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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
sábado, 18 de abril de 2015
Na Estante: No Mundo da Luna
Pensa num livro que você já estava a mais de um ano esperando. Pensou? Era esse livro para mim. Sente a empolgação da criança (falei sobre isso no último book haul). Agora pensa num livro maravilhoso. Pensou? Posso te contar, de verdade, que não chega nem perto de No Mundo da Luna. Eu já esperava isso, afinal, a Carina é uma das minhas autoras favoritas da vida (e eu leria até as listas de compras de supermercado dela, mas vocês já sabem isso, rs), mas foi bom quando terminei o livro e vi que estava certa. Infelizmente, eu levei quase uma semana para ler, mas não significa que ele é ruim ou complicado de ler, pelo contrário, ele é leve e a leitura é uma delícia, mas essa brincadeira de ser adulta ainda me leva à loucura e foi por isso que não terminei antes. Fiquei lendo trechos (sim, trechos e não páginas) picados durante toda a semana sempre que sobrava um tempinho entre uma turma e outra ou uma aula e outra, mas não foi fácil não. Pior ainda foi quando um caderno meu arranhou a lateral do livro, mas sem histórias tristes, vamos focar (por enquanto). Quando finalmente tive tempo de parar com tudo e ler... Acabei com o livro numa sentada. Como sempre. Meu favorito da autora continua sendo Encontrada (que é a continuação de Perdida), mas esse livro definitivamente entrou para o meu 'top dois' da autora e para o 'top cinco' do ano (e olha que ainda estamos em Abril). Se quiser conhecer um pouco melhor o mundo da Luna, é só continuar lendo a resenha. Ah, o livro ganhou cinco estrelas e um coração de favorito!
Luna é uma jornalista (recém-formada) que trabalha em uma das revistas mais badaladas e famosas do momento, mas tem um único detalhe: Ela é apenas a recepcionista do lugar. Sabemos que para chegar ao topo precisamos começar de baixo, mas, para Luna, ela estava em baixo demais se fossemos pensar no diploma que ela tinha. O emprego dos sonhos mais parecia um verdadeiro pesadelo, não bastasse a vida de atender telefone e anotar recado o chefe dela, Dante, era o pior humano da Terra. Grosso, sem noção e, ainda por cima, nunca acertava o nome dela. Na cabeça de Luna, nunca nada daria certo, até que, por conta de cortes de gastos e problemas nas vendas da revista, uma nova vaga na redação cai exatamente no colo de Luna. Ela teria uma coluna só dela em uma revista de circulação nacional, o problema era que a tal coluna era sobre signos e ela nunca acreditou muito nisso de ler a sorte (ou o azar) das pessoas, por mais que fosse metade cigana (por parte da família da sua mãe). Mesmo não acreditando em nada, ela sabia que precisava fazer, era um começo e assim, pelo menos, o chefe saberia que ela existe e até mesmo acertaria o seu nome. Uma das muitas coisas que Luna não esperava era que a coluna nova de signos viraria o maior sucesso da revista. Sério.
"Tá legal! Parecia que todo mundo decidira acreditar na coluna da Cigana Clara. Comecei a ficar preocupada." - Página 160
Todo mundo estava acreditando nas previsões ciganas e isso estava virando um pesadelo para ela, afinal, se a coluna era boa nunca a colocariam numa outra coluna mais 'real'. Mas, como dito, essa não era a única surpresa que a estava esperando. O tal chefe, o muito mala, nem era assim tão insuportável e ela acaba descobrindo isso da maneira mais inusitada da história, indo para a cama com ele, é claro. Aparentemente, os dois têm uma ligação inexplicável e que beira o sobrenatural e é assim que eles acabam cada dia mais perto um do outro e, até mesmo, como vizinhos. Sempre tem uma desculpa (seja álcool ou simplesmente falta de noção), nenhum nunca admite que fez o que fez por querer, mas é claro que é tudo obra do destino. Isso é algo poderoso e, para piorar tudo, Luna estava brincando com todo esse poder. Ela não acreditava nas previsões que fazia pelas cartas para a revista, mas muita gente acreditava (incluindo sua melhor amiga) e é aí que mora a magia de tudo. Luna precisa entender como se meteu em toda essa confusão para poder sair do meio dela. Sua vida cigana se misturou por completo com sua vida não-cigana e a brincadeira com o futuro alheio poderia destruir o futuro dela mesma. Será que o amor, a magia mais poderosa do mundo, pode arrumar toda essa bagunça?
"Como explicar? Ah, já sei! (...) Eu vivo sempre no
mundo da Luna. – Cantarolou." Página 359
Dante, ah, Dante. Eu tentei odiar o personagem, mas não tem como. Ele é um Ian Clarke (de Perdida) do século 21. É cavalheiro e, quando não está sendo um babaca, é um amor de personagem. Sem esquecer, é claro, que ele me fez rir muitas vezes durante o livro. Podemos dizer que mais da metade dos post-its usados, que não são poucos, foram por conta de alguma fala ou momento dele. Luna, é uma menina completamente maluca, mas é por isso que eu a amei. Não tem como não se identificar com as trapalhadas dela. É tão humano e tão gente como a gente (tipo quando ela quer comer uma pizza inteira sozinha, mas depois fica maluca pensando nas calorias que comeu, mas logo esquece e já pensa em outra pizza) que é fácil de amar. As outras pessoas que trabalham na revista e até os amigos e familiares dos personagens também são muito bons (destaque máximo para a avó cigana de Luna), mas não adianta, o foco está nos dois e em ninguém mais. A única coisa que me incomodou um pouco (pouco!) foi que o drama máximo da história estava muito na cara desde o começo do começo (não sei se isso aconteceu só comigo). Então acho que me segurei um pouco quando estava mais pro final, porque não queria estar certa, mas eu estava. Isso não é ruim! Mas seria melhor se não tivesse sido assim.
A história continua maravilhosa, isso não afetou esse lado de forma alguma. E, no final das contas, a culpa não é da autora, é minha mesmo. Sempre amei brincar de 'detetive' com as histórias que vejo ou leio. A escrita levíssima da Carina, mais uma vez, me conquistou. O livro é um chick-lit de jogar na cara da sociedade que autores brasileiros escrevem muito bem sim, obrigada. São muitas risadas e momentos que te deixam sem nem saber como reagir e é assim que um livro precisa ser, bom. O livro conta também com sacadas geniais e consegue fazer muitas ligações divertidas com o mundo pop. Se você gostou de Perdida, Encontrada e Procura-se um Marido precisa ler No Mundo da Luna para ontem! Se ainda não leu nenhum da autora, o que está esperando mesmo? Vá logo se perder no mundo da Carina (aê, precisava fazer esse trocadilho, obrigada). Só não esquece de me contar o que achou! Vou adorar saber. Obrigada, Carina, por ter feito mais um livro para eu me apaixonar! <3
No Mundo da Luna
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 476
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sábado, 28 de março de 2015
Na Estante: Você Conhece Walt Disney?
Quando disse que ia ler esse livro recebi a mesma resposta de todo mundo (sem exagero): "Esse livro é a sua cara". E realmente é! Para quem não sabe, eu sou completamente maluca pela Disney e tudo mais que é ligado àquele reino mágico. Eu já fiz alguns cursos Disney (teóricos e de monitoria) e, por isso, me diverti muito quando vi que todo mundo que lê o blog lembra da Disney (ou do Walt Disney) quando pensa na minha pessoa. Por mais que eu já conheça muito da história do Walt estava bem animada para ler esse livro, porque ele é bem levinho e completamente ilustrado, é muito amor, sério. É um livro para todas as idades e que serve, principalmente, para nos lembrar do poder dos nossos sonhos. Não tenho como fazer uma resenha como as que normalmente faço, porque o livro não tem personagens criados, só reais, e também não tem spoilers, mas tem um final muito feliz e que passa a mensagem que mais amo no mundo: Se você pode sonhar, pode fazer.
"Walt ainda não sabia, mas um dia, outro rato, chamado Mickey,
o tornaria famoso no mundo todo." - Página 8
O livro nos conta um pouco da vida do Walt desde que ele era pequeno. Temos um pouco de como foi a infância dele e como era a relação com a sua família. Ele sempre foi muito criativo e vemos isso em cada detalhe. Ele sempre gostou de se apresentar, de desenhar e, principalmente, de fazer o bem para as pessoas. Vemos também várias curiosidades e historinhas que mostram que tudo que aconteceu na vida dele está um pouco (na realidade, muito) presente em tudo que ele fez quando mais velho. Nós conhecemos o Mickey, a Minnie e todo o resto da turma, mas as vezes não paramos para pensar em tudo que teve que acontecer (e até no drama) para eles irem parar no papel e, mais tarde, em cores animadas na nossa TV. As curiosidades vão das mais conhecidas (como o primeiro nome do Mickey) até mesmo coisas sobre quando Walt estava planejando cada detalhe da Disneyland.
