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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

A Pirâmide Vermelha (Rick Riordan)

Eu estava em uma vibe de ver documentários sobre o Egito antigo agora durantes as férias. Foram todos que consegui encontrar nos serviços de streaming que assino e ainda mais alguns no youtube. No final das contas, estava com muita vontade de ler algum livro que fosse por esse caminho e acabei pedindo por indicações em um dos vlogs de leitura que fiz lá no canal. O divertido é que falei que queria alguma coisa estilo Percy Jackson, só que do Egito... e não é que o autor do Percy também se aventurou (muito bem mesmo) pelo Egito e suas lendas? Eu li a série dos Olimpianos quando ainda estava no colégio (uns dez anos atrás) e lembro que gostava demais da escrita leve e cheia de momentos divertidos e uns até mesmo debochados que o autor tem. Encontrei exatamente isso com o primeiro livro da série As Crônicas dos Kane. Que livro fantástico. Que livro inteligente, detalhado, divertido, criativo e a lista ainda é grande... eu poderia continuar aqui falando sobre as mil qualidades. É meio claro que o livro ficou com cinco estrelas (e que vou querer ler o resto dessa trilogia).

Sadie e Carter são irmãos, mas cresceram separados. A mãe deles morreu quando ainda eram crianças e, desde então, Sadie mora com os avós em Londres e Carter viaja o mundo com o pai, que é um egiptologista. Um pouco antes do natal, Carter e seu pai fazem uma visitar para Sadie e eles vão para um Museu em Londres e as coisas saem por completo do controle enquanto eles estão por lá. O pai deles, Dr. Julius, numa tentativa de arrumar algumas coisas do trabalho dele acaba liberando cinco deuses do antigo Egito no mundo da atualidade e o mais perigoso deles, Set, está determinado a acabar com a família Kane. O que ors irmãos nem sequer imaginavam, é que todas as lendas, mitos, deuses e afins do Egito eram realidade e que a família deles fazia parte de uma ordem secreta que tinha como meta de vida preservar e proteger a magia dos deuses e magos. 

Agora imagine você como fica a cabeça de dois adolescentes ao se verem no meio disso tudo. Logo eles são carregados por um tio, que também faz parte de toda essa loucura, para um mundo onde a magia é real e eles fazem parte de algo que pode salvar (ou acabar com) o mundo todo. Sadie e Carter precisam aprender em poucos dias o que muitos levam anos para estudar. Eles precisam unir forças com deuses, magos e animais que eles nem imaginavam que existiam para tentar salvar o pai deles de um terrível fim e, para piorar, precisam também ajudar a salvar toda a humanidade dos planos terríveis de Set. Enquanto tudo isso acontece, eles ainda vão descobrindo muitas coisas sobre a família deles e, até mesmo, sobre a vida deles e o poder que nem imaginavam que tinham.

O negócio aqui é tiro, porrada e bomba (rs). O livro é agitado do início ao fim e a toda tempo temos uma nova revelação bombástica e algo acontecendo que ficamos completamente chocados. É genial mesmo. Além do que, como eu estava com os documentários frescos na cabeça, foi ainda mais divertido ir reconhecendo as coisas que iam aparecendo como parte da história. Sadie rouba a cena sempre que está como narradora (o livro é contado como se fosse a transcrição de uma fita encontrada com os depoimentos dos personagens principais). Claro, Carter também tem seus muitos momentos de destaque, mas Sadie ganhou um espaço em meu coração e eu ficava mais animada quando vi que o capítulo era narrado por ela. O livro é longo e você sente isso durante a leitura, afinal, são muitos detalhes para tornar todo esse mundo novo em algo crível, mas isso não é um ponto negativo. Apenas pode, em alguns momentos, deixar a leitura mais lenta. Em resumo, um livro maravilhoso que merece ser lido. Estou animada para, ao longo do ano, ler as continuações. Tem vlog de leitura do livro lá no canal.


