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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Arte & Alma (Brittainy C. Cherry)

Fiquei uns bons meses sem escrever resenhas aqui para o blog, por mais que ano passado (2020) eu tenha lido 59 livros no total. O que aconteceu, então? Assim como para todo o resto do mundo, eu estava em um momento muito atípico da minha vida, trabalhando de casa e tudo mais, e, ao mesmo tempo que voltei a ler mais com isso, também comecei a vloggar mais minhas leituras. Foi assim que nasceram os "Vlogs de Leitura" lá no canal e me orgulho em dizer que amo o formato que "criei" por lá para compartilhar minhas leituras. Mas algo estava faltando... As resenhas escritas, é claro. Só que um lado da minha cabeça (meus Divertidamente estavam pirando) pensava que não valeria a pena, uma vez que já estava tudo documentado em horas e mais horas gravadas no canal. Mas um novo ano começou e, por mais que na tese não mude nada de fato, quis eu mesma mudar algumas coisas. Começando, é claro, com a volta das resenhas escritas (mas sem abandonar os vlogs de leitura). Agora que já me expliquei, vamos para a primeira resenha escrita do ano... que é sobre o primeiro livro que li no ano (uau, será que ainda sei o que eu estou fazendo aqui?).

Brittainy cada dia mais se torna uma das minhas autoras favoritas da vida. Aquela autora que se publicar a lista de compras do mercado... eu compro para ler. O meu livro favorito de 2020 foi dela (Eleanor & Grey) e, pensando assim, achei que seria muito justo começar o novo ano com um livro dela também. E eu acertei em cheio! Como é de se esperar, o livro quebrou meu coração em mil pedacinhos, mas valeu a pena cada segundo. Chorei, ri, me emocionei, chorei mais um pouco e ri de novo mais algumas vezes. É um livro real. Um livro com situações que fazem parte da nossa vida, mas que nem sempre paramos para pensar em realidades que não são nossas. Mesmo tratando de muitos assuntos delicados, o livro é leve. Exatamente por todos esses fatores (e mais alguns outros que ainda vou comentar) o livro ficou com cinco estrelas e um lindo coração de favorito.

Aria tem a alma de artista. Na verdade, ela em si é a arte. Mas isso nem sempre é muito apreciado pelas pessoas no geral, exatamente por isso, ela é invisível em sua escola. Muitos, mesmo tendo estudado a vida toda com ela, nem sequer lembram o seu nome. E ela não liga muito para isso, de verdade. Ela tem a arte para ser uma companheira fiel e, para quando precisa de contatos humanos, tem seu melhor amigo Simon. Ele também não é lá muito popular e, para completar, lida com alguns transtornos compulsivos (no caso dele, com o número quatro). Só que em questão de semanas, a vida dela muda por completo. É como se tivessem colocado uma grande seta neon apontada para ela e todos que nunca perceberam que ela estava ali, começam a perceber, mas não de uma forma muito agradável.


"Você é uma montanha-russa de emoções e tem medo de se envolver." - Página 11


Levi é a carne nova no pedaço. Ele acabou de chegar na cidade para passar mais tempo com o pai (que ele basicamente não conhecia muito sobre) e virou logo a atração da escola. Bonito, talentoso e com um sotaque do Sul que fez muitas e muitos suspirarem. Assim como Aria, ele também tinha alma de artista. Ele era músico e era toda a alma da música também. Mas toda essa atenção não é nem de perto algo que ele queria ou gostaria de ter, na verdade. Aria e Levi acabam sendo escolhidos como parceiros de um trabalho que envolve a arte e a alma dos dois: música e pinturas. O mundo dos dois colide e eles percebem que, mesmo no caos que vivem, ambos têm muito em comum. Se apaixonar não era nem de perto o plano deles, não com tudo que estavam passando, mas isso não é algo que podemos controlar. A conexão deles é forte e eles percebem que um precisava muito do outro, por mais que nunca fossem de fato admitir isso. A arte e a alma se completam.


"(...) eu encontrei alguém que meio que está juntando os pedaços de novo." - Página 230


O que mais gosto na escrita da Brittainy é o dom que ela tem para escrever personagens secundários. Isso tudo torna a história ainda mais real, afinal, um conjunto de personagens bem escritos nos ajudam a entrar ainda mais na história e a acreditar em tudo que está acontecendo ali. Dito isso, outro dom da autora é criar história que são muito dramáticas, mas sempre na medida certa. O suficiente para você chorar, mas logo se recompor com esperança e quentinho no coração. Essa história me pegou de surpresa em muitos momentos e eu tomei muito cuidado para não soltar nem um mini spoiler aqui para vocês. Ela merece ser lida com todas as suas surpresas e reviravoltas.  

O livro, como comentei, toca em muitos assuntos delicados, mas faz isso de forma inteligente e cativante. Não é sofrível ler o livro, por mais que você sinta algumas dores dos personagens. É uma história que parece real e isso torna a leitura ainda mais gostosa. Indico o livro para que já leu outros da autora e gostou ou para quem gosta da escrita levemente (muito, vamos falar a verdade) da Colleen Hoover. Indicaria a leitura para maiores de quinze anos também. Para ser uma leitura mais bem aproveitada. E você, já leu? O que achou dessa história? Lembrando que tem vlog de leitura desse livro lá no canal e que você pode clicar aqui para ver.


Arte & Alma
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Galera Record
Páginas: 308
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

domingo, 6 de novembro de 2016

Na Estante: Caindo na Real


Pensa num livro que eu estava maluca para ler. Esta aí. Quem acompanha o canal do blog já sabe que sou maluca pela série Segredos da Minha Vida em Hollywood, da autora Jen Calonita. Sou apaixonada por tretas hollywoodianas e ela escreve isso com maestria. Exatamente por isso, fiquei doida quando vi esse livro novo dela por aqui no Brasil. Sabia que viria mais loucuras do por dentro das câmeras e estava contando os segundos para ler tudinho. E valeu cada segundo da espera e da leitura. Mais uma vez, a autora me conquistou e conseguiu mostrar de um jeito leve e até mesmo divertido tudo que acontece entre os famosos e, até mesmo, os que querem ser famosos. Por isso o livro ganhou cinco lindas estrelas no skoob. Yay. Quer conhecer melhor a história? Só continuar lendo a resenha.

