terça-feira, 2 de novembro de 2021

Undead Girl Gang (Lily Anderson)

Pensa em um livro absurdamente devorável, divertido e com uma história única que te prende até o final. E com isso nós temos o Undead Girl Gang, que tem muita cara de filme de suspense teen da Netflix, mas com aquela vibe divertida de filme da Sessão da Tarde dos anos 90 (por mais que seja um livro com a história que se passa por agora).  Esse livro foi um achado do feed do Instagram. Ele estava em uma lista com indicações de livros com personagens principais gordas e eu fui logo colocando na wishlist e, quando rolou promoção, comprei. Inclusive, estou eu mesma montando uma lista de livros com personagens principais gordas, em breve compartilho tudo que estou achando (maravilhoso). E já que tocamos nesse assunto, o peso dela é citado de forma "normal", ou seja, é citado porque vivemos numa sociedade que vê necessidade de citar nosso peso em momentos aleatórios. Mas isso não é o ponto central da vida dela e nem do livro (ponto!). O livro lida muito com assuntos importantes, como o luto, a gordofobia, a preconceito contra latinos, preconceito religioso e amizades tóxicas, mas isso tudo de uma forma leve sem perder o foco. Em resumo, já deu para ver que eu amei, dei cinco estrelas e um coração de favorito e acho que todos deveriam ler (editoras nacionais, olhem esse pedido, nunca pedi nada haha).

Mila Flores nunca ligou para o que falavam sobre ela na escola, afinal, sua melhor amiga Riley estava sempre por perto para deixar as coisas mais leves e, claro, para praticar bruxaria com ela. Nada muito fantástico ou sobrenatural, apenas pequenos feitiços com flores e pedras para o mundo delas ser mais leve. Elas nem de fato sabiam se tudo aquilo funcionava mesmo, mas era algo que as unia e que as fazia muito bem. Além do mais, uma coisa que elas haviam aprendido sobre ser Wiccan era a gratidão, então estava tudo sempre ótimo... até que um dia não estava. Riley foi achada morta e, assim como as outras duas meninas mega populares que foram achadas mortas também poucos dias antes, a morte foi colocada como suicídio. Mas isso estava errado. Mila sabia que sua amiga não faria isso, como poderia? Ela nunca ia para o lugar em que seu corpo foi achado, ela estava muito bem pouco tempo antes do acontecimento e, na cabeça de Mila, ela nunca faria algo tão grande sem falar sobre antes com ela. Só tinha uma explicação lógica, é claro: a escola tem um assassino a solta. As três meninas que morreram estavam concorrendo a uma bolsa de estudos que todos queria e, sem elas vivas, mais pessoas estavam perto da conquista. Esse era o caminho lógico para pensar, pelo menos na cabeça de Mila.

E quando tudo isso estava em sua cabeça, um novo livro de magias, que Riley havia encomendado pouco antes de morrer, chega para Mila e ela sente que é um sinal. Um dos feitiços falava sobre um sopro de vida, uma possibilidade de trazer alguém de volta dos mortos por sete dias apenas. Era perfeito! Mila traria sua melhor amiga de volta e, juntas, elas iriam atrás do assassino antes que ele atacasse de novo. O que poderia dar errado (haha)? O problema é que alguma coisa no feitiço sai do controle e, ao mesmo tempo que tudo dá certo, algumas coisas saem um pouco além do esperado. Riley estava de volta, mas junto dela estava também June e Dayton, as meninas populares que nunca foram muito com a cara de Mila. Infelizmente, nenhum das três se lembravam de como haviam morrido e, o que era para ser algo simples (haha) acaba virando uma verdadeira investigação e ligação de pontos. Entre muitas conversas, pedidos de fast food e gatorade (porque é isso que essas zumbis têm vontade de comer, rs) as meninas vão criando uma ligação fantástica e cada vez ficam mais perto de descobrir a verdade.

