaparecem a todo momento. Não é fácil, mas pelo menos elas podem contar uma com a outra.

"(...) E a tal semana que está começando? E os planos de 
eliminar aquele traste do seu coração?" - Página 149

A história do livro é bem leve e divertida, afinal, que grupo de amigas (de qualquer idade) nunca precisou resolver algum(ns) problema(s)? É muito fácil se identificar com o que as três vivem ou viveram e, mesmo que não se identifique por completo, é ainda mais fácil se colocar no lugar delas. As personagens são verdadeiras e as falas são bem reais. O único problema que senti com a história, e que me fez dar quatro estrelas, é o fato de que quando chega na metade, a história parece que não vai para frente. Eu lia, lia e lia mais um pouco, mas parecia que eu não saia do lugar. Já senti o mesmo com outros livros (incluindo um da Kinsella, rs), mas isso nunca é bom. Como disse ali em cima, é um livro para quem gosta do gênero e para quem adora viver, reviver e aproveitar os dramas que nós sempre criamos. As risadas são garantidas e acredito que o problema que senti (que acebi de comentar) só tenha ficado mais forte porque li o livro no meio de uma maratona, ou seja, estava cansada, rs.

Amigas (Im)Perfeitas
Leila Rego
Editora: Gutenberg
Páginas: 391
Skoob do Livro.
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sábado, 26 de dezembro de 2015

Na Estante: O Segredo de Emma Corrigan


Esse foi o segundo livro que li na minha maratona de vinte e quatro horas (a #24hBDE). Adoro os livros da Sophie e com esse não foi diferente, ri até passar mal e nem percebi as páginas passando. Isso é certo quando o assunto é um livro da autora, você vai rir muito e se apaixonar pela história. Eu já estava com um pouco de sono quando comecei a leitura, tanto que dormi longos dez minutos (haha), mas, mesmo assim, a história conseguiu me prender e ainda rendeu cinco estrelinhas. Estava com o pé atrás porque muita gente que conheço estava falando mal do livro (por mais que eu sempre tenha lido ótimas críticas sobre ele), mas acho que o 'problema' é que a Sophie escreve livros bem iguais no final das contas. Isso não atrapalhou minha leitura, mas acredito que desanime muita gente. Vou explicar melhor depois, pode ser? Vamos focar agora.

Emma não estava na carreira dos sonhos, a sua família preferia a sua prima que se deu bem na vida, seu namorado não a conhecia de verdade e ela guardava muitos segredos, de tudo e de todos. Ela nunca tinha visto problema nisso, afinal, todos têm algum segredo, não é mesmo? O problema é que ela teve que fazer uma viagem de negócios e tudo deu errado, por conta disso, ela resolveu beber todas dentro do avião na volta para casa. O que ela não imaginava, nem nos seus piores pesadelos, era que, com todo aquele álcool, muitas verdades sairiam da boca dela e, para piorar, para um completo estranho que estava sentado ao lado dela. Ela contou sobre o namoro, sobre a família, sobre as besteiras que fazia no trabalho e por aí vai. Aos poucos ela foi recuperando a noção do que estava acontecendo e se deu conta da besteira que tinha feito, claro que entrou em pânico, mas pelo menos nunca veria o cara novamente, não é? Só que não.

"(...) e de repente as coisas não parecem 
mais uma merd* tão completa." - Página 21

O cara em questão, Jack,  era simplesmente o chefe (e criador) da empresa em que Emma trabalhava. E sim, ele tinha escutado tudo e lembrava tim-tim por tim-tim. O que ela não sabia era que tinha como piorar, na verdade, sempre tem. Ele iria passar uma semana na empresa olhando seus funcionários e, é claro que, isso incluía nossa personagem principal. Os segredos de Emma vão aparecendo de forma bem delicada, de forma que ela arrume alguma bagunça na empresa, no namoro ou, até mesmo, em sua família. Jack não era tão mal assim e muito menos a demitiria, mas, com certeza, se divertiria muito com aquele leque de segredos.

