terça-feira, 7 de novembro de 2017

Na Estante: À Sua Espera


Olha quem voltou para Rosemary Beach? Euzinha! Para quem está mais perdido que sei lá o quê, estamos falando de uma série de livros da autora Abbi Glines. Já expliquei ela uma vez lá no canal do blog, mas vamos por partes. São livros totalmente ligados, mas que fazem sentido fora de ordem, o único problema é que você acaba lendo muitos spoilers das outras histórias que já 'passaram' se ler aleatoriamente. Em resumo, é isso. Na verdade, eu tenho certeza que pulei um livro (sem querer) ao ler esse agora, porque levei um spoiler bem na cara, mas acontece (ok, eu revi meu vídeo sobre a série e sim, pulei um hehe ou seja, a pessoa que fez o vídeo com a ordem, errou a ordem, parabéns). Quem nunca? Para quem quiser ler as outras resenhas da série é só clicar aqui. Ok, agora vamos focar nesse aqui. O livro ficou com quatro estrelas e eu meio que já esperava isso. A escrita da Abbi é uma delícia e, vamos falar a verdade, é bizarro como que ela conseguiu criar tantas histórias (relativamente) diferentes para uma única série, mas o fato é que todos os mocinhos têm sério problemas e, infelizmente, nesse livro isso não foi diferente. Eu estava lá, devorando o livro (que li numa noite), sendo feliz e adorando quando tchan! O mocinho em questão ia lá e soltava uma pérola machista que me fazia até querer largar o livro. Não vou negar, as pérolas foram bem menores se compararmos com outros livros da autora e vi isso como uma leve vantagem, mas ao mesmo tempo isso era irritante. Vou explicar melhor, calma. Primeiro, como sempre, vou contar um pouco mais da história. Lembrando que, se ainda não leu outros livros da série, pode considerar uma coisa ou outra nessa resenha como spoiler. Aviso dado.

Mase nunca quis a vida de uma estrela do rock, por mais que seu pai fosse um dos maiores astros do mundo. Ele recebia a parte que tinha direito do dinheiro, mas não usava nada em exageros, tinha um rancho no Texas e vivia perto da mãe e do Padrasto como se nada fosse diferente, afinal, para ele não era mesmo. Gastava no máximo com cavalos e coisas do tipo, nada além. Ele era muito parecido com sua irmã Harlow, na simplicidade, mas muito diferente de sua outra irmã, Nan, por exemplo. Que vivia de viagens e exageros. E foi numa visita a Halow, que ele acaba tendo que ficar na casa de Nan. Por sorte ela não estava lá, estava ocupada em Paris, mas a moça que cuidava da casa estava. Reese sempre teve muito dificuldade para tudo. Ela se achava burra e todos a sua volta confirmavam isso. Em sua escola, quando era mais nova, os professores não identificaram o transtorno de aprendizagem e simplesmente a rotularam de burra, ela acreditou. A mãe a via como um fardo, enquanto que o padrasto a via como um objeto. Nada era fácil em sua vida, mas depois de viver um verdadeiro caos, ela conseguiu sair de casa para tentar viver sua própria vida. É assim que ela acaba em Rosemary Beach e, com a ajuda de um amigo, acaba trabalhando fazendo faxina nas casas ricas da cidade, incluindo a casa de Nan.

"Aquele momento mudou tudo." - Página 11

Enquanto ela limpava uma das grandiosas salas da casa, acabou se envolvendo em um acidente com um espelho e, por sorte, Mase estava por perto para ajudá-la. Ele acabou logo interessado nela, afinal, ela não estava nem aí para quem a família dele era, na verdade, ela nem imaginava. Reese, por outro lado, tinha medo de tudo aquilo. Ela já tinha tido muitos traumas na vida para saber que confiar em um cara pode ser muito complicado. Mas ele parecia tão doce, cuidadoso e tinha aquele sotaque e jeito de cowboy para completar o pacote. Os dois acabam se distanciando quando ele volta para casa, mas ao mesmo tempo seguem ligados. Mase havia sido a primeira pessoa a notar e se preocupar com a dificuldade de escrita e leitura de Reese e, com o dinheiro de sobra que tinha e não usava, resolveu a ajudaria e provaria que de burra ela não tinha nada. Os dois acabam conversando todo dia pelo telefone e, com isso, a atração que já estava começando fica ainda mais forte. Mas ela tem um passado tenebroso e ele tem uma família relativamente problemática (oi, Nan). Eles precisariam trabalhar dura para isso dar certo.

