sábado, 13 de janeiro de 2018

Na Estante: Caçadora de Estrelas


Não posso negar que estava esperando muito desse livro, afinal, ele foi um dos ebooks mais comentados do ano passado e esse ano vai, inclusive, virar um livro físico, mas ainda não foi dessa vez que tivemos o primeiro livro com cinco estrelas desse ano. O livro é realmente muito bem escrito, mas a história é muito longa, de uma forma não muito boa. Como assim? Ué, tem livros gigantes que passam sem nem percebemos o tempo e, bom, com esse eu percebi bem o tempo passando enquanto eu lia. Em resumo, a história, além de bem escrita, é bem legal, mas a autora deu muitas voltas no começo e acontecimentos de duzentas páginas (sem exagero) seriam resolvidos de forma mais devorável em umas cinquenta. Por conta disso, acabei enrolando com o livro por alguns dias, até que ontem tomei vergonha na cara e virou questão de honra terminá-lo, ainda bem que fiz isso. Como disse, ele é bom, só enrola demais. O livro ficou com quatro estrelas e, como sempre, vou explicar tudinho para vocês.

Eva vive para encontrar sua estrela. Quando era pequena, perdeu sua mãe de forma trágica e sua última lembrança com ela é do momento em que ela contou uma história para ilustrar a importância de achar sua estrela na vida. Ela se agarrou nessa meta como garantia de felicidade e por ter prometido para sua mãe que faria isso nunca pensou em desistir. O que ela não esperava, era que encontrar a tal da estrela era uma missão quase impossível. Seu currículo de ex-namorados era longo e desastroso. Para completar, ela havia acabado de pegar no flagra seu mais novo amor com outro na cama, mesmo depois de ela ter largado tudo para ficar com ele do outro lado do oceano. O que resta é fazer as malas, recolher o que sobra da sua dignidade e voltar com o rabinho entre as pernas para casa do seu pai. O que ela não imaginava, de forma alguma, era que toda a sua vida estaria ainda mais bagunçada do que antes. Nesse tempo em que ficou fora, seu pai se casou sem contar para ela e, de brinde, ela ganhou duas irmãs por conta disso, para completar, seu irmão pegou seu carro emprestado e bateu com ele, dando perda total. Quando ela achou que nada podia ser pior, percebeu que seu gato havia trocado ela por seu melhor amigo, que, para colocar a cereja no topo do bolo, arranjou uma namorada que detesta Eva.

"Nesse momento a única coisa que você precisam saber 
é que passei a vida buscando uma estrela."

Ela não tem muitas escolhas, precisa seguir com a vida mesmo não sabendo muito bem nem por onde começar. Seu melhor amigo, Gabriel, era também seu porto seguro, mas desde que voltou ele estava um pouco distante e ela estava começando a perceber algo de diferente nele. Só podia ser palhaçada do universo, não bastava tudo que tinha acontecido e estava acontecendo, ela ainda precisava se apaixonar de novo, ou melhor, perceber que sempre esteve apaixonada. A jornada para achar sua estrela é longa e muitos obstáculos aparecem no caminho. Eva é temperamental e sempre acaba em brigas quando tenta resolver seus problemas, mas todos já estão acostumados com isso. E é no meio dessa bagunça que o destino resolve dar a maior das surpresas para ela, definitivamente não era a melhor nem a mais fácil, mas era a quela precisava para entender muitas coisas de sua vida. Ela precisaria mais que nunca que sua estrela brilhasse, e muito.

"Não importa qual decisão eu escolha, 
porque ainda vai parecer a decisão errada."

