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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Na Estante: Anna e o Beijo Francês

Étienne (Eh-t-yen) St. Clair. Eu poderia parar o post aqui, mas não seria justo. Entendam que vocês vão ver muito esse nome por aqui, afinal foi por conta desse personagem que eu mais uma vez terminei um livro em menos de um dia. Esse livro é da mesma autora do Lola e o Garota da casa ao lado, para falar a verdade, Lola é quase uma continuação desse. Na história de Lola podemos ver o que aconteceu com os personagens principais de Anna e isso está me dando vontade de reler Lola, não pela história dela, mas sim pela história de Anna e Étienne (olha o nome dele aí de novo). Vi em muitos blogs que as pessoas gostam mais da história da Lola, mas pessoalmente eu esqueci por completo dela ao ler sobre a Anna. A história me prendeu mais e verdaeiramente é melhor, não que Lola seja "ruim", longe disso.

Anna é uma garota americana, mora em Atlanta, e sempre gostou da vida dela, mas o pai dela queria algo mais para a vida da filha (e para a dele). Ele é um escritor de romances trágicos (quase um Nicholas Sparks) e para ser bem visto pelos amigos acaba mandando Anna para uma escola para americanos em Paris. Sim, a cidade mais romântica do planeta. Quando ela chega lá fica logo amiga de sua vizinha de quarto, a Meredith, e de brinde fica amiga dos amigos dela também, podemos incluir nessa lista o fofo St. Clair. Um garoto com a mãe americana, o pai francês e que foi criado na inglaterra. Imaginem só, ele tem sotaque britânico (e mesmo lendo, não ouvindo, isso me fazia ter ataques a cada fala dele), só tem um problema, St. Clair tem uma namorada. Ok que ela não está mais na escola e aparentemente esqueceu que tem amigos, mas isso é detalhe, ou quase isso.

"Bem-vinda a Paris, Anna. Estou feliz por você ter vindo." - Página 66

St. Clair acaba virando o melhor amigo que alguém na situação de Anna pode pedir. Ele mostra como é ter a tão famosa liberdade, mostra a cidade de uma forma completamente diferente e conquista Anna (e quem está lendo) com detalhes bobos e comentários engraçados. O foco do livro é a história que Anna deixou para trás em Atlanta (um quase pretendente e uma melhor amiga) e tudo que acontece na Cidade Luz. Ela, uma viciada em cinema, marca ponto em quase todos os cinemas que têm por perto e ainda leva os amigos junto, aprende francês e de brinde descobre o famoso beijo francês do título. Étienne assim como eu acredita que pedidos feitos para estrelas se realizam, e bom, temos tal confimação no livro. Tanto ele quanto Anna fazem alguns pedidos à uma estrela um pouco diferente, a do ponto zero de Paris. 

SINOPSE: "Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris, já que seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, uma melhor amiga fiel e um namoro prestes a acontecer. Mas, ao chegar a Paris, Anna conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito. Só que Etiénne, além de tudo, tem uma namorada... Anna e Etiénne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas."

Ah, já falei que ele tem medo de altura e que isso na história fica ridiculamente fofo? Ok, parei. Não vou contar muita coisa, esse livro merece ser lido com cada "surpresa" que tem. Quando comecei a ler não sabia quase nada e não lembrava muito sobre Anna e Étienne na história de Lola, mas isso foi produtivo para a leitura, adoro ser surpreendida, gritar com o livro, rir, chorar e todas essas outras coisas básicas de uma leitora maluca como eu. Quem leu o que escrevi sobre o livro da Lola deve lembrar que tive uma paixão literária pelo Cricket, mas o fato é que Étienne me fez até esquecer quem era o Cricket e por isso entrou para uma lista de amores literários que até então só tinha quatro nomes: Travis Maddox (Belo Desastre/Walking Disaster), Peeta Mellark (Jogos Vorazes), Jesse de Silva (A Mediadora) e Harry Potter (dã!).

