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sábado, 9 de abril de 2016

Na Estante: A 5ª Onda


Eu tive muitas chances de ler o livro ano passado, mas coloquei na minha cabeça que não era muito meu estilo e acabei não lendo, mesmo sabendo do filme que sairia esse ano. O que mudou foi que eu vi o filme, logo que ele lançou, e eu tive ataques. Fui com uma tia minha e minha prima e estávamos incontroláveis naquela sala de cinema, rs. Sério, quando saímos da sessão nós só conseguíamos falar sobre o filme. Não tive dúvidas, precisava ler o livro. Eu simplesmente adorei o livro e a forma que a história é narrada. Em alguns momentos as coisas ficavam um pouco confusas e eu só entendia o que estava rolando porque já tinha visto a ordem da história no filme, exatamente por isso, o livro ganhou quatro estrelas. Mas não temos como negar, é uma história muito bem bolada e totalmente devorável. O que me lembra, o filme continua valendo muito a pena, mesmo depois de ter lido o livro (fica a dica!). Para quem gosta de livros de ficção com muitas coisas diferentes e totalmente inesperadas, esse livro é uma ótima pedida. Agora vamos falar sobre ETs, rs.

Cassie estava sozinha, realmente sem ninguém de verdade por perto. Os pais dela já tinham morrido na batalha contra o total desconhecido e seu irmão mais novo, Sammy, tinha sumido junto com alguns outros jovens. Essa era a única missão dela, achar o irmão mais novo, ela não queria salvar o mundo e sabia que isso seria até mesmo loucura, o que ela queria mesmo era estar ao lado do irmão. Ela estava no meio de uma invasão alienígena e pouco se sabia sobre os Outros. O que ela sabia era, eles queriam destruir a humanidade e usam ondas para fazer isso. Ela conta que na primeira onda uma escuridão tomou conta de terra. Na segunda, uma onda de destruição arruinou milhares de cidades por todo o mundo. A terceira chegou para tentar acabar com tudo de uma vez, uma infecção se espalhou como vento. A quarta onda foi drástica, eles resolveram invadir logo o planeta e a quinta onda, bom, ela estava apenas começando.

"Sammy é a razão pela qual não desisti." - Pagina 52

Sem saber como é o inimigo, Cassie, fica totalmente perdida. Ela não sabe se ainda existem humanos andando pela terra e, para piorar, não tem ideia de por onde começar sua procura. É aí que, em uma grande bagunça, ela encontra Evan Walker. Um garoto que também perdeu tudo e que está tentando achar um caminho para sobreviver nessa loucura. Mas será que ela poderia confiar em alguém? Ele é a única chance que ela tem de encontrar o irmão, então, confiar é sua opção mais aceitável. Enquanto isso, Sammy está no meio de um treinamento completamente maluco junto com os outros jovens, incluindo Ben (também conhecido como Zumbi), um antigo colega de escola de Cassie. Em geral, todos só querem uma coisa, sobreviver.

"Você fez uma promessa que sabia 
não poderia cumprir." - Página 208

Eu nunca tinha lido nada sobre alienígenas, então tudo foi uma novidade. Toda essa parte, meio ficção-científica, foi bem legal, afinal, eu realmente não sabia muito bem o que esperar (mesmo tendo visto o filme). O que me deixou um pouco confusa, foi a troca de pontos de vista (estamos falando de quatro povs) na narração e a ordem em que a história é contada, afinal, às vezes eu estava começando a me achar na história e aí ela voltava ou adiantava muita coisa e eu me perdia um pouco. No geral, achei a forma que o livro é escrita bem leve e com um funco de humor bem inteligente. Você consegue rir em vários momentos simplesmente por entender que é uma loucura pensar em coisas relativamente futéis no meio de toda essa história. Evan, ah, Evan. Eu já tinha gostado de você no filme, mas nossa relação se firmou ainda mais depois desse livro, rs.

Gostei muito de ver que todos os personagens humanos são, simplesmente, humanos. Eles não tentam se mostrar forte o tempo todo com aquela ideia de salvar e mudar o mundo. Eles ficam bravos, fazem burradas e, muitas vezes, agem por instinto. Esse é o lado real do livro, mesmo no meio de toda a bagunça da invasão. Sem esquecer que você está no escuro com todos os personagens, você sabe o mesmo que eles e, às vezes, até mesmo menos. Para quem conta de young adults com personagens e histórias bem fortes, esse livro é uma leitura obrigatória.

A 5ª Onda
Autor: Rick Yancey
Editora: Fundamento
Páginas: 368
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Na Estante: O Mistério das Princesas #1


Eu fiquei bem animada com esse livro logo de cara, afinal, além de falar sobre princesas, eu já podia imaginar que ele também tinha alguma coisa ligada à atores e afins, porque é o que tem no título (Luzes, Câmeras, Confusão). Não posso negar que, exatamente por isso, estava esperando um pouco mais. A parte princesa da história foi muito bem entregue, mas toda a parte de câmeras e atores não dura nem metade do livro, na verdade, bem menos que isso. Ele ganhou quatro estrelas e essa explicação que dei não foi o único motivo, como sempre, vou explicar melhor e em detalhes tudo que achei. A história é bem divertida e até mesmo emocionante em alguns pontos, mas é de um clichê que foi para o lado ruim da palavra. No primeiro capítulo eu já sabia exatamente tudo que aconteceria no livro e, bom, eu estava certa. É um young adult bem leve e, para quem gosta de clichês, perfeito. Só não façam como eu, sério, não esperem tretas hollywoodianas, rs.

Jenna nunca esperou por coisas fantásticas em sua vida. Sua mãe, uma professora muito rígida de etiqueta, Controlava cada milímetro da sua vida e ai dela de tentar sair da linha. Ela não podia sair com os colegas e quando fazia alguma coisa diferente, no máximo, era ir para casa de sua melhor amiga, Bea, mas mesmo assim com horários marcados e restrições. Exatamente por isso que ela resolveu que precisava fazer algo alok, pelo menos uma vez em sua vida. E o que melhor que um teste de elenco para isso. Alguns produtores estavam procurando, na escola de Jenna, uma menina para fazer o papel principal em um novo filme. É claro que, na cabeça dela, ela não passaria, mas realmente seria legal sair das regras por um tempo. O que ela não imaginava e, muitos menos, sonhava, era que o papel era dela. Ela seria uma princesa famosa em um grande filme e tudo que precisava fazer era provar que sabia se portar como uma. Simples, afinal, sua mãe tinha ensinado tudo sobre etiqueta. Espera, mas e a mãe?