Todos nós já paramos para pensar, em algum momento da vida, poxa, minha vida e a dos meus amigos daria uma ótima série. Ok, Charlie nunca tinha pensado isso, mas a vida estava pensando bem diferente dela. Uma menina normal, que estudava todos os dias em um colégio ainda mais normal e trabalhava e um café para juntar o dinheiro da faculdade. O que ela não imaginava, era que sua mais nova fiel cliente do café, Susan, era na verdade de uma TV e estava atrás de novas estrelas teens para um reality tipo o das Kardashians. Ela havia ouvido Charlie cantando pelo café, falando sobre o que sentia pelo colega de escola e contando todas as loucuras que fazia com suas amigas e, exatamente por isso, acreditava que ela era perfeita para a série que queria lançar. Ela só precisava que suas amigas topassem e, claro, que os pais deixassem e, numa passe de mágica, seria a nova estrela de reality da TV americana.

"Como nos tornamos as garotas ideias para 
um reality show (...)?" - Página 49

O dinheiro seria perfeito para pagar a faculdade, mas ela perderia sua privacidade e, pior, poderia acabar perdendo as amigas também, afinal, a TV gosta é de barraco, não de amor e amizade verdadeira. O dinheiro pesa na escolha e é assim que logo as câmeras começam a seguí-la por onde vai. A vida de reality não tem muito de realidade e ela vai logo percebendo isso da pior maneira possível. Os dramas e intrigas começam a pesar e Charlie precisa pensar numa maneira inteligente de lidar com todo o drama real que sua vida virou.

Já disse que amo tretas estilo hollywood? Amo! Adoro ver esse lado por trás das câmeras e todo o drama real das celebridades e sub-celebridades, rs. Adorei conhecer a Charlie e as amigas dela e amei ainda mais ver o por trás do reality delas. Cada amiga também tem uma personalidade muito bem escrita e adorei acompanhar o crescimento delas como personagens na história, sem esquecer, é claro. de Zac, o crush da personagem principal que tem um humor delicioso de ler. Mil ponto para a criação dos personagens desse livro.

Um young adult delícia que mostra que nem tudo é como parece e que, principalmente, as vidas perfeitas que vemos na TV são tudo, menos perfeitas. Uma escrita gostosa e completamente devorável que te deixa querendo mais e ainda imaginando o que mais aconteceu quando a história acaba. Já era fã da autora e agora fiquei ainda mais. Indico e muito!

Caindo na Real
Autora: Jen Calonita
Editora: Galera Record
Páginas: 
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Na Estante: Boa Noite


Eu estava bem curiosa para ler esse livro. A Pam foi uma das primeiras blogueiras literárias que comecei a acompanhar e fiquei bem animada quando descobri que ela lançaria um livro. A animação só cresceu quando fui acompanhando os vídeos dela enquanto escrevia, afinal, estamos falando de um new adult que se passa no nosso querido Brasil. Fiquei ainda ais ansiosa para saber como seria, quais 'marcas' de NA teria e tudo mais. Adorei que ele se passa bem no meio de uma faculdade bem a nossa cara mesmo, mas fiquei um pouco surpresa com a falta de realidade de alguns detalhes. Como acabei de me formar numa faculdade e, para completar, morei numa cidade muito universitária, fiquei boba de ver que muitas das coisas citadas estão mais para American Pie do que faculdades brasileiras, mas é a vida e, de forma geral gostei. O livro ganhou quatro estrelas e, como sempre, vou explicar todos os motivos. O começo achei bem lento e eu não estava vendo um foco na história, mas depois fui me acostumando. Menos blá-blá-blá e mais resenha, ok.

Alina sempre foi a nerd da sala e nunca fez nada fora do normal. Sua família sempre esteve presente em tudo e assim que teve a chance de deixar tudo para trás ela fez sem pensar duas vezes, Faculdade. O lugar em que você pode voltar para a estaca zero e ser quem você sempre quis ser. Ninguém de conhece, os lugares são novos, as experiências são novas e tudo parece diferente. E é assim que Alina começa a nova fase da vida. Tudo começa com a sua mudança para a República das Loucuras, onde ela já faz novos amigos de cara, afinal, dividir casa não é nada fácil, mas com as pessoas certas pode ser completamente divertido e único.

Por fazer engenharia, ela logo sofre muito por ser mulher. Os professores a tratam diferente e como se ela não soubesse nem somar dois com dois. Os colegas de sala fazem questão de diminuí-la e, para completar, nem tudo é tão fácil como parece. As festas universitárias são tão históricas quanto as lendas, mas também são recheadas de bebidas e pegação, coisa que não existia em seu mundo e, de certa forma, parece assustador e ousado demais para tudo que ela já viveu. Mas, espera, essa é a faculdade. A nova estaca zero. Hora da Alina 2.0 entrar em ação e mostrar que de bobinha do interior ela não tem nada. 

"De uma garota que ninguém se preocupava para alguém que está 
em uma lista anônima com conotação sexual." - Página 144

O livro aborda temas importantes e são partes verdadeiras das vidas universitárias. A forma como tudo foi colocado ficou bem legal e, até mesmo, didático, mas sem ficar chato e repetitivo. Era necessário um livro citar e mostrar tudo o que ele mostra. Por mais que algumas das coisas sejam exageradas, continuam sendo verdadeira e, de certa forma, o exagero choca e prende ainda mais a atenção, ou seja, para quem vai entrar na faculdade e lê o livro fica de aviso, mas sem parecer aula chata,

Gostei mais dos personagens secundários do que os principais, mas isso não é a primeira vez que acontece, A culpa é toda da Manu, a amiga doidinha da personagem principal que fala o que pensa quando quer e como quer. Ela deixou o livro bem leve, mesmo nos assuntos mais delicados. A escrita me deixou meio bléh no começo, mas, como comentei no começo, foi porque não parecia ter foco. As primeiras cem páginas mais pareciam um diário de primeiros dias na faculdade do que outra coisa, não tinha algo acontecendo (por isso perdeu uma estrela). Aí depois aconteceu tudo de uma vez só também (haha). De forma geral gostei e indico, principalmente para quem vai se aventurar pelos corredores de uma faculdade pela primeira vez.

