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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Na Estante: My True Love Gave to Me


Já estamos quase em setembro, isso quer dizer que já está liberado cantar músicas de natal, não é? Diz que sim! Eu sou alok do natal (sempre fui, mas só recentemente que comecei a me empolgar meses antes, haha) e esse livro definitivamente foi feito para mim. Vou me segurar, sei que tem o Halloween antes, rs. Primeiro, este é o livro mais lindo da minha estante, fato. Quando o comprei não imaginava que ele podia ser ainda mais bonito que na imagem do site, sério. Segundo, ele é todo festivo. O quão amor é isso? Eu demorei quase um ano para lê-lo porque queria muito fazer isso no frio de agosto ou no natal. Não posso negar, agora que li percebi que devia ter esperado o natal (o livro é ótimo mesmo assim), mas posso contar que deixei dois contos 'sem ler' para o mês mais festivo do ano. Afinal, são doze contos, o que esses dois fazem de diferença agora, né? E tenho certeza de que eles vão me deixar muito feliz no natal desse ano. Os dez contos que li me surpreenderam muito, em especial dois de autores que, normalmente, não me agradam muito. Mas juro que vou explicar isso melhor. Todos os contos se passam no mês do natal, mas nem todos são ligados diretamente à esse dia, tem coisa na virada do ano também. O que me deixou ainda mais animada para as festas desse ano (alok, eu avisei). Se quiser conhecer um pouco mais desse livro (que já foi publicado aqui no Brasil, como O Presente do Meu Grande Amor) é só continuar lendo a resenha.

É meio (muito!) complicado falar de contos, afinal, eles são bem mais curtinhos e muitas vezes só de falarmos uma simples coisa já vira spoiler. Agora imagine falar sobre doze (no caso, os dez que li haha) sem estragar nenhum deles, pois é. Por isso, resolvi falar de uma forma bem geral para não estragar nada e contar um pouco, também, dos dois que me surpreenderam, afinal, eu realmente não esperava isso. O livro de contos foi montado pela autora Stephanie Perkins, sim a autora de Anna e o Beijo Francês e Lola e o Garota da Casa ao Lado. Isso foi uma das coisas que me me animou. Outra coisa é que os outros autores, no geral, eram desconhecidos para mim (são muito famosos, mas eu nunca tinha lido nada deles) e é sempre bom conhecer autores novos. Eu conhecia apenas mais dois na lista, Rainbow Rowell (de Fangirl e Eleanor&Park) e David Levithan (de Dois Garotos se Beijando e Dash and Lily's Book of Dares). São autores que eu até gosto, mas nenhum livro deles, até hoje, me fez largar tudo de tão maravilhoso que era. Foi exatamente por isso que que me surpreendi a gostar tanto dos contos deles (o da David virou um dos meus contos favoritos da vida!). Foi uma surpresa muito agradável.

"'Don't stop believing', I tell her." - Página 156

Os contos são bem variados, mas todos celebram a magia que está no ar nessa época tão linda do ano. Seja por acreditarmos nisso tudo ou, simplesmente, por ser mágico mesmo. A diagramação do livro é algo inacreditável. Além da lateral rosa choque, o livro, tem ilustrações diferentes a cada mudança de conto e a cor da folha não cansa em nada a vista, é muito amor. Até o título do livro tem um significado especial (ligado à uma música tradicional gringa de natal). Se você está animado para ler esse livro, aqui vai uma dica: Espere o natal! Eu não me arrependo de ter lido agora no frio, mas acho que teria gostando ainda mais (e olha que gostei muito) se tivesse lido ao lado de uma árvore de natal. Ok, deixei dois contos 'para trás' para fazer isso, mas vocês entenderam, né? Você acaba o livro querendo uma boa caneca de chocolate quente e muita neve do lado de fora da janela (buáaa). Se você já leu o livro, comenta aqui em baixo qual foi o seu favorito! O meu, como já comentei, foi o do David, Your Temporary Santa. Acredito que cada um pode ver/entender de um jeito a história, mas eu vi como uma amostra de que, quando acreditamos de verdade e com o coração em uma coisa ela sempre vale a pena. O quão demais e lindo é isso? Viva o natal e que venha logo o dia 25 de Dezembro para eu ler os dois que faltam, rs! <3

My True Love Gave to Me
Autores: Holly Black; Ally Carter; Matt de la Peña; Gayle Forman; Jenny Han; David Levithan; Kelly Link; Myra McEntire; Stephanie Perkins; Rainbow Rowell; Laini Taylor; Kiersten White.
Editora: Macmillan
Páginas: 355
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Na Estante: Fangirl


Sabe aquele livro que foi escrito para você? Pois é. Muita gente (mesmo) falou que esse era o meu livro e, bom, realmente era, pena que não gostei tanto assim. Está confuso? Também fiquei, rs. Esse livo tinha tudo para me conquistar e a personagem principal é tão parecida comigo que chegou a me dar medo, mas, mais uma vez, a escrita da autora me parou muito e o livro ficou meio tedioso no final das contas. Eu já comecei a leitura meio desanimada (afinal, não tinha gostado tanto assim de Eleanor & Park), mas quando percebi o assunto do livro (fanfics) me animei muito. Digamos, então, que foi tipo uma montanha-russa de emoções, ai que brega, rs. Ok, vou ser direta: O livro recebeu três estrelas comigo lá no skoob. Aparentemente, por conta de alguns comentários que recebi, sou a única pessoas no mundo que não gostou tanto assim do livro (mesmo me identificando muito com ele), então se quiser entender um pouco o meu lado é só continuar aqui para ler a resenha.