A Pirâmide Vermelha
Autora: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 448 
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Na Estante: Namorado de Aluguel


Vocês me conhecem, eu realmente amo clichês e tudo nesse livro, logo de cara (e de capa), indicava que era exatamente isso que eu iria achar. Não estava errada e, é claro, eu amei (muito!). Não é a toa que ele ficou com cinco lindas estrelinhas lá no meu skoob e ainda lucrou um coração de favorito (coisa para poucos, rs). Ele, diferente do que eu estava imaginando, é um young adult muito fofo, a parte da fofura eu já esperava, mas pela capa eu tinha imaginado um new adult da vida, rs. Tirando a parte do clichê que eu imaginava e que eu amei, o livro inteiro me surpreendeu muito e eu simplesmente amei a escrita da autora, leve, divertida e apaixonante. Um livro para quem quer esquecer da vida por algumas horinhas (inhas mesmo, porque li em pouco mais de uma hora, rs) e simplesmente sorrir com uma história fofa de amor.

Gia é a garota mais popular do colégio e sempre teve tudo como quis. Ela acreditava que tinha a vida, a família e os amigos perfeitos. Suas amigas a seguiam como se ela fosse uma abelha rainha e seu namorado, um garoto da faculdade, era um sonho. O que ela não imaginava, nem nos piores pesadelos dela, era que tudo isso mudaria e, para piorar, tudo começaria justo no seu baile de formatura. Seu namorado, que já nem era mais assim um sonho, resolver terminar com ela no estacionamento do baile e ela ficou em pedaços, afinal, como explicaria isso para as amigas que, por um pequeno acaso, estavam malucas para conhecê-lo? Elas nunca acreditariam que o tal namorado era real. A não ser, é claro, que ela achasse um substituto. O problema era que ela ainda estava no estacionamento e o baile já tinha começado, ela precisaria de um milagre e foi, exatamente aí, que o milagre, ou melhor, o substituto, apareceu.

"Só para constar, eu posso 
ser muitas coisas. (...)" - Página 210

Um menino misterioso que estava dentro de um carro esperando a irmã mais nova sair do baile. Gia não tinha dúvidas Ela implorou, fez cena e prometeu até mesmo pagar se fosse preciso, ele só teria que ser o namorados dos sonhos por algumas horinhas e, logo depois, terminar com ela na frente de todos, é claro. Ele topou, depois de muito pensar, e até mesmo deu um pulo em casa para ficar com mais cara de baile. Tudo parecia muito simples e teria dado perfeitamente certo,  mas é claro que não foi assim. Afinal, umas das "amigas" de Gia não estava comprando a ideia e queria de todo jeito envergonhá-la. Depois de alguns dramas e uma história toda torta, mas que acabou crível, Gia sabia que estava devendo ser substituta para o menino um dia, o que ela não imaginava era que ele cobraria isso e que, para piorar toda a bagunça, ela não sairia da cabeça dela.

"Amanhã todos nós vamos ser pessoas melhores." - Página 103

Demoramos um pouco para descobrir o nome do menino em questão e eu achei isso relativamente divertido, por isso não vou contar o nome dele nessa resenha, para não tirar essa graça de vocês. Mas o fato é que ele virou um dos meus xuxus da vida. Em conjunto com toda a família louca e amável dele, sério, a mãe dele é uma personagem genial. O personagem em si, o substituto, me lembrou muito o St. Clair, de Anna e o Beijo Francês e isso mostra o quão amorzinho ele é. Gia me matou de orgulho. Me apeguei muito a essa personagem e até mesmo chorei com ela em alguns momentos. Quis matar as amigas dela, mas acho que é porque consegui ver com outros olhos toda essa história.

Gastei milhares de post-its e me diverti de verdade com a leitura. O livro é sobre achar seu lugar no mundo e ser quem você é, sem medo de ser feliz. Afinal, quando estamos no colegial, por exemplo, como somos vistos pelos outros importa muito, mesmo que não queiramos que isso seja real. O livro passa ensinamentos delicados, mas muito importantes e acredito que deveria ser uma leitura obrigatória para meninas e meninos que ainda estão no colégio. Faz refletir bastante, sabe? Amei demais o jeito leve da autora de lidar com assuntos que são tão importantes na vida dos jovens. E já estou, até mesmo, com saudades dos personagens (principalmente dos principais e da irmã do substituto, rs).