"Mase acreditava em mim." - Página 53

A história é boa, mas os trechos machistas me tiravam do sério. Reese tem um quê de personagem forte e independente, ainda mais depois de tudo que ela passou, mas Mase tinha sempre que dar uma de cowboy machão. O que era irritante e até batia de frente com a personalidade dele. No final, não é nada tão berrante como em alguns outros livros, mas ainda assim é algo existente. Reese me surpreendeu muito. Ela podia ser um nada, mas resolveu ser alguém e lutar pela felicidade dela. Mesmo ouvindo de todo mundo que era burra, resolveu aprender e provar que apenas tinha uma dificuldade de aprendizagem. Por mais que ela caia em algumas das coisas bestas que o Mase fala, ela se supera muito durante a história. Mase, ah, Mase. Você tinha tudo para ser um personagem fantástico, aí você sentiu a necessidade de achar que é dono de alguém, argh.

O livro termina no maior estilo Rosemary Beach: Algo bizarro acontece e isso te obriga a ler o próximo, o que me lembra, preciso comprar o próximo logo, rs. Em resumo, é um livro bem Abbi Glines. Segue os moldes dos outros livros da série, por mais que seja de um lado bem diferente da história. O que me lembra, eu sigo odiando a Nan, na verdade eu acho que a odeio ainda mais agora. Em uma parte do livro, eu até chorei de raiva dela, me deu um nervoso que eu queria entrar no livro e acabar com ela (e olha que não sou agressiva). Enfim, o livro cumpriu o que prometia. Quem gosta de new adults de raiz vai amar sem sombra de dúvidas. O que me lembra de avisar que temos palavrões e canas para maiores (de dezesseis em tese).

À Sua Espera
Autora: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Páginas: 230
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Na Estante: Sorrisos Quebrados


Eu já tinha ouvindo falar desse livro, mas não sabia nada sobre sua história. No final das contas, isso foi bom. Tem hora (a maior parte do tempo, na verdade) que o melhor é ler num livro sem saber nada e sem esperar nada. Eu ganhei esse de presente de uma amiga que tem gostos muito parecidos com os meus. Na dedicatória, ela pediu que eu não lesse a sinopse e que eu me preparasse para chorar. Não chorei durante a leitura, mas não por não ter coração ou algo do gênero, muito pelo contrário. Sou o tipo de pessoa que chora vendo comercial de margarina na TV. Ué, então o que aconteceu? Simples. O choque foi maior que as lágrimas, assim como a revolta e a vontade de gritar ao ler algumas das cenas. Com esse livro, a revolta foi bem maior que a tristeza e isso vai fazer sentido em breve. O livro ficou com cinco estrelas, mas não é devorável. Ele é uma leitura bem difícil, tanto que li em duas partes, assim dizendo. Li metade de uma vez só e aí ficou difícil de ler, não por ser ruim, pelo contrário, por ser bem escrito demais e muito real. Só depois consegui ler o resto. Ok, vamos por partes. Vou contar um pouco mais da história e depois conto melhor o que achei dela.

Paola passou por um verdadeiro inferno na Terra. Seu marido, Roberto, parecia o cara ideal. Na verdade, todos a sua volta tinham certeza que eles tinham o casamento mais perfeito do universo, o problema era que não era bem assim. O ciúme exagerado dele junto com uma personalidade conturbada fez com que ele se achasse no direito de ser o dono de sua esposa e, com isso, a castigava por coisas que só aconteciam em sua mente. Castigos que deixaram marcas permanentes do corpo e na alma de Paola. Foi uma missão quase impossível se livrar dessa vida, mas ela conseguiu. Agora sua vida se resumia em tentar esquecer os pesadelos que tinha vivido e seguir com a vida em uma clínica. Ela não se comunicava muito com outras pessoas e tinha medo de que algo de ruim pudesse acontecer de novo em sua vida. Ela havia se fechado em um mundo de pinturas e cores com medo de deixar alguém entrar. Isso até o dia em que uma menina ligada na tomada chegou em sua vida. 