Boa Noite
Autora: Pam Gonçalves
Editora: Galera Record
Páginas: 237
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Na Estante: George


Sou professora e tenho turmas com alunos a partir de seis anos. Se tem algo que eu sei bem é que tudo ainda é muito bem divido. No dia que usei minha caneta rosa no quadro, para escrever algumas respostas, os meninos reclamaram. No dia em que o exercício pedia para os alunos (de forma geral) se colocarem no lugar de uma personagem (menina) muitos ficaram de cara feia e falaram o que tinham que falar bem rápido, um, inclusive, se recusou a falar. Afinal, o que é de menino é azul e é só de menino. O que é de menina é rosa e é só de menina. Espera aí. Estamos em 2016. Que palhaçada é essa? Cores dividindo pessoas? Uma fala de um livro não podendo ser lida porque era uma personagem menina? Sim, tudo isso ainda existe nas salas de aula e exatamente por isso (e por muitos outros motivos, passando por família, escola e afins) falar de gênero ainda é algo tão complicado. Eu mesma sei muito pouco sobre. Tive um professor de pilates maravilhoso (e com uma alma fantástica) que me ensinou muito, mesmo que sem querer. Atualmente ele luta pelo que acredita e cada dia me sinto mais orgulhosa de conhecê-lo. A outra parte do pouco que sei aprendi com a maravilhosa Mandy Candy, que é uma youtuber trans que fala muito sobre tudo que ela sentia e ainda sente. Me fez ver muitas coisas com outros olhos e rever muitos dos meus pensamentos. E aí agora tenho a George. Que me fez pensar ainda mais sobre tudo um pouco. Principalmente, sobre como é sim importante a conversa sobre gênero existir. E mais que isso, a conversa sobre respeito, que muitas vezes falta em casa. Um livro leve, delicado e direto. Um livro que ensina, que toca e encanta. Um livro que recebeu cinco lindas estrelas no skoob e que indico para todos, todos mesmo.

George é uma menina que nasceu em um corpo de menino. Ela sempre soube que algo não estava certo ali. Ela se olhava no espelho e via Melissa. Uma menina doida para viver, mas que estava presa atrás do menino que tinha que aparecer para todo mundo. Uma menina que pegava revistas de moda e dicas femininas escondida de tudo e de todos só para se sentir mais ela mesma. Uma menina que passava mal toda vez que precisava escolher o banheiro que ia usar, o masculino, é claro. Uma menina que, mesmo nisso tudo, via uma luz no fim do túnel. Uma luz fantástica e literária. Uma personagem de um livro que a turma iria encenar. George queria ser a aranha, mesma sabendo que para todos ele era um menino, e a personagem, menina.

"Ela deseja poder ser outra pessoa." - Página 13

Ninguém aceita essa ideia, a não ser Kelly, a melhor amiga de George. Uma menina doce que vê a amiga como ela é de verdade sem se perguntar detalhes e criar problemas. E é aí que as duas começam a bolar um plano para que George pudesse aparecer na peça com a aranha Charlotte. Seria o único jeito de mostrar para todos, de verdade, que ela podia ser a menina, porque simplesmente era uma menina. Não era uma missão fácil, mas era o sonho de uma vida. Valeria a pena.

"Eu já falei para você. Sou menina." - Página 115

George, ou melhor, Melissa, é uma criança encantadora. As dúvidas que ela precisa passar, por outro lado, são cruéis e nos fazem repensar muitas coisas. Não é algo que alguém escolhe, como alguns dizem. É como cada um nasce e se sente. A gente não muda o que é, a gente apenas vive. Amei ainda mais Kelly que viu tudo com a naturalidade (certa) de uma criança que, acima de tudo, amava muito a melhor amiga e estava muito feliz por ter uma amiga (que ela achava antes que era amigo). Um livro feito para tocar bem lá no fundo e colocar aquela pulga atrás da orelha de muita gente. É sim um assunto é ser conversado. É sim algo verdadeiro e que muitas pessoas sentem. O que me lembra que eu percebi que ia amar o livro logo na dedicatória dele ("Para você, pelos momentos em que você se sentiu diferente"). Indico, como disse antes, para todos. É uma leitura que devia ser obrigatória, pela leveza da escrita e a seriedade do assunto. Ah, e desculpa, de forma geral, se falei alguma coisa de forma errada na resenha, como disse, ainda tenho muito o que aprender.

George
Autor: Alex Gino
Editora:Galera Junior
Páginas: 144
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

domingo, 25 de setembro de 2016

Na Estante: Boomerang


Gostei da capa, do nome e do que parecia ser a história, por isso, não tive dúvidas ao solicitar o livro. Ainda bem que o fiz. Um New Adult clichê, mas não de raiz (aquelas tretas com o passado dos personagens, rs) que me conquistou logo no primeiro capítulo. O livro ficou com quatro estrelas e vou explicar tudo o que achei, como sempre, nos detalhes. Uma história leve, divertida e que prende o leitor até o final, porque tudo precisa de uma resposta e precisamos saber como vai terminar. Personagens ligados na tomada e isso tudo de um jeito bem gostoso de ler. Me imaginei, na verdade, vendo uma série de TV, conseguia imaginar certinho cada cena e foi bem divertido. No final das contas, esperava um pouco mais do final, mas o caminho valeu muito a pena (e vale lembrar que é uma trilogia, ou seja, ainda tem muita coisa para acontecer). Se quer entender melhor o que achei desse livro, é só continuar lendo.

Mia havia acordado na casa de um completo estranho logo na manhã do seu primeiro dia no novo estágio. Ela não sabia onde estavam sua roupas e, para falar a verdade, nem a sua dignidade, Ela não lembrava o que tinha acontecido e nem como tinha parado lá. Ethan também não tinha muita certeza de quem era a menina que havia achado em sua cama, mas, assim como ela, ele também estava atrasado para o novo emprego e o tempo estava curto demais para perguntas bobas do tipo, como viemos parar aqui. Ois dois se arrumam correndo e decidem que vão dividir o taxi, afinal, estavam indo para o mesmo lado da cidade. O que nenhum dos dois estava esperando, ou melhor, nem imaginando, era que estavam indo para o mesmo lugar. Na verdade, para o mesmo estágio.