Namorado de Aluguel
Autora: Kasie West
Editora: Verus
Páginas: 250
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Na Estante: Vejo o Mundo nos Seus Olhos


A primeira coisa que me chamou a atenção nesse livro foi o nome, eu achei tão simples e tão lindo ao mesmo tempo. Só depois que eu fui me tocar que já conhecia uma das autoras do livro, afinal, eu já tinha lido Exótica. Sim, a Loredana (quem lembra que achei super legal o fato de ela ser italiana?) é uma das autoras, o livro é bem no estilo de Dash and Lily's Book of Dares, dois autores e cada um escrevendo um personagem diferente que narra a história. Não conhecia o outro autor, mas não posso negar, gostei mais da escrita dele, achei bem mais leve e gostosa de ler. O livro é legal, mas eu esperava um pouco mais. De começo achei a história bem confusa e demorei um pouco para entender o que estava acontecendo. No geral, é uma história sobre as várias descobertas da juventude e, mais que isso, as várias formas de se sentir amado. O livro ganhou quatro estrelinhas lá no skoob e se você quiser entender um pouco mais do que achei é só continuar lendo a resenha.

Normalmente nós nem reparamos direito o mundo a nossa volta. Quando vamos muito a um lugar ele acaba virando normal demais e deixamos de ver as pessoas que passam por ali, as histórias que começam e terminam naquele lugar e, até mesmo, as coisas que poderíamos viver ali se, apenas, abríssemos mais nossos olhos. Para Constância e Ângelo esse lugar era a estação de trem da cidade. Todos os dias eles passam por lá e sempre era a mesma coisa, pelo menos, era o que ela achava. Ele estava sempre de olho nela, mas o destino demorou um pouco para acertar tudo. Quando finalmente a vida deles se esbarraram, literalmente, tudo foi rápido demais. As apresentações, as trocas de olhares e até mesmo de números. O que eles não tinham ideia era que esse primeiro contato mudaria e muito a vida deles. Às vezes é preciso que algo assim aconteça para olharmos melhor o nosso redor. Percebemos melhor as coisas assim, ainda mais quando somos adolescentes e todo drama parece um verdadeiro furacão de sentimentos. Eles tentam levar as coisas para frente, do jeito deles, mas a vida, da mesma maneira que os uniu, quis também colocar tudo a prova, afinal, será que o que eles sentiam era forte mesmo? Será que aguentaria todos os dramas já citados e momentos não tão felizes? Reza a lenda que precisamos sofrer um pouco para aproveitar mais as coisas boas. O problema é, apenas, lidar com tudo isso quando se é muito jovem.

"Os seus olhos, mesmo sem lua, são o mundo." - Página 52

Algumas partes do livro me deram nervoso, porque um dos personagens principais tem a mania de ler/escrever coisas ao contrário. Só que essa história, para quem não está acostumado com isso, acaba rendendo uma boa dor de cabeça (literalmente). Deixei várias palavras soltas (dessas que estavam ao contrário) sem ler. No geral, é uma história bem adolescente (young adult) mesmo. Todos os dramas e temores que passam na cabeça de uma pessoa de 16/17 anos (idade dos personagens). Como comentei antes, a escrita do Marco é bem mais gostosa de ler, mas até que a da Loredana ficou mais animada (desde que li Exótica). O que me deixou meio perdida, como também comentei no começo, foi que os pontos de vista são trocados sem aviso. Uma hora é um personagem falando, depois passa para outro e ai volta para o primeiro, continua com ele por algumas páginas e depois troca e isso tudo sem aviso. Fiquei perdidinha.

A diagramação do livro está maravilhosa, como sempre. E o que eu peguei do livro (no meio disso tudo) é que a gente sempre vê o mundo um pouco diferente depois que conhece pessoas novas ou depois que passa por momentos novos. O modo como lidamos com tudo vai mudando de acordo com os olhares que vamos aprendendo a ter, ou seja, cada pessoa que é especial para gente ou que, simplesmente, nos marca, nos muda um pouquinho. O livro nos lembra de todos os drama da adolescência e eu indico para quem gosta de reviver essas coisas ou para quem está vivendo cada um desses dramas. O livro é bem rápido e eu li em menos de uma hora, é uma leitura para esquecer o mundo numa sentada para ler.