Pegue um liquidificador, jogue lá dentro uma novela mexicana, um livro do Nicholas Sparks e o livro O Garoto do Cachecol Vermelho. Espere bater por alguns minutinhos e pronto, você já tem esse livro. O que me lembra, por favor, nunca faça isso. Bater livro em um liquidificador não deve ser algo bonito de se ver, rs. Enfim, como comentei lá no começo, o livro é bem enrolado e da voltas e partes da história que poderiam ser resolvidas bem mais rápido. E o final, que precisaria de mais calma, é corrido, vai entender. O drama é exagerado e bem clichê, mas isso não é uma reclamação uma vez que amo clichês. A reclamação é sobre o tcham da história ser previsível, mas, mesmo assim, entrar na lista de coisas enroladas. De qualquer forma, o livro é muito bem escrito, de verdade. Quando não está enrolando algum assunto, a leitura é bem devorável e divertida. Eva é completamente maluca e seus pensamentos são sempre inacreditáveis. O livro é narrado por três personagens diferentes (Eva, Gabriel e Ben, um ex-namorado dela que marcou muito sua vida e voltou para complicar ainda mais a história dela, rs) e isso faz sentido em alguns momentos, mas em outros senti falta de apenas um ponto de vista. 

Os personagens secundários são muito bem construídos, mas gostaria de ter visto um pouco mais deles, principalmente da melhor amiga (e cunhada) de Eva. Entendo que o foco principal seja Ben, Gabriel, Eva e a bagunça da vida deles, mas o livro abre um pouco a vida dos terceiros e curiosidade é grande. Quem sabe num vem um spin-off por aí, afinal, isso anda bem na moda no mundo literário. O livro é perfeito para quem ama um bom drama, uma história muito bem escrita e vários clichês, mas é importante lembrar que a história da muitas voltas enroladas, principalmente no começo.

Caçadora de Estrelas
Raiza Varella
Páginas: 544
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Minha Terceira Tatuagem: 'Ohana


Essa é a minha terceira tatuagem e eu estou completamente apaixonada por ela. O traço fininho, a fonte usada e o coração lindo no final. Já contei aqui para vocês como foram as duas primeiras, tanto a Eternity quanto a Keep Dreaming, e pensando por esse lado, resolvi contar para vocês sobre essa também. Acredito que nem sempre é necessário ficar explicando significados e coisa do tipo, afinal, pode ser algo bem pessoal, mas, ao mesmo tempo, como tenho o blog e tudo mais, entendo que gera curiosidade esse tipo de coisa. Sei bem disso, porque sempre que alguma blogueira que acompanho faz uma tattoo nova eu fico curiosa, hehe. Acho legal também, afinal, tem muita gente que tem vontade de fazer e não tem coragem e às vezes o post anima alguém (ou desanima, rs). Só tem um dia que fiz essa, então ainda não tenho muitas novidades sobre a cicatrização e coisas do tipo, mas se você quiser ver alguma coisa sobre isso, já tem um post aqui no blog sobre esse assunto.

Assim como as minhas outras duas tatuagens, essa tem um significado muito especial para mim. Também passei um bom tempo pensando sobre ela, mas, diferente das outras, ela foi feita quase que no susto, rs. Já tem quase cinco anos que fiz a primeira tatuagem e, antes dela, fiquei uns dois anos planejando-a. A segunda, é um pouco mais recente, tem quase dois anos que a fiz, e também fiquei um bom tempo planejando como seria, mas isso tem em detalhes no post sobre ela. 

A mais nova ficou na minha cabeça por mais ou menos um ano, mas mudou muito na minha cabeça como ela seria. Eu sabia que queria alguma coisa ligada à família, mas toda hora eu mudava de ideia de como ela seria. Se seria em inglês, em português ou se seria um desenho. E foi aí que, um tempo atrás, eu estava revendo Lilo & Stitch e aí veio a ideia. 'Ohana. Para começar, eu e minha mãe amamos esse filme e amamos ainda mais o Stitch (nós duas temos uma pelúcia dele em nossas estantes, rs). Além disso, o significado passado pelo filme é maravilhoso e explicava tudo que eu queria. Segundo o filme, 'Ohana quer dizer família. Família quer dizer nunca mais abandonar ou esquecer. Pronto, já sabia o que queria, mas estava faltando alguma coisa, não sei, não parecia certo ainda.