"É muito cedo para poesia, e essa conversa já está 
me fazendo sentir boba e chorosa." - Página 68

O site de relacionamentos Boomerang estava atrás de um novo estagiário para a área de marketing e lá estavam os mais novos candidatos. Como se já não bastasse toda a confusão que haviam vivido pela manhã, já que a de noite os dois não lembravam, ainda teria que trabalhar na mesma mesa e, para completar, competindo para a efetivação no final do estágio, Apenas uma vaga estava disponível e os dois precisariam dar o seu melhor para consegui-la. A cereja do bolo ainda estava por vir, relacionamentos entre os funcionários era algo totalmente proibido. Mas será que conseguiriam? Afinal, ficariam semanas na mesma sala e, ainda por cima, na mesma mesa. Entre encontros arranjados para testar a popularidade do site, ex-namoradas malucas e problemas de família, os problemas da empresa e da busca pelo emprego parece um verdadeiro nada.

"Eu descobri que goste de tudo nela. 
Cada. Pequena. Coisinha. De. Merda." - Página 95

O começo do livro é viciante. Não conseguia parar de ler e de me surpreender, sério. A cada linha que passava a autora conseguia jogar uma nova bomba surpresa que me deixava sem reação. O problema, foi que toda essa loucura no começo me deixou esperando muita coisa no final, mas a animação foi diminuindo e o ritmo da história também. Ethan é o oposto de todos os clichês nos New Adults que conhecemos. Ele é doce e se preocupa com todos que estão a sua volta. Ele não tem um passado treta marcado por problemas, tirando a ex-louca, claro, e não é todo tatuado e tal. Esse é o charme dele. Ele parece totalmente real e até mesmo possível. Mia é completamente doida, como todos em sua família, e essa loucura toda é o que faz o livro ter graça.

Fiquei curiosa para saber qual é a das continuações do livro, porque por mais que eu esperasse um pouco mais do final, ele foi um final. Claro, deixou uma coisa ou outra no ar, mas foi um final bem resolvido. O livro é para distrair e animar. É bem escrito e realmente prende o leitor. Uma indicação certa para quem gosta dos vários tipos de News Adults, mas deixando claro que, por mais que o livro se encaixe em muitas das definições do gênero, não é pesado emocionalmente nem nada do tipo. É leve e, como disse antes, parece uma série divertida e romântica de TV.

Boomerang
Autora: Noelle August
Editora: Galera Record
Páginas: 
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Na Estante: Lembrança (A Mediadora #7)


Já comentei algumas vezes aqui no blog sobre o que vou contar agora,  mas o fato é que, além de Harry Potter, a série de livros que mais me marcou (e que me fez ter ainda mais vontade de ler quando eu era mais nova) é A Mediadora, da Meg Cabot. Além disso tudo, é uma série muito especial para mim, porque eu li junto com a minha mãe. Nós conversávamos muito sobre os personagens e, definitivamente, isso nos juntou ainda mais (se é que isso é possível, rs). Jesse, o fantasma mais sexy da literatura e, também, um dos personagens principais da série, foi meu primeiro amor literário (ele era para o meu eu adolescente o que o Travis Maddox é para o meu eu de hoje em dia) e isso a gente nunca esquece. Agora imaginem o meu surto quando a autora anunciou, muito tempo atrás, essa continuação. Eu estava contando os segundos para rever meus personagens e fantasmas amados. Esse mês de agosto foi a definição de amor e nostalgia para mim quando o assunto é livros. Pude voltar para o mundo mágico de Harry Potter e ainda rever meus fantasmas e humanos pirados de A Mediadora. Pensa numa serumaninha feliz, eu. Sem esquecer que também foi liberado um ebook gratuito da série contando o 'um pouco antes' do livro novo. É claro que estamos falando de um livro (e um conto extra em ebook, rs) que ganhou cinco lindas estrelas e um mais lindo ainda coração de favorito. Se você não conhece a série, leia, sério. Ah, e pode ser que considere uma coisa ou outra aqui como spoiler. (hehe)

Suzannah sempre soube que sua vida seria de um tudo, menos normal, afinal, ela tinha nascido com um dom muito raro, o de se comunicar e ajudar fantasmas que tinham pendências na Terra. Foi exatamente assim, lidando com um PMNO (Pessoa Morta Não Obediente), que ela conheceu o amor de sua vida, o fantasma Jesse. Depois de muitos problemas, fantasmas querendo acabar com tudo e, claro, o fato de que seu amor estava morto desde mil novecentos e lá vai bolinha, as coisas se resolveram com um milagre e ela acreditava que, dentro do possível, tudo ficaria bem. Só que é claro que nada é tão simples assim, ainda mais quando se lida com  mortos chateados e cheios de poderes e, claro, pessoas bem vivas, mas com muito poder também.

"E sinto informar (...), mas não vou embora nunca." - Página 108

Uma fantasma (criança aterrorizante) resolveu aparecer na ex-escola de Suzannah que, por um pequeno acaso, era o novo lugar de trabalho dela. A menina estava resolvida a resolver sozinha os problemas não resolvidos depois de sua morte e isso renderia uma bela dor de cabeça da mediadora, literalmente. Como já não bastasse isso, Paul, o fantasma bem vindo do passado de Suze, estava de volta para a cidade e bem decidido de acabar com o romance fofo entre o ex-fantasma e a mediadora. Como loucura pouca é bobagem na vida dela, Paul voltou com a bomba de que comprou a antiga casa dela, lugar em que o fantasma de Jesse vivia, e que, caso ele a demolisse, algo muito ruim aconteceria com o espírito, muito bem vivo, dele. O que ele queria para evitar isso? Um nova chance com ela, é claro. Mas isso estaria fora da jogada, uma vez que agora ela era noiva do (Dr.) Jesse de Silva e ainda odiava, com todas as letras, o colega mediador (riquinho mimado).