Vejo o Mundo nos Seus Olhos
Autores: Loredana F. e Marco T.
Editora: Fundamento | Onyria
Páginas: 145
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Na Estante: À Procura de Audrey


Eu estava muito animada para ler esse livro, afinal, adoro os outros da autora. Sophie Kinsella é bem conhecida pelos seus chick-lits e com total razão, sério, são sempre livros leves e divertidos. Ou seja, é claro que estava doida para ver o lado young adult dela. Não posso negar, eu estava esperando um pouco mais. O livro é ótimo e podemos ver o lado leve de Sophie nele, mas, ao mesmo tempo, não consegui ver essa história atraindo um público mais jovem. Tipo assim, todo o por trás da história é maravilhoso e passa uma mensagem muito boa, sem esquecer, é claro, que os personagens principais são bem mais jovens e os problemas com escola e com os pais estão sempre presentes (mais young adult que isso, só dois disso), mas é aí que está. Como somos mais novos não queremos ouvir lições. Podemos até ouvir, mas só vamos perceber que estavam certas quando crescermos um pouco mais. O livro ganhou quatro estrelas, mas vou explicar melhor meus motivos mais para frente. Em resumo, eu adorei a história (ok, tive alguns sérios problemas com o final dela), mas acho que não é um livro para relaxar, é para pensar. Se quiser conhecer um pouco mais da história e do que achei sobre ela é só continuar lendo a resenha.

Audrey passou por vários eventos traumáticos na escola e, por conta disso, acabou não aguentando toda a pressão. Nunca é fácil lidar com bullying, mas para algumas pessoas isso consegue ser ainda pior. Ela não conseguia mais conhecer pessoa novas, sair de casa e, até mesmo, mostrar os olhos para as outras pessoas. Pelas lentes de um óculos escuros, Audrey, ia tentando melhorar com a ajuda de uma médica. E é por conta dessa mesma médica que ela começa a ver a vida pelas lentes de uma câmera também. Era um jeito leve para ela 'encarar' as pessoas e poder perde o medo. Estava funcionando, ela adorava gravar as pessoas na sua casa. A vida estava assim, parada mesmo, até que tudo resolveu virar de cabeça para baixo na casa dela. Seu irmão mais velho, Frank, passava todo o tempo livre na frente da tela de um computador e, por conta disso, a mãe deles (que é viciada em um jornal britânico que acha que sabe tudo sobre a vida das famílias) resolveu que ele era viciado e precisava destruir a tecnologia da casa. Um evento básico para dar uma agitada na família, de leve. 

"Não é o mundo lá fora em si. (...) São as pessoas." - Página 46

No meio dessa bagunça toda, Audrey, acaba conhecendo Linus, um dos melhores amigos (e companheiro de jogos) do seu irmão. De primeira ela fica com medo e tenta fugir de qualquer tipo de contato com ele, mas aos poucos vai percebendo que ele nem é assim tão assustador. O clima na casa só piora quando a mãe deles resolve jogar (literalmente) um laptop pela janela, mas tudo que Audrey consegue pensar é que precisa melhorar o gráfico de sua vida (menos descidas, mais subidas) e ver Linus. O problema era que, com o irmão de castigo, não tinha como ele receber visita de amigos (lê-se Linus). Com muito medo, mas muito mais vontade Audrey começa a ir atrás dele, do jeitinho dela. Afinal, ele não a deixava nervosa nem com medo. Com ele as coisas eram fáceis e ela não precisava sai correndo toda hora. Para ajudá-la, Linus cria pequenos desafios, coisas que parecem bobeira para quem está de fora, mas eram grandes passos para ela. Coisas como ir até uma Starbucks ou, até mesmo, tentar falar com alguém lá. Nunca é fácil lidar com problemas, ainda mais quando eles estão dentro da nossa cabeça, mas tudo fica mais leve quando entendemos que não estamos sozinhos.