O que ele tinha em mente quando lançou A Branca de Neve, o que ele queria com os parques temáticos e com (principalmente) o EPCOT. É um livro muito leve mesmo. Se você quer um livro com muitos detalhes sobre a vida dele, essa não é a melhor opção. Existem outros que trazem todos os tipos de detalhes, mas esse aqui traz tudo de mais importante e de uma forma muito gostosa de ler. É um livro para crianças (a linguagem é tranquila e os desenhos são muito bem feitos) e para adultos também. Como disse ali em cima, a história do Walt nos lembra que devemos sempre sonhar e fazer as coisas que nos fazem bem. Eu já conhecia grande parte das coisas que o livro conta, mas só porque eu já tinha estudado muito a vida dele. Para quem não conhece muito (pessoas normais, rs) é surpresa atrás de surpresa. Se prepare para conhecer um pouco mais do mundo mágico Disney e boa leitura! Ah, e a editora está de parabéns, porque a diagramação do livro está muito amor.
Você Conhece Walt Disney?
Autora: Whitney Stewart
Páginas: 80
Editora: Fundamento
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domingo, 15 de março de 2015
SORTEIO | 3Mil Inscritos
Ai. Meu. Deus! Eu achei que só ia fazer esse post lá pela quarta ou quinta, nunca que na minha cabeça seria nesse final de semana. Eu já sabia que estávamos perto dos 3mil inscritos, mas foi a surpresa do século o fato de termos chegado nesse final de semana (sexta, para ser mais exata). Palavras não conseguem descrever o quão grata eu sou por todo carinho que recebi nesse final de semana. Foram recados, mensagens, emails e tudo mais que é possível. Tudo com muito amor e carinho e eu nem tenho como agradecer isso, ou melhor, tenho uma pequena ideia para isso. Eu queria, de verdade, poder dar alguma coisa para cada um dos 3mil inscritos, mas, infelizmente, não é possível, por isso resolvi que pelo menos 15 pessoas desse povo todo receberiam alguma coisa. É simples, de verdade, mas é de coração. Vou sortear uma cópia de Beautiful Disaster e outros 14 marcadores do blog! Para participar é muito simples! Você só precisa ser inscrito lá no canal e preencher esse formulário aí de baixo. Boa sorte para todo mundo! O resultado vai ao ar domingo que vem (22/03), mas você tem só até sábado (21/03) para participar. Se quiser entender um pouco mais é só ver o vídeo! Ah, vale lembrar que o livro é em inglês e que é um new adult! =)
REGRAS:
REGRAS:
- Morar no Brasil.
- Preencher o formulário.
- Estar inscrito no canal Brincando de Escritora.
sábado, 14 de março de 2015
Na Estante: De Volta aos Sonhos
Eu estava com os dois pés atrás antes de começar a ler o livro. Ele é o segundo de uma trilogia e, bom, o primeiro (De Volta aos Quinze) tinha me deixado bem desanimada. Lembro que levei dias e mais dias para ler o primeiro livro e acabei com muita raiva do mundo, estava com medo de passar por tudo isso de novo com esse livro. Ao mesmo tempo, estava com vontade de dar uma segunda chance à autora (que é uma blogueira que eu gosto muito), por isso ignorei a voz maluca na minha cabeça que falava que eu não ia gostar e comecei o livro. Não é que a vozinha estava errada? Fiquei muito feliz ao perceber isso e posso contar para vocês que, bem diferente daquele outro livro, eu li esse em um dia. São poucas páginas (ok, o outro também era pequeno) e a história ficou bem mais leve e gostosa de ler. A autora amadureceu e a escrita melhorou com isso. A personagem deixou de ter seus eternos quinze anos e se mostrou mais real. Ainda tive alguns problemas com o tema principal da história (viagem no tempo) e as pontas soltas que isso rendeu, por isso o livro só recebeu quatro estrelas, mas não posso negar: Melhorou muito do primeiro para o segundo. Se continuarmos assim, o último livro da trilogia recebe cinco estrelas (vou torcer por isso, rs). Eu acho que já ficou claro que o livro é uma continuação, então, você pode considerar uma coisa ou outra dessa resenha como um spoiler. Quem avisa, amiga é. Se quiser entender o que me fez achar que a escrita do livro melhorou e o que achei de cada detalhe do livro é só continuar lendo a resenha! =)
O livro começa exatamente no ponto em que o primeiro parou. Anita estava feliz com o que estava vivendo e, pela primeira vez na vida, não queria mudar nada em seu passado, mas quem disse que ela pode escolher alguma coisa? Ela percebe que ainda não sabe como controlar suas viagens no tempo, mas, pelo menos, começa a perceber que sempre volta para algum momento de sua vida que, de começo, nem parecia importante, mas que, com a mudança certa, mudava também todo o seu futuro de uma forma incrível. Ela ainda não sabia como faria para voltar para Paris ou como convenceria Henrique de que ela não era uma maluca (mesmo viajando no tempo por um blog), mas ela sabia que podia viver seus sonhos desde o começo, bastava querer. Ao mesmo tempo, ela percebe que precisa tomar muito cuidado, afinal, já separou uma parte da família por conta de uma de suas mudanças e não quer acabar repetindo essa ação. Entre idas e vindas de Paris e de seu passado, Anita, acaba escolhendo uma mudança drástica ao perceber que as coisas não estavam muito boas no futuro como ela achou que estavam, ela decidiu não ligar para as consequências, ela poderia lidar com elas mais tarde (ou quando o computador a mandasse de volta para o futuro).
"Era aterrorizante a hipótese de ser apagada da memória das
pessoas que eu mais amava." - Página 69
Uma briga de família, a perda de um animal querido e até a aproximação de uma pessoal importante, tudo faz parte das mudanças. Não é fácil lidar com essas coisas, mas aos poucos tudo parece entrar no eixo. E se você pudesse escolher outro curso? Ou quem sabe, até mesmo, morar com outras pessoas na época da faculdade. Um emprego de férias também não faz mal a ninguém e é assim, seguindo os sonhos que sempre teve medo, que Anita vai escrevendo o futuro que sempre quis. Ela sabia que perderia ainda mais coisas pelo caminho, mas quem disse que não era por isso que ela estava naquela confusão toda. Podia ser, não é? E ela estava disposta a arriscar. Pior não podia ficar, afinal, já bastava o cupido com GPS estragado dela e o blog maluco também. O que você faria se pudesse mudar todo o seu passado para viver a vida dos seus sonhos, mudaria alguma coisa?
"Em minhas mãos estava a chance de me colocar
no caminho dos meus sonhos de uma vez por todas,
e o momento da escolha seria aquele." - Página 126
Ainda acho que esse livro (série, no geral) tem muitas pontas soltas. É delicado demais lidar com viagens no tempo e consegui achar muitos erros na história. Seja um erro bobo de um fato histórico que, pelo ano que a personagem estava, não tinha como estar acontecendo ou até mesmo o fato de que algumas mudanças que deveriam afetar muito o futuro não afetaram em nada. Em alguns momentos a personagem dá um passo a mais no passado e acaba com um futuro completamente diferente, aí em outro momento ela vai e muda tudo no passado de forma radical e só duas coisinhas mudam no futuro. Foi por isso que o livro perdeu uma estrelinha, só por isso. Anita cresceu muito como personagem e graças aos céus deixou de ser uma mulher de trinta anos com cabeça de quinze. A personagem está mais madura e mais segura. Você torce mais por ela e acaba se divertindo bem mais que no primeiro livro. Henrique e Joel. Foi por conta desses dois que o primeiro livro não acabou com duas estrelas e posso contar que ele continuam maravilhosos nesse livro, na realidade, eles são a graça da brincadeira toda.
Assim como Maybe Someday, o livro tem uma música inédita (que está com clipe e tudo no youtube) que faz muito sentido na história toda. Não achei a letra aquela coisa toda, mas achei fofa e fez a minha cabeça fica completamente perdida com a história. Quando cheguei ao final do livro já não tinha certeza de mais nada. É claro que fiquei ansiosa para saber o final dessa bagunça toda, afinal estamos falando de um blog que faz uma menina viajar no tempo. Se você gostou do primeiro livro, vai amar de certeza esse segundo. Se você, assim como eu, não gostou do primeiro... Bom, ele merece essa segunda chance. Estou tão feliz de poder falar isso desse livro. Me senti tão culpada quando falei sobre o primeiro ano passado. É um livro leve, divertido e que passa rápido. Ele parece bem grande, mas, na realidade, as folhas que são muito grossas. Falando nisso, ponto para a editora. Que diagramação é essa? O livro é muito lindo por dentro (e por fora, haha, até entrou para o meu top 5 de capas, né?) e os detalhes são maravilhosos. Fiquei feliz de ter dado a segunda chance.