"Alguma coisa está totalmente diferente 
de como deveria estar." - Página 112

Magicamente ela libera a filha para ir para outro país (oi?) começar as gravações como a princesa. A resposta não foi das mais críveis, mas a vontade de viver essa aventura era tão grande que o fato de a mãe estar por fora era apenas um detalhes, e dos bons. Jenna teria que interpretar a princesa Malena, da Scândia. Ela faria o papel nas telonas e, como último teste, ela também faria a princesa em sua festa de aniversário. Sim, isso mesmo. Ela seria a princesa no lugar da princesa em um evento real (nos dois sentidos da palavra, rs). Tudo estava indo maravilhosamente bem, até que não estava mais. Jenna era incrivelmente parecida com a princesa e, para complicar ainda mais, ninguém queria falar a verdade sobre onde a Malena realmente estava. E o reino, que parecia de contos de fadas, logo se revela um pouco sombrio e misterioso demais. Onde Jenna tinha se metido?

O livro é bem leve e gostoso, mas muda muito rápido de acontecimentos. Tipo assim, em um segundo estamos no palácio e no segundo seguinte, quando acabamos de pegar o ritmo de onde estávamos, já estamos em outro cenário com outra história e momento. Depois que peguei o jeito, isso passou a ser apenas um detalhe, mas no começo me confundiu bastante. Esse foi um dois motivos, além dos já citados, que fez o livro perder uma estrelinha. A história em si é digna de filme dos anos noventa com as gêmeas Olsen, isso não é algo ruim, afinal, os filmes eram bem divertidos, mas também eram bem previsíveis, como comentei. De qualquer forma, para quem gosta de young adults, princesas e, claro, muitas tretas da realeza, esse livro é uma leitura obrigatória. Sério, eu só consegui parar de ler quando terminei. Eu sabia tudo que estava acontecendo? Sim. Mas a história é tão movimentada que mesmo assim eu queria ler para crer. Fica a dica.

O Mistério das Princesas - Luzes, Câmeras, Confusão
Autora: Kirsten Boie
Editora: Fundamento
Páginas: 304
Skoob do livro.
Meu Skoob.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Na Estante: Poderosa #1


Eu li esse livro, pela primeira vez, quando tinha uns 12 anos de idade (lá em 2006). Era um dos primeiros livros que eu lia para valer depois que Harry Potter entrou na minha vida e eu estava muito orgulhosa disso. Como eu ainda não era a leitora maluca com três estantes que sou hoje, li o livro da biblioteca da minha escola, na verdade, lutei muito por esse livro, rs. A lista de espera por ele era gigante e eu sempre batia meu ponto na biblioteca para ver se minha vez tinha chegado (minha fichinha de livros de lá ganhou, por um bom tempo, como a mais cheia da minha turma!). Até que o dia chegou e eu lembro, de verdade, como foi ler esse livro, foi mágico. Lembro que, boa parte dele, li na sala da casa da minha avó e lembro também de como me senti adulta lendo o livro que falava sobre o começo da adolescência. Foi exatamente por todos esse detalhes aí de cima que eu resolvi que precisava ler esse livro mais uma vez, precisava sentir tudo isso de novo. Mais uma vez, foi mágico. Dessa vez não esperei fila alguma (porque sou parceira da editora e pude solicitar o livro, rs), e muito menos li na casa da minha vó (porque moro em outra cidade por conta da faculdade), mas posso contar que senti muitas coisas com a história. O livro ainda é cinco estrelas e me mostrou que muito de quem sou hoje como leitora, escritora e, até mesmo, pessoa, teve influência da história da Joana Dalva. Se ainda não conhece essa história, não perca tempo. Ela não tem idade e é sempre bom ter uma leitura leve por perto. Se quiser conhecer mais um pouco, ou relembrar, a história, é só continuar lendo aqui.

Joana Dalva recebeu esse nome porque a mãe, uma doutora em história, sempre foi muito devota da santa Joana d'Arc e o pai, um dentista cheio de ideias, queria homenagear a mãe que havia falecido e que se chamava Dalva. O nome sempre a afetou, mas ela tinha muito outros problemas para lidar no auge dos seus treze anos. Os pais estavam brigando por tudo e sempre ameaçavam se separar, o irmão mais novo tinha como meta infernizar a vida dela e sempre conseguia isso, a avó estava bem doente e não saia da cama, a escola estava virando um grande inferno, uma vez que todos estavam crescendo e os hormônios estavam tomando conta de tudo e, para melhorar, Joana está sofrendo comas próprias dúvidas da idade. O mundo estava sempre uma bagunça sem lógica para ela, afinal, como sempre sonhou em ser escritora, Joana, imaginava as coisas de um modo bem melhor, ou, pelo menos, com um enredo bem melhor. O que ela não imaginava e, muito menos, sonhava, era que ela tinha (literalmente) o mundo em sua mão.

"Tirar ficção da cartola é uma delícia..." - Página 29

Enquanto escrevia um trabalho de história para o colégio, ela resolveu que podia mudar a história de uma das personagens mais conhecidas da realidade, sua quase xará, Joana d'Arc. O que ela não imaginava era que suas palavras seriam capazes de realmente mudar a realidade. O trabalho era apenas o começo, ela podia escrever coisas fantásticas e doidas (como um jantar de graça em um restaurante chique) em papéis que tudo virava a realidade. O problema é que, em grandes poderes existem, também, grandes responsabilidades e, nem sempre, o que achamos que é certo e bom realmente é o ideal. Joana aprende isso vivendo suas trapalhadas e tentando arrumar o mundo a sua volta com as palavras. Aos poucos ela vai entendendo melhor tudo que está acontecendo, mas é claro que muita coisa dá errado pelo caminho.

"O mundo está nas suas mãos, menina. Você tem o poder 
de mudar a vida de qualquer pessoa." - Página 61

Eu realmente não lembrava de grande parte dos personagens desse livro, claro que, enquanto ia lendo, fui me lembrando aos poucos, mas o que me marcou mesmo foi a avó de Joana e, claro, ela mesma, a personagem principal. O livro em si também é bem diferente do que eu me lembrava, mas de uma maneira muito boa. A narrativa se faz de uma maneira bem leve e cheia de crônicas no meio da história, nem sei se isso existe, mas foi o que pensei enquanto relia. Dentro da história principal vamos conhecendo várias outras histórias e é bem com a personagem principal fala que gosta de fazer logo na primeira página do livro. Como escritora em treinamento, Joana, deixa claro que não gosta de histórias que seguem algo sério demais e o livro é exatamente a cabeça da personagem. Essa é uma das coisas que meu eu com doze anos não percebeu, os outros detalhes foram muito mais profundos (e até mesmo atuais), como, por exemplo, a mãe dela ser feminista em sala de aula mas aguentar ordens e afins do marido em casa como se fosse algum certo. Sem esquecer, é claro, da mensagem principal do livro, o poder das palavras.

É claro que quando eu era mais nova entendia que tinha algo com as palavras e o poder delas, mas nada como o meu eu de hoje em dia. O detalhe é que, naquela época, eu estava mais preocupada com o fato de que queria muito mesmo escrever as coisas e elas virarem realidade. Quase dez anos depois de ler o livro pela primeira vez, eu percebi que a história realmente me influenciou muito e que sempre acreditei no poder que as palavras têm, mesmo não sendo literalmente mágicas como as da Joana. É por isso que indico esse livro para todo mundo e também indico que você leia algo que marcou sua infância, leia com novos olhos e veja como o livro ajudou a formar quem você é. É muito doido, mas também é muito legal. Por último, mas não menos importante, queria agradecer muito a Fundamento por essa oportunidade.