O livro conta a história da Cath, uma garota que é a definição de fangirl. Ela é completamente viciada em uma série de livros e filmes, Simon Snow, e por conta disso sempre escreveu muitas fanfics sobre a saga em questão. Junto com sua irmã (gêmea, Wren) ela criou novos rumos para a história e até ficou muito famosa no fandom. Muita gente, mesmo, lia sua histórias e alguns até falavam que ela escrevia melhor que a autora verdadeira da série. Tudo parece perfeito, não é? O problema começa quando Cath se muda por conta da faculdade e aos poucos vai perdendo o contato com sua irmã. Sem esquecer que o pai das meninas não consegue aguentar a ideia de ficar sozinho e consegue complicar ainda mais a vida da personagem principal. Tudo parecia afastá-la de sua história (Vá em Frente, Simon) e até a matéria (de escrita) que parecia um sonho acaba parecendo um pesadelo.

Para Wren foi mais fácil crescer e deixar todo o mundo de fantasia de lado, mas, para Cath, essa ideia parece inaceitável. A vida dela está ligada à história do Simon e ela não pode mudar isso, O problema é que viver no mundo da imaginação fez com que ela se tornasse muito frágil quando o assunto é realidade e, por mais que ela escreva muito sobre o amor, ela não sabe lidar com o sentimento quando ele está fora da tela do computador. É aí que conhecemos dois garotos adoráveis, Nick e Levi. Um completamente diferente do outro, mas ao mesmo tempo os dois a ajudam de verdade, ainda mais quando o assunto é a realidade. Cath precisa lidar com todos os problemas da faculdade, da família (uma vez que sua mãe, que a abandonou quando criança, quer voltar para sua vida), das amizades e de suas histórias. O maior problema de todos é que isso tudo está acontecendo no mundo real.

"A ideia de escrever fanfiction (...) é poder brincar com o universo de outra pessoa. Reescrever as regras. Ou alterá-las. (...)" - Página 124

Se você me conhece, sabe que já escrevi umas vinte fanfics (por mais que só tenha publicado umas onze) e não é segredo que também não sou assim tão fã da realidade (oi, Disney). Minha primeira fic foi sobre uma saga famosa, Harry Potter, e eu sempre consegui me sentir mais solta escrevendo. Cath e eu temos muitas coisas em comum e eu realmente esperava gostar mais da história dela, o problema é que tem, na minha humilde opinião, muita coisa desnecessária no livro. São páginas em mais páginas da história que ela escreve, mas como a história do Simon é completamente criada eu não sentia vontade alguma de ler (pulei muitas dessas páginas). Sem esquecer que algumas cenas são longas e cansativas. Se a autora fosse mais direta eu teria gostado muito mais. É uma história ótima, mas eu tive preguiça. Argh, detesto falar essas coisas sobre um livro.

Sobre os personagens, eu não aguentava quando a Wren aparecia, ela me dava nervoso, mas acho que era isso mesmo que a autora queria. Nick e Levi me surpreenderam muito durante o livro, cada um de um modo, mas é isso mesmo. A colega de quarto de Cath me conquistou aos poucos e, no final das contas, eu gostei muito da personalidade dela. Cath, ah Cath. O que falar de uma personagem que mal conheço, mas considero pakas? Ok, parei com as gracinhas. O que falar de uma personagem que se parece tanto comigo? Foi meio estranho perceber algumas das minhas manias pelos olhos da autora (que nunca nem ouvir falar do meu nome), mas ao mesmo tempo foi bom ver que, de certa forma, sou normal, rs.

No geral, é um bom livro, mas você precisa estar com tempo e paciência para ler. Não consegui entender ainda toda essa bagunça que está rolando por conta dos livros dessa autora, afinal, dos dois que li, esperava bem mais. Nâo sei se vou dar outra chance, mas nunca diga nunca. Se você, assim como eu, cresceu escrevendo fics e vive no meio de fandoms a leitura vale a pena para reconhecer muitas das coisas que, normalmente, só vemos online. Isso é um ponto positivo do livro, parece que deixou mais real todo esse mundo dos fãs, um ponto para a autora!