É um caos, mas é um caos maravilhoso. Ver a amizade de Riley com a Mila e, até mesmo, ver a amizade de June e Dayton crescendo com as duas é fantástico. Claro que tudo dá um aperto no coração, afinal, sabemos que elas só vão ter os setes dias, mas ainda assim é tudo tão maravilhosamente bem escrito que ficamos com aquele quentinho no coração até o final e com o final também. Inclusive, falando no final, PENSA NUM PLOT TWIST DE RESPEITO. É clichê? Muito! Mas ainda assim eu fui completamente surpreendida e fiquei muito em choque quando as coisas se conectaram. Percebi o que estava rolando umas poucas páginas antes da revelação e, ainda assim, fiquei com cara de besta olhando o livro (haha). Você só consegue ficar em paz quando descobre o que rolou e como as coisas vão se resolver. É impossível largar o livro antes disso. E, como comentei, ele é completamente devorável. Ajuda demais o fato de que ele é leve, tem citações pop que fazem muito sentido da história e que deixam tudo mais divertido. Coisas simples, mas que no meio da leitura você começa a rir porque aquele pequeno comentário faz todo sentido do mundo no momento da história. Além disso, as três meninas de zumbi são absurdamente maravilhosas, rs. Elas ficam variando entre a forma "normal" delas e a versão "zumbi" dependendo do quão perto da mila elas estão e é claro que isso rende muitas cenas maravilhosas e hilárias. O livro é indicado para maiores de quatorze anos.

undead girl gang
AUTOR(A): lily anderson
EDITORA: RAZORBILL
PÁGINAS: 320
SKOOB DO LIVRO.
MEU SKOOB.
LIVRO +14

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

This Coven Won't Break (Isabel Sterling)

Não vou negar que eu estava enrolando para ler a continuação de These Witches Don't Burn (que eu amei), mas acho que comecei a me dar a desculpa de que era porque eu estava esperando o mês das bruxas para ler (e acabou rolando isso mesmo, rs). As desculpas acabaram e eu me joguei na leitura... e amei tanto quanto o primeiro. Acredito que tenha ajudado o fato de que fui com as expectativas bem baixas depois de ler algumas resenhas negativas por aí, mas, ainda assim, o livro entrega o que promete e fica na mesma vibe do primeiro. A história é leve e divertida até mesmo quando tenta se levar a sério. É um livro no melhor dos estilos dos filmes clássicos da sessão da tarde. Muito disso se deve ao fato de que a classificação indicativa dele é de doze anos (e tem isso escrito nele, ponto para a editora gringa), ou seja, a ideia aqui é ser mais leve mesmo. Ok, já deu para entender que é um livro brega e clichê (e isso já deixar claro meu próximo ponto) e que eu gostei demais, porque esse estilo é o meu favorito. Outra coisa importante de deixar claro aqui, é que estamos falando de uma continuação, ou seja, você pode considerar uma coisa ou outra como spoiler, por mais que eu tome muito cuidado com isso, quando se trata de uma continuação é meio complicado de evitar. 

Hannah aprendeu muitas coisas nos últimos meses. As bruxas de sangue, por exemplo, não são todas terríveis, ainda mais considerando que estar ao lado de sua nova namorada sempre fazia muito bem para ela. Em segundo, os caçadores de bruxas estavam soltos por toda parte e prontos para tentar destruir os covens. E eles, ainda por cima, estavam estudando formas de derrubar grupos inteiros de bruxas de uma única vez. Os resultados das tentativas estavam sendo terríveis, uma vez que o que eles acreditavam ser um antídoto, era algo capaz de tirar todos os poderes das bruxas e, dependendo do caso, até mesmo algo pior. Isso tudo no meio de um ano letivo em que Hannah precisava correr atrás de muitas matérias e ainda lidar com o novo relacionamento. Sem esquecer de que ela estava vivendo um grande luto em sua vida, mas não sabendo lidar com todos os seus sentimentos e como aquilo afetava sua ligação com a magia elemental. Agora as bruxas precisam se juntar sem olhar sua origem. Os feiticeiros, os elementais e os de sangue precisam estar todos do mesmo lado. Eles precisam de planos e mais planos para descobrir como chegar na fonte, quase que literalmente, do problema dos caçadores. Para isso, os grandes mestres dos covens precisam contar com a última bruxa que conhecem que sobreviveu ao ataque de um caçador para contar história e que está disponível para ajudar, Hannah, é claro. 