Poderosa 
Autor: Sérgio Klein
Editora: Fundamento
Páginas:185
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Na Estante: Ivy | Ensina-me a Sentir (+18)


Oficialmente falando esse é o segundo livro totalmente erótico que leio (o primeiro foi o Fifty Shades). É  bem mais leve do que eu estava esperando e, para falar a verdade, acho que foi isso que me fez gostar ainda mais do livro. Claro que o sexo fazia parte de toda a história, mas não era algo simplesmente jogado lá, tinha todo o drama atrás e eu amo isso, rs. Nem preciso falar que estamos falando de um livro para maiores, né? Acho que isso está meio implícito. Tanto que ele faz parte de um selo novo da Editora Fundamento, o Himmel. Ok, vamos focar, rs. O livro não é chocante e dá para aproveitar muito. Para quem está acostumado com new adults da vida nem é assim tão diferente (pensando nos que são um pouco mais pesadinhos, como Left Drowning ou os da Abbi Glines). A história é uma mistura de Fifty Shades com Slammed/Sr. Daniels. Eu já estava imaginando isso, afinal, já tinha lido a sinopse, mas enquanto lia as história citadas realmente apareciam na minha cabeça. No final das contas o livro ganhou quatro estrelas. Juro que vou explicar isso melhor, mas, em resumo, a culpa é todinha do galã do livro, o Marc. Sério, em alguns momentos eu o amava e em outros eu queria tacá-lo pela janela (só não fiz isso porque realmente tenho muito cuidado com os livros que tenho, rs). Agora vamos realmente focar na resenha, não é? Ok, já falei, mas acho bom falar de novo: Estamos falando de um livro para maiores. Obrigada, de nada.

Sophia sempre sonhou em ser uma grande atriz de teatro. Ela sabia que tinha nascido para os palcos e todos sempre falavam que ela realmente tinha o dom, o problema foi que sua mãe morreu quando ela ainda era pequena e, por conta disso, ela acabou tendo que cuidar de tudo na casa para ajudar o pai. Para piorar, ele casou com uma mulher que mais parecia uma madrasta má da Disney. O sonho ficou de lado até que, de brincadeira, ela tentou uma vaga em uma das maiores escolas de drama da Inglaterra, a Ivy College. O lugar tinha sido fundado por um dos maiores atores da atualidade, o charmoso e completamente frio, Marc Blackwell. Era garantido que todos que passavam por lá se davam bem na carreira, mas, quem estamos querendo enganar, não é mesmo? Soph era uma menina de cidade pequena que nunca saia de casa, como ela poderia parar num lugar desses? Parando. E com bolsa integral, é claro. Os dons que ela tinha eram bem reais e todos os professores, inclusive Marc, viram isso logo de cara. Era um sonho virando realidade. Ela sairia de casa e faria o que mais ama, atuar.

"Você deveria se afastar de mim, Sophia." - Página 204

O que Soph não imaginava era que, logo de primeira sentiria uma atração absurda e inexplicável por seu mais novo professor, Sr. Blackwell. Isso não era certo, afinal, ela era aluna dele, o que ela não imaginava era que ele se sentia da mesma forma, na verdade, o que ele sentia era até mesmo mais forte. O problema, além do óbvio, era que, se descobrissem todo o rolo, toda a reputação da faculdade e, até mesmo, dos dois, estaria em jogo. Mas eles não tinham muitas opções, ficar longe um do outro parecia loucura e era algo insuportável. Mesmo sendo frio e muito controlado, Marc, acaba se perdendo em Soph e deixando toda a razão de lado. Ele sempre teve a fama de pegador em Hollywood, sem esquecer, é claro, que todos falavam dos gostos peculiares dele, mas o que os dois tinham era muito mais forte. Mas será que todos os problemas valeriam a pena? Realmente era justo jogar tanta coisa para o ar em troca de um romance?

"(...) isso não é um filme. 
Não sei como vai acabar." - Página 290

Eu adorei a Soph, ela é meio tontinha, mas é exatamente isso que me fez gostar dela. Marc é um verdadeiro enigma. Digamos que ele é uma mistura de Sr. Grey (Fifty Shades) com Sr. Daniels (do livro que tem o mesmo nome, rs). Em alguns momentos ele é sedutor, romântico e completamente apaixonante... Ai na página seguinte ele age de forma babaca e você quer matá-lo. Como comentei no começo, ele é o culpado pelo livro ter perdido uma estrelinha. A bipolaridade dele me deixou com raiva em muitos momentos e, por mais que entenda que isso faça parte do personagem, não soube lidar bem. Dos outros personagens, vale comentar que eu simplesmente amei a melhor amiga da Soph, a Jen. Ela é, simplesmente, uma piada. O mesmo vale para um dos colegas da personagem principal, o Tom. Ah, o livro me lembrou muito Fifty Shades (como já falei uma cinco vezes, rs) porque eu podia jurar que estava lendo algo baseado em Twilight. Não que tenha vampiro ou algo do tipo, mas porque o mocinho nem tão bonzinho da vez também falava várias vezes que não era bom estar perto dele, que era perigoso e blá-blá-blá. Ia ate procurar para saber se a autora já foi fã do Edward, rs.

Se você gosta de romances intensos, pesados e recheados de drama, esse livro é para você. Ah, mas não espere só um romance água com açúcar, afinal, quando não estão em sala de aula os personagens principais levam bem a sério o título 'érotico' que o livro recebeu. Adorei a escrita da autora, porque deixou tudo mais leve e relativamente normal, digamos que mais possível. O livro, mesmo sendo pesado, acabou ficando leve na leitura, ou seja, a autora está de parabéns, o que me lembra, eu preciso da continuação desse livro para ontem! Não posso esquecer de comentar, como sempre, da diagramação maravilhosa da Fundamento (Himmel). A editora sempre faz um trabalho incrível, é realmente maravilhoso e dá ainda mais vontade de ler (mostrei detalhes no Book Haul de Agosto, no canal do blog.

Ivy | Ensina-me a Sentir (+18!!!!)
Autora: S. Quinn
Editora: Himmel
Páginas: 312
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Na Estante: Vejo o Mundo nos Seus Olhos


A primeira coisa que me chamou a atenção nesse livro foi o nome, eu achei tão simples e tão lindo ao mesmo tempo. Só depois que eu fui me tocar que já conhecia uma das autoras do livro, afinal, eu já tinha lido Exótica. Sim, a Loredana (quem lembra que achei super legal o fato de ela ser italiana?) é uma das autoras, o livro é bem no estilo de Dash and Lily's Book of Dares, dois autores e cada um escrevendo um personagem diferente que narra a história. Não conhecia o outro autor, mas não posso negar, gostei mais da escrita dele, achei bem mais leve e gostosa de ler. O livro é legal, mas eu esperava um pouco mais. De começo achei a história bem confusa e demorei um pouco para entender o que estava acontecendo. No geral, é uma história sobre as várias descobertas da juventude e, mais que isso, as várias formas de se sentir amado. O livro ganhou quatro estrelinhas lá no skoob e se você quiser entender um pouco mais do que achei é só continuar lendo a resenha.