Como disse lá em cima, os livros da Sophie são sempre muito divertidos e muito bons, mas, no final das contas, são basicamente a mesma coisa. Emma é exatamente igual às outras personagens que já li da autora, assim como temos a prima (que, às vezes, pode ser outro parente próximo) que se deu bem na vida e é má, temos o namorado que vai acabar dançando e as amigas malucas no meio. Sem esquecer do bonitão que aparece de modo inesperado e complicado para virar a vida da mocinha de cabeça para baixo. Se você não liga para isso (eu não ligo) as histórias continuam muito boas, mas se liga, já complica um pouco. Gostei muito da história e ri de passar mal, o final foi meio rápido demais, mas eu superei. Se vocês gosta de chick-lits vai (definitivamente) amar esse livro.

O Segredo de Emma Corrigan
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 384
Skoob do Livro.
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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Na Estante: Uma Pitada de Amor


Nessa onda de Master Chef que estávamos eu não posso negar que estava bem animada para ler esse livro. Sempre gostei de ver esse programa culinários na TV e nunca imaginei que leria um livro com esse tema de fundo, foi algo bem novo. Além disso, nos últimos tempos eu virei alok dos chick-lits, então estava ainda mais animada (haha). Em resumo, acabei caindo de cara enquanto lia o livro, tanto que ele recebeu só três estrelinhas comigo lá no skoob. Não é que o livro é ruim, mas que para um livro sobre culinária ele é bem sem sal (péssimo, Izabela, haha). A história começa de forma empolgante, mas vai perdendo o ritmo e quando dei conta estava criando desculpas para enrolar a leitura. Em resumo, li as primeiras cem páginas numa animação só, mas depois fui lendo de cinco em cinco páginas, parando, pensando... Acho que tem muito a ver com o que eu estava esperando, mas não posso negar que a parte da competição é bem legal, o romance que deixou bem a desejar (levando em conta o que se promete no título). Bom, menos papo e mais ação, não é? Vou contar para vocês os detalhes do que achei do livro e o que mais me levou a dar essa nota. Vamos lá!

Zoe sempre sonhou em ser uma grande chef, tanto que assim que uma boa oportunidade surgiu ela largou toda a sua vida para trás para tentar uma vaga em um programa famoso de cozinheiros. O que ela não imaginava era que o programa ia muito além da cozinha e que ela precisaria de muito mais que temperos para se da bem ali. Nem todos os concorrentes jogavam limpo e muitos estavam dispostos a abusar da sorte para tentar ganhar. Zoe sempre foi doce e disposta a ajudar tudo e todos, mas será que isso ajuda mesmo em uma grande competição? Para complicar ainda mais todo esse drama, um dos jurados mais complicados da TV, Gideon, acaba jogando certo charme para a participante e, mesmo ele não sendo a pessoa mais bonita do mundo, tem alguns atrativos... Bem perigoso, afinal, eles estão em um competição e se envolver seria muito mais que errado. Seria essa a receita certa do amor ou, simplesmente, a do caos?

"Eu quero ganhar. (...) eu realmente quero ganhar." - Página 300

De começo eu gostei bastante do jeitinho da Zoe, ela é meiga e realmente ajuda todo mundo, mas depois ela foi virando uma verdadeira pastel. Eu não conseguia acreditar nas besteiras que ela fazia e nas pessoas que ela ajudava. De começo eu não aguentava a colega de quarto maluca da personagem principal, a Cher, mas no final das contas ela que me divertia na história. O mocinho da vez não conseguiu me convencer. Eu tentei, de verdade, mas a história dele não colou. Se fosse apenas uma história sobre um show culinário o livro seria muito bom, o problemas era que era para ser um romance e, na minha opinião, não deu muito certo. Eu realmente detesto falar assim de um livro (e dar 'notas baixas'), mas acho que é melhor do que escrever várias mentiras, né? Para quem gosta de programas de culinária e romances (sem sal) é um livro válido, mas não façam como eu, que estava esperando muito e quebrei a cara. Faltou animação na escrita e, claro, romance. A diagramação está bem feita, como sempre e eu verdadeiramente amei a capa (e não posso negar, tem tudo a ver com o livro).