Uma das maiores reclamações que li, nas resenhas que comentei no começo, é que a Veronica não aparece muito. Ahhhhhhhh! É claro que não aparece, meu povo (inclusive, ela não está nem nas cartas da capa desse livro). Ela é a ex-namorada da personagem principal e foi fazer faculdade em outra cidade. Se ela ficasse sendo citada toda hora ficaria bem chato para a atual namorada de Hannah, a Morgan, e, até mesmo, daria a impressão de que o relacionamento não foi superado, o que não é verdade. Quando ela precisou aparecer, para ajudar a resolver todas as tretas que estavam rolando, ela apareceu e foi legal. Mas ela não era o foco, era a Hannah. 

Falando na personagem principal, no vlog de leitura do livro (que sai em tempo real lá no canal do blog de todos os livros que eu leio), até comentei que ela está passando por uma fase Harry Potter aqui nesse livro. Aquela mania de achar que tudo gira em torno dela e de que todos fazem tudo por ela (o que no caso do HP até tem um fundo de verdade, mas aqui tem muito drama e trauma por trás também). Mas não é nada chato demais, é algo que faz parte da personalidade dela e, mais do que isso, que faz sentido com tudo que ela viveu nos últimos meses e tem vivido no momento. O que me lembra que até bruxas precisam de terapia, como bem vemos aqui. Mudando de assunto, por completo, a melhor amiga da personagem principal, Gemma, continua sendo uma ótima personagem que rouba a cena quando aparece. E a Morgan, que agora tem muito mais destaque, também tem ótimo comentários e é uma leitora que traz comentários fantásticos para a história (inclusive, citando Vermelho, Branco e Sangue Azul em um momento, rs). Antes que eu me esqueça, também adorei acompanhar a Alice, mais uma bruxa de sangue. 

Em resumo, é um livro leve e com soluções fáceis, mas ainda assim, me surpreendeu com o final mais que o primeiro. Como comentei no começo, ele entrega o que promete e eu amo esse estilo levemente brega e clichê.

this coven won't break
AUTOR(A): isabel sterling
EDITORA: razorbill
PÁGINAS: 321
SKOOB DO LIVRO.
MEU SKOOB.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Izabela, Cadê as Resenhas?

Eu escrevo resenhas na internet desde setembro de 2012 e eu amo demais isso, de verdade. Eu amo falar sobre livros e amo mais ainda que o blog virou minha memória digital, mas ao mesmo tempo, muitas coisas mudaram nesse anos todos. Atualmente minha maior plataforma é o TikTok. Depois vem o canal, o Instagram e por último aqui no blog. Eu sempre escrevi pensando em como isso me fazia bem e como que eu gosto de deixar as coisas registradas em algum lugar. Mas de uns tempos para cá virou meio que uma tarefa que era só cobrança (e isso me trava por completo). Os vlogs de leitura que faço quase que semanalmente no canal viraram também resenhas. Afinal, eu faço todo um documentário da leitura e no final falo o que escreveria por aqui. Além disso tudo, meu computador começou a dar sinais de idade (hehehehelp) e ontem alguns pixels dele morreram (o que deixa espaços pretos na tela onde estavam os tais pixels). Nos últimos meses eu trabalhei direto na frente do computador (por conta das aulas estarem todas online) e isso também me deixava sem vontade de sentar para escrever. Quem sabe quando meu computador novo chegar isso mude um pouco... ou quem sabe não. E tudo bem! Mas, Izabela, você falou isso tudo, mas na realidade ainda não falou nada. Eu sei! E sou assim desde sempre (e tudo bem, de novo haha). Eu comecei a escrever esse post com uma ideia e estou aqui na metade dele já com outras novas três ideias. E pode ser que no final das contas nada disso que pensei pelo caminho eu leve para frente. Então vamos por partes, ok? Aqui vão os nomes dos últimos livros que li, mas não estão resenhados aqui no blog (mas todos tem vlog de leitura e basta clicar no título para ir para o vídeo) e o que achei deles.