De Volta aos Sonhos
Autora: Bruna Vieira
Editora: Gutenberg
Páginas: 205
Skoob do Livro.
Meu Skoob.
quarta-feira, 4 de março de 2015
Na Estante: Maybe Someday
Eu não sei nem como começar essa resenha, porque eu senti tantas coisas diferentes lendo esse livro que é complicado escolher apenas um dos sentimento para começar a falar. Eu chorei de ter que fechar o livro para não manchar as páginas, eu ri de sentir aquela dor na barriga de tanto rir e eu sorri tanto que até doeu meu rosto. A Colleen se superou e eu achava que isso era meio impossível depois de ler Point of Retreat e Um Caso Perdido, mas ela conseguiu. Esse livro vai muito além das linhas escritas e isso cria uma experiência ridiculamente incrível. Algo que eu nunca tinha vivido e sentido com um livro e é algo que eu, pessoalmente, acho que todo mundo devia viver. O livro tem uma trilha sonora e não é uma qualquer, estamos falando de oito músicas inéditas que completam o livro. Eu usei tantos post its que, no meio da história, achei que ia acabar com a cartela inteira. São muito momentos que dão vontade de marcar e muitas falas que precisam ser lembradas. Eu não li em menos de um dia por alguns motivos (mas se juntar a horas que gastei lendo dá menos de 24h, haha), minha aulas voltaram, ou seja, estou te tendo que me controlar um pouco mais e, o motivo principal, foi também porque eu não queria que o livro acabasse. Eu estava – e ainda estou – muito ligada aos personagens e a ideia de ter que deixá-los de lado não parecia legal. Vamos lembrar aqui de uma vez que estamos falando de um New Adult e a história é muito pesada emocionalmente falando em alguns momentos (como os outros livros da autora). Aviso dado, vamos focar na resenha, não é? O livro recebeu cinco estrelas lá no skoob e, adivinha, um coração de favorito. ♡
O livro conta a história da Sydney, uma garota que tinha desafiado os pais para poder fazer o que ama na vida (música), mesmo sabendo que eles não ia mais pagar sua faculdade – pois queriam que ela fizesse direito. Ela não estava ligando para isso, afinal, ela faria o que ama e ainda ficaria com sua melhor amiga, Tori, e seu namorado, Hunter. Sem esquecer, é claro, do garoto que ficava tocando músicas lindas da varanda de frente para a dela. Ela não o conhece, mas sabe que toda noite ela parava ali para tocar e ela logo sentava, como quem não quer nada, para acompanhar cada melodia e, até mesmo, criar letras aleatórias para elas. A vida dela estava perfeita, estava. Ela descobriu que o seu namorado estava traindo-a com sua melhor amiga e colega de casa. É claro que ela teve a única reação possível para isso, distribuiu alguns socos aqui e ali e, com a mão muito dolorida, saiu de casa sem rumo. Não podemos deixar de falar que tudo isso aconteceu no dia do aniversário dela. E, como toda boa história dramática, estava chovendo muito naquele dia. Ela estava lá com duas malas, na chuva e juntando a dignidade que tinha restado. É aí que aparece a solução para tudo isso. O garoto da varanda, Ridge.
"Well, you claim not to know me very well, but you seem
to know me better than I know myself." - Página 84
Não era só ela que ficava vendo o garoto tocar, ele também ficava observado-a. E, um pouco antes de toda a confusão, eles começaram a trocar mensagens sobre as músicas. Foi assim que, quando tudo deu errado, ele estava lá para tentar fazer voltar a dar certo. Um dos quartos da casa dele estava vago e Syd vê que é a única opção que ela tem, afinal, voltar chorando para casa dos pais não estava na lista de escolhas. Ele mora com outras duas pessoas, Warren e Bridgette, e eles fariam um trato. Ela poderia ficar, sem problemas, desde que ela o ajudasse com as músicas. Ele sempre tinha ideias para as melodias, mas estava preso quando o assunto era colocar letras nelas. Era aí que Syd entrava. Só tinha duas coisas que ela não esperava nisso tudo, Ridge é surdo e tem uma namorada. Como alguém que não consegue escutar consegue criar melodias tão lindas? É uma das primeiras coisas que ela pensa, mas aos poucos ela vai vendo que é possível sentir e escutar sem precisar dos ouvidos para isso. Eles não precisam falar/escutar para entender o que o outro está sentido, as letras que escrevem fazem isso por eles. Cada letra que eles colocam nas músicas transmite muito mais significado do que qualquer outra coisa. A ligação que eles criaram é bem mais forte que o esperado e é isso que transforma a vida deles numa enorme bagunça. Afinal, Ridge nunca largaria sua namorada e Syd não queria virar uma Tori da vida. Eles eram melhor que isso. Não é?
"I realize there can't be a maybe someday between us.
There will never be a maybe someday." - Página 131
Eu não sei como explicar a Sydney e o Ridge para vocês. Eles são personagens tão diferentes de tudo que eu já tinha lido que fica um pouco complicado para o meu lado. Syd passa por poucas e boas durante toda a história, mas ela nunca deixa de fazer as coisas que acredita e entende que não é porque o coração dela foi partido que ela precisa partir o de alguém. Ela tenta pregar peças nos colegas de casa, mas acaba estragando tudo. Ela sabe o que falar e quando falar, até mesmo quando a pessoa do outro lado não consegue escutar. Ridge, ah, Ridge. Em alguns momentos eu queria matar o personagem, mas em outros (muitos) momentos eu tinha vontade de abraçar o livro quando ele falava (= digitava ou escrevia) alguma coisa. Os dois personagens principais (que narram o livro juntos) sabiam que eram perfeitos um para o outro, mas, ao mesmo tempo, também sabiam que a vida deles não era perfeita para eles. Warren é um amigo para todas as horas (mesmo quando ela começa a falar besteira) e, por mais que em um determinado momento eu tenha falado muitas palavras feias para ele, não tem como não amá-lo. Sim, é isso mesmo que entendeu, eu briguei com um personagem dentro do livro. Continuando, rs. Outra personagem que merece destaque é a Maggie, a namorada de Ridge. Você quer odiá-la, mas não consegue. Não consegue porque ela é um amor de pessoa e isso te dá mais raiva ainda.
Colleen, eu te amo, mas se eu te encontrar um dia eu vou te bater muito, depois vou abraçar, pedir desculpas e chorar muito. Ah, vou pedir foto e autógrafo, é claro. Isso se o segurança já não tiver me mandado para fora no começo da brincadeira. Colleen, isso não se faz com os leitores (mentira, pode continuar fazendo, tô querendo ler até a sua lista de compras do supermecado). O melhor desse livro é a experiência que ele cria. Toda vez que os personagens completam uma música (que descreve tudo que eles estão vivendo) nós conseguimos ouvir a música, porque o livro vem com um QR Code que nos leva diretamente para as músicas na ordem em que elas aparecem. Eu não vi as letras nem ouvi as músicas antes do tempo certo e foi isso que deixou tudo ainda mais mágico. Eu pude sentir o que eles estavam sentido e no momento em que eles estavam sentido isso. Tudo por conta de uma música, ou melhor, de oito músicas. É algo inovador e que vai muito além da experiência de simplesmente sentar para ler um livro, você se sente totalmente parte da história. Acho que foi por isso que me liguei tanto aos personagens e fiquei tão emotiva. Minha música favorita do livro é a "I'm in Trouble", então, quando estiver lendo e chegar nessa, lembre de mim! Se você gosta de livros bons (simples assim) precisa ler esse livro para ontem. Infelizmente ele só está disponível em inglês, mas está relativamente tranquilo e com poucas gírias. Acredito que não demore para vir para o Brasil, porque é um livro maravilhoso e eu indico mil vezes. Leiam.
Maybe Someday (Resenha em Vídeo)
Autora: Colleen Hoover
Editora: Atria
Páginas: 267
Skoob do Livro.