"Se eu ganhasse um euro por cada estupidez que já fiz, poderia comprar a Mona Lisa." - Página 244


Ah! A única coisa que não gostei nesse livro (além da capa, desculpa, mas a capa de Lola é bem mais marcante e tem uma ligação bem maior com a história em si) foi a nostalgia que surgiu por conta dele. Faz pouco mais de três anos que voltei de Paris e ler as descrições dos lugares que passei (e que os personagens passaram também) foi complicado. Queria voltar no tempo, mas de preferência com um Étienne de guia, por favor.

Anna e o Beijo Francês
Autora:Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
skoob do livro
meu skoob (:

terça-feira, 16 de abril de 2013

Vlog: 7 Pecados Literários

A tag que respondi nesse vlog é a "Sete pecados literários", infelizmente não sei quem criou nem traduziu (quem souber me avisa!). Duas amigas pediram e aqui está, espero qie gostem! (:


Dos livros citados eu já falei sobre alguns aqui no blog!
Wake
Lola e o garoto da casa ao lado
Belo Desastre
The Carrie Diaries

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Texto: Passaporte literário

Segunda eu estava vendo um programa, na Band, que eu verdadeiramente amo. O mundo segundo os brasileiros, que é basicamente uma viagem ao redor do mundo contada por brasileiros que foram em busca dos seus sonhos em outros países. Por quê estou contando isso? Simples, essa semana o lugar "visitado" foi São Franscico, que para quem não sabe é uma cidade no estado da califórnia. Aquela cidade com a ponte  (Golden Gate) vermelha legal que sempre que alguém vai, tira foto lá, melhorou agora? rs 

Ok, a cidade é legal, tem muitos pontos turísticos, mas Izabela, por que um post só para isso? Ainda mais simples de responder, o livro Lola e o Garoto da Casa ao Lado se passa em São Francisco, e segunda enquanto eu via o programa eu senti como se eu já tivesse ido à cidade, tudo por conta de um livro. O quão estranho e engraçado é isso? Ok, vou parar com as perguntas que não podem ser respondidas, prometo.

A cada segundo do programa eu tinha mais certeza de que já tinha ido a São Francisco, as ruas me pareciam familiares, os bairros e até as praças eram estranhamente familiares. Tudo isso graças a um livro, um livro me fez viajar até a Califórnia, me fez por alguns dias morar em São Francisco. Foi mais um carimbo no meu passaporte literário. As casinhas num estilo vitoriano (mais uma coisa que aprendi com o livro) é que davam o ar completo de "eu já estive nesse lugar". 

Nada superou o que senti quando falaram do bairro Castro, lugar em que Lola mora no livro. Ah, teve o parque Dolores também, que foi bastante citado no livro e no programa. O bairro é conhecido pela predominância de moradores gays. Vale lembrar que Lola tem dois pais, o que a coloca exatamente nesse bairro. Resumindo, o programa foi para aprender mais sobre a cidade e claro, para matar a saudade da Lola e do Cricket, personagens do livro.

O quão mágico é viajar com um livro? Eu basicamente conheci uma cidade inteira com um unico livro. Eu conhecia as ruas, as casas, os pontos turísticos... Parecia que eu havia morado lá, mas o fato é que eu apenas havia morado em um livro. Não é a primeira vez que isso acontece. Nessa brincadeira já estive em Vegas com Travis e Abby de Belo desastre, New York em The Carrie Diaries, Forks em Crepúsculo, passando por Londres em Harry Potter e tudo mais. Sim, quando eu fui para Inglaterra eu me senti verdadeiramente dentro da história do bruxinho mais famoso do mundo.

A cada rua que eu andava, Cambridge ou Londres, eu me sentia dentro do mundo criado pela J.K. Rowling. Quando fui visitar algumas faculdade eu podia apostar o que fosse que eu estava em Hogwarts, até o ar era diferente, e para falar a verdade, tudo tinha o mesmo gostinho de "familiar" que São Francisco teve por conta da Lola. Realmente, viajar de verdade é uma experiência única e tudo mais, mas posso afirmar que viajar por um livro não fica tão atrás. Perde apenas por não podermos tirar fotos nos pontos turísticos.