  1. Para Educar Crianças Feminitas (Chimamanda Ngozi Adichie) - 5★ - 
  2. Sejamos Todos Feminitas (Chimamanda Ngozi Adichie) - 5★ - 
  3. O Perigo de Uma História Única (Chimamanda Ngozi Adichie) - 5★ - 
  4. Sem Escolha (Abbi Glines) - 3,5
  5. Very Good Lives (J. K. Rowling) - 5★ - Esse não teve no vlog, desculpa (hehe)
  6. Quando Te Vejo (Holly miller) - 5
  7. Undercover Bromance ( Lyssa Kay Adams) - 5★ - 
  8. The Bad Beginning (Lemony Snicket) - 5★ - 
  9. Conectadas (Clara Alves) - 5
  10. A Maldição do Espelho (Agatha Christie) - 5
  11. Três Coroas Negras (Kendare Blake) - 3
  12. Amor e Gelato (Jenna Evans Welch) - 4,5
  13. Corte de Espinhos e Rosas (Sarah J. Maas) - 4
  14. The Reptile Room (Lemony Snicket) - 5★ - 
  15. Enquanto Eu Não te Encontro (Pedro Rhuas) - 5★ - 
  16. One Last Stop (Casey McQuinston) - 5★ - 
  17. Obsidiana (Jennifer L. Armentrout) - 2,5
  18. Corte de Névoa e Fúria (Sarah J. Maas) - 4
  19. Um Amor Desastroso (Brittaicy C. Cherry) - 5★ - 
  20. Predestinada (Abbi Glines) - 4
  21. Férias em Taipei (Abigail Hing Wen) - 4
  22. Felix Para Sempre (Kacen Callender) - 5
  23. Resistindo a Um Libertino (Aline Sant'Ana) - 5
  24. Querido Ex (Juan Julian) - 3,5
  25. Um Corpo de Verão (Maria Freitas) - 5★ - 
  26. Perfeitamente Errada (Mariana Pereira) - 4
  27. Honestamente: Sinceramente? (Bruna Zielinski) - 4,5
  28. Reticências (Solaine Chioro) - 4,5★ - O vlog desse vai ao ar no final de semana.
  29. Releitura de Harry Potter do 1 ao 7 (J. K. Rowling) - 5★ - 

Ok, linda organização de post! Inclusive, você encontra todas as resenhas (e vídeos de resenha) que já postei na vida separado por ordem alfabética aqui. Mas e como vai ficar tudo no final das contas? Não sei. Libertador falar isso, sabe? A ideia é continuar com os vlogs de leitura, pois eles têm funcionado muito bem para mim. Mas, além disso, quero resgatar algumas resenhas antigas aqui do blog e repostar numa forma mais atualizada no insta (como se fosse um "Direto do Túnel do Tempo", inclusive, bom nome esse). E quero, quando tiver vontade, postar algumas resenhas aqui no blog também. Em resumo, a regra é não ter regra (haha). Espero que acompanhem essa jornada comigo e que o caminho seja leve e gostoso. Porque o que importa de fato na vida (literária ou não) é aproveitar. 

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Sem Fôlego (Abbi Glines)

Não é segredo para ninguém que Abbi Glines é um grande prazer culposo meu, o famoso guilty pleasure, que é usado para definir livros, filmes e outras coisas assim que, apesar de execradas por crítica e boa parte do público, têm um lugar especial no coração do espectador ou leitor. Eu já li todos os quatorze livros da série Rosemary Beach e li também, mais recentemente, outros livros da autora que me surpreenderam demais (Existência e No Meu Sonho te Amei). Mas precisamos falar a verdade aqui, os livros da Abbi são bem problemáticos (principalmente esses mais antigos em data de publicação) quando o assunto é machismo e relacionamentos bem duvidosos... que ainda assim eu amo. E por isso comentei sobre o prazer culposo (quem nunca?). Esse é o primeiro livro da série Sea Breeze, mas aqui no Brasil a série parou no segundo livro (que também li e que a resenha vai sair em breve). Temos nessa "nova" série todos os ingredientes que fizeram a outra série famosa da autora, que já citei, bombar, mas acho que depois de tantos anos lendo os clichês dela, eu esperava ou pouco mais. Não quer dizer que é ruim, ou melhor, pode ser que seja, mas eu esperava um pouco mais da escrita da autora (que tinha melhorado tanto na reta final da outra série e que até mesmo luta no livro para não ser problemática nos relacionamentos que escreve... e algumas vezes consegue) que no final o livro ficou com quatro estrelas. Importante lembrar que estamos falando de um livro para maiores de dezesseis anos.