Normalmente nós nem reparamos direito o mundo a nossa volta. Quando vamos muito a um lugar ele acaba virando normal demais e deixamos de ver as pessoas que passam por ali, as histórias que começam e terminam naquele lugar e, até mesmo, as coisas que poderíamos viver ali se, apenas, abríssemos mais nossos olhos. Para Constância e Ângelo esse lugar era a estação de trem da cidade. Todos os dias eles passam por lá e sempre era a mesma coisa, pelo menos, era o que ela achava. Ele estava sempre de olho nela, mas o destino demorou um pouco para acertar tudo. Quando finalmente a vida deles se esbarraram, literalmente, tudo foi rápido demais. As apresentações, as trocas de olhares e até mesmo de números. O que eles não tinham ideia era que esse primeiro contato mudaria e muito a vida deles. Às vezes é preciso que algo assim aconteça para olharmos melhor o nosso redor. Percebemos melhor as coisas assim, ainda mais quando somos adolescentes e todo drama parece um verdadeiro furacão de sentimentos. Eles tentam levar as coisas para frente, do jeito deles, mas a vida, da mesma maneira que os uniu, quis também colocar tudo a prova, afinal, será que o que eles sentiam era forte mesmo? Será que aguentaria todos os dramas já citados e momentos não tão felizes? Reza a lenda que precisamos sofrer um pouco para aproveitar mais as coisas boas. O problema é, apenas, lidar com tudo isso quando se é muito jovem.

"Os seus olhos, mesmo sem lua, são o mundo." - Página 52

Algumas partes do livro me deram nervoso, porque um dos personagens principais tem a mania de ler/escrever coisas ao contrário. Só que essa história, para quem não está acostumado com isso, acaba rendendo uma boa dor de cabeça (literalmente). Deixei várias palavras soltas (dessas que estavam ao contrário) sem ler. No geral, é uma história bem adolescente (young adult) mesmo. Todos os dramas e temores que passam na cabeça de uma pessoa de 16/17 anos (idade dos personagens). Como comentei antes, a escrita do Marco é bem mais gostosa de ler, mas até que a da Loredana ficou mais animada (desde que li Exótica). O que me deixou meio perdida, como também comentei no começo, foi que os pontos de vista são trocados sem aviso. Uma hora é um personagem falando, depois passa para outro e ai volta para o primeiro, continua com ele por algumas páginas e depois troca e isso tudo sem aviso. Fiquei perdidinha.

A diagramação do livro está maravilhosa, como sempre. E o que eu peguei do livro (no meio disso tudo) é que a gente sempre vê o mundo um pouco diferente depois que conhece pessoas novas ou depois que passa por momentos novos. O modo como lidamos com tudo vai mudando de acordo com os olhares que vamos aprendendo a ter, ou seja, cada pessoa que é especial para gente ou que, simplesmente, nos marca, nos muda um pouquinho. O livro nos lembra de todos os drama da adolescência e eu indico para quem gosta de reviver essas coisas ou para quem está vivendo cada um desses dramas. O livro é bem rápido e eu li em menos de uma hora, é uma leitura para esquecer o mundo numa sentada para ler.

Vejo o Mundo nos Seus Olhos
Autores: Loredana F. e Marco T.
Editora: Fundamento | Onyria
Páginas: 145
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sábado, 5 de setembro de 2015

Na Estante: O Abominável Homem das Neves de Pasadena



Quando eu era pequena adorava a série Goosebumps. Eu tinha alguns livros, mas, infelizmente, todos eles se perderam com o tempo. Ainda lembro que tinha um que, na capa, tinha um pote cheio de meleca verde (nojinho, rs) escorrendo por uma escada. Era tão demais, eu me sentia tão adulta lendo os 'livros de terror'. Era um combo, na verdade, porque eu via (ok, tentava ver) os programas de mistério que passavam na Nickelodeon e lia os livros cheios de gosma verde da série Goosebumps. O tempo foi passando e eu acabei esquecendo dos livros, não porque deixaram de ser bons, mas porque fui achando alguns outros pelo caminho e isso é normal, sabe? Mas aí eu vi uma notícia que mudou tudo: Um filme inteiramente inédito de Goosebumps estava sendo produzido. Tipo assim, eu pirei o cabeção. Quando o primeiro trailer saiu eu tive um ataque de verdade de tão animada que fiquei e aí, nesse mês, eu ganhei da Editora Fundamento um dos livros que fazem parte do filme (que vai sair nos cinemas dia 22 de Outubro!). O quão demais é isso? Sim, o Homem das Neves está no filme novo e, até mesmo, aparece todo charmoso e destruidor do trailer (yay!). Ah, se você ainda não viu o trailer, por favor, veja para ontem! É sério, é só clicar aqui. Ok, agora vamos focar no livro que ganhou cinco lindas estrelas melecadas de verde (rs). 

Jordan e sua irmã, Nicole, não aguentavam mais o calor insuportável de Pasadena, uma cidade na Califórnia. Sem esquecer, é claro, que eles viviam sendo atormentados por algumas crianças da cidade. Além disso tudo, seus pais tinham acabado de se separar e, como o pai era um famoso fotógrafo de animais, eles estavam sendo vigiados por uma mulher completamente maluca que os obrigava a comer couve-de-bruxelas e arrumar os quartos todas as manhãs. Um pesadelo. Tudo que eles queria era conhecer neve, afinal, mesmo no inverno a cidade deles ainda era muito quente e eles nunca nem sentira uma brisa mais geladinha. Foi aí que o pais deles chegou com a notícia do século: Eles iriam para o Alasca! Sim, um dos lugares mais frios do mundo todo e ainda veriam neve. O quão demais é isso? Não podia ficar melhor, mas ficou. Eles iriam para lá porque uma revista muito famosa havia contrato o pai deles para achar e fotografar o O Abominável Homem das Neves. Ninguém sabia se ele era mesmo real, mas eles logo iriam descobrir. Eles só queriam algumas fotos e algumas brincadeiras na neve, mas quando o assunto é algo abominável nada é tão simples assim. Ainda mais quando você consegue que o tal monstro das neves vá parar em uma das cidades mais quentes do país.