E você, tem muitos carimbos literários, como está seu passaporte?

quinta-feira, 21 de março de 2013

Na estante: Lola e o Garoto da Casa ao Lado

Fazia um bom tempo que eu não me apaixonava, de verdade, por um livro. Acho que o ultimo livro que me fez tão bem foi Belo Desastre. Bom, vamos começar logo, preciso falar para o mundo sobre esse livro maravilhoso. Ele é mais um daqueles que ficam na minha estante por um bom tempo, esperando e esperando para serem lidos... Mas esse até que esperou pouco. Comprei esse livro no aeroporto de guarulhos, poucas horas antes de embarcar para Orlando, mas estava tão ansiosa que nem comecei a ler, e acabei deixando aqui no Brasil mesmo. Quando voltei, as aulas logo voltaram também e me perdi no tempo.
O fato é que todos os blogs de livros que vejo, todos mesmo, indicaram esse livro. Todo mundo só sabia falar como o livro é bom e merece muito mais do que cinco estrelas, estrelas, é uma coisa importante no livro. Mas não vou dar spoilers, não se preocupem. Bom, eu tomei vergonha na cara e comecei a ler o livro, como falei, eu me apaixonei. Esse livro é únicamente delicioso de ler. Indico para o mundo e um pouco mais.
A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da casa ao lado.

Lola é uma garota única que conversa com a lua. Ela gosta de usar figurinos - que ela mesma cria - e nunca os repete. Gosta de cores berrantes e de coisas que se destacam, e tem como sonho ir vestida de Maria Antonieta no baile de inverno de sua escola. Ela tem uma vida bem diferente, não só pelas roupas. A família dela não é o que alguns chamam de padrão. Ela tem dois pais, e um na realidade é tio biológico dela... Confuso? Não sabe da missa a metade.
A história começa com a Lola e seu namorado alok Max. Mas muitas coisas vem a tona quando uns certos vizinhos voltam e uma paixão de uma vida volta com isso. Em resumo Lola gosta realmente de seu atual namorado, mas o que sente pelo garoto da casa ao lado nunca mudou de verdade. Cricket Bell, se prepare para se apaixonar por esse personagem. Ele não coloca sua mente de ponta cabeça com Travis Maddox (Belo Desastre, Jamie McGuire), mas ele te faz suspirar, rir e até mesmo conversar com o livro. Em certo ponto você começa a torcer verdadeiramente por ele, depois disso você devora a história com ainda mais vontade. O livro é leve, divertido, romântico e tudo isso junto e misturado. Não sou boa para descrever sem contar spoilers, por isso vou parar por aqui.

Outra coisa bem legal, mesmo, desse livro é a capa. Essa foi feita especialmente para a história, e é rica em detalhes que você vai descobrindo ao decorrer da história, como as perucas da Lola, as pulseiras de Cricket e a mania dele de escrever coisas na mão. Ah, e o fundo clássico do bairro Castro, em São Franscico, lugar onde se passa a história.
"Quando ele olhava pela janela à noite, começava com uma. Uma estrela. E o garoto pedia um desejo à estrela, o desejo era o nome da garota. Ao som do nome, uma segunda estrela aparecia. E daí ele desejava novamente o nome dela e as estrelas dobravam para quatro. E quatro se tornavam oito, e oito se tornariam dezesseis, e assim por diante, na maior equação que o Universo já viu. E, depois de uma hora, o céu estava repleto de estrelas que fazia seus vizinhos acordarem. As pessoas se perguntavam que havia ligado os holofotes. Foi o garoto. Ao pensar na garota." - Página 277

Agora tudo que quero é o outro livro da autora, Stephanie Perkins, Anna e o beijo francês, cujo os personagens aparecem, bastante, na história da Lola... O que me fez querer conhecer a história deles.

Lola e o Garoto da Casa ao Lado
Autora: Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
skoob do livro