"Para minha filha, você é a única amiga que ela tem."
Página 77

Ela também frequentava a clínica e ficou completamente doida ao conhecer Paola. Ela queria pintar como ela e não tinha medo das marcas do passado que encontrava em seu rosto. Para a criança, Paola era tipo a Fera, do conto clássico. O que ela não imaginava, era que estava criando uma abertura no escudo que Paola havia criado. Enquanto que Paola nem sonhava que a vida da menininha tinhas cicatrizes profundas, talvez tão profundas quanto as que carregava por dentro. Sol tinha traumas da infância e, por conta disso, se afastava de tudo que era novo. Mesmo sendo muito pequena, não tinha amigos e só ia para a clínica com o pai e os avós. Isso até encontrar a moça que pintava tão bem por lá. Ela precisava ser sua melhor amiga. Ela conseguiu. André, seu pai, não entendia como aquela moça havia conseguido se aproximar de sua filha, mas sabia que aquilo era um avanço sem medidas em seu tratamento e a alegria não cabia nele, por mais que tivesse medo de algo tão incerto. Ele sabia que Paola tinha segredos e marcas profundas demais, mas não podia julgá-la, ele mesmo tinha os pesadelos dele e da filha para lidar. O amor pela criança acaba juntando os dois que ficam completamente perdidos em algo tão novo. Os dois têm medo do que tudo aquilo poderia significar e, muitas vezes, a dor acaba vencendo a vontade. 

"Será que estamos irremediavelmente quebrados?" - Página 98

O livro é de uma carga emocional absurda. Logo nas primeiras páginas já entramos na cabeça de Paola e queremos sair correndo de lá, afinal, não é um lugar seguro. Ao mesmo tempo, não queremos abandona-la, não podemos deixa-la vivendo aquilo tudo sem ajuda. É revoltante. É nojento. É algo que não sei colocar em palavras. É um absurdo pelo simples fato de ser real. Milhares de mulheres sofrem isso diariamente e ler sabendo disso não me fez chorar, me fez querer gritar... de dor, de raiva de tudo e mais um pouco. Paola é mais uma para os números. Mais uma que teve que ouvir que talvez tivesse feito algo para merecer aquele inferno. Ela não fez. Ninguém faz.

André e Sol são a luz no final do túnel. Eles tiveram seus próprios pesadelos e, para a idade de Sol, ela já viveu sufocos de uma vida inteira, mas ainda sim eles se aproximam de Paola. Sol é, como descrita no livro, um raio de luz. Uma menina doce que ama estar perto de quem confia e fala mais que a boca sempre que pode, de um jeito muito único e especial. André não sofreu tanto quanto as duas, mas está tão quebrado quanto, afinal, viu sua filhinha sofrer. Ele não confia nas mulheres tanto quanto Paola não confia mais nos homens. Mas sol está ali no meio disso tudo.

Esse livro é completamente pesado emocionalmente. Sério. Se você já passou por momentos assim em sua vida em primeiro lugar, sinto muitíssimo mesmo, e em segundo, esse livro pode ativar muitas coisas (gatilhos) em sua cabeça. É legal avisar. Não é uma leitura fácil, mas ao mesmo tempo tem um tom de esperança. Um livro que conta uma história de recomeços e de fé na vida. É tanta coisa que é até complicado de explicar. Achei alguns dos personagens secundários levemente desnecessários e um até forçado (não vou dar spoiler, mas quem já leu e quiser saber quem é só me perguntar). No final das contas, não é um livro fácil, mas é um livro real. Indico para quem está precisando de uma dose de esperança e uma luz no final do túnel (com os devidos cuidados, claro). 