Meu Skoob.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Na Estante: Geek Girl
Eu não sabia muito bem o que esperar do livro, mas fazia um bom tempo que eu não lia um young adult (com o colégio de plano de fundo), então estava bem animada. Foi uma surpresa muito agradável, porque eu simplesmente adorei o livro. Ele ganhou cinco estrelinhas lá no skoob e mereceu muito cada uma delas. É um livro leve, engraçado e que, de uma forma ou de outra, nos ensina muito. Vou falar melhor o que achei sobre ele, em detalhes, aí em baixo, mas o fato é que eu verdadeiramente acho que todas as garotas (e garotos!) deviam ler esse livro. Geek ou não. A história vai bem além de ser ou não um(a) geek e bem além das passarelas de moda também. É um livro que nos lembra que somos únicos no mundo e que isso é algo maravilhoso que devemos abraçar! Se quiser conhecer um pouco melhor essa história adorável é só continuar lendo. =)
O livro conta a história da Harriet e ela é uma geek. Ela tem orgulho disso, mas ao mesmo tempo não entende como que uma coisa que é tão comum para ela, pode virar uma ofença tão grande quando sai da boca das meninas más de sua sala. Ela não entende nada de moda, mas sabe dados inacreditáveis sobre quase tudo que você conseguir imaginar. Desde a vida das baleias até datas e nomes de todas as guerras que o mundo já viu. Por outro lado, a melhor amiga dela, Nat, sabe tudo sobre a moda e, para falar a verdade, respira isso. Desde pequena ela sempre sonhou em ser modelo e, por isso, acabou arrastando Harriet para uma feira de roupas importantíssima, não pelas peças, mas porque o lugar estaria lotado de olheiros (pessoas em busca de novas modelos). O que ninguém esperava, de verdade, é que Harriet, em uma de suas trapalhadas geeks, iria acabar roubando todos os olhares para ela, inclusive chamando a atenção de uma das maiores empresas de modelos do mundo.
"É a primeira e única regra. A mágica vem quando você não
está procurando por ela." - Página 30
É aí que a bagunça começa. Afinal, como que uma menina que é a definição da palavra geek (vale comentar que a definição vem escrita logo na primeira página do livro e que a personagem sempre está com um dicionário) pode virar uma modelo? Simples, ué, virando. Harriet decide que quer virar modelo, mesmo tendo que esconder essa escolha de muitas pessoas que ama e mesmo sabendo que isso viraria a vida dela de cabeça para baixo. Se ela achava que as meninas de sua escola eram más, é porque não conhecia as modelos que estavam revoltadas com a escolha surpresa da menina geek para uma grande campanha de moda. O mundo fashion pode ser mil vezes pior que os problemas escolares e Harriet estava apenas começando a descobrir isso. Entre muitas trapalhadas (mesmo), muito drama digno de Hollywood e muitas mudanças, ela vai tentando descobrir quem realmente é no mundo e logo vai percebendo uma coisa (com ajuda, é claro), ela é única.
"Diferenças são uma coisa boa. Este seria um mundo terrivelmente
entediante se todos fôssemos iguais." - Página 199
Harriet é uma personagem genial e não, não estou falando isso apenas por ela ser uma geek (o que a torna literalmente genial, rs). O livro, que é contado em primeira pessoa, é como se fosse um diário interativo da personagem e, o tempo todo, a vemos conversando com a gente, mesmo que indiretamente, criando listas, fazendo cálculos e tudo mais. O fato de que ela está vivendo uma coisa completamente nova acaba fazendo com que você se identifique com ela. Não pela parte de modelo, mas porque todos nós já passamos por grandes mudanças (ou estamos passando), sem esquecer que é comum acharmos que não somos bons o bastante e ela está aí para nos ajudar, mesmo que indiretamente, com isso. Nat é uma piada, a amiga dramática da personagem principal rendeu boas risadas e foi a definição de 'melhor amiga'. Os pais de Harriet também são um show a parte, para falar a verdade, todos os personagens são assim. Mesmo os que aparecem em apenas uma página. Naquela única página eles vão fazer você se divertir. Pelo que entendi, a autora colocou muito da vida dela no livro e acho que isso que deu esse gostinho tão bom.
Se você ainda está no colégio, esse livro é (tipo assim) uma leitura obrigatória, ok? Seja você uma menina ou um menino e seja você geek ou não. Como disse no começo, estamos falando de um livro young adult e esse livro é realmente perfeito para quem está começando o Colegial ou ainda está terminando o Ensino Fundamental. Isso não quer dizer que só quem está nessa fase vai gostar (afinal eu gostei e estou no último ano da faculdade, rs), mas quem está vai conseguir aproveitar ainda mais e, quem sabe, vai conseguir tirar muita coisa boa da história. O foco não é o romance e muito menos a vida brilhante de uma modelo, mas é sim sobre as descobertas que fazemos enquanto estamos crescendo, as verdadeiras amizades e a importância da família durante toda essa bagunça. Ah! Não posso terminar de falar desse livro sem falar da diagramação dele. Normalmente não comento isso, mas esse merece! A editora está de parabéns (até comentei sobre isso no twitter). Todas as páginas têm desenhos na numeração e em algumas folhas temos equações e coisas que combinam muito com o livro e, de certa forma, o deixam ainda mais delicado. Leitura obrigatória, ok? Ok.
Geek Girl
Autora: Holly Smale
Editora: Fundamento
Páginas: 256
Skoob do Livro.
Meu Skoob.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Na Estante: True
Ok, alguém aqui tinha alguma dúvida de que eu ia amar esse livro? Tipo assim, sério. Estamos falando de um New Adult (de raiz, rs) e sabemos muito bem como é a minha relação com esse estilo de livro. Se você está se perguntando se eu perdi a dignidade e li em menos de um dia, a resposta é sim. Eu comecei o livro ontem pela manhã e não larguei dele o dia inteiro, o que é muito raro, porque normalmente detesto ler durante o dia. Eu estava pior que criança e levei o livro para todos os lugares que fui, sem exagero. A história te prende de uma forma incrível e eu preciso contar que teve momentos em que ri com vontade, mas também teve momentos em que eu não aguentei e chorei com a mesma vontade. Os personagens conseguiram me conquistar e a história conseguiu me prender, por isso o livro ganhou cinco estrelas e (acreditem) um coração de favorito lá no skoob. Quer entender melhor o livro e tudo que achei sobre ele em detalhes? É só continuar lendo! =)
O livro conta a história de Rory, uma menina comum de vinte anos que sempre teve como foco em sua vida o estudo. Tudo estava tranquilo e normal, até que suas melhores amigas – e colegas de quarto – descobrem que ela é virgem. Ok, não é o maior problema do mundo, mas, para as meninas em questão, é um grande problema e isso basta. É aí que as duas, Kylie e Jess, resolvem que a melhor solução é pedir para um amigo, Tyler, resolver esse probleminha de Rory. Estamos falando de um clássico badboy tatuado, que bebe, fuma e é cheio de problemas. O trabalho dele seria bem simples, ele só precisava ter um noite com ela e logo depois estava livre. Na cabeça das amigas, isso faria a confiança de Rory melhorar e ela não teria medo de conhecer outros garotos, mas é claro que nada disso deu certo. Tyler não conseguiu cumprir sua parte, porque ele viu em Rory algo muito além do sexo. Ele não podia e não iria fazer isso com ela, ele a trataria como ela merecia e, se depois, rolasse alguma coisa seria lucro para os dois.
"(...) O desejo por algo que você quer, mas não pode ter.
A necessidade de que alguém goste de você." - Página 9
A necessidade de que alguém goste de você." - Página 9
O problema (além do óbvio) é que a família de Tyler é completamente ferrada. O pai dele está preso e sua mãe é completamente problemática, para complicar ainda mais, ele basicamente cria seus irmãos mais novos com a ajuda de seu irmão mais velho. O mundo dele é completamente diferente do de Rory, ele sempre sofreu muito na vida e nada nunca foi fácil, enquanto que ela já teve uma vida mais tranquila, por mais que também tenha um trauma bem forte no passado. Os dois ficam entre a lógica e o desejo, afinal tudo e todos indicavam que não era um relacionamento para dar certo, mas eles sentiam que precisavam estar juntos, nem que para isso tivessem que passar por muitas provações. Eles eram de verdade e queria mostrar isso para o mundo.
Sabe quando eu brinco que um New Adult é de raiz? Pois é, esse aqui é um belo exemplo dessa minha brincadeira. Uma menina muito certinha e que vive para o estudo, mas que tem algo complicado no passado, vai e conhece um badboy completamente ferrado que fala palavrões e pega geral. Os dois passam por muitas coisas, mas não conseguem ficar longe um do outro. Eu amo clichês. Acho que é por isso que, no fundo, eu sabia que ia gostar desse livro. Rory é bem diferente do esperado, vale comentar. Ela é maluca pela lógica e não sabe lidar com situações em que não consegue ficar no controle. Tyler é uma versão de Travis Maddox, só que menos problemático (no sentido: não sei viver sem você). As amigas da personagem principal são meio doidinhas, mas de um jeito bom. Ok, mas quem ganha destaque, além dos principais, são os irmãos de Tyler.