"Não vai ser para sempre. Vai ficar no escuro pelo 
tempo que precisar, então vai sair." - Página 96

Linus é um amor de personagem. Ele é um dos lado leves do livro (que já conhecemos bem nas histórias da Sophie), um personagem que me animou muito e que me fez ler mais rápido, porque queria chegar nas partes em que ele aparecia (haha). Audrey é um exemplo, ela vai muito além de uma simples personagem. Fiquei nervosa com algumas escolhas dela, mas, ao mesmo tempo, acho que entendo quando levo em consideração todo o drama por trás da história. A família dela daria quase que um livro inteiro a parte. A mãe com mania de perfeição, o pai que está mais preocupado com o trabalho do que com os ataques da mulher, o irmão dramático que sente falta dos jogos e o irmão caçula que só pensa em pizza (ele é o outro lado leve da história, rs). 

O que me fez tirar uma estrela do livro foi o suspense não resolvido. Você passa o livro todo tentando entender o que fez Audrey ficar dessa forma e ela vai até mesmo te levando a pensai nisso (com frases de efeito falando que ainda não era a hora da gente saber o real motivo), mas chega no final e ela simplesmente não conta. Entendo a escolha da autora de não contar, afinal, esse não é o foco da lição do livro, mas se não ia contar, porque deu a entender isso na história? O leitor (eu! - e mais gente que já vi reclamando disso) fica esperando respostas. Respostas que deixariam o livro com muito mais cara de young adult, vale comentar. Sem as explicações o livro continua ótimo, mas fica parecendo mais uma simples lição de moral do que algo animador para ler. No geral, adorei a diagramação e a forma que os vídeos dela são explicados (ah, e os capítulos não têm nomes nem títulos!). Gostei e recomendo para todos que já se sentiram presos de alguma forma. Seja um problema na escola ou em casa mesmo, as lições (mesmo sem algumas respostas) são realmente boas. 

À Procura de Audrey
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Galera Record
Páginas: 336
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

TAG: Mundo YA


Hey! Eu sei que vocês gostam de tags por vídeo, eu também gosto, mas eu fui marcada em muitas esse mês e como estamos no final de outubro logo tenho que gravar o leituras do mês e o book haul, ou seja, se eu não respondesse por post essa tag só iria ao ar em novembro. Quem me marcou para essa foi a (xuxu) da Karen do Viajando na Estante. Como vocês devem ter visto, pelo título, é uma tag sobre livros young adults, popularmente conhecidos como YA. Se você ainda tem dúvida nessas 'divisões' dos livros é só vir aqui, porque eu já fiz um post sobre isso que pode te ajudar. São algumas perguntas, que foram criadas pela booktuber Tati Feltrin, então vamos lá, né? Karen, mais uma vez, obrigada por ter me marcado.

1) YA contemporâneo, sobrenatural ou de fantasia?
Olhando minha estante percebi que a grande maioria dos livros ya que já li são de fantasia/sobrenatural. Por conta disso, e em comparação com os que li e são contemporâneos, eu acho que os meus 'favoritos' dentro de ya são os ligados à mundos fantásticos.

2) Qual seu autor YA preferido?
J.K. Rowling. Preciso falar alguma coisa? Acho que não, não é? rs


3) Qual a melhor capa de livro YA da sua coleção?
Glimmerglass. Na realidade, todas as capas dessa trilogia são lindas de viver. Foi exatamente isso que me fez ter vontade de ler o livro, a capa. Não, eu não esqueci que prometi fazer um vídeo sobre essa trilogia, então fiquem de olho aqui no blog, rs. Mas também não posso esquecer da capa divosa de A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista. Eu diria que tivemos um empate aqui.

4) Qual a melhor série YA?
Harry Potter. Assim como comentei no número dois, acho que não preciso falar muita coisa, né?

5) Qual o melhor livro YA avulso?
Isso foi complicado, porque está meio na moda escrever trilogias, né? Mas no meio dessas trilogias e séries eu escolhi A Culpa é das Estrelas. Já comentei algumas vezes que esse livro, além de me fazer chorar a vida, me ensinou muita coisa.