Sorrisos Quebrados
Autora: Sofia Silva
Editora: Valentina
Páginas: 232
Skoob do livro.
Meu Skoob.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Na Estante: Deep (Stage Dive #4)


E eu finalmente cheguei ao final da série Stage Dive, um caminho que começou lá em 2015. Não posso negar que me apeguei aos personagens e estava bem ansiosa para saber como isso tudo terminaria. Realmente, os dois últimos livros deram uma caída se compararmos com os dois primeiros, mas de forma geral, é uma série bem gostosa de ler. Na verdade, eu ainda não sei explicar o efeito que a escrita da autora tem em mim, sério. Eu comecei a ler esse livro depois de terminar o Menina Veneno, da Carina Rissi, e, na minha cabeça eu leria só algumas páginas e logo iria dormir. Rá. Quando dei por mim já tinha passado na página oitenta e nem sabia como. Continuei lendo e puft, acabei o livro. Peguei o celular, crente que era no máximo duas da manhã... três e meia. Se considerarmos o horário de verão, estava quase certa, rs. Sério, os livros da série são devoráveis e esse não foge dessa regra. O livro ganhou quatro estrelas e foi um ótimo final para a série, mas calma, vou explicar tudo nos detalhes. 

Lizzy tinha toda a sua vida planejada e arrumada, estava cursando psicologia e estava bem longe de problemas. O que ela não esperava é que duas linhas poderiam mudar todo o rumo dos seus planos. Duas linhas. Positivo. Como? Não era possível que aquilo fosse real, ela tomava tanto cuidado com tudo e nem estava com ninguém desde Ben. Ben. O baixista mimado da Stage Dive, banda que estava presente em sua vida por conta de sua irmã, Anne, que era casada com o baterista, Mal. Ela já tinha sido completamente apaixonada por Ben, mas tudo tinha ficado para trás desde aquela noite em Vegas. Era isso. Vegas era culpada, ou melhor, ela e Ben eram culpados em Vegas. Isso colocaria a vida dos dois de cabeça para baixo e ainda deixaria a banda um caos, uma vez que o baixista havia prometido para mal que não daria em cima de sua cunhada. Como tanta coisa aconteceu em tão pouco tempo e como que tudo se resumia a duas linhas em um teste de gravidez?

"Nenhum de nós planejou isso. Mas você tem que parar de querer
concorrer ao prêmio de idiota do ano e dar um jeito
nessa sua cabeça antes que seja tarde demais." - Página 162

Eles estavam ligadas e isso não podia ser desfeito. A banda estava para sair em turnê e a única solução que todos acharam foi colocar Lizzy no avião com todos eles sob os cuidados médicos mais caros e possíveis do mundo. Ah se esse fosse todo o problema. Ela não tinha o esquecido, não de verdade, e agora tinha algo crescendo dentro dela para lembrá-la o tempo todo que eles já tinham tido a chance de tentar, mas não tinha dado certo. Será que uma segunda chance daria jeito? Mas como, se Ben evitava tudo que era ligado a relacionamentos sérios e compromissos de forma geral. Todos tinham muita coisa para resolver.

"- O que é isso? Você sabe o que a gente está fazendo?
- O que eu não deveria estar fazendo."
Página 104

Ben é meio bobinho. Ele não chega a ser babaca como o Jimmy, cantor e personagem principal do terceiro livro, mas também não é nenhum bad-boy apaixonante como Mal, baterista e personagem principal do segundo livro. Ele é mais como David, o guitarrista dono da história no primeiro livro. Dito isso, não me apeguei demais a ele. Ele é infantil em suas escolhas e ações, por mais que já seja um pouco mais velho. Em alguns momentos acerta muito e em outros erra feio, ou seja, é um personagem bem humano. Lizzy segue o mesmo caminho, boba de tudo no começo do livro, mas por uma obra divina vai ganhando uma força bem legal durante o livro. Ela muda bastante e é de um jeito bom, ela começa a se dar mais valor e a entender que não precisa de alguém, quem dera todas as personagens de new adult percebessem isso.

O livro não é perfeito, mas faz seu papel. Conhecemos bem a história dos personagens principais e ainda vemos como todo o resto da banda está no meio disso, como sempre, a maior parte dos post-its foram para frases do Mal, rs. O livro ficou com quatro estrelas porque, por mais devorável e gostoso que seja de ler, ele ainda tem muitas falhas quando o assunto é o relacionamento dos personagens principais. A relação deles foi quase pro mesmo caminho da do terceiro livro e isso deu uma leve preguiça, mas nada grave. Em resumo, a série toda é baseada em relacionamentos forçados (nossa, falando assim fica até feio). Vou explicar, os personagens principais sempre se viam forçados de alguma forma a se aguentarem, romanticamente ou não, mas acabando em romance. Em alguns livros isso funcionou, em outros nem tanto, mas de forma geral é uma série obrigatória para quem ama tretas hollywoodianas, new adults de raiz e muito drama com bandas de rock, rs.