O que mais gostei no livro é que Rory, quando deu de cara com uma situação completamente clichê que, normalmente, tem sempre o mesmo resultado, ela foi e agiu diferente. Foi uma 'surpresa' muito agradável fugir um pouco do esperado para aquela situação. Outra coisa que gostei, mas de forma geral, é que a editora deixou o nome original do livro. True faz muito sentido na história e, se fosse traduzido, perderia por completo a graça da história. As explicações (quando necessárias) em relação à coisas em inglês também ficaram bem simples e práticas. Ele é bem leve, no sentido sexo, se comparado à outros NA, mas é bem forte emocionalmente falando. Ah! E para todo mundo que me mandou mensagens falando que é uma cópia de Belo Desastre, bom, tirando o que torna um NA em NA de raiz, não vi cópia nenhuma (e nem podemos chamar o 'padrão' em cópia). Se você, assim como eu, ama New Adults e histórias clichês, esse livro é para você!
Resenha em Vídeo
True
Autora: Erin McCarthy
Editora: Verus
Páginas: 258
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"Eu estava curiosa demais.
E estranhamente atraída por ele." - Página 44
Sabe quando eu brinco que um New Adult é de raiz? Pois é, esse aqui é um belo exemplo dessa minha brincadeira. Uma menina muito certinha e que vive para o estudo, mas que tem algo complicado no passado, vai e conhece um badboy completamente ferrado que fala palavrões e pega geral. Os dois passam por muitas coisas, mas não conseguem ficar longe um do outro. Eu amo clichês. Acho que é por isso que, no fundo, eu sabia que ia gostar desse livro. Rory é bem diferente do esperado, vale comentar. Ela é maluca pela lógica e não sabe lidar com situações em que não consegue ficar no controle. Tyler é uma versão de Travis Maddox, só que menos problemático (no sentido: não sei viver sem você). As amigas da personagem principal são meio doidinhas, mas de um jeito bom. Ok, mas quem ganha destaque, além dos principais, são os irmãos de Tyler.
O que mais gostei no livro é que Rory, quando deu de cara com uma situação completamente clichê que, normalmente, tem sempre o mesmo resultado, ela foi e agiu diferente. Foi uma 'surpresa' muito agradável fugir um pouco do esperado para aquela situação. Outra coisa que gostei, mas de forma geral, é que a editora deixou o nome original do livro. True faz muito sentido na história e, se fosse traduzido, perderia por completo a graça da história. As explicações (quando necessárias) em relação à coisas em inglês também ficaram bem simples e práticas. Ele é bem leve, no sentido sexo, se comparado à outros NA, mas é bem forte emocionalmente falando. Ah! E para todo mundo que me mandou mensagens falando que é uma cópia de Belo Desastre, bom, tirando o que torna um NA em NA de raiz, não vi cópia nenhuma (e nem podemos chamar o 'padrão' em cópia). Se você, assim como eu, ama New Adults e histórias clichês, esse livro é para você!
Resenha em Vídeo
True
Autora: Erin McCarthy
Editora: Verus
Páginas: 258
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sábado, 21 de fevereiro de 2015
Na Estante: Minha Vida Daria um Filme
Sabe aqueles livros que te fazem rir tanto que você até esquece que tem pessoas a sua volta? Pois é. Eu preciso contar que esse livro rendeu algumas das melhores risadas que já dei e que, definitivamente, quase acabou com meus post its. Eu tinha visto esse livro em uma livraria – numa cidade perto da cidade dos meus pais – e fiquei maluca pela história, pela capa e tudo mais, mas no dia eu estava sem dinheiro e meu limite no cartão também não estava muito bem. Guardei o nome do livro e fiquei esperando o momento certo. O que eu não esperava era que o blog seria um dos escolhidos da editora Fundamento para a parceria e que o livro em questão estaria na lista dos livros para parceiros. Eu não pensei nenhuma vez antes de escolhê-lo. Ainda não tinha lido nada sobre ele, mas sabe quando você tem certeza que vai gostar de um livro? Eu estava certa, tanto que ele recebeu cinco estrelinhas lá no skoob. Se quiser ver, em detalhes, o que achei do livro é só continuar lendo! =)
O livro conta a história da estudante Toni (e sim, ela sabe que parece um apelido de menino) que descobriu, sem querer, que pode sim existir amor à primeira vista. Estava tudo tranquilo na vida dela até que, durante um show bem movimentado, ela se perde de sua amiga e é quase esmagada por alguns roqueiros. Disse quase, porque sua vida foi salva pelo (descrito como deus grego) Filippo, um cara que conseguiu sem esforços colocá-la para dentro dos bastidores do show. Tudo estava parecendo um sonho, e ela logo acordou quando foi colocada para fora dos bastidores por um segurança muito mal encarado. Suas melhores amigas ficam sem acreditar na história e uma acha que o amor pode sim existir, enquanto que a outra acredita que isso é a maior besteira do mundo, afinal, o amor sozinho já é uma grande besteira. Mas Toni estava decidida, ela havia achado o amor da vida dela, só faltava ele perceber isso e, claro, ela precisava reencontrá-lo. Por uma graça do destino (assim dizendo) eles acabam se reencontrando e ela descobre que ele trabalha com cinema e, para completar, que ele está precisando de algumas figurantes para o novo filme em que ele está trabalhando. É claro que Toni se joga nessa e leva suas amigas malucas junto.
"O amor é o contrário do amor. O amor é uma guerra, é um derramamento de sangue."
Página 26
A vida – na realidade – é muito mais simples que um filme e Toni vai percebendo isso aos poucos. Atores, quando estão por trás das câmeras, podem ser muito temperamentais, os figurinistas podem sem maníacos, os ajudantes que não recebem nada podem ser muito fofos e os sets de filmagem podem ser piores que a metrópole mais desorganizada que conseguir imaginar. Mas, em tese, o amor vence tudo, não é? Ela tinha certeza que viveria um grande amor de cinema como a diva principal com o garoto perfeito e que suas amigas seriam as coadjuvantes engraçadas que levariam o público à risadas intermináveis. Uma coisa era certa, a vida da personagem principal realmente podia virar um filme de tão doida, o que ela não esperava era que o roteiro daria uma reviravolta tão inesperada. Assim é o amor, às vezes sem roteiro e, em outros momentos, com roteiros cheios de voltas e mais voltas.
"[...] Em quatro segundos procuro minha dignidade no chão
(eu acho só uma parte dela, mas me contento porque estou com pressa), [...]."
Página 119
A personagem principal é completamente maluca, mas em um bom sentido. Toni vive tendo conversas muito sérias com ela mesma e, quando acredita em alguma coisa, ela vai realmente atrás do que quer. As amigas da personagem principal me fizeram sentir um grande misto de emoções, em alguns momentos eu amava muito as duas e, em outros, eu tinha vontade de matá-las. Para falar a verdade, uma delas, Matilde, me deu muito nos nervos, nem parecia que ela era amiga de verdade. Pelo menos elas renderam algumas das melhores frases do livro e me fizeram rir de verdade. A família da personagem principal também é genial. Os avós dela me divertiram de verdade (o avô passa o livro tentando aprender inglês, enquanto que a vó resolve criar um blog de receitas). Alguns outros personagens que vão aparecendo durante a história também me conquistaram muito (até os atores temperamentais), mas não vou contar muito, afinal não gosto de espalhar spoilers.
Se você gosta de livros que rendem boas risadas, esse livro é para você. Uma história de amor que não precisa de mel escorrendo pelas páginas para mostrar isso. Eu gastei muitos post its (vale comentar que, pela primeira vez na vida, coloquei mais de um post it na mesma página!), como comentei no começo, e não me arrependo de nenhum dos que coloquei. O livro é cheio de piadas leves e citações pop. O que achei mais divertido (e até curioso) é que o livro é Italiano! Nunca tinha lido algo que se passava na Itália e achei demais. Foi uma das coisas que, desde o começo, me fez ter vontade de ler, afinal, estamos muito acostumados com os livros americanos e ingleses, né? Foi legal variar isso. Ah, uma coisa que não posso deixar de citar é que a editora está de parabéns, achei genial o fato de que o livro vem com um tipo de classificação indicativa. Sempre achei que isso era necessário nos livros (principalmente os New Adults da vida) e foi bom ver na prática. Se está afim de dar boas risadas, vá logo ler o livro!
Minha Vida Daria um Filme
Autora: Simona Toma
Editora: Fundamento
Páginas: 256
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Na Estante: Sempre Foi Você
Eu já estava muito animada para ler esse livro, mas o fato é que fiquei ainda mais animada quando fui começar. Quando eu postei que estava começando o livro eu recebi recados, comentários e mensagens de muita gente (mesmo) falando que eu ia amar e que precisava ler para ontem. Estavam certos. Eu não tinha ideia de qual era a história, mas assim que comecei o livro não consegui largar e, para melhorar tudo, o livro tem cheirinho de pipoca. Ok, pode ser que seja só o meu, mas assim que eu abri o livro para começar eu senti, de verdade, cheiro de pipoca de panela. Aí que o amor cresceu ainda mais e, sim, o cheiro ainda está no livro. Comentários e pipocas de lado, o livro conseguiu me prender muito e eu não consegui largar os personagens e, quando tive que largar, eles continuaram na minha cabeça. Se você quer entender o que me prendeu à esse livro e um pouco melhor da história dele é só continuar lendo a resenha. O livro não é exatamente um New Adult, mas passa por várias fases da vida dos personagens e, por isso, tem cenas mais picantes também, nada drástico, mas tem sim. Aviso de amiga, como sempre.