"Pasadena não é o lugar ideal para o
 Abominável Homem das Neves." - Página 85

Como o livro é bem curtinho, se eu contar mais acaba virando spoiler, né? Mas eu me diverti de verdade com a história e com os personagens, sem esquecer, é claro, que me senti criança de novo enquanto eu lia. Adorei a forma leve que a história é contada e adorei mais ainda quando percebi que o personagem principal do filme que citei ali em cima é ninguém menos que o autor do livro que acabei de ler (interpretado pelo genial Jack Black!). Estou contando os segundos para ver o Abominável nas telonas e, claro, todos os outros monstros também. E aí, já leu algum livro dessa série? É, literalmente, de arrepiar! =)

O Abominável Homem das Neves de Pasadena
Autor: R. L. Stine
Editora: Fundamento
Páginas: 103
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Na Estante: Geek Girl 2 - Desastre Fashion


Eu tinha adorado o primeiro livro dessa trilogia (se ainda não viu a resenha é só vir aqui) e, por conta disso, estava maluca por essa continuação. Não vou negar, achei o começo do livro bem parado e quase desanimei com a leitura, digamos que tenha ficado assim por uns dois ou três capítulos. Ok, nem foi tanto assim, mas é que eu estava esperando tanto, rs. Mas calma, muita calma nessa hora, afinal falei dos primeiros capítulos, porque depois o livro pega o ritmo do primeiro e logo te prende da mesma maneira na história. Até entendi o começo meio parado, porque a história do começo é assim mesmo, a animação e as trapalhadas vão aparecendo de acordo com os capítulos e, meu Deus, esse livro tem muita trapalhada, adoro. O livro rendeu muitas risadas e, assim como o primeiro, me fez pensar em muitas coisas sobre o meu tempo de escola também. Sem esquecer, é claro, que continuo achando que essa trilogia devia ser uma leitura obrigatória para todos, tipo assim, todos mesmo. É um lembrete gigante de que cada um tem um jeitinho de ser e que é isso que nos torna que nós somos no mundo. Nossa marca registrada. O simples fato de que ser geek, por exemplo, não te impede em nada de ser uma mega-modelo famosa. Você pode ser você e ainda assim ser feliz, não importa o que dizem. Claro que o caminho não é fácil, mas ninguém disse que era. Essa é a mensagem principal do livro e eu amo isso. Por conta disso tudo, e das trabalhadas da personagem principal que eu adoro, o livro recebeu cinco lindas estrelinhas lá no meu skoob. Se você ainda não leu o primeiro volume dessa trilogia pode achar que uma coisa ou outra dita nessa resenha é spoiler, então, quem avisa amiga é. Ok, agora vamos focar na resenha.

Era de se imaginar que a vida de Harriet mudaria por completo, não é? Afinal, de uma simples geek (quase) sem amigos, ela passou a ser uma das modelos mais famosas e requisitadas do mundo fashion. É assim que o mundo funciona, certo? As coisas mudam. Bom, não. Não quando estamos falando do mundo do colegial, pelo menos. Harriet pode ser famosa e ser uma ótima modelo, mas ela ainda é atrapalhada e, acima de tudo, ainda é muito geek. Por conta disso, seus colegas de escola ainda a tratam mal e usam toda essa loucura sobre moda contra ela, não é fácil lidar com colegas que, infelizes com a vida deles, precisam encher a paciência alheia, ainda mais quando você ainda tem que lidar com todo o mundo fashion, que é uma grande bagunça. Sem esquecer, é claro, que seu namoradinho gato (e modelo!) havia pedido um tempo e sumido, literalmente, no mapa. Mas estava tudo bem, afinal, as férias estavam para começar e nada atrapalharia os planos que ela tinha criado. Tudo voltaria ao normal e seria perfeito. Ela verias filmes, documentários e faria várias festas do pijama com sua melhor amiga, Nat, ou pelo menos era o que ela imaginava. Até Nat avisar, em cima da hora, que estava sendo forçada por sua mãe a ir estudar durante todo o mês na França, em uma cidade esquecida do mundo, porque tinha tirado notas baixas em francês na escola. Ok, nem é tão ruim assim ficar sem a melhor amiga nas férias, imagina. Nem estamos falando, ainda, dos seus pais que estão pirando por conta do novo bebê que está por vir e que, até mesmo, deixaram escapar que seria melhor que ela não estivesse ali. Pelo menos o mundo da moda salva, ou quase isso, e Harriet descobre isso assim que, no meio desse desastre todo, recebe um chamado para trabalhar de modelo, por alguns dias, no Japão!

"(...) Essa é a beleza de uma viagem para o exterior. 
Você não precisa de nada além de si mesmo." - Página 68

Só existe um problema, ela não tem como ir sozinha, mas ir para o outro lado do mundo é a solução para todos os seus problemas, e ela sabe disso. Parar lá longe realmente resolveria tudo num passe de mágica, sem dúvidas. Um coração partido pode facilmente se colar quando mudamos de fuso-horário, acredito que li isso em algum lugar. Sua melhor amiga pode nem fazer falta quando você muda de continente por uns dias, isso é tão óbvio. Sua família pode voltar ao normal, é só entrar em um avião. É assim que funciona, só que muito pelo contrário. Harriet tenta ver todos os lados positivos de tudo, mas as coisas parecem que só vão complicando mais e mais a cada segundo que passa. Seja pelo fato de que seu ex-namorado-bonitinho está com outra na frente dela ou ainda pelo fato de que alguém, lá do outro lado do mundo mesmo, está tentando acabar com a carreira dela. Meu Deus, mesmo assim ainda tem gente que reclama das fórmulas de física, rs. Tente lidar com as formulas e ainda com o desastre que é o mundo fashion. Boa sorte.

"(...) Eu sou considerada: 
2. Uma louca fora de moda." - Página 192

Os personagens não mudaram muito de um livro para o outro, mas senti muita falta da Nat pelo livro, ok, ela aparece as vezes, mas queria ver os ataques dela em mais momentos. Um momento de destaque tem que ir para a avó maluca de Harriet, que vai com ela para o Japão. Eu ri demais com as loucuras e pensamentos dela. Outro momento nesse estilo vai para uma das modelos que a personagem principal conhece no Japão, a Rin. Uma modelo que não consegue se comunicar em inglês (no caso, português, haha, porque o livro foi traduzido, muito bem, vale comentar) e fala muita besteira no meio disso tudo, mas ao mesmo tempo é bem doce. Sobre as trapalhadas da personagem principal, bom, eu já comentei ali em cima. São a alma do livro e divertem do começo ao fim, de verdade. O que gosto mesmo, como já comentei lá em cima é a mensagem do livro. Garotos e garotas de todas as idades deviam ler. É um livro que nos lembra tudo que precisamos lembrar, mas sem parecer um anúncio chato contra bullying. É um livro leve, doce, divertido e mega verdadeiro quando o assunto é o que passamos quando somos mais jovens (e mais velhos também). Ah, a diagramação do livro é igual a do primeiro, ou seja, é linda e me fez babar nos detalhes. Indico mil vezes, assim como o primeiro da trilogia.