Uma Pitada de Amor
Autora: Katie Fforde
Editora: Record
Páginas: 400
Skoob do Livro.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Na Estante: Você (Não) é o Homem da Minha Vida


Eu estava muito curiosa para ler esse livro, afinal, o nome dele chama muita atenção. Estamos acostumados a ver histórias e mais histórias sobre o amor quebrando barreiras e, com esse livro, vemos que nem sempre o cupido atira para o lado certo. Eu realmente não sabia o que esperar da história e foi por isso que gostei tanto do livro. Ele me surpreendeu muito e de muitas formas. Seja com o rumo que a história seguiu ou, até mesmo, com o jeito leve e divertido que a história é narrada. O livro ganhou cinco estrelas e é um chick-lit muito divertido. Sem esquecer que a capa é maravilhosa, tanto que quando postei uma foto do livro no instagram foi só isso que vocês comentaram, a capa é linda! O livro, de começo, me lembrou muito a história de Cartas de Amor de Paris, mas poucas páginas depois ele se mostrou exatamente o oposto e isso foi bem divertido. Você começa a história achando que sabe exatamente o rumo que ela vai tomar, mas isso muda a cada capítulo e você não tem mais certeza de nada. Isso, para um livro, é maravilhoso. Para quem gosta de chick-lits (tipo os da Sophie Kinsella) essa é uma história obrigatória. Se ficou curioso para conhecer um pouco mais do livro e o que achei sobre ele é só continuar lendo.

Você acredita em almas gêmeas? Lucy acredita com todo seu o coração. Quando era mais nova, com seus 19 anos, ela foi fazer um curso de artes na cidade muito romântica de Veneza e acabou conhecendo e se apaixonando, à primeira vista, pelo americano Nate. Durante as semanas que passaram juntos trocaram juras e mais juras de amor, mesmo sabendo que logo tudo ficaria de cabeça para baixo, afinal, ele voltaria para os Estados Unidos e ela para a Inglaterra. Foi aí que, em um belo dia, os dois descobriram sobre um lenda que tinha na cidade. Uma lenda sobre o amor. O amor eterno. Tudo que o casal precisava fazer era dar um beijo dentro de uma gôndola enquanto o sino da igreja tocava com o sol se pondo. Bem simples assim. Foi isso que eles fizeram, mas nada foi capaz de segurar o romance quando eles se separaram. Eles até tentaram com cartas e ligações, mas a distância foi mais forte e tudo acabou da pior maneira possível. Ele tinha outra. Lucy até tentou esquecê-lo, mas nada funcionou. Ela teve outros namorados, mas nenhum a fazia sentir como ele havia feito. Dez anos se passaram e o que ela não esperava era que o destino estava, apenas, pregando uma peça nos dois e que ela seria, por conta de seu trabalho, transferida para New York.

"Almas gêmeas não são como ônibus, não vai passar
 outra daqui a pouco." - Página 24

Assim como Nate. Os dois estavam chegando à cidade mais movimentada no mundo, mas nenhum sabia que o outro estaria por lá também. E foi assim, como uma  piada desse tal destino, que eles se encontraram por acaso. A colega de casa de Lucy viu tudo isso como uma grande história de amor (afinal, ela própria estava esperando a história dela, acreditem, até visitas à ciganas ela tinha feito), mas a irmã mais velha dela já via isso com outros olhos. Burrice. Lucy resolveu ignorar tudo e se jogar numa nova chance com sua alma gêmea. Mas e se o amor da sua vida tivesse mudado por completo? E se você percebesse que tudo que esperou, por dez anos, fosse mais obra da sua imaginação do que realidade? Dez anos é coisa demais, as pessoas realmente mudam. Mas, espera, ele realmente era o homem da vida dela. Poxa, até o beijo com toda a lenda rolou... Espera, 'para sempre' é tempo demais! Lucy percebe que não era bem o que ela esperava, mas também estava presa ao 'homem de sua vida', afinal, segundo a lenda aquilo seria eterno. E é assim que sempre que ela tenta se afastar ele chega ainda mais perto!