O livro conta a história de amor (bem longa, rs) da britânica Hanna e do americano Richard. Os dois se conheceram quando eram bem jovens e a mãe dela foi fazer uma festa na casa da – riquíssima – família dele em Londres. Hanna acabou virando babá da irmã mais nova dele e as famílias acabaram se juntando muito, ainda mais porque as mães acabaram virando melhores amigas, mesmo com as diferenças financeiras. Estavam juntos em todos os eventos e acabaram virando, de uma forma ou de outra, uma grande família. A amizade deles sempre foi muito forte e, por mais que ele estudasse e morasse em New York, eles sempre davam um jeito de se ver. O livro vai narrando trechos da vida deles sempre mostrando datas e momentos diferentes. Em alguns momentos vemos a história pelo lado dele e, em outros, pelo lado dela, mas sempre com uma narração em terceira pessoa.
"Porque sempre foi você." - Página 148
A história vai crescendo junto com os personagens e com as descobertas deles. Os dois acabam seguindo sua vidas, mas eles sabiam, bem no fundo, que eles nasceram para ficarem juntos. Hanna passa por muitos momentos complicados em sua vida, entre perdas e relacionamentos conturbados, e Richard nem sempre sabe lidar com tudo que está acontecendo ao seu redor. Os planos de quando eram mais novos acabaram indo por água a baixo, afinal não podemos controlar nosso futuro, e eles sempre acabavam se separando por motivos nem sempre lógicos. Os dois vivem um relacionamento de momentos extremos, entre muita paixão e separações dramáticas. O que eles não esperavam era que teriam uma ligação maior que a vida deles, uma coisa que mostrava a força do amor e que os lembrou que tudo só pode dar certo quando estão juntos.
"Voltar para casa. Voltar para ele." - Página 214
O que mais gostei nesse livro foi a vontade de terminar que ele cria na cabeça do leitor. Cada capítulo começa com uma data (começamos lá em 1999) e o que enlouquece quem está lendo é que antes de conhecermos os personagens somos apresentados para a revelação de um grande segredo no futuro deles (em 2012). Ou seja, vamos vendo cada fase deles e vamos contando os segundos e as datas para 'voltarmos' para a descoberta do início da história. Hanna é uma personagem única, ela começa como uma adolescente revoltada, mas no final já vemos uma mulher adulta muito bem resolvida. Tudo que ela viveu e sofreu fez ela crescer como pessoa e como personagem. Richard era um jovem com alma de criança que foi forçado a crescer para poder lidar com os problemas que foram surgindo. Ruby, irmã do mocinho e melhor amiga de Hanna, é uma atração a parte. Divertidíssima desde criança. O mesmo serve para Tom, um dos melhores amigos dos personagens.
O que achei genial é que a autora teve o cuidado de marcar coisas importantes nas passagens de ano. Por exemplo, eu já fiquei com um grande aperto no coração quando apareceu onze de Setembro de 2001 no título de um capítulo. O livro vai crescendo e te prendendo mais e mais a cada capítulo. Se você gosta de clichês precisa desse livro para ontem. Não é segredo que sou fã dessas histórias assim, então eu realmente amei o livro e me apaixonei pelos personagens (estou até com saudades do casal principal e das bagunças que eles criavam). É uma histórias com muitas idas e vindas no amor, mas é uma história que te prende muito. Obrigatório para todos que amam um bom romance.
Sempre Foi Você
Autora: Carrie Elks
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 312
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Na Estante: Fifty Shades of Grey | 50 Tons de Cinza (+18)
A vida nos ensina que não devemos julgar um livro pela capa dele (ou pela adaptação cinematográfica, rs), mas se tem uma coisa que esse livro me ensinou foi: Não devemos julgar um livro, ponto. Ainda mais se esse julgamento for baseado em coisas que terceiros falaram e, vamos falar a verdade, esse foi um dos livros mais comentados dos últimos tempos. Muita gente começou a falar que era um dos melhores livros do mundo, enquanto que outras pessoas (também muita gente) começaram a falar que era o pior livro do mundo. Uns falaram que era um livro muito pesado e chocante, enquanto outros falavam que era uma história que quebrava tabus e encantava. Era tanta opinião diferente e tantos comentários exagerados (e extremos de ambos os lados) que eu resolvi que só podia falar sobre o livro e tudo que ele representa depois de lê-lo. Então foi por isso que eu resolvi ler esse livro, para ter a minha opinião sobre ele (e porque o filme ia sair, rs). Eu me surpreendi muito e em muitos sentidos com esse livro e, se vocês estão curiosos, ele recebeu nota quatro lá no meu skoob. Se quiser conhecer um pouco melhor essa história que virou o mundo literário de cabeça para baixo, e até entender melhor a minha opinião, é só continuar lendo. Ah, é uma resenha/livro/história para maiores (+18)! Quem avisa, amigo é.
O livro conta a história de Anastasia Steele, uma jovem estudante de inglês que sempre viveu com a cabeça nos livros que lia. O mundo dela era a literatura e tudo que isso representava. Não gostava de sair, trabalhava muito e, de certa forma, sempre sonhava com o amor que lia nos livros. Sua vida estava normal e tediosa como sempre, até que sua melhor amiga – e colega de casa –, Kate, ficou doente justo no dia em que faria a maior entrevista da sua vida, com o empresário milionário Christian Grey, e sobra para a personagem principal, que não tinha ideia de como fazer uma entrevista, fazer o trabalho da amiga. Ela descobre que Grey é intimidador e um verdadeiro enigma. Ana se sente estranha perto dele, mas, ao mesmo tempo, se sente atraída pelo desconhecido. Grey tinha tudo que ele queria e, depois de colocar os olhos na estudante de inglês que estava entrevistando-o, ele logo descobriu o que mais queria no momento, ela. Todos a sua volta começam a perceber que o empresário está afim de Ana, mas ela não acredita que alguém como ele (que é descrito com um homem maravilhoso) poderia gostar dela. Aos poucos ela vai se abrindo para ele, mas ele deixa claro desde o primeiro momento que não é o mocinho das histórias que ela lê e que os gostos deles são bem diferentes e até mesmo exóticos.
"He's complicated, Kate. You know– he inhabits a very
different world to mine." - Página 159
different world to mine." - Página 159
Ana é a definição de inocência e, mesmo com muito medo do desconhecido, acaba se entregando para Grey. O que ela não esperava era que os gostos dele iam realmente além da definição da palavra diferente e que para ter o romance dos sonhos ela precisaria assinar um contrato com regras inimagináveis. Os gostos do empresário eram realmente muito particulares e quando o assunto é sexo ele não conhece a palavra 'delicado', o sexo baunilha (o conhecido como 'normal') não tem graça para uma pessoa que pensa como ele (“Eu não faço amor. Eu fodo. Com força”). Mas o que fazer quando a relação começa a ficar muito mais intensa do que o esperado por ambas as partes? Ana começa a se envolver de um jeito que não era esperado e Christian não está nada acostumado com esse tipo de relação, ainda mais quando sua família se envolve com a garota e aprova a relação. Ninguém sabe o que acontece entre as quatro paredes do quarto vermelho da dor, mas às vezes só a vontade não basta em uma relação, ainda mais quando a relação em questão é tão intensa e maluca.
"Because I'm fifty shades of fucked up, Anastasia." - Página 269
Vamos deixar uma coisa clara de uma vez, é um livro erótico. O que mais me espantou foi o número de comentários que li/recebi sobre o livro ser bom, mas ter muitas partes desnecessárias. Em alguns livros o exagero nas parte de sexo vira sim desnecessário, mas nesse caso e falando desse livro é algo esperado. Eu sabia que estava começando um livro que o foco era a relação intima dos personagens e, por saber disso, não tenho como falar que é algo desnecessário, na realidade, tem a palavra "Erótico" escrita na capa, ou seja, as cenas nesse caso são necessárias. Não sei se é porque já li muitos livros New Adults com cenas mais picantes ou se é porque estava esperando algo pior (baseado nos comentários alheios), mas não achei assim tão pesado, é sim chocante em alguns momentos, mas nem sempre pesado. É chocante por ser um assunto pouco comentado, mas só por isso. O livro tem sim cenas muito picantes e com coisa inimagináveis, mas tudo que acontece entre os personagens é conversando como uma negociação (porque é assim que o personagem vê a relação), por isso não entendo quando o povo fala que é apenas um livro em que a personagem apanha. Fico feliz de poder da minha opinião depois de ter lido, porque se tem uma coisa que percebi essa semana é que as pessoas ainda julgam demais e, as vezes, até perdem a razão por conta disso.