6) Você conhece e gosta de algum YA brasileiro?
Sim! Os da (diva) Paula Pimenta. Temos a série Fazendo Meu Filme, que é muito amor em forma de livro.

7) Qual o Ya mais engraçado/ divertido que você já leu?
Eu nunca li nenhum livro em que o foco era a graça, mas já li muitos que renderam boas risadas, acho que vale, né? Eu me diverti bastante com Anna e o Beijo Francês, com A Culpa é das Estrelas (tirando as partes triste, é claro), Segredos da Minha Vida em Hollywood, Glimmerglass e por aí vai.

8) Qual foi a maior "surpresa" YA?
A Seleção. Eu realmente esperava um livro muito bizarro, mas me apaixonei por completo pela trilogia (já falei melhor sobre os livros aqui).

9) Qual foi o YA mais decepcionante?
Looking For Alaska e Dezesseis Luas. Mais um empate, minha gente. Eu esperava muito dos dois livros, pelo que já tinha lido na internet sobre os dois, e definitivamente não achei isso tudo.


10) Qual a melhor adaptação para o cinema de um livro YA?
Na minha opinião (MINHA!) foi Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Eu amei tudo nesse filme e por mais que não seja o mais fiel, definitivamente é um filme maravilhoso.

Espero que tenham gostado da tag! Sintam-se, como sempre, taggeados, só não esquece de me mandar o link caso responda, ein? <3

domingo, 10 de novembro de 2013

Wishlist Literária: New Adults


Deviam me proibir de procurar livros novos, isso é um fato. Desde que comprei o Kindle tudo parece tão fácil que acaba sendo mais forte que eu uma vez que meu "gênero" favorito ainda não tem muitos livros aqui no Brasil (e pelo e-reader não preciso esperar um mês como é pelo book depository). Eu já contei aqui no blog a diferença entre young adult e new adult, então acho que não preciso explicar de novo hoje. A wishlist de hoje é só de livros que tive que me segurar - fortemente - esse final de semana para não comprar, kk. Como falei, o kindle é lindo e prático, mas é um perigo (podemos comprar com um clique!). Estou montando essa lista para mostrar o livro para vocês (porque realmente parecem ser tudo de bom) e porque vou economizar a vida para comprar eles de natal para mim. Espero que gostem. Ah! Alguns dos livros são no estilo de Crash e Pushing the Limits, young adult com um pezinho no new adult (mas que estão na lista de new adults do goodreads). Outro detalhe é que eu procurei por livros que não têm continuações (o que foi complicado uma vez que 98% desses livros têm).


The Sea of Tranquility (Katja Millay) - Sinopse: A ex-prodígio do piano Nastya Kashnikov quer duas coisas: passar pelo ensino médio, sem que ninguém descubra sobre seu passado, e fazer com que o menino que tirou tudo dela - sua identidade, seu espírito, sua vontade de viver - pague. A história de Josh Bennett não é um segredo: cada pessoa que ele amou foi levado de sua vida até que, com 17 anos de idade, não há uma que reste. Agora tudo que ele quer é ser deixado em paz e as pessoas permitem isso, porque quando o seu nome é sinônimo de morte, todos tendem a dar-lhe o seu espaço. Todos, exceto Nastya, a menina misteriosa e nova na escola que começa a mostrar-se e não vai desaparecer até que ela insinue-se em todos os aspectos de sua vida. Mas quanto mais ele passa a conhecê-la, um enigma maior ela se torna. Conforme a relação deles se intensifica e as perguntas não respondidas começam a se acumular, ele começa a se perguntar se nunca conhecerá os segredos que ela está escondendo - ou mesmo se ele quer saber.