Geek Girl 2 - Desastre Fashion
Autora: Holly Smale
Editora: Fundamento
Páginas: 272
Skoob do livro.
Meu Skoob.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Na Estante: Exótica


A primeira coisa que me chamou atenção no livro foi a capa. Ela é chamativa e tem muitas cores fortes, eu adorei logo de cara. A segunda coisa, é claro, foi a sinopse. Fiquei muito curiosa para entender melhor tudo que era prometido para o livro, mas devo contar, assim mesmo logo de cara, que eu esperava um pouco mais. Em muitos momentos a história fica confusa, não sei se é pela troca de ponto de vista que acontece sem aviso ou pelo fato de que algumas coisas na tradução me confundiram (o livro, originalmente, é italiano). Depois, coisa de três capítulos, você acostuma com isso. O livro é bem curtinho, ou seja, é uma leitura rápida. Ganhou quatro estrelas e vocês já vão entender meus motivos. De qualquer maneira, se você quer um livro divertido e bem levinho (literalmente, rs) essa é a melhor escolha. É um young adult que nos lembra que devemos nos orgulharmos por sermos diferentes uns dos outros e que tudo que você fala, por mais bobeira que pareça, pode machucar muito o outro.

Marcela sempre se achou feia, mas não uma feia arrumadinha, uma feia verdadeira mesmo. Tipo assim, uma feia total. Ela cresceu se sentindo ofuscada pelo irmão mais velho que, segundo ela, é a definição de beleza e elegância. Diferente do que todos achavam que ela deveria fazer, tipo, chorar pelos cantos, ela resolveu que faria um trabalho provando por A mais B que os feios são tão bonitos quanto os bonitos, ou até mesmo mais, mas do jeitinho deles. Isso não é uma desculpa, ela simplesmente estava querendo provar para os colegas de sala, que realmente só se importavam com aparência, que a beleza está nos olhos de quem vê. Sem esquecer, é claro, que no meio de toda essa teoria os feios são os que se dão melhor na história do mundo. São os melhores em economia, em evolução e até mesmo em chamar atenção. 

"Perfeito para quê?" - Página 17

Se você quer prender a atenção de alguém, de verdade, precisa de um feio. Para juntar todos os dados para a pesquisa ela contou com a ajuda de uma amiga que também entende bem do assunto, ou pelo menos, acredita que entende. Um exemplo disso é que a mãe da menina tentava convencê-la de fazer mudanças faciais! Loucura, eu sei. As duas foram forçadas a vida toda a acreditar que eram muito feias e lá estavam elas, provando que era algo bom. Se o feio nem sempre é feio e o bonito nem sempre é bonito, quer dizer que as tais regras da atração são malucas, não é? Sim. É por isso que um dos garotos mais bonitos da escola, bonito de verdade, acaba se sentindo estranhamente atraído pela Marcela. Sim, Roberto, o charme em pessoa, estava sem entender o que estavam acontecendo, mas ele sabia que algo nela chamava muito sua atenção. Será que em uma escola que a beleza reina de forma exagerada é possível um garoto lindo se apaixonar pela 'patinha feia'?

"Acreditava que os milagres estivessem reservados só 
para os outros." - Página 114

O que me incomodou, de verdade, no livro foram as trocas de pontos de vista. Na realidade, até agora não tenho certeza de como elas funcionaram, ou melhor, elas não funcionaram. Em um momento estávamos na mente de um dos personagens principais e boooom na linha seguinte estávamos na cabeça de outro personagem. De qualquer maneira, eu me diverti e ri bastante com as teorias da personagem. O jeito leve com que ela lida com todos esses problemas é algo maravilhoso que devia, até mesmo, ser copiado. Não devemos viver de rótulos, devemos escolher quem somos e viver do modo que nos faz bem. Nisso temos um super ponto para o livro. Se você quer algo leve, engraçado e bem rápido, esse livro é para você. No final das contas, todos temos um pouco de "patinho feio" que, no final, não tinha nada de feio, rs.

Exótica
Autora: Loredana F.
Editota: Fundamento
Páginas: 144
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sábado, 11 de abril de 2015

Na Estante: O que o Amor Esconde


Eu nunca fui muito fã de suspenses, pelo menos em livros. Sou a definição de ansiosa (tanto que sempre leio as últimas páginas de um livro antes de começá-lo, mas fiquei feliz de só ter lido a última linha desse, caso contrário, nada teria tido graça) e o fato de ter que encarar um mistério não era muito a minha cara. Tudo começou a mudar quando li Meia-noite na Austenlândia, mesmo não sendo um senhor mistério tem um traço de suspense e eu fiquei muito animada com isso. Foi por conta disso que decidi ler esse livro, mas demorou um pouco (muito) para o suspense verdadeiro prender minha atenção. Ok, no final eu gostei muito do tcham da história, mas até chegar lá foi complicado. Sem esquecer que o livro é (meio que) contado por três pessoas diferentes, ou seja, eu me confundi um pouco aqui ou ali. No geral, gostei bastante, mas dei quatro estrelas, afinal o começo me deu um pouco de preguiça. Acho que, por enquanto, vou continuar com apenas filmes de suspense, ou, que sabe, da próxima vez eu escolha um suspense com menos pessoas narrando a bagunça toda, rs.

"Você é ela? Você é aquela com quem ele está agora? 
É por isso que você veio me procurar?" - Página 145

O livro conta a história de Libby, seu marido, Jack, e a ex-mulher dele, Eve. A última citada havia morrido de forma misteriosa alguns anos antes e, com isso, havia deixado várias pontas soltas na vida de todos que viviam com ela, principalmente o marido. Libby nunca tinha ligado muito para o passado da ex de seu marido, mas tudo começou a mudar quando os dois sofreram um acidente muito estranho de carro e só ela ficou gravemente ferida. Será que alguma coisa estava fora do comum? Com muito tempo livre e muitos pensamentos na cabeça, Libby, acabou achando alguns diários antigos em sua casa e todos pertenciam a Eve. No começo de tudo havia um pedido, não leia, apenas queime. Mas será possível queimar a única coisa que pode te ajudar a entender o que está acontecendo a sua volta? E a se a morte de Eve não foi um acidente? Será que Libby é a próxima? E, pior, será que o culpado está o tempo todo ao lado dela? Como lidar com a vida após um acidente e, ainda por cima, ligar os acontecimentos recentes com a morte nada comum de uma pessoa que, até pouco, estava em seu lugar? Será que tudo não passa de coincidências?

"Isso é apenas uma coincidência. 
Apenas uma coincidência." - Página 342

O livro vai soltando várias pistas que, durante a história, dão abertura para várias interpretações. Eu podia jurar que sabia que estava por trás de tudo o tempo todo, mas estava errada (hehe). Muitos personagens novos vão aparecendo e no final eu estava me sentindo como me sinto em Pretty Little Liars, será que a culpada sou eu? rs Se você gosta de personagens densos, um suspense clássico e, claro, um mistério que precisa de um ponto final, precisa ler esse livro para ontem. Ele é bem grandinho, mas quando você finalmente entra no ritmo passa num estantinho. Ainda não sei qual a minha relação final com os suspenses da vida, mas quem sabe agora animo um pouco mais, fiquem de olho aqui no blog e comentem aqui em baixo se vocês querem ver mais livros assim por aqui!