O livro é bom? Sim e não. Vamos começar pelo sim, ok? Eu me diverti de verdade com os emails que os personagens trocam durante a história (que não são poucos) e principalmente com a mente da personagem principal. Ana tem as famosas anjinha e a diabinha em sua cabeça julgando cada ação dela e dando ideias de como lidar com cada acontecimento, mas as duas são versões hilárias dela e têm até nome (consciência, que é a certinha e a deusa interior, que é maluca e adora sair pulando quando Ana aceita alguma coisa que Grey fala). Quando não está sendo um maluco, Grey, é um personagem adorável e eu entendo porque tantas mulheres (e homens!) se apaixonaram por ele. Afinal ele não tem medo de falar o que quer e como quer. O não é porque o começo do livro é muito mal construído, na minha opinião, e em alguns momentos a autora escreve de uma forma muito confusa. Achei divertido que realmente podemos ver muitos (muitos mesmo) traços de Crepúsculo, chega a ser gritante a relação. Para quem não sabe, a história foi escrita originalmente como uma fanfic da história dos vampiros. Isso já rende muito ódio gratuito, se querem saber minha opinião. Só me irrita o fato de que muitos (mais uma vez julgando) falam que é um livro ruim porque era uma fanfic. Hey! Espera aí, fanfics podem sim ser muito boas, ok? Levei isso para o pessoal, rs.
Vale comentar, antes de terminar, que o título do livro faz muito mais sentido em inglês. Vou ler as continuações? Sim, mas não agora. O livro termina de um jeito que te deixa bem curioso para saber como tudo vai terminar, mas, ao mesmo tempo, estou com muitos outros livros na fila de leitura e não é algo que eu não consiga esperar. Se você gosta de livros eróticos, precisa ler essa trilogia para ontem! Ah, e se o que estava te segurando é a opinião alheia ligue o fod*-se e seja feliz. Leia e não tenha vergonha disso. Mas aqui fica a dica, abra bem a mente e leia sem pensar no que os outros estão falando sobre o livro e o assunto dele. Ache a sua opinião para o assunto e depois continue sem medo de ser feliz sobre o que achar. Vale lembrar, mais uma vez, que esse é um livro para maiores e que tem muitas cenas picantes. Não julguem um livro pelo que falam dele, leiam antes de julgar ou, pelo menos, confiem no que as pessoas com os mesmos gostos literários que você acharam (minha mãe que me deu o livro, rs). Descobri que tenho essa tal deusa interior e que é legal isso, e não, eu não tenho vergonha de contar isso e muito menos vergonha de falar que li o livro.
Fifty Shades of Grey (+18!!!!)
Autora: E. L. James
Editora: Vintage
Páginas: 518
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Na Estante: Fangirl
Sabe aquele livro que foi escrito para você? Pois é. Muita gente (mesmo) falou que esse era o meu livro e, bom, realmente era, pena que não gostei tanto assim. Está confuso? Também fiquei, rs. Esse livo tinha tudo para me conquistar e a personagem principal é tão parecida comigo que chegou a me dar medo, mas, mais uma vez, a escrita da autora me parou muito e o livro ficou meio tedioso no final das contas. Eu já comecei a leitura meio desanimada (afinal, não tinha gostado tanto assim de Eleanor & Park), mas quando percebi o assunto do livro (fanfics) me animei muito. Digamos, então, que foi tipo uma montanha-russa de emoções, ai que brega, rs. Ok, vou ser direta: O livro recebeu três estrelas comigo lá no skoob. Aparentemente, por conta de alguns comentários que recebi, sou a única pessoas no mundo que não gostou tanto assim do livro (mesmo me identificando muito com ele), então se quiser entender um pouco o meu lado é só continuar aqui para ler a resenha.
O livro conta a história da Cath, uma garota que é a definição de fangirl. Ela é completamente viciada em uma série de livros e filmes, Simon Snow, e por conta disso sempre escreveu muitas fanfics sobre a saga em questão. Junto com sua irmã (gêmea, Wren) ela criou novos rumos para a história e até ficou muito famosa no fandom. Muita gente, mesmo, lia sua histórias e alguns até falavam que ela escrevia melhor que a autora verdadeira da série. Tudo parece perfeito, não é? O problema começa quando Cath se muda por conta da faculdade e aos poucos vai perdendo o contato com sua irmã. Sem esquecer que o pai das meninas não consegue aguentar a ideia de ficar sozinho e consegue complicar ainda mais a vida da personagem principal. Tudo parecia afastá-la de sua história (Vá em Frente, Simon) e até a matéria (de escrita) que parecia um sonho acaba parecendo um pesadelo.
Para Wren foi mais fácil crescer e deixar todo o mundo de fantasia de lado, mas, para Cath, essa ideia parece inaceitável. A vida dela está ligada à história do Simon e ela não pode mudar isso, O problema é que viver no mundo da imaginação fez com que ela se tornasse muito frágil quando o assunto é realidade e, por mais que ela escreva muito sobre o amor, ela não sabe lidar com o sentimento quando ele está fora da tela do computador. É aí que conhecemos dois garotos adoráveis, Nick e Levi. Um completamente diferente do outro, mas ao mesmo tempo os dois a ajudam de verdade, ainda mais quando o assunto é a realidade. Cath precisa lidar com todos os problemas da faculdade, da família (uma vez que sua mãe, que a abandonou quando criança, quer voltar para sua vida), das amizades e de suas histórias. O maior problema de todos é que isso tudo está acontecendo no mundo real.
"A ideia de escrever fanfiction (...) é poder brincar com o universo de outra pessoa. Reescrever as regras. Ou alterá-las. (...)" - Página 124
Se você me conhece, sabe que já escrevi umas vinte fanfics (por mais que só tenha publicado umas onze) e não é segredo que também não sou assim tão fã da realidade (oi, Disney). Minha primeira fic foi sobre uma saga famosa, Harry Potter, e eu sempre consegui me sentir mais solta escrevendo. Cath e eu temos muitas coisas em comum e eu realmente esperava gostar mais da história dela, o problema é que tem, na minha humilde opinião, muita coisa desnecessária no livro. São páginas em mais páginas da história que ela escreve, mas como a história do Simon é completamente criada eu não sentia vontade alguma de ler (pulei muitas dessas páginas). Sem esquecer que algumas cenas são longas e cansativas. Se a autora fosse mais direta eu teria gostado muito mais. É uma história ótima, mas eu tive preguiça. Argh, detesto falar essas coisas sobre um livro.
Sobre os personagens, eu não aguentava quando a Wren aparecia, ela me dava nervoso, mas acho que era isso mesmo que a autora queria. Nick e Levi me surpreenderam muito durante o livro, cada um de um modo, mas é isso mesmo. A colega de quarto de Cath me conquistou aos poucos e, no final das contas, eu gostei muito da personalidade dela. Cath, ah Cath. O que falar de uma personagem que mal conheço, mas considero pakas? Ok, parei com as gracinhas. O que falar de uma personagem que se parece tanto comigo? Foi meio estranho perceber algumas das minhas manias pelos olhos da autora (que nunca nem ouvir falar do meu nome), mas ao mesmo tempo foi bom ver que, de certa forma, sou normal, rs.
No geral, é um bom livro, mas você precisa estar com tempo e paciência para ler. Não consegui entender ainda toda essa bagunça que está rolando por conta dos livros dessa autora, afinal, dos dois que li, esperava bem mais. Nâo sei se vou dar outra chance, mas nunca diga nunca. Se você, assim como eu, cresceu escrevendo fics e vive no meio de fandoms a leitura vale a pena para reconhecer muitas das coisas que, normalmente, só vemos online. Isso é um ponto positivo do livro, parece que deixou mais real todo esse mundo dos fãs, um ponto para a autora!