Eu achei esse livro em uma lista de new adults do goodreads e fui procurar algumas coisas sobre ele, para a tristeza do meu bolso todas as críticas são muito boas e positivas. É claro que segue aquele famoso padrão que eu comentei aqui, a menina nova no colégio que tem um passado tenebroso acaba se apaixonando de forma maníaca pelo badboy do colégio que também tem um passado tenso e por aí vai. Mas o que posso fazer se gosto tanto de ler essas histórias? Culpada. Eu tive que me segurar muito para não comprar esse livro, ele está bem caro (para um ebook) e por isso ele está aqui na wishlist. Espero me dar de presente de natal, vamos ver...


Left Drowning (Jessica Park) - Sinopse: Weighted down by the loss of her parents, Blythe McGuire struggles to keep her head above water as she trudges through her last year at Matthews College. Then a chance meeting sends Blythe crashing into something she doesn’t expect—an undeniable attraction to a dark-haired senior named Chris Shepherd, whose past may be even more complicated than her own. As their relationship deepens, Chris pulls Blythe out of the stupor she’s been in since the night a fire took half her family. She begins to heal, and even, haltingly, to love this guy who helps her find new paths to pleasure and self-discovery. But as Blythe moves into calmer waters, she realizes Chris is the one still strangled by his family’s traumatic history. As dark currents threaten to pull him under, Blythe may be the only person who can keep him from drowning.


amazon • saraiva  book depository

Esse livro também estava em uma das listas de new adult do goodreads, mas o que me chamou atenção de verdade nele foram dois comentários sobre a história: "O romance me deixou maluca, me deixou sem ar, me deixou querendo mais." - Jamie McGuire, autora de Belo Desastre e Walking Disaster (preciso falar mais alguma coisa?) e "Emocionalmente lindo e ferozmente sexy!" - Colleen Hoover, autora de Hopeless e Slammed (Métrica). Pois é, eu seria maluca de não colocar esse livro aqui. Nem preciso repetir sobre meu mais novo padrão favorito, não é? Garota com passado triste encontra garoto com passado pior ainda e por aí vai.

Atualização: Comecei essa wishlist no começo do mês e até então tudo estava lindo e eu não era a maníaca dos livros (aquela maníaca que leu A Seleção e A Elite e menos de dois dias), mas quando chegou sábado à noite esse livro estava por R$2,23 no amazon, então eu comprei. Culpada. Já estou lendo o livro e estou amando. So far so great.



The Edge of Never / Entre o Agora e o Nunca (J. A. Redmerski) - Sinopse: Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para a rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos.


Eu vi esse livro em alguns blogs, ele chegou não faz muito tempo ao Brasil, e me animou muito o que li sobre. Ele é um new adult bem marcado (pelo que li sobre), ou seja, os personagens principais estão começando a pensar o que querem da vida e ao mesmo tempo não sabem mais nada do que querem da vida (confuso como essa fase é na vida real, kk). O ebook em inglês está com um preço muito bom, o que me faz pensar em colocar esse livro na minha listinha de natal, assim como o The Sea of Tranquility...


Slammed / Métrica (Colleen Hoover) - Sinopse: Após a morte do pai, a ausência torna-se a maior companheira de Lake. A responsabilidade pela mãe e pelo irmão caçula a congelam num limbo de luto e dor. Por fora, ela parece corajosa e tenaz; por dentro, está perdendo as esperanças. E se mudar do único lar que conheceu não ajuda em nada. Agora em uma nova casa, em uma nova cidade, ela precisa achar seu caminho. E um rapaz apaixonado por poesia pode ser o guia perfeito. Quando conhece o novo vizinho, Layken imediatamente sente uma intensa conexão. Algo que finalmente parece desanuviar um pouco sua realidade. Mas o caminho da verdadeira felicidade não é feito de tijolos dourados, e logo uma revelação atordoante faz o novo relacionamento ser bruscamente interrompido. O dia a dia vai se tornando cada vez mais doloroso à medida que eles se esforçam para encontrar um equilíbrio entre os sentimentos que os aproximam e as forças que os separam. Na poesia dos dois, talvez a estrofe perfeita seja solitária e ímpar. E amor rime com dor.