Deep (Stage Dive #4)
Autora: Kylie Scott
Páginas: 319
Editora: Universo dos Livros
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sábado, 21 de outubro de 2017

Na Estante: Menina Veneno


Eu acho que estava esperando um pouco demais e, por conta disso, quebrei um pouco minha cara. Não é segredo aqui no blog que sou apaixonada por tudo que a Carina escreve, mas esse livro fugiu um pouco do comum. Não me apeguei a personagem principal, fiquei com preguiça de ler em alguns momentos e fiquei sem entender como que isso podia estar acontecendo. O livro em questão começou como um conto que fazia parte de um livro que adaptava histórias clássicas de contos de fadas, mas pelos olhos dos vilões. Aqui vamos falar da história da Branca de Neve, pelos olhos da Madrasta. Eu ainda não tinha lido o conto, mas pelo que li por aí, o livro e o conto são exatamente a mesma coisa, no máximo uma cena ou outra a mais. Em resumo, quem já leu o conto, já leu o livro. Vamos por partes, afinal, acho que estou sem palavras e, pela primeira vez com essa autora, não sei se isso é tão bom assim. O livro ficou com quatro estrelas (vou explicar!) e, quando perdi a preguiça de ler, li enquanto via o final da novela das nove (hehe).

Malvina Neves é a maior modelo do mundo. Ela está em todas as revistas, comerciais e propagandas imagináveis. Todos sonham estar por perto dela ou, até mesmo, ser ela. Ou melhor, existia uma pessoa que achava tudo em volta de Malvina muito normal e até sem graça, sua enteada Bianca. Uma menina que estava entrando aos poucos no mundo da moda e roubando um pouco do brilho de sua madrasta, mesmo que sem querer. O que Malvina nem sequer sonhava era que a irritantemente doce Bianca seria o mais novo rosto do perfume Menina Veneno, emprego que sempre tinha sido dela. Aos poucos ela ia conquistando o público, as manchetes e tudo mais que, pelos olhos de Malvina, eram coisas dela e de ninguém mais.

"Eu estava no topo de novo. O mundo era meu!" - Página 104

Ela precisava dar um jeito. Ela não era só um rostinho bonito, conhecia muito sobre cosméticos e produtos químicos que, se misturados direitinho, serviriam para qualquer coisa, até mesmo tirar uma pessoa de cena. Ela não machucaria ninguém, apenas mudaria o destino de algumas das coisas em sua vida e na vida de sua enteada. Ela só precisava da ajuda de seu fiel amigo e motorista e de sua melhor amiga e empresária. Malvina tiraria Bianca de cena, nem que isso custasse sua carreira (e dignidade).

Eu tentei gostar da Malvina, eu juro que tentei, mas vilã de conto de fadas não me desce (haha). Entendo que ela não deixaria de ser malvada, afinal, é apenas uma releitura do conto, mas meu Deus, que personagem irritantemente metida. Mais uma vez, sei que essa é a personagem, que faz sentindo e tudo mais, mas você não consegue entendê-la, nem torcer por ela e, para falar a verdade, nem por ninguém ali. A ideia era mostrar o lado da Malvada, mas continue torcendo pela mocinha, rs. Se você está se perguntando aí como que então o livro ganhou quatro estrelas, calma. O fato é que, por mais que seja isso tudo, o bichinho é muito bem escrito. Carina não deixou de ser Carina. Mesmo não indo com a cara dos personagens, eu devorei a história porque ela, no fundo, ela realmente muito interessante e bem bolada. Afinal, podemos ver todos os detalhes do clássico nas entrelinhas e isso é bem legal. Mas acho que teria curtido mais se fosse pelo ponto de vista da Bianca, teria mais torcida e até uma estrela a mais no final.

Menina Veneno
Autora: Carina Rissi
Páginas: 190
Editora: Galera Record
Skoob do Livro.
Meu Skoob.