Sadie se mudou para a cidade de Sea Breeze com sua mãe, que está grávida, pois as duas precisavam de dinheiro para pagar as contas e, por lá, a mãe dela tinha um emprego garantido como doméstica em uma casa de uma família muito rica. O problema, é que a mãe de Sadie não sabe o que a palavra responsabilidade significa e, como está entrando na reta final de sua gravidez (que poderia ter sido evitada) ela acaba se recusando a trabalhar e, com isso, sobra para a adolescente, que está de férias escolares, trabalhar no lugar da mãe. Em tese, o pessoal da casa não gosta que jovens trabalhem lá por conta de um dos chefes da casa, mas a menina se mostrou boa de trabalho e estava disposta a obedecer todas as regras muito bem para poder manter o emprego. O que estava acontecendo ali, de fato, era que a casa era de um dos astros do rock jovem mais famosos do mundo, Jax Stone. 

De primeira, Sadie realmente não vê nada demais no roqueiro famoso, mas ele logo se sente muito atraído por ela e todo o fato de que seria algo errado, uma vez que ela trabalhava para ele, torna tudo ainda mais atrativo para ele. Enquanto isso, Sadie conhece Marcus. Um jovem que também está trabalhando na mansão e que logo se apaixona por ela. Mesmo o vendo só como um grande amigo, ela fica bem dividida sobre tudo que está acontecendo. O verão vai passando e Jax acaba conquistando Sadie, mas eles sabiam que esse relacionamento tinha uma data de validade. Mais do que isso, Jax sabia que ela merecia alguém bem melhor que ele. O problema, é que a ligação deles é infinitamente mais forte do que imaginavam e toda a separação deixa ambos sem fôlego (hehe). Será que vale a pena lutar por esse relacionamento mesmo vivendo em mundos tão diferentes?

O livro tem aquela carinha de fanfic que eu pessoalmente adoro. Sabe quando tem um famoso para o meio, muitas tretas causadas por fofocas e jornais e tudo mais? Amo! Ao mesmo tempo, Abbi acaba forçando um relacionamento em que a personagem principal é muito boba. O mesmo que aconteceu em tantos outros livros dela (como o famoso Paixão Sem Limites). Sadie era muito esperta, trabalhadora e já tinha passado por muitas coisas, mas ao mesmo tempo em alguns assuntos ela parecia uma criança que ainda tinha muito para aprender, sabe? E, com isso, em muitos momentos Jax acaba parecendo tirar proveito do fato dela ser desatenta e distraída. O que me lembra, que ele já era maior de idade e ela não (mesmo sendo coisa de dois ou três anos de diferença, isso me deixou meio bleh durante toda a leitura). Inclusive, esse foi um dos livros que eu acabei torcendo contra o casal principal, mesmo sabendo que o Marcus teria um livro só dele depois, eu queria eles juntos. Porque ele era tão mais legal e com noção (e sobre o livro dele, bom, teremos outra resenha em breve). 

Já que estou problematizando mesmo, todo o drama da separação deles no meio da história (que acontece como o esperado em todo bom e velho clichê... e que está na sinopse) foi forçado num nível que está me fazendo pensar se troco a nota desse livro para três e meio (socorro) ou não. Sério, é algo muito complicado e que, junto com tudo que Sadie estava vivendo com sua família, fica ainda mais doido. Mas vou manter a nota (e parar de pensar nisso agora, rs). Enfim, um livro para quem ama clichês duvidosos (tipo eu, hehe) e está querendo ler algo leve, que não vai te fazer pensar muito e que, no final das contas, até que vale a pena.