Esse livro está aparecendo pela vida como melhor new adult do ano (falaram que é melhor que Belo desastre!), ou seja, era meio óbvio que ele estaria aqui. De começo eu não estava com vontade alguma de ler o livro, mas a cada resenha que pulava na minha frente eu ia mudando um pouco mina opinião e agora eu preciso desse livro. Ele, para minha tristeza, tem continuação, mas fazer o que, né?

Atualização: Mais uma vez a maníaca do livro agiu e bom, eu comprei esse livro pelo book depository... O único problema é que ainda tenho que esperar um mês por ele. Foi mais forte que eu, meu lado Becky Bloom estava atacado e quando fui ver já era tarde demais. Não me arrependo, mas agora estou contando os dias para ter o livro em mãos. Deixei na lista pelo mesmo motivo do primeiro.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Kidult, Young Adult (YA) ou New Adult (NA)?


Até ontem eu não sabia que tinha uma diferença entre o NA e o YA, na realidade os dois eram iguais na minha cabeça. Como sempre fui muito lerda com esses "novos gêneros" literários fui dar uma pesquisada e resolvi juntar o que aprendi para mostrar aqui no blog. Acredito que não sou a única que não vê muita diferença entre os dois "gêneros". No meio dessa brincadeira eu até descobri o "gênero" Kidult também, mas calma que vou explicar tudo direitinho.

Kidult e Young Adult

A diferença, basicamente, é só o nome. São os livros para quem está começando a deixar de ser criança, por isso kidults, que é a mistura de kids (crianças) com adults (adultos) e young adult (jovem adulto). Os livros normalmente tem como fundo o colégio e os personagens principais ainda não têm 18 anos. Pode ter alguma coisa mais quente na história, mas não é o foco. Em tese são livros que chamam a atenção de pessoas entre 14 e 24 anos, mas não é uma regra. Costumam focar muito em bullying, família, status social, primeiro amor... Usam muitas gírias e normalmente é contado em primeira pessoa (mas não é uma regra).

A lista de livros desse "gênero" é bem grande. Harry Potter (J.K. Rowling), Crepúsculo (Stephenie Meyer), Gossip Girl (Cecily von Ziegesar), Percy Jackson (Rick Riordan), Dezesseis Luas (Kami Garcia e Margareth Peterson), Anna e o Beijo Francês (Stephanie Perkins) e por aí vai. (Lista)

New Adult

Novo adulto, assim dizendo. Esse pelo menos só tem um nome, bem mais simples de guardar. Esse é meu atual "gênero" favorito e eu nem sabia que ele tinha um nome certinho (para minha era tudo YA). O new adult é aquele livro que foca na vida de um adulto que ainda não é adulto, basicamente pessoas com mais de 18 anos que estão na faculdade e ainda têm muitas duvidas sobre o que vai ser da vida delas. Em tese esses livros são para pessoas entre 18 e 30 anos, mas assim como o YA isso não é uma regra. O foco dos livros (normalmente) é a faculdade, álcool, drogas, bullying, sexo, a perda da Inocência, brigas com a família, falta de emprego, medo de falhar na vida e por aí vai. Sem esquecer que eles também têm muitas gírias, como o YA, mas esses também têm muitos palavrões para o meio das histórias.

A lista de livros desse "gênero" é bem conhecida aqui no blog, haha: Belo Desastre (Jamie Mcguire), Walking Disaster (Jamie Mcguire), Easy (Tammara Webber), Métrica (Colleen Hoover), Crash (Nicole Williams), entre outros. (Lista)

NA ou YA?

Algumas pessoas afirmam sem medo de ser feliz que não existem diferenças entre YA e NA, como falei eu não via a tal diferença, mas elas estão aí e são até grandes. Alguns livros, como o que estou terminando de ler (Pushing the Limits), são entre "gêneros". Como assim, Izabela? Usando de exemplo o que estou lendo, ele tem foco em YA, se passa no colégio e trata de temas como família e primeiro (e verdadeiro) amor, mas ao mesmo tempo tem palavrões e algumas discussões mais NA (como o futuro, uma vez que eles estão no último ano do colegial). Ou seja, existe os dois "gêneros" e eles são diferentes, mas isso não significa que temos que fechar a mente e rotular tudo, rs! Espero ter ajudado.