Fangirl
Autora: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Páginas: 424
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Na Estante: Eleanor & Park


Eu ouvi tanto sobre esse livro que eu resolvi comprar. O fato é que pelo tanto que eu ouvi eu esperava um pouco mais, mas mesmo assim eu gostei muito do livro (dei quatro estrelas no skoob). Só comecei a ter vontade, de verdade, de ler quando passei da página cem. É um livro muito inteligente e muito (muito mesmo) verdadeiro, mas por conta de tudo que li sobre, antes de ter minha cópia, esperava algo a mais. Meu tempo anda apertado, tanto que demorei para conseguir sentar e escrever a resenha, haha, mas quando o livro é bom de verdade você vai lendo em intervalos, se deu um tempinho você se vira, mas se o livro não te dá vontade, complica um pouco. O problema desse livro foi toda a falação que ele rendeu, acredito que se eu tivesse lido sem esperar nada teria gostado bem mais.

O livro conta a história de Eleanor, uma garota de 16 anos que usa roupas bem diferentes e tem um cabelo bem chamativo (vermelho vivo e bem cacheado). Ela é cheia de segredos e, de certa forma, se esconde por trás das roupas largas e dos cabelos, afinal, sempre parece mais fácil fugir de um problema do que resolvê-lo. Ela chega em um lugar novo e precisa enfrentar uma escola nova, é aí que conhecemos Park. Um garoto mestiço (coreano) que vive em um mundo a parte, o mundo das músicas gravadas em fitas e dos gibis (a história se passa nos anos 80). Os dois não tinham absolutamente nada em comum, mas por ser nova, Eleanor, precisa de um lugar para sentar no ônibus da escola e acaba parando ao lado de Park. Ali começa um tipo, estranho, de amizade. Ele ia lendo seus gibis no caminho para a aula e ela ia tentando ler junto. Como toda amizade, em um young adult, eles acabam se apaixonando de uma forma muito inocente, mas sem esquecerem dos gibis e das fitas, é claro.

"(...) acho que tem mais a ver com seu cabelo ruivo e suas mãos macias... 
E com o fato de você ter cheirinho de bolo de aniversário." - Página 112

O problema é que a vida de Eleanor é uma verdadeira bagunça. Seus pais são separadas e o seu novo padrasto é um verdadeiro monstro. O fato é que sua mãe prefere ignorar todos os surtos do seu novo marido, por mais que isso afete muito seus filhos. Eleanor, então, acaba tendo que cuidar dela mesma e de seus irmãos mais novos, de certa forma. Sem esquecer que na escola as meninas populares fazem de tudo para tornar a vida dela um inferno. Enquanto isso, a vida de Park é quase a definição de perfeita, "quase" porque o único problema é que o pai dele, que já foi militar, acha que o filho é muito delicado. Os dois acabam formando um casal que consegue esquecer todos os problemas do mundo quando estão juntos. Quando estavam no quarto de Park só tinha o mundo deles e as pilhas de fitas e gibis. É uma história sobre o primeiro amor e é verdadeira, porque nem sempre o primeiro amor dá certo.

"Quando Eleanor sorriu, alguma coisa se partiu dentro dele. 
Isso sempre acontecia." Página 165

O livro é bom porque é muito real. Os dois são um casal fofo, mas eles são cheios de problemas e definitivamente não é uma relação perfeita. É o primeiro amor em todas as suas formas, a dor, os choros, a saudade, a vontade de estar sempre perto e a certeza de que a vida ainda é muito longa e que não é porque não deu certo de primeira que nunca vai dar certo. É legal ver um pouco sobre a vida dos adolescentes americanos nos anos 80, todas as fitas e as bandas de rock e todos os gibis, também. Acho que o que me incomodou mais é que o livro é contado em terceira pessoa e a visão vai mudando no meio do nada. Em um momento estamos vendo pelos olhos da Eleanor, ou quase isso (afinal é em terceira pessoa) e no segundo seguinte estamos pelos olhos de Park. Em alguns momentos fica bem confuso e nem sabemos mais de quem estão falando.

Eleanor é um enigma, mesmo com tudo que ela sofre ela não tem muita coragem. Ela sempre se esconde e não consegue se abrir com ninguém, nem mesmo com quem ama. Park é um típico adolescente que está completamente perdido, não sabe o que quer ser pelo simples fato de não saber nem quem é no presente. Os outros personagens são completamente normais, os pais de Park são legais mas nada muito marcante. Já com os pais de Eleanor o caso muda um pouco. A mãe me deixou com muita raiva em muitos momentos, não consigo nem imaginar o quão complicada é a vida dela, mas o que ela faz com os filhos não é justo, não mesmo. O padrasto chega a me dar nojo, mas só quando aparece, o que nem acontece tanto assim. Se você gosta de young adults que conta a vida exatamente como ela é, esse livro é para você. Mas comece a ler sem esperar nada, é sempre melhor assim.

Eleanor & Park
Autora: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Páginas: 325
Skoob do Livro.
Meu Skoob.