E é aí que o amor da minha vida, também conhecida como minha sobrinha, entra na história. Pronto. Era isso que estava faltando. Assim que a minha irmã me contou que estava grávida eu sabia que minha 'ohana estava completa e que a tatuagem podia e devia ser feita. Só que não estava achando um tatuador legal para fazer e acabei enrolando um pouco. Conversei com meu cunhado, que adora tatuagens, para me ajudar a achar um e encontramos bem na cidade da minha irmã. O que ajudou bem, uma vez que estou com ela nesse primeiro mês da minha sobrinha. Só tinha um probleminha, o tatuador não tinha horário algum nesse mês. Rá. Mas eu sou brasileira (e chata) e não desisto nunca, hehe. Mandei mensagem pelo instagram e expliquei que só estaria aqui esse mês, o que é verdade. Como é uma tatuagem pequena, ele disse que tentaria encaixar, mas ficou por isso mesmo. E aí antes de ontem à noite eu recebi a mensagem perguntando se eu poderia fazer no dia seguinte pela manhã... Claro! E foi assim, quase no susto, que minha tatuagem saiu.

Por sorte, eu já tinha várias imagens de inspiração no meu celular e já sabia como e onde queria. Só tinha um detalhe, eu não tenho ideia de como fala ou escreve coisas em havaiano. Vai que o bendito do 'ohana estava errado e eu escrevo sopa de legumes no braço ou coisa parecida. Passei a noite toda pesquisando sobre isso e foi a melhor coisa que eu fiz na vida. Para a palavra ter o significado que queria (família) ela precisava de um tracinho em cima, tipo um apóstrofo do inglês, mas que em havaiano tem o nome de ‘okina. Sem isso, o significado deixa de ser o de família e perde todo o sentido que eu queria (o divertido é que na internet vemos milhares de tatuagens dessa e todas estão sem o bendito tracinho, rs). Depois de descobrir isso fui pesquisar nos sites da Disney, que além do filme tem um restaurante com esse nome, e lá estava o tracinho. Ufa. O que me lembra, se vai tatuar algo em outro idioma, por mais que o conheça, pesquise. Vai que, né?

Enfim, essa é a minha nova tatuagem e vocês vão vê-la sempre lá no canal do youtube, afinal, é na lateral do meu braço e toda vez que eu levantar o braço lá vai estar ela, rs. O que me lembra que todas as minhas tatuagem são assim, bem amostradas. Gosto de vê-las o tempo todo, nunca tatuaria no pescoço, por exemplo, haha. Mas isso vai de pessoa para pessoa, não é? Ok, chega de falação. Era só isso (aham, olha o tamanho desse texto para chamar de 'só') que tinha para conversar com vocês hoje.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Na Estante: Algum Tipo de Amor


Olha eu aqui de novo, pessoas! Sim, mais uma resenha fresquinha para vocês, ueba. E, dessa vez, as notícias são melhores (hehe). Um livro com tudo que mais amo nessa vida quando o assunto é ler. Tretas hollywoodianas, amigos que vão se apaixonando e, claro, muito clichê envolvido. Estamos falando de Algum Tipo de Amor, da Letícia Kartalian, que ficou com quatro estrelas. Uma história bem leve que li em menos de doze horas, culpada. O que me fez tirar uma estrelinha desse livro foi o começo, que achei um pouco confuso, e o final, que achei que não combinou muito com o que já tinha rolado na história, mas calma, como sempre vou explicar tudinho para vocês. 

Makena Taylor, mesmo muito jovem, está construindo uma carreira bem firme. Depois de passar por alguns tropeços da vida, aprendeu a canalizar tudo que sentia em suas músicas e, exatamente por isso, conseguiu conquistar o público jovem que se sentia exatamente como ela. Chuck Plith está começando sua carreira depois de ter sido descoberto no youtube. Cheio de sonhos e vontade, ele está aprendendo a lidar com toda a loucura que vem de brinde quando se vira famoso. É no meio dessas carreiras loucas que os dois se conhecem. De começo parece que seria apenas uma parceria musical, mas a ligação deles é forte e a amizade é inevitável. Tão inevitável quanto o amor que vai crescendo pouco a pouco dentro deles.