"Você também não vai se livrar de mim, nunca." - Página 137

Eu sempre acreditei muito nessa história de amor, destino e blá-blá-blá. Esse livro é uma forma divertida de lidar com todas essas crenças de que o amor verdadeiro (ou o que achamos que é amor verdadeiro) precisa durar para sempre. É um tapa na história de que todo amor verdadeiro acontece à primeira vista e é eterno, mas, mesmo assim, ainda é uma história que prova que o amor existe sim e que aparece das formas mais loucas que existem. Eu me diverti demais com a personagem principal tentando entender tudo isso e ainda mais com a melhor amiga dela, e colega de casa, Robyn. A doidinha que acredita que precisa achar o amor exatamente como uma cigana disse e, por conta disso, sai perguntando para todos os caras que vê pela rua qual o nome deles. A irmã mais velha de Lucy é tipo o Grilo Falante do Pinóquio. Ela sempre fala o que as pessoas precisam ouvir, mesmo que ninguém queira ouvir aquilo, rs. Se você gosta de histórias de amor que dão mil voltas (mas sem enrolar) para mostrar que tudo é possível, esse livro é definitivamente para você. Vemos os vários lados que uma história de amor, de verdade, pode ter. Leve, divertido, romântico e engraçado na medida certa.

Você (Não) é o Homem da Minha Vida
Autora: Alexandra Potter
Editora: Record
Páginas: 448
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sábado, 1 de agosto de 2015

Na Estante: 1 Milhão de Motivos para Casar


Eu estava muito animada para ler esse livro, afinal, agora no segundo semestre eu vou ser madrinha de dois casamentos, ou seja, esse assunto tem feito parte da minha vida esse ano, rs. Estou ouvindo sobre vestidos, enfeites, bolos e, até mesmo, os detalhes de um prato na mesa. Assim que comentei que ia ler esse livro as duas noivas em questão vieram logo falar comigo, achei mega divertido. O livro é bem leve e muito engraçado (um homor britânico delicioso), mas eu acabei enrolando para lê-lo, não porque ele seja cansativo, pelo contrário, mas foi por conta daquela viagem que fiz lá para o Mato Grosso. Toda vez que eu pegava o livro para ler eu estava tão cansada (de tudo que já tinha feito no dia) que acabava dormindo. Eu até lutava contra o sono, mas era muito mais forte que eu. Quando eu finalmente peguei o livro para ler com vontade (e total tempo) foi de uma vez só. Li numa virada de noite e nem vi o tempo ou as páginas passando. O livro recebeu cinco estrelinhas lá no meu skoob e me lembrou muito a escrita da Sophie Kinsella (li em algum lugar que as autoras em questão são parentes). Se você gosta de chick-lits essa é uma leitura obrigatória. Para entender melhor o que eu achei e a história é só continuar lendo essa resenha.

Jessica nunca ligou muito para ter muito dinheiro, roupas de marca e, até mesmo, maquiagem. Ela foi criada para ser assim e nunca quis mudar. Quando era muito pequena ela perdeu a mãe e, por conta disso, acabou sendo criada pela avó completamente maluca. A avó de Jess acreditava que tinha feito tudo errado com a mãe dela e, por conta disso, precisava acertar dessa vez com a neta. Jess cresceu sem poder usar as roupas da moda, maquiagem e nem TV ela podia ver. Ela acabou se acostumando com essas coisas materiais, mas ela nunca se sentiu realmente bem com a avó,por isso, quando ela decidiu que iria morar em um asilo foi um grande alívio. Jess acabou morando com sua melhor amiga da faculdade, a ainda mais maluca Helen. Toda semana ela ia visitar a sua avó e, por mais que não gostasse, acabava contando tudo sobre sua vida e o que estava acontecendo nela. Em uma dessas conversas Jess acabou conhecendo a vizinha de quarto da sua avó, Grace, e a conversa entre elas era muito mais gostosa e rendia muito mais. 