SEM FÔLEGO
AUTOR(A): ABBI GLINES
EDITORA: ARQUEIRO
PÁGINAS: 272
SKOOB DO LIVRO.
MEU SKOOB.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

De Repente Adolescente (Vários Autores)

Adoro livros com vários contos assim dentro de um tema em comum. São leituras leves e que, normalmente, te fazem conhecer autores bem legais. No caso, eu já conhecia alguns dos autores, mas tive também muitas surpresas agradáveis por aqui. Temos um livro que foca nos dramas, amores e vivências no geral de um adolescente brasileiro e é uma delícia ler sobre essa época, mesmo já estando bem longe dessa realidade (hehe). Os contos são bem variados e as escritas e estilos também, o que garante que pelo menos um deles vai te prender demais e mais de um você vai gostar muito. Ao mesmo tempo, isso não garante que vai gostar de todos, não que não sejam bons, mas, como falei, os estilos são bem diferentes. No caso, eu gostei muito mesmo de dois dos contos, mas também gostei muito de outros quatro. Enquanto isso, os outros quatro foram leituras legais, mas não foram muito meu tipo. Juntando todos esses fatores, o livro acabou com quatro estrelas e meia (e com eu comprando livros dos autores que gostei mais dos contos também, rs). É uma leitura bem leve e divertida, além de ser indicada para maiores de onze anos (belezura).

Temos dez contos que, por caminhos diferentes, focam na vida do pré-adolescente e do adolescente na nossa realidade. Entre jovens que estão lidando com a separação e briga constante dos pais, jovens que estão se apaixonando pela primeira vez, jovens que estão lutando pelo que acreditam e outras coisas, temos até mesmo a formação de um estado brasileiro e as vivências de uma jovem indígena. Como falei, tem assunto para agradar tudo e todos e de uma forma bem leve. Como falar dos dez seria bem complicado e por serem contos tudo pode acabar virando spoiler, vou focar aqui nos meus dois favoritos: Agulhas e Bolinhas, do Vitor Martins e A Revolta dos Salgados, da Iris Figueiredo.

No primeiro citado (que é o último do livro) temos a escrita contagiante, leve e devorável do Vitor. Um conto LGBT+ focado nas primeiras descobertas de quem de fato você é e como tudo é tão simples e puro. Um menino que acaba indo aprender a bordar para lidar com todos os sentimentos que guarda dentro dele (inclusive, a perda de um ente muito querido) e por lá encontra bem mais que linhas e agulhas. Encontra algo que realmente gosta, um novo amigo e também o cachorro mais brincalhão do mundo todo. No segundo citado (que é o terceiro do livro), temos a história de uma jovem que quer salvar a biblioteca da escola e, para conseguir isso, acaba no meio de uma candidatura a representante de turma na escola. Uma eleição muito acirrada que acaba com compra devotos (com salgado da cantina!), muita parceria dos colegas de sala e muitos posts divertidos e trocas de mensagem, que deixam o conto devorável e bem delícia de ler. Sem esquecer que todo o envolvimento da biblioteca na história deixa um quentinho no coração.

Como sei que são curiosos (como eu), os outros contos que gostei muito foram: Eu Estou Aqui (Clara Alves), A Última Suspeita (Camila Fremder), Casa Nova (Keka Reis) e Segunda Chance (Lully Trigo). Os outros são tão bons quanto, mas, como comentei, não foram muito meu estilo de leitura (e isso acontece!). E realmente uma leitura muito leve e rápida, além de que vale a pena para todas as idades. Para quem está vivendo esse momento e para quem já viveu (meu caso!). E aí, já leu? Qual foi o seu favorito? 


de repente adolescente
AUTOR(A): vários autores
EDITORA: seguinte
PÁGINAS: 256
SKOOB DO LIVRO.
MEU SKOOB.