"Não havia como controlar os nossos sentimentos 
da mesma forma que controlamos as batidas de uma música."

Só que é claro que as coisas não são tão fáceis como parecem. Os dois tinham muitas coisas em suas bagagens amorosas e algumas dessas coisas, inclusive, estavam no presente. Seria loucura embarcar em um romance assim no meio da carreira dos dois, seria mais simples seguir com a parceria musical e fingir que tudo era realmente apenas amizade. Pelo menos era assim que os dois estavam vendo toda aquela bagunça, até que não dava mais para enganar ninguém. Aos poucos, eles vão vendo que não existem regras para o amor e muito menos um padrão. Não existe apenas um tipo e eles logos perceberiam qual era o casos deles, um que é impossível esquecer ou deixar de lado.

"Existem formas diferentes de amar."

Ok, agora vamos por partes. A história vai variando entre dois anos antes, alguns dias antes e o presente. De começo, isso ficou um pouco confuso em minha cabeça, ainda mais porque o livro tem pouquíssimos diálogos, por mais que tudo isso seja muito bem dividido na diagramação. Além disso, os dois personagens principais dividem a narrativa e, por conta disso, demorei também para me ligar com a história. A outra parte que comentei, o final, é porque o livro é muito doce e, até mesmo delicado, mas no final vai para um lado mais sexy que não combinou muito com o que eu tinha lido até então. Não foi mal escrito, muito pelo contrário, é porque ficou parecendo fora do lugar sabe? A história não estava indo para um caminho sexy e aí booom. Enfim, esses foram meus dois motivos para tirar uma estrelinha.

De forma geral, os dois personagens principais foram muito bem construídos e acho que foram baseados em famosos de verdade, isso não saiu da minha cabeça o livro todo. Makena Taylor me lembrou demais a Megan Trainor e Chuck Plith me lembrou o Charlie Puth. Não só por ações e estilo musical, mas por acontecimentos do livro mesmo, como uma premiação, que não vou dar detalhes para não virar spoiler. Não sei se é da minha cabeça, porque a música deles aparece em algumas entradas de capítulos e os nomes têm a mesma sonoridade, ou se é isso mesmo, rs. Amei o fato de que a Makena não tem um corpo perfeito (além do mais, isso não existe). Ela canta sobre isso e mostra que já sofreu por isso. O que me fez identificar bem com ela e alguns dos seus sentimentos. Os dois levam uma vida clássica de famoso que não gosta de bagunça e é outra coisa que gosto muito nesse tipo de história, sabe, o lado normal das estrelas. Outra coisa que reparei enquanto lia, é que, por mais que o livro se passe nos EUA tem algumas coisas abrasileiradas, como a data do dia dos namorados, que no livro aparece como dia 12 de junho (data brasileira) e não 14 de fevereiro (data americana). Ou o fato de que a personagem cita frio, sendo que em junho por lá é muito calor. São detalhes, mas ficaram na minha cabeça durante a leitura. Em resumo, é um livro para quem, assim como eu, ama clichês fofos e leves que misturam a nossa realidade com a vida de estrelas e, claro, tudo isso com aquela participação de revistas de fofocas e afins. 

Algum Tipo de Amor
Autora: Letícia Kartalian
Páginas: 230
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Achados do Kindle - Seu Livro Aqui no Blog!