"(...) É preciso se divertir, não é?" - Página 224

Quando a avó de Jess morreu é claro que ela sofreu, mas isso só serviu para aproximá-la ainda mais de Grace, a velhinha simpática que adorava ouvir historias de amor. História que Jess sempre inventava, uma vez que estava solteira. O galã da história era sempre o mala do seu chefe, Anthony, porque aparentemente era mais fácil de mentir com o nome dele. Tudo estava maravilhoso. Jess continuava com suas histórias de amor (e casamento) e Grace seguia acreditando toda semana, o problema é que, em uma das semanas mais movimentas do emprego de Jess, sua amiga do asilo acabou falecendo enquanto dormia. Quem deu a notícia foi o advogado de Grace, porque, aparentemente, ela tinha uma vida bem diferente do que Jessica imaginava. A velhinha do asilo era na verdade uma Lady britânica com uma casa e bens avaliados em quase 4 milhões de libras e, respirem fundo, no testamento ela havia deixado tudo para Jess. Só tinha um problema. Grace acreditava que ela estava casada com o chefe, Anthony Milton, e acabou colocando no documento que tudo ficaria para Jessica Milton. Depois de muito pensar e repensar Jess acaba pedindo ajuda para Helen e elas criam o "Projeto Casamento". Elas tinham cinquenta dias para que Anthony se apaixonasse e se casasse com Jess, só assim ela poderia pegar o dinheiro. O que ninguém esperava era que ele já estava caidinho por ela e muito mais disposto a ajudar do que o imaginado. Será que um milhão de motivos é o suficiente para segurar um casamento?

"Pendências: 1. Entrar em pânico." - Página 46

Quando comecei o livro parei e pensei: 'Ops, já li essa história em algum lugar'. A ideia do livro, de começo, é muito parecida com o livro Procura-se um Marido, da Carina Rissi, mas o fato é que, por mais que o começo seja bem parecido, as histórias são completamente diferentes. Tanto no enredo, na resolução do problema como também na escrita. Os dois livros são maravilhosos, mas são bem diferentes e esse, como comentei, tem um toque do humor britânico, que é mais acido. Enquanto que o humor da Carina é mais doce e leva (mas continua muito bom!). O livro é um chick-li de raiz e me fez rir de verdade. Eu gastei muitos e muitos post-its e até mesmo usei mais de um em uma única página. A culpada, da grande maioria das marcações, é Helen. A amiga doidinha da personagem principal e me fez rir tanto que a barriga chegava a doer. O livro é muito inteligente e muito bem bolado. Pela primeira vez, em muito tempo, eu tive uma grande surpresa com um livro clichê. Passei o livro todo achando que estava sacando tudo, mas, na verdade, estava mais enganada que os próprios personagens, rs. Não é fácil sair assim tão bem do clichê (em uma história mega clichê), a autora está de parabéns. O livro tem uma mensagem muito legal ligada ao real significado do casamento e passa isso de um jeito muito leve e gostoso. Gostei muito do título em português e das adaptações, por mais que tenha gostado mais do título em inglês (haha). A diagramação está linda e a capa, meu Deus, é maravilhosa. Indico mil vezes a leitura!

1 Milhão de Motivos para Casar
Autora: Gemma Townley
Editora: Record
Páginas: 392
Skoob do Livro.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Na Estante: Menina de Vinte


Eu descobri recentemente que adoro a escrita da Sophie Kinsella, por isso, eu pedi esse livro de presente de natal (mais uma vez, obrigada, tia Lena!) e por isso, também, passei ele na frente de muitos outros livros da minha estante. Não me arrependi. Esse livro, assim como os dois outros livros que li da autora (Fiquei com Seu Número e Remember Me?), ganhou cinco estrelas lá no skoob, mas não posso negar que demorou um pouco mais para ele me conquistar, o fato de eu achar que a autora enrolou um pouco ajuda nisso, mas, como sempre, vou falar melhor sobre isso depois que eu contar sobre o que o livro fala em detalhes. Posso contar antes de tudo que eu não tinha ideia do que o livro falava quando comecei e isso acabou deixando a história até mesmo mais divertida, não tinha ideia que ia ler sobre uma fantasma e isso não é spoiler, está na contracapa (e quase sempre só leio isso depois que termino o livro, rs). Se você quiser conhecer um pouco mais do livro e o que achei sobre ele é só continuar lendo!