"Vamos levar umas cadeiras e um pack de cerveja para 
ficar assistindo. Vai ser mais divertido que 
os fogos de artifício do 4 de julho." - Página 271

O que eu posso falar desses personagens lindos que já conheço tanto e ainda considero pakas. Jesse continua sendo o galã maravilhoso que solta pérolas em espanhol (desde meus treze anos sonho com alguém me chamando de mi hermosa, pode rir) e isso é maravilhoso. Até mesmo o paul continua sendo aquele personagem maravilhoso que amamos odiar, rs. Gostei muito de rever os amigos de Suze e até sua família louca. Mas o melhor nisso tudo? Foi rever a própria Suze. Meu Deus, isso me lembrou muito o motivo de eu amar tanto livros. Ela é a personagem maravilhosa que eu lembrava, só que ainda melhor. Ver a Suze resolvendo os problemas com os fantasmas no mundo cheio de tecnologias em que vivemos foi fantástico. Sem esquecer que, eu tinha me esquecido um pouco de um quão bad-ass ela é e o quão magnífico é isso. Mil ponto para a Suzannah (e para a Meg, hehe).

Esse livro é um presente para os fãs da série (assim como o de Harry Potter). Meg usou esse livro, de forma genial, para agradecer os fãs que, mesmo muitos anos depois, ainda amam essa história fantástica em todos os sentidos da palavra. Ela soube deixar a história interessante, única, inédita e completamente genial. Temos uma pitada de humor que me fez querer bater palmas também (a autora zoa demais as série sobre mediadoras que surgiram na TV) no meio disso tudo. O único problema do livro é a sinopse dele. Me fez enrolar um pouco para começar a leitura porque eu estava esperando, graças ao que tinha lido na capa, um verdadeira dramalhão exagerado mexicano e, graças aos céus, não foi isso que recebi. Recebi um presente da autora e, de quebra, pude matar a saudade e voltar a amar esse personagens. Esse livro é uma leitura obrigatória para quem gosta da série em questão.

Lembrança (A mediadora #7)
Autora: Meg cabot
Editora: Galera
Páginas: 400
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Na Estante: A Geografia de Nós Dois


Faz um bom tempo que eu queria ler esse livro, afinal, já tinha lido um outro da autora (A probabilidade estatística do amor à primeira vista) e ficado bem curiosa para ler as outras coisas que ela escreveu. A escrita da Jennifer é bem levinha e divertida, mas exatamente por ser bem leve, às vezes, fica um pouco entediante. Tanto que comecei  ler no gás e logo fui perdendo a animação, que só foi recuperada aos poucos do meio do livro para frente. Isso não quer dizer que ele é ruim, nem pensar. De forma geral, gostei bem da história e é uma ótima pedida para as férias. O livro ganhou quatro estrelinhas lá no skoob, como sempre, vou explicar tudo nos detalhes para vocês.

Lucy e Owen moram em extremos opostos do mesmo prédio. Ela, no vigésimo quarto andar e ele, no subsolo. Os dois já tinham se visto na recepção algumas vezes, mas nunca tinham sequer se cumprimentado. E foi aí que um dia ela resolveu correr para não perder o elevador e ele estava lá. Até aí, tudo normal, o que ninguém esperava, ou melhor, nem mesmo imaginava, era que a cidade de Nova Iorque inteirinha ficaria sem energia naquele exato momento. Deixando assim, os dois presos dentro do elevador sem uma luz sequer. A conversa começa um pouco sem graça, mas logo eles já estão conversando sem nem parar muito para pensar. Ele não era muito fã da cidade, mas ela morava lá desde sempre e amava cada pedacinho daquilo. Ele sentia falta das estrelas no céu e ela não sabia muito bem o que era isso.

"Talvez nunca estivessem destinados a
 mais que uma única noite. - Página 150

Quando finalmente tiram os dois de lá, o clima fica um pouco estranho, ok, eles ainda estão sem luz, mas não estão mais presos juntos. E é aí que os dois acabam no terraço do prédio com as estrelas. Eles passam a noite lá, depois de conversarem a noite toda sem medo de serem felizes, mas não se encontram mais quando as luzes voltam. E é aí que tudo desanda. O pai de Owen resolve fazer uma viagem sem destino pelo país com o filho e o pai de Lucy, precisa se mudar por conta do emprego e a leva junto, para Endiburgo. E ela aproveita para fazer um tour pela Europa. A geografia não estava nem um pouco a favor, mas nada podia mudar o fato e que aquele dia do elevador tinha tocado fundo nos dois.

"Estava pensando em castelos e colinas e xícaras de chá. 
Mas, na verdade, estava pensando naquele elevador." - Página 195

Eu simplesmente amei que a capa daqui é igual a capa original. Eu achei tão amorzinho e combina muito com o clima e história do livro, isso é sempre bom. O livro é contado em terceira pessoa, normalmente eu não gosto, mas nesse livro funcionou bem. O que me fez tirar uma estrela do livro foi que toda a história por trás do romance era meio fraca. Claro, não podemos esperar coisas lógicas do amor e tudo mais (blá-blá-blá), mas achei tudo meio corrido e forçado, tanto a viagem dele (que ainda estava no colégio!) quando a dela (que vivia o drama de ser sempre abandonada em casa pelos pais mega ricos). Isso não atrapalha a graça do livro, mas me deixou com preguiça. Para quem gosta de livros ridiculamente fofos, esse é uma ótima pedida. O açúcar chega a escorrer pela lateral do livro e, como disse no começo, é uma leitura bem leve e rápida.

A Geografia de Nós Dois
Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
Páginas: 272
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

domingo, 3 de julho de 2016

Na Estante: Além-Mundos


Eu não posso negar que li o livro bem rápido, mas não posso negar também que posso (ou não) ter pulado um ou dois (ou quatro) capítulos no meio disso tudo. É um livro com uma ideia fantástica, mas que não foi muito bem executada. O livro tinha como foco mostrar uma escritora trabalhando no seu mais novo livro e em uma menina vivendo algo completamente doido e que não tinha ideia de que, na verdade, era simplesmente a personagem do livro que a outra personagem estava escrevendo. Um pouco confuso, mas era o prometido e o esperado. Não foi bem isso que o livro entregou, ficou mais como duas histórias separadas que às vezes fazia sentir ter as duas ali juntas. O livro me empolgo bem no começo, mas logo fui desanimando e o fato de ser gigante me desanimou ainda mais. Estamos falando de mais de quase 600 páginas aqui. Por isso, e pelos motivos que vou explicar ali em baixo, o livro ficou com três estrelinhas no meu skoob.