Desde que publiquei meus dois contos, de forma independente na amazon, minha maior alegria é ler resenhas ou ver vídeos sobre eles. Saber que, de alguma forma, o que eu escrevi quietinha no meu quarto tocou a vida de alguém é mágico. Quando vi que várias pessoas se identificaram com as meninas de A Noite das garotas ou quando muitas outras sentiram a magia das festas de final de ano ao lerem Um Presente de Natal eu fiquei completamente feliz. São coisas que não consigo nem explicar, é algo único mesmo. Pensando nisso, como sei que tem muitos outros escritores como eu por aí (buscando o sonho na amazon) resolvi fazer uma coisa diferente no canal. Um "quadro" com livros que "achei" pelo kindle. Esse mês estou fora de casa e só estou com ebooks (tanto que já li dois essa semana) e quero aproveitar esse momento de algum jeito. Em resumo, se você tem um conto e/ou um livro publicado de forma independente na amazon ou conhece alguém que tem um e quer vê-lo aqui no blog e lá no canal é só mandar um email para o brincandodeescritora@gmail.com contando um pouco sobre a história e sobre você. Ah, e não se esqueça, por favor, de colocar o link do livro também, para eu poder achá-lo, hehe.

Vou tentar fazer vídeos fora do cronograma do blog (ou seja, os vídeos de domingo continuam normalmente) contando sobre os livros que li e o que achei de cada um, além de, claro, escrever a resenha completa aqui no blog e lá no meu skoob. Pode parecer pouco ou até besteira, mas é uma forma de mostrar e lembrar que nós, escritora independentes, não estamos sozinhos. Eu só peço que se o livro estiver mais de cinco reais que entenda que não vou conseguir comprar, afinal, se muita gente mandar vou acabar no prejuízo (mas se quiser, tem como liberar para mim pelo kindle e/ou me mandar o pdf, você quem sabe). Não vou estar ganhando nada em troca, então não posso gastar muito, afinal, não teria lógica. Espero, de coração, que entendam. Como disse, existem outras opções.

Se você não é escritor, nem conhece algum, mas já leu algum livro no kindle que acha que merece ser lido e espalhado pelo mundo, também pode (e deve) mandar o email, aí é só explicar que não escreveu, mas recomenda muito. Enfim, espero que gostem da ideia e participem junto comigo. Vamos movimentar a literatura independente do Brasil e mostrar que existe muita coisa boa por aqui sim. Juntos somos sempre melhores, não é? ♥

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Na Estante: A Lua de Mel


Feliz ano novo, meus amores! E aqui estamos nós com a primeira leitura e primeira resenha do ano de 2018. O quão emocionante é isso? Ok, pode não ser tanto assim, mas ao mesmo tempo é sim, hehe. O que não é muito legal é o fato de que, pela primeira vez na vida eu dei duas estrelas para um livro (insira aqui uma música de suspense ou aquele vídeo do esquilo assustado, ok, parei). Sou muito chata com como vou dar as estrelas para os livros que leio e sempre penso em como o autor se sente, afinal, também brinco de escritora. Até então, nunca tinha dado menos de três estrelas para uma história e isso inclui alguns dos livros que não quero ver na minha frente nem pintados de ouro (sim, Cidades de Papel, estou falando de você aqui). Mas esse livro se superou e olha que, normalmente, eu amo a escrita da Sophie Kinsella. Já li outros livros dela e resenhei aqui no blog, inclusive, tem um entre meus favoritos até (Menina de Vinte) e, por isso, estava esperando muito desse aqui. Agora que estou pensando, pode até ser por isso, eu esperei muito e tombo foi maior. Ok, já contei quantas estrelas eu dei, falta contar que li em menos de um dia porque não era possível que o livro ia ficar assim, eu precisava ler tudo para ter certeza de que não estava doida, faz sentido? Enfim, como sempre, vou contar um pouco mais da história para vocês (porque ela tinha tudo para ser boa) e depois explico melhor o que achei.