O livro contra a história da jovem Lara e de como tudo na vida dela resolveu dar errado ao mesmo tempo. O amor da vida dela resolveu que não era amor e terminou tudo por email, a empresa (recém-aberta) dela está indo por água abaixo e sua melhor amiga, e sócia, resolveu que precisava de férias de tudo e de todos e sumiu depois de entrar de férias e encontrar um grande amor. Para piorar, o tio dela é um dos empresários mais famosos do mundo e se recusa a ajudá-la, por acreditar que qualquer um consegue chegar ao topo, basta querer (e se deu certo para ele, daria certo para ela também). Tudo já estava um caós, mas, como sempre, pode piorar. Lara foi obrigada a comparecer ao velório de sua tia-avó, Sadie, que morreu aos 105 anos de idade, mesmo nunca tendo a conhecido. Ok, um velório nem é assim o fim do mundo, mas pode virar quando a morta em questão aparece em forma de fantasma só para você. Uma fantasma muito abusada com um corpo jovem e roupas da década de vinte. E o pior, a fantasma quer um colar dela que sumiu e ela se recusa a deixar que a enterrem sem o bendito do colar. O que você faz? Grita e cria um caso de polícia no meio do velório, é claro.

"(...) é muito fácil conseguir o que se quer quando as pessoas
pensam que você é psicopata." - Página 236

Agora Lara precisa lidar com todos os seus problemas antigos e o seu mais novo problema, uma tia-avó fantasma que é muito doida. Ela não tem ideia de onde pode estar o colar em questão e não tem como pedir ajuda para ninguém, afinal, a chamariam de louca e a jogariam em algum lugar para cuidar disso. Depois de muito pensar, e acreditar que estava maluca, Lara resolve ajudar Sadie por se sentir culpada, afinal ela morreu com 105 anos e Lara nunca a visitou. Entre a busca pelo colar e as tentativas de arrumar sua vida Lara acaba descobrindo muitas coisas sobre sua empresa, sua amiga, sua família e até sobre ela mesma. Quem diria que uma fantasma de mais de cem anos poderia ser tão útil, era como se ela tivesse um anjo da guarda que podia entrar em apartamentos alheios para espiar e até mesmo arranjar encontros. E é assim que Lara vai resolvendo a vida, com os toques mágicos de sua tia-avó e com muito bom humor. Isso tudo sem esquecer do bendito colar, é claro.

"Não pode viver só olhando para a frente. Precisa olhar em volta.
Precisa superar." - Página 295

O livro é muito engraçado em alguns momentos, assim como os outros que li da autora, mas também é muito previsível em outros. Me surpreendi muito (mesmo) com o rumo que o drama do colar levou, era algo que eu não esperava de forma alguma, mas ao mesmo tempo, quando o assunto é romance, eu sabia desde o começo o que ia acontece, porque foi a mesma receita usada nos outros livros que li da autora. Mas isso, de forma alguma, atrapalhou a leitura, o que me incomodou e até atrapalhou um pouco foi que, na minha opinião, o livro podia ter umas cem páginas a menos. Quando eu estava na metade eu já não sabia mais se tinha forças para seguir em frente, mas aí ficou muito bom e eu consegui, mas teria facilitado muito a minha vida (e acredito que a de outros leitores também). É um chick-lit bem clássico, assim dizendo e eu amei a ligação do nome do livro com a história. Quando comecei a leitura acreditava que era porque Sadie tinha voltado com o corpo de 23 anos e porque Lara também estava na casa dos vinte, mas errei e errei feio. Vai muito além da idade e eu achei isso muito genial.

Eu simplesmente pirei com a Sadie. Ela é uma personagem genial e rendeu muitas risadas altas e gostosas na madrugada. O mesmo serve para a Lara, que lembra muito bem as outras personagens principais da autora que já li. Os outros personagens também são muito bem construídos, mas o fato é que o livro é a história das duas e isso não tem como mudar. Ficamos malucos para achar o colar e mais malucos ainda para ver onde tudo que Sadie apronta vai dar. É um livro muito leve, mas devo lembrar que estamos falando de um chick-lit. Se você gostou de algum outro livro da autora pode ler esse sem medo de ser feliz e se você ainda não leu, bom, pode ler sem medo também! É um ótimo livro para começar e por mais que pareça gigante (em alguns momentos) é uma delícia.

Menina de Vinte
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 496
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