Quando Darcy começou a escrever seu primeiro romance, ela nem imaginava que sua palavras realmente estaria tomando vida. Ela simplesmente sentou e escreveu o que tinha em mente em mais ou menos trinta dias, tudo porque descobriu que uma amiga de sua mãe havia morrido de forma trágica. Foi assim, simples e rápido, que a ideia de todo o livro apareceu em sua cabeça. Mais que rápido que a criação foi a aceitação, logo uma grande editora resolveu publicar a história e oferecer muita coisa para ela, desde que ela escrevesse mais, é claro.

"O resultado não foi exatamente um final feliz." - Página 463

Enquanto isso, em outro lugar e no meio de um aeroporto, Lizzie está vivendo seu pior pesado. Terroristas entraram atirando para tudo quanto é lado e ela sabe que seria uma das vitimas, não tinha para onde fugir ou correr. O que ela podia fazer era bem simples, e ela fez, se jogar no chão e se fingir de morta. O que ela não esperava era que o desejo havia sido tão forte que, de alguma forma, ela realmente tinha ido parar onde os mortos estavam, um além-mundo. E o mais estranho nisso tudo? Essa era exatamente a história que Darcy tinha escrito.

A história vai variando os pontos de vista, mas como não segue um padrão ou algo lógico, é bem complicado de acompanhar e eu me perdi muitas vezes, principalmente no começo (só depois de uns seis capítulos que eu me toquei que os capítulos que são narrados pela Darcy tem o título simples e os que são narrados pela Lizzie, esse têm uns traços em volta do título... fica a dica). Para quem escreve ou conhece o mundo da escrita, muitas das coisas que a personagem escritora vive fazem sentido. A forma como ela escreveu o livro e até alguns surtos aqui ou ali. De começo gostei muito de ver o mundo da Lizzie, mas depois não estava mais aguento o ponto de vista dela da história. Darcy começou dando esperança, com toda essa de escritora jovem sendo publicada, mas depois ela fica tão metida (não com todas as letras, mas nas entrelinhas de tudo que ela faz e fala) eu também não estava mais aguentando. Em resumo, esse é um livro dentro de um livro. Enquanto acompanhamos a vida de escritora, cumprindo datas e revisões, de Darcy nós vamos lendo também o que ela escreveu (de forma já revisada e pronta). Para quem gosta de coisas paranormais, a parte Lizzie vai ser bem legal de ler. De resto, desanimei bem.

Além-Mundos
Autor: Scott Westerfeld
Editora: Galera Record
Páginas: 546
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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Na Estante: Dama da Meia-Noite


Faz um bom tempo que quero ler algo da autora, mas sempre fiquei com muita preguiça, afinal, são muitos livros (culpada, rs) e o preço também nunca ajudava. Já tinha visto filmes e séries que se passavam no mundo que ela criou e tudo me deixava com mais vontade de ler, mas a vida (sabe como é, rs) nunca ajudava (mais uma vez). Foi aí que eu recebi esse livro e todas as minhas desculpas acabaram (e, para ajudar, uma amigo meu já tinha me convencido de que eu precisava ler e ponto, rs). Ele é o começo de uma nova série e, por mais que se passe no mesmo universo, é totalmente possível lê-lo sem ter lido todas as outras histórias. Inclusive, acho que a autora tomou muito cuidado para que isso fosse um fato e eu amei isso logo de cara. O livro ganhou cinco lindas estrelinhas e me deixou apaixonada por esse mundo (literalmente) novo. Quer conhecer um pouco mais sobre o livro? Vou dar meu melhor, mas resolvi não contar muitos detalhes do que li e sim focar mais no que achei, isso porque não sei o que é spoiler das outras séries e não quero estragar a leitura de ninguém (de nada, rs).

Emma é uma guerreira, ou melhor, uma caçadora de sombras. Ela sempre foi e o maior foco de sua vida é descobrir quem matou seus pais. O mundo em que ela vive tem uma teoria sobre o acontecimento, mas ela sente que foi algo bem além. Ela não tinha muito apoio nessa busca, por mais que tivesse sido muito bem acolhida por uma família, porque ia contra muitas das regras que tinha que obedecer, mas fica muito complicado de ignorar os fatos quando seres do mesmo mundo começam a aparecer mortos e com marcas muito parecidas com as que os pais dela tinham quando foram achados. A cada segredo que é revelado, um novo aparece e consegue mudar drasticamente o rumo das coisas. 

"É um fardo pesado a se carregar, esse segredo." - Página 408

Amei o fato de que a autora conseguiu me surpreender com as viradas na escrita dela, isso tem sido bem raro nos livros que leio. Sobre os personagens, bom, todos eram relativamente novos para mim, claro, um ou outro (que era citado) eu já conhecia por conta do filme/série ou por conta de algum amigo, mas de forma geral tudo foi muito novo e eu fiquei em choque com como a autora consegue dar profundidade para todos os personagens que escreve. Adorei, principalmente, toda a loucura de Julian e Emma, afinal, toda essa coisa de parabatai (um melhor amigo e parceiro de batalha, de um jeito bem extremo) era nova para mim. E a Emma de forma geral, tive ataques com o tipo de humor dela, sério, eu ria de forma exageradamente gostosa com as falas dela.

Me confundi um pouco com os nomes no capítulo extra, mas isso é só por eu ser lerda mesmo, acredito eu. No geral, se para mim, que não sabia nada sobre esse mundo, o livro já foi de pirar a cabeça, imagino que para quem conhece de cabo a rabo vai ser ainda mais fantástico. O livro é realmente gigante, mas só fui me dar conta do tamanho dele quando já tinha passado da metade. Indico para quem nunca leu nada da autora, assim vai se apaixonar como eu. Indico também para quem já leu, porque acredito que deva ser demais.