Fangirl
Autora: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Páginas: 424
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terça-feira, 11 de novembro de 2014
Na Estante: Essa Garota
Se eu li esse livro em uma madrugada? Eu li esse livro em uma madrugada. Não, eu não estou orgulhosa e sei que isso não é normal (mas sou uma criança feliz, yay). Como eu comentei, lá na página do blog, foi mais forte que eu, ainda mais porque eu passei por fortes emoções com esse livro. Dramas a parte, é incrível como a Colleen Hoover sempre consegue me surpreender. Eu já tinha amando os dois primeiros livros da trilogia, mas estava com um pé atrás para esse terceiro, afinal é (mais ou menos) a história do primeiros livro, mas pelo olhos do Will. Ah, sou tão tolinha. Outra coisa que estava me segurando era o preço do livro, afinal queria ler em inglês, mas lá fora estava sempre caro demais. Acabei lendo em português mesmo e não me arrependo (por mais que tenha amado ler os dois primeiros em inglês). Mas isso tudo vou explicar depois da resenha, como sempre. Ah, se você ainda não leu Slammed (Métrica) ou Point of Retreat (Pausa) pode considerar essa resenha um spoiler, fica a dica.
O livro começa na lua de mel de Will e Lake e vemos, logo de cara, como a ligação entre os dois só cresce a cada segundo que passam juntos. Lake resolve que, como vai ser o presente e futuro do seu marido, precisa conhecer então, em detalhes, o passado dele. É aí que Will começa contar um pouco melhor sobre a vida dele, como foi quando os pais dele morreram, como ele lidou com isso e até, a pedidos, o que ele sentiu a primeira vez que viu Lake. Durante a história, sempre narrada por ele, vamos vendo as conversas na lua de mel que, usadas como links, nos levam para Will contando alguma coisa marcante do primeiro livro (que é pelos olhos de Lake) pelos olhos dele.
"(...) Essa garota.
Minha mãe teria amado essa garota.
Pena que ela não passou de um sonho."
Página 116
Conseguimos entender melhor muitas coisas que acontecem no primeiro livro e até mesmo no segundo, várias peças que estavam faltando e que no final fazem tudo ter sentido. Will lembra sobre os slams que escreveu, sobre os pensamentos bons e ruins que teve e até como foi lidar com as brigas e imprevistos que o casal teve, que sabemos que não foram poucos.Depois de muito relembrar, os dois finalmente saem da vida boa da lua de mel e voltam para a realidade, é aí então que voltamos a ver a história sendo contada no presente. Vemos que rumo a vida de cada personagem está seguindo e ainda lucramos boas risadas com o trio Kel, Caulder e Kiersten. Sem esquecer, é claro, de Gavin e Eddie, também.
"Nós nascemos no mundo
Como uma pequena peça de quebra-cabeça
Que compõe uma vida inteira.
Cabe a nós, ao longo dos anos,
encontrar todas as peças que se encaixam."
Página 328
Eu amei o livro e ele ganhou cinco estrelas e um coração de favorito, mas eu não posso deixar de comentar que esperava um pouco mais do futuro deles na história. Eu adorei conhecer o lado de Will (em Slammed), mas ao mesmo tempo queria conhecer mais do 'depois' deles. A história nos presenteia com detalhes do que aconteceu mais para frente, mas queria cenas maiores. Ah, mas isso não atrapalha em nada não, é só coisa minha. Se querem saber, Will está ainda mais apaixonante nesse livro, olha que eu jurava que isso era impossível. Ele como marido consegue ser ainda melhor que como namorado, acreditem se quiser. Lake continua a mesma dos últimos dois livros, mas ao mesmo tempo cresceu muito, afinal os que esses dois passaram juntos não está no gibi. Uma coisa que amei foi a forma delicada que Colleen usou para descrever as cenas mais quentes entre os dois, afinal o livro não tem isso como foco e ela conseguiu, usando as palavras perfeitas, mostrar a ligação deles de uma forma intensa, mas muito delicada e bonita.
Sobre eu ter lido esse livro em português, sendo que os dois primeiros li em inglês (por conta dos slams): A tradutora está de parabéns. Sério, paguei a minha língua. Eu adorei a forma que ela traduziu os poemas e algumas expressões também ficaram ótimas. Não me arrependi de ter lido os primeiros em inglês, mas fiquei feliz de ter lido isso em português, porque pude fazer essa comparação. É claro que muita coisa se perde na tradução, isso é normal, mas fizeram um ótimo trabalho. Colleen Hoover, só queria te falar que eu também leria, até, sua lista de compras de supermercado e que ainda não li seus outros livros porque estão sempre muito caros (mas o natal está aí, né?). Se você estava com medo de ler Essa Garota, por achar que estragaria os dois primeiros, pare de bobeira e vá logo ler. Se você ainda não leu nenhum: Sério? Sério mesmo? Vá logo ler! rs
Essa Garota
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Páginas: 336
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sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Na Estante: Cidades de Papel
O livro conta a história de Q(uentin), um menino relativamente normal com uma vida mais normal ainda. Ele sempre chega bem cedo ao colégio – está em seu último ano – assim consegue conversar com seus melhores amigos e consegue – também – pensar sobre um amor nada correspondido que sente por uma ex-melhor-amiga. Falando assim parece que a vida dele é um tédio e, bom, é isso mesmo, mas nem sempre foi assim. Quando era pequeno ele tinha uma melhor amiga inseparável, a Margo. Sim, o amor não correspondido. Eles faziam tudo juntos quando eram mais novos, brincavam, andavam de bicicleta e tudo mais que se pode imaginar, mas tudo mudou quando, aos dez anos, eles acharam um homem morto. Por mais chocante que isso seja só Q. parecia entender a gravidade, enquanto que Margo se mostrava muito curisosa com a vida e com a falta da mesma. Aquilo fica para sempre na cabeça dos dois, mas mesmo com essa ligação cada um segue um caminho diferente.
"Lembre-me de nunca despertar a fúria de Margo Roth Spiegelma." - Página 56
E é aí que voltamos para o último de colégio, tudo estava normal até que, em uma noite, Margo aparece toda disfarçada na janela de Q., ela precisava de ajuda e ele era a pessoa certa. Eles saem por Orlando – a, segundo Margo, cidade de papel em que vivem – de madrugada para se vingarem de algumas pessoas e tudo já estava milimetricamente orquestrado por Margo. Eles fazem coisas inacreditáveis naquela noite, invadem lugares e pregam peças nas pessoas que – pela visão da garota – mereciam. Quando eles voltam para casa Q. fica um gigante ponto de interrogação na cabeça, afinal aquele tinha sido o melhor momento da vida dele e, finalmente, ele estava com a amiga de novo, mas algo lhe dizia que aquilo não ia durar, ele estava certo. No dia seguinte Margo é dada como desaparecida, ela tinha fugido e aquela não era a primeira vez. Ela sempre deixava pistas sobre onde estava, mas daquela vez os pais já estavam cansados demais para ligar, então Q. resolve que precisa achá-la. Ele ligaria as pistas e a acharia.
"O para sempre é composto de agoras." - Página 351
Margo Roth Spiegelman me irritou muito, o livro inteiro, para falar a verdade. A revolta que ela sente da vida de papel que leva não justifica nada que ela faz, a vi como uma menina mimada que não liga para mais ninguém. Q. é um personagem mais legal, mas ao mesmo tempo ele muda a vida inteira dele e faz coisas que nunca faria só para achar a amiga, sendo que nem tem certeza de que ainda são mesmo amigos. Como comentei, no começo, o livro tem frases muito boas, mas nem isso ajudou (dessa vez). Preciso contar que pulei algumas (muitas) páginas enquato lia e olha que nem assim minha leitura rendeu. Eu esperava mais, bem mais, mas preciso dar muitos créditos para o autor, porque escrever esse livro deve ter dado muito trabalho, são muitos detalhes e coisas que realmente devem ter pedido uma pesquisa mais detalhada de várias outras coisas.
Entendo o motivo que levou muita gente (mesmo) a gostar desse livro, dependendo da forma que você lê ele te faz pensar sobre muitas coisas, como todos os outros livros do autor, mas esse livro não é para mim. Outra coisa que me irritou um pouco muito é o fato de que os livro fala muito mal de Orlando e fala muita besteira sobre a Disney (virou pessoal). Algumas das coisas narradas e outras que falam que já aconteceram são verdadeiramente impossíveis e eu estou falando isso porque sei e porque conversei com pessoas que trabalharam por muito tempo nos parques em questão. Se você leu o livro provavelmente sabe do que estou falando. Bom, do autor ainda tenho um livro (na minha estante) para ler, mas agora desanimei e não sei mesmo quando isso vai acontecer.
Cidades de Papel
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 366
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Iza/Bela, 27 anos. Formada em Letras e professora de Inglês. Sou a definição de sonhadora... Amo brincar de escritora, adoro dançar, ver filmes, ficar na internet, virar a noite lendo, cantar desafinada no karaokê e passar horas com minhas amigas. Nunca vou ser velha demais para Disney e sonho em voltar para a Inglaterra. Publiquei dois contos pela Amazon (A Noite das Garotas e Um Presente de Natal) e um livro (On Stage) e tive a honra de vê-los entre os mais vendidos. Você me encontra no tiktok e no insta como @bellslopes.