Lottie tinha um relacionamento perfeito. Ela e Richard se davam bem, tinham pensamentos parecidos e planos iguais. Eles estavam sempre no mesmo passo, estavam, no passado mesmo. Lottie acreditava que estava na hora de casar, afinal, em sua cabeça, ela já estava com 33 anos e não podia mais perder tempo e, para completar, ela podia jurar que seu namorado estava dando pistas de que iria pedir sua mão muito em breve. Um sonho... que virou um pesadelo. Ele não estava pensando em fazer pedido algum e ela descobriu isso da pior maneira possível, gritando sim em um restaurante e ouvindo um não. E é claro que ela fez a coisa mais normal, terminou tudo correndo e saiu de perto. O que ela não esperava, mesmo, era que um antigo amor estava tentando entrar em sua vida mais uma vez no meio de toda essa bagunça. Quinze anos antes ela tinha feito uma viagem incrível para uma ilha e lá havia conhecido Ben, um cara fantástico e eles viveram dias de amor intenso e loucuras, mas o tempo passou e ficou assim mesmo, por mais que ela sempre se lembrasse da ilha. Para completar? Eles haviam feito um acordo, se aos trinta os dois ainda estivessem solteiros, eles se casariam. É isso! Tudo que ela queria e precisava, afinal, se Richard não queria, ela tinha o Ben e eles podia resolver isso. Resolver bem rápido mesmo. Tipo, se casaram no dia seguinte.

"Portanto, ficou claro que ele precisava de um tempo 
do risco de ouvir a palavra 'casamento' de novo."

Fliss é a melhor amiga de Lottie e também sua irmã mais velha (com a cabeça mais no lugar). Ela está no meio de um divórcio terrível e logo se vê no meio dessa bagunça que sua irmã fez. Ela não podia deixar isso acontecer, sabia que casamentos assim poderia terminar em separação e ela não queria que sua irmã vivesse o mesmo que ela estava vivendo. E é aí que, com a ajuda de um amigo de Ben que também está achando tudo uma loucura, ela decide que vai atrapalhar toda a lua de mel deles, assim, eles conseguiriam anular o casamento sem maiores dores de cabeça. Parecia simples, o problema é que no meio tempo os pombinhos já voaram para a ilha e estão tentando viver dias de sonhos. Richard, um ex que percebe que ainda ama sua namorada, Lorcan, um amigo que realmente está mais preocupado com a empresa do que com o amor em geral, Fliss, uma irmã maluca que é capaz de causar danos para atrapalhar um casamento e uma criança de sete anos que adora contar mentiras. Esse é o grupo que embarca para a ilha para tentar anular a lua de mel.

"Se Maomé não vai à montanha, a montanha tem que 
cancelar todos os planos e pegar um avião."

O livro tinha tudo para ser fantástico, afinal, Sophie escreve Chicklits como ninguém e a sinopse parecia ótima também, mas meu Deus que bagunça de livro. A narrativa vai variando entre as duas irmãs e eu realmente não sei dizer qual das duas é mais louca. De começo eu até estava tentando defender a Lottie e toda sua visão sobre o amor, mas do nada ela vai ficando meio maníaca com tudo isso e sua irmã, bom, ela é maníaca desde o começo. Ninguém nessa história tem a cabeça no lugar e isso deu muito nervoso. Além de acontecimentos absurdos, como um gerente de hotel que topa ajudar a trupe toda a arruinar a lua de mel deles e, para explicar melhor, estamos falando de um dos melhores hotéis do mundo. Nenhum gerente faria algo assim, acabaria com o nome dele e do hotel, mas quem está falando de lógica aqui?

Estou chateada, mas é a vida. Como estou viajando, estou apenas com os meus livros do Kindle e foi assim que caí nessa história. Deve ter uns quatro anos, sem exagero, que comprei esse e-book, mas só agora foi. Quem sabe fosse melhor se nem tivesse ido (será que estou deixando claro minha revolta? rs). Se você gosta de história sem pé nem cabeça, talvez goste desse. Mas se quer uma indicação boa, bom, tem os outros livros da autora que sã muito bons. Esse pode ficar de lado, rs.

A Lua de Mel
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 496
Skoob do Livro.
Meu Skoob.