Dama da Meia-Noite
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera
Páginas: 574
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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Na Estante: A Profecia do Paladino


Esse ano resolvi me arriscar em vários estilos de livros que, normalmente, eu não leria. Nunca fui muito fã de suspense durante as minhas leituras, por mais que ame isso em filmes, mas percebi que não é que não gostava de verdade do estilo, o fato era apenas que eu ainda não tinha lido bons livros com essa temática. Exatamente por isso resolvi me arriscar com A Profecia do Paladino. Eu simplesmente tive ataques (documentados no snapchat, rs) durante o começo da leitura. Sério, o começo do livro é genial e te prende de verdade, o problema é que depois eu fui desanimando, aí eu animava de novo, mas aí desanimava... Uma verdadeira montanha-russa de emoções com essa história. O livro ganhou quatro estrelas exatamente por isso. A história é muito genial e você fica realmente sem saber o que está rolando nesse young adult, o problema é que tem hora que está super animado e tem hora que é um pouco parado demais. Mas vamos por partes, não é mesmo? Vou contar tudo nos detalhes, como sempre.

Will sempre foi muito discreto e, como não tinha amigos, isso era bem fácil. Era um pedido de seus pais, ele podia fazer tudo que queria, menos mostrar o quão inteligente ou rápido ele era, bem simples. Sua família estava sempre mudando de cidade e isso ajudava muito a guardar segredos sobre como ele realmente era. O problema é que ele precisou fazer um teste em sua escola, que era geral do país, e se esqueceu de errar algumas perguntas. Quando o resultado chegou ninguém estava acreditando, afinal, ele tinha tirado uma nota que beirava o impossível. Foi aí que apareceu um convite exclusivo, ele poderia se matricular, com uma bolsa integral, em uma das escolas mais prestigiadas do país que, por acaso, era totalmente secreta. Isso seria impossível, não é? Ele não podia chamar atenção, estava nas regras (mais de 90) que o pai dele havia criado. Isso estava errado. Só não estava mais errado do que ele sendo seguido por carros escuros e pessoas estranhas durante todo o dia.

"Importante tipo para a história da humanidade." - Página 62

Ao voltar com a novidade para casa, Will percebe que tem alguma coisa muito errada acontecendo com sua mãe e, para piorar, seu pai está numa viagem de trabalho. As perseguições pioram e ele não vê nenhuma escapatória, as pessoas não estavam de brincadeira, queria pegá-lo e ele não tinha ideia do motivo. Sem notícias do pai e com a mãe fora de si ele percebe que precisa fugir o mais rápido o possível para a tal escola especial. Uma matrícula extraordinária e completamente fora de época. Uma das regras era não confiar em ninguém, mas ele estava completamente sem opções. O que ele não imaginava, nem nos maiores sonhos, era que descobriria muitas coisas nessa tal escola, coisas que iam além de qualquer imaginação. Sua inteligencia foram do comum e a sua rapidez eram apenas um sinal do que estava por vir, algo muito maior. E se todos na escola não estivem lá à toa? E se tudo estivesse ligado no final das contas? Algo muito misterioso estava começando naquele lugar e tudo começava a fazer sentido.

"Um verdadeiro mistério." - Página 284

De começo, o livro me lembrou muito Percy Jackson. Toda essa história de ser algo que não sabia, aí acontece alguma treta com os pais e o personagem principal acaba indo parar em um lugar que revela muito sobre ele, mas que também atraí muita confusão. Ok, minha explicação ficou digna de uma chamada da sessão da tarde, mas acho que deu para entender. os dois livros, até mesmo, tem algumas características em comum. Eles têm como plano de fundo algo milenar que muda a vida de um jovem que não sabia de nada (haha). Will é um personagem bem forte, desde o começo da história, e ele tem sempre sacadas e tiradas geniais. Gostei muito do fato de que ele não se afeta com valentões e está sempre obedecendo as regras malucas do pai, afinal, se elas foram criadas e se ele está nessa história maluca, é porque tudo tem um motivo. Gostei muito dos personagens secundários, principalmente a Brooke, que consegue ser tão cabeça-dura quanto ele.

A história é mistério atrás de mistério. Quando achamos que finalmente descobrimos alguma coisa, bom, não descobrimos nada, na verdade. É isso que deixa tudo ainda mais emocionante, sem esquecer, é claro, que estamos falando de uma trilogia e que é claro que nada se resolve aqui, rs. Como comentei, o livro é muito genial e empolgante, mas em alguns momentos, lá para o meio (exatamente) da história, tudo vai ficando parado e demora um pouco para o ritmo voltar. Se você gosta de young adults recheados de aventura e suspense, esse livro é, sem sombra de dúvidas, perfeito para você. 

A Profecia do Paladino
Autor: Mark Frost
Editora: Galera Record
Páginas: 420
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terça-feira, 29 de março de 2016

Na Estante: Nunca Jamais #1


Eu não sei nem o que dizer, sério. A situação está tão séria que minha vontade é de simplesmente sair gritando por aí. Ai. Meus. Deus. Do. Céu. O que é esse livro? Não é segredo aqui no blog que sou fã de carteirinha da Colleen e de tudo que ela escreve, mas nessa parceria, com a autora Tarryn Fisher, ela se superou num nível que não sei nem explicar. O livro é um suspense (romance misterioso) cheio de surpresas e muitas coisas sem explicações lógicas. E não, nãos estamos falando de pontas soltas ou exemplos negativos, estamos falando de uma loucura que te prende na história de um jeito inexplicável e mágico. Não é à toa que o livro ganhou cinco estrelas e um coração de favorito. Afinal, eu só consegui parar de ler quando cheguei ao final (e foi aí que meu coração teve um pequeno ataque, porque esse é só o primeiro livro da trilogia e é claro que nada se resolve aqui e deixa aquele clima de quero mais, muito mais). Se você gosta dos livros da Colleen ou, simplesmente, gosta de livros muito bons que te prendem, esse é para você. Calma, muita calma, prometo que vou explicar tudo para vocês, sem spoilers (afinal, não tenho as respostas ainda, rs) é claro.