O que o Amor Esconde
Autora: Dorothy Koomson
Editora: Fundamento
Páginas: 400
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

domingo, 1 de março de 2015

Leituras do Mês + Book Haul | Fevereiro


Ai. Meu. Deus! Não é fácil acreditar que já estamos em março, tipo assim, eu podia jurar que o natal tinha sido ontem, o que está acontecendo com o mundo? Ok, vamos deixar meus dramas de lado, pelo menos por hoje, né? Vamos focar no que importa: eu li sete livros em fevereiro. Eu fiquei tão orgulhosa e tão feliz que nem sei explicar. Fazia um bom tempo que eu não lia mais de quatro/cinco num mês e eu quero de verdade conseguir manter esse ritmo (mas agora vem a prova de fogo, rs porque meu trabalho vai voltar e a faculdade já voltou). O que ajudou muito nessa brincadeira foram as parcerias que o blog conseguiu esse ano. Ano passado eu tinha uma editora parceira e esse ano estamos com três! Eu sou muito grata por cada parceria que o blog conseguiu e muito grata por vocês! Sem os melhores leitores do mundo o blog não seria nada, de verdade. Então, obrigada. Ok, vamos focar, Izabela? No vídeo eu vou mostrar um poucos dos cinco livros que recebi esse mês e vou contar um pouco sobre eles e mais outros dois que eu também li (mas que já tinha aqui em casa, rs). Ah, não esquece de, depois que vir o vídeo, comentar aqui no blog ou lá no canal do youtube qual dos sete livros você quer ver resenhado lá no canal. Lembrando que, todos os livros que estão aí em cima na foto (e no vídeo, rs) já foram resenhados em detalhes aqui no blog. Comenta também se você já leu algum desses e o que achou! Se não leu nenhum, será que ficou com vontade de algum? Espero que goste do vídeo! =)


Se gostou, não esquece de deixar aquele like lá no youtube, porque me ajuda de verdade (o dislike também ajuda, mas não é tão legal haha) e se ainda não está inscrito, clica aqui. Juro que é fácil, simples e prático. Acho que todos os recados que eu precisava dar já apareceram ali em cima, então é só isso, rs. 

Menina de Vinte (★★★★★): http://goo.gl/XShIzq
Fifty Shades of Grey (★★★★): http://goo.gl/e9hxnV
Sempre Foi Você (★★★★★): http://goo.gl/rCwbn5
Minha Vida Daria um Filme (★★★★★): http://goo.gl/unScQs
True (★★★★★ - ♥): http://goo.gl/lIOO4N
Geek Girl (★★★★★): http://goo.gl/lS7K5p
Meia-Noite na Austenlândia (★★★★★): http://goo.gl/LaSB9q

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Na Estante: Geek Girl


Eu não sabia muito bem o que esperar do livro, mas fazia um bom tempo que eu não lia um young adult (com o colégio de plano de fundo), então estava bem animada. Foi uma surpresa muito agradável, porque eu simplesmente adorei o livro. Ele ganhou cinco estrelinhas lá no skoob e mereceu muito cada uma delas. É um livro leve, engraçado e que, de uma forma ou de outra, nos ensina muito. Vou falar melhor o que achei sobre ele, em detalhes, aí em baixo, mas o fato é que eu verdadeiramente acho que todas as garotas (e garotos!) deviam ler esse livro. Geek ou não. A história vai bem além de ser ou não um(a) geek e bem além das passarelas de moda também. É um livro que nos lembra que somos únicos no mundo e que isso é algo maravilhoso que devemos abraçar! Se quiser conhecer um pouco melhor essa história adorável é só continuar lendo. =)

O livro conta a história da Harriet e ela é uma geek. Ela tem orgulho disso, mas ao mesmo tempo não entende como que uma coisa que é tão comum para ela, pode virar uma ofença tão grande quando sai da boca das meninas más de sua sala. Ela não entende nada de moda, mas sabe dados inacreditáveis sobre quase tudo que você conseguir imaginar. Desde a vida das baleias até datas e nomes de todas as guerras que o mundo já viu. Por outro lado, a melhor amiga dela, Nat, sabe tudo sobre a moda e, para falar a verdade, respira isso. Desde pequena ela sempre sonhou em ser modelo e, por isso, acabou arrastando Harriet para uma feira de roupas importantíssima, não pelas peças, mas porque o lugar estaria lotado de olheiros (pessoas em busca de novas modelos). O que ninguém esperava, de verdade, é que Harriet, em uma de suas trapalhadas geeks, iria acabar roubando todos os olhares para ela, inclusive chamando a atenção de uma das maiores empresas de modelos do mundo.

"É a primeira e única regra. A mágica vem quando você não 
está procurando por ela." - Página 30

É aí que a bagunça começa. Afinal, como que uma menina que é a definição da palavra geek (vale comentar que a definição vem escrita logo na primeira página do livro e que a personagem sempre está com um dicionário) pode virar uma modelo? Simples, ué, virando. Harriet decide que quer virar modelo, mesmo tendo que esconder essa escolha de muitas pessoas que ama e mesmo sabendo que isso viraria a vida dela de cabeça para baixo. Se ela achava que as meninas de sua escola eram más, é porque não conhecia as modelos que estavam revoltadas com a escolha surpresa da menina geek para uma grande campanha de moda. O mundo fashion pode ser mil vezes pior que os problemas escolares e Harriet estava apenas começando a descobrir isso. Entre muitas trapalhadas (mesmo), muito drama digno de Hollywood e muitas mudanças, ela vai tentando descobrir quem realmente é no mundo e logo vai percebendo uma coisa (com ajuda, é claro), ela é única.

"Diferenças são uma coisa boa. Este seria um mundo terrivelmente
entediante se todos fôssemos iguais." - Página 199

Harriet é uma personagem genial e não, não estou falando isso apenas por ela ser uma geek (o que a torna literalmente genial, rs). O livro, que é contado em primeira pessoa, é como se fosse um diário interativo da personagem e, o tempo todo, a vemos conversando com a gente, mesmo que indiretamente, criando listas, fazendo cálculos e tudo mais. O fato de que ela está vivendo uma coisa completamente nova acaba fazendo com que você se identifique com ela. Não pela parte de modelo, mas porque todos nós já passamos por grandes mudanças (ou estamos passando), sem esquecer que é comum acharmos que não somos bons o bastante e ela está aí para nos ajudar, mesmo que indiretamente, com isso. Nat é uma piada, a amiga dramática da personagem principal rendeu boas risadas e foi a definição de 'melhor amiga'. Os pais de Harriet também são um show a parte, para falar a verdade, todos os personagens são assim. Mesmo os que aparecem em apenas uma página. Naquela única página eles vão fazer você se divertir. Pelo que entendi, a autora colocou muito da vida dela no livro e acho que isso que deu esse gostinho tão bom.

Se você ainda está no colégio, esse livro é (tipo assim) uma leitura obrigatória, ok? Seja você uma menina ou um menino e seja você geek ou não. Como disse no começo, estamos falando de um livro young adult e esse livro é realmente perfeito para quem está começando o Colegial ou ainda está terminando o Ensino Fundamental. Isso não quer dizer que só quem está nessa fase vai gostar (afinal eu gostei e estou no último ano da faculdade, rs), mas quem está vai conseguir aproveitar ainda mais e, quem sabe, vai conseguir tirar muita coisa boa da história. O foco não é o romance e muito menos a vida brilhante de uma modelo, mas é sim sobre as descobertas que fazemos enquanto estamos crescendo, as verdadeiras amizades e a importância da família durante toda essa bagunça. Ah! Não posso terminar de falar desse livro sem falar da diagramação dele. Normalmente não comento isso, mas esse merece! A editora está de parabéns (até comentei sobre isso no twitter). Todas as páginas têm desenhos na numeração e em algumas folhas temos equações e coisas que combinam muito com o livro e, de certa forma, o deixam ainda mais delicado. Leitura obrigatória, ok? Ok. 

Geek Girl
Autora: Holly Smale
Editora: Fundamento
Páginas: 256
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Na Estante: Minha Vida Daria um Filme


Sabe aqueles livros que te fazem rir tanto que você até esquece que tem pessoas a sua volta? Pois é. Eu preciso contar que esse livro rendeu algumas das melhores risadas que já dei e que, definitivamente, quase acabou com meus post its. Eu tinha visto esse livro em uma livraria – numa cidade perto da cidade dos meus pais – e fiquei maluca pela história, pela capa e tudo mais, mas no dia eu estava sem dinheiro e meu limite no cartão também não estava muito bem. Guardei o nome do livro e fiquei esperando o momento certo. O que eu não esperava era que o blog seria um dos escolhidos da editora Fundamento para a parceria e que o livro em questão estaria na lista dos livros para parceiros. Eu não pensei nenhuma vez antes de escolhê-lo. Ainda não tinha lido nada sobre ele, mas sabe quando você tem certeza que vai gostar de um livro? Eu estava certa, tanto que ele recebeu cinco estrelinhas lá no skoob. Se quiser ver, em detalhes, o que achei do livro é só continuar lendo! =)

O livro conta a história da estudante Toni (e sim, ela sabe que parece um apelido de menino) que descobriu, sem querer, que pode sim existir amor à primeira vista. Estava tudo tranquilo na vida dela até que, durante um show bem movimentado, ela se perde de sua amiga e é quase esmagada por alguns roqueiros. Disse quase, porque sua vida foi salva pelo (descrito como deus grego) Filippo, um cara que conseguiu sem esforços colocá-la para dentro dos bastidores do show. Tudo estava parecendo um sonho, e ela logo acordou quando foi colocada para fora dos bastidores por um segurança muito mal encarado. Suas melhores amigas ficam sem acreditar na história e uma acha que o amor pode sim existir, enquanto que a outra acredita que isso é a maior besteira do mundo, afinal, o amor sozinho já é uma grande besteira. Mas Toni estava decidida, ela havia achado o amor da vida dela, só faltava ele perceber isso e, claro, ela precisava reencontrá-lo. Por uma graça do destino (assim dizendo) eles acabam se reencontrando e ela descobre que ele trabalha com cinema e, para completar, que ele está precisando de algumas figurantes para o novo filme em que ele está trabalhando. É claro que Toni se joga nessa e leva suas amigas malucas junto.

"O amor é o contrário do amor. O amor é uma guerra, é um derramamento de sangue." 
Página 26

A vida – na realidade – é muito mais simples que um filme e Toni vai percebendo isso aos poucos. Atores, quando estão por trás das câmeras, podem ser muito temperamentais, os figurinistas podem sem maníacos, os ajudantes que não recebem nada podem ser muito fofos e os sets de filmagem podem ser piores que a metrópole mais desorganizada que conseguir imaginar. Mas, em tese, o amor vence tudo, não é? Ela tinha certeza que viveria um grande amor de cinema como a diva principal com o garoto perfeito e que suas amigas seriam as coadjuvantes engraçadas que levariam o público à risadas intermináveis. Uma coisa era certa, a vida da personagem principal realmente podia virar um filme de tão doida, o que ela não esperava era que o roteiro daria uma reviravolta tão inesperada. Assim é o amor, às vezes sem roteiro e, em outros momentos, com roteiros cheios de voltas e mais voltas.

"[...] Em quatro segundos procuro minha dignidade no chão
(eu acho só uma parte dela, mas me contento porque estou com pressa), [...]."
Página 119

A personagem principal é completamente maluca, mas em um bom sentido. Toni vive tendo conversas muito sérias com ela mesma e, quando acredita em alguma coisa, ela vai realmente atrás do que quer. As amigas da personagem principal me fizeram sentir um grande misto de emoções, em alguns momentos eu amava muito as duas e, em outros, eu tinha vontade de matá-las. Para falar a verdade, uma delas, Matilde, me deu muito nos nervos, nem parecia que ela era amiga de verdade. Pelo menos elas renderam algumas das melhores frases do livro e me fizeram rir de verdade. A família da personagem principal também é genial. Os avós dela me divertiram de verdade (o avô passa o livro tentando aprender inglês, enquanto que a vó resolve criar um blog de receitas). Alguns outros personagens que vão aparecendo durante a história também me conquistaram muito (até os atores temperamentais), mas não vou contar muito, afinal não gosto de espalhar spoilers.

Se você gosta de livros que rendem boas risadas, esse livro é para você. Uma história de amor que não precisa de mel escorrendo pelas páginas para mostrar isso. Eu gastei muitos post its (vale comentar que, pela primeira vez na vida, coloquei mais de um post it na mesma página!), como comentei no começo, e não me arrependo de nenhum dos que coloquei. O livro é cheio de piadas leves e citações pop. O que achei mais divertido (e até curioso) é que o livro é Italiano! Nunca tinha lido algo que se passava na Itália e achei demais. Foi uma das coisas que, desde o começo, me fez ter vontade de ler, afinal, estamos muito acostumados com os livros americanos e ingleses, né? Foi legal variar isso. Ah, uma coisa que não posso deixar de citar é que a editora está de parabéns, achei genial o fato de que o livro vem com um tipo de classificação indicativa. Sempre achei que isso era necessário nos livros (principalmente os New Adults da vida) e foi bom ver na prática. Se está afim de dar boas risadas, vá logo ler o livro!

Minha Vida Daria um Filme
Autora: Simona Toma
Editora: Fundamento
Páginas: 256
Skoob do Livro.
Meu Skoob.