Charlie não tinha ideia de como tinha parado em sua aula pela manhã. Ela sabia que estava em sua escola, ou melhor, sabia que aquilo era uma escola, mas não sabia muito bem de tinha vindo ou onde deveria estar. Para piorar, não sabia o que era a sua vida e muito menos seu nome, pelo menos até a chamarem e ela deduzir que deveria atender por aquele nome. Toda a sua vida, seus dezessete anos, tinham sumido de sua memória e ela não tinha a menor noção do que estava acontecendo. Até que ela encontrou Silas, que pelo que seus supostos amigos contaram, era seu namorado. Ele parecia estar tão perdido quanto ela e é no meio de uma conversa em particular que ela descobre que ele está passando exatamente o mesmo que ela. Silas também não sabe como foi parar naquela escola e muito menos quem ele é. 

"Pode ser que não signifique nada. 
Ou pode ser ser que signifique tudo." - Página 37

Tudo indicava que eles se conheciam por uma vida inteira, mas naquela manhã eram completos estranhos, um para o outro e para eles mesmos. A vida de todo mundo estava seguindo normal e os dois não conseguiam achar uma explicação lógica para o que estava acontecendo, afinal, ninguém perde totalmente a memória mas continua lembrando senhas, endereços e, até mesmo, que o Kanye West se casou com uma Kardashian. A cada descoberta sobre o passado os dois ficam sem entender o porquê de estarem juntos, para inicio de conversa, mas isso não os impede de tentar entender toda essa maluquice. Aos poucos algumas pistas vão aparecendo, mas é preciso bem mais que isso para poder ajudá-los.

"O que significa Nunca Jamais?" - Página 80

Manow. Cara, tipo assim, meu Deus. Isso define muito bem o livro. Toda essa loucura é ridiculamente bem escrita e você se sente lá com os personagens, na verdade, muitas vezes você sente exatamente o que o personagem está sentido (coisa que só tinha acontecido comigo em The Sea of Tranquility). É uma loucura tão grande, um livro ser narrado por dois personagens que esqueceram por completo quem são, que poderia dar muito errado em um livro, mas deu muito certo. Qualquer deslize poderia deixar a história sem sentido e chata para o leitor, mas as autoras fizeram tudo isso com maestria e criaram uma história que te prende do início ao fim e, com falei antes, com aquele gostinho de quero muito mais.

Os personagens, mesmo sem suas memórias, são profundos e cheios de segredos e descobertas. Aos poucos vamos nos apegando à eles e é magico como conseguimos identificar suas loucuras em meio a todo esse caos que eles estão vivendo. Eu adorei o jeito leve de Silas e super entendi todo o drama de Charlie. O fato é: Esse livro é único e eu preciso, para ontem, da continuação (ou melhor, das continuações) dele. É um livro para quem gosta de suspenses bem escritos, tão simples. Indico mil vezes. Ah, vale comentar que acabei com meus post-its azuis, sério.

Nunca Jamais #1
Autoras: Colleen Hoover e Tarryn Fisher
Editora: Galera
Páginas: 190
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Na Estante: À Procura de Audrey


Eu estava muito animada para ler esse livro, afinal, adoro os outros da autora. Sophie Kinsella é bem conhecida pelos seus chick-lits e com total razão, sério, são sempre livros leves e divertidos. Ou seja, é claro que estava doida para ver o lado young adult dela. Não posso negar, eu estava esperando um pouco mais. O livro é ótimo e podemos ver o lado leve de Sophie nele, mas, ao mesmo tempo, não consegui ver essa história atraindo um público mais jovem. Tipo assim, todo o por trás da história é maravilhoso e passa uma mensagem muito boa, sem esquecer, é claro, que os personagens principais são bem mais jovens e os problemas com escola e com os pais estão sempre presentes (mais young adult que isso, só dois disso), mas é aí que está. Como somos mais novos não queremos ouvir lições. Podemos até ouvir, mas só vamos perceber que estavam certas quando crescermos um pouco mais. O livro ganhou quatro estrelas, mas vou explicar melhor meus motivos mais para frente. Em resumo, eu adorei a história (ok, tive alguns sérios problemas com o final dela), mas acho que não é um livro para relaxar, é para pensar. Se quiser conhecer um pouco mais da história e do que achei sobre ela é só continuar lendo a resenha.

Audrey passou por vários eventos traumáticos na escola e, por conta disso, acabou não aguentando toda a pressão. Nunca é fácil lidar com bullying, mas para algumas pessoas isso consegue ser ainda pior. Ela não conseguia mais conhecer pessoa novas, sair de casa e, até mesmo, mostrar os olhos para as outras pessoas. Pelas lentes de um óculos escuros, Audrey, ia tentando melhorar com a ajuda de uma médica. E é por conta dessa mesma médica que ela começa a ver a vida pelas lentes de uma câmera também. Era um jeito leve para ela 'encarar' as pessoas e poder perde o medo. Estava funcionando, ela adorava gravar as pessoas na sua casa. A vida estava assim, parada mesmo, até que tudo resolveu virar de cabeça para baixo na casa dela. Seu irmão mais velho, Frank, passava todo o tempo livre na frente da tela de um computador e, por conta disso, a mãe deles (que é viciada em um jornal britânico que acha que sabe tudo sobre a vida das famílias) resolveu que ele era viciado e precisava destruir a tecnologia da casa. Um evento básico para dar uma agitada na família, de leve. 

"Não é o mundo lá fora em si. (...) São as pessoas." - Página 46

No meio dessa bagunça toda, Audrey, acaba conhecendo Linus, um dos melhores amigos (e companheiro de jogos) do seu irmão. De primeira ela fica com medo e tenta fugir de qualquer tipo de contato com ele, mas aos poucos vai percebendo que ele nem é assim tão assustador. O clima na casa só piora quando a mãe deles resolve jogar (literalmente) um laptop pela janela, mas tudo que Audrey consegue pensar é que precisa melhorar o gráfico de sua vida (menos descidas, mais subidas) e ver Linus. O problema era que, com o irmão de castigo, não tinha como ele receber visita de amigos (lê-se Linus). Com muito medo, mas muito mais vontade Audrey começa a ir atrás dele, do jeitinho dela. Afinal, ele não a deixava nervosa nem com medo. Com ele as coisas eram fáceis e ela não precisava sai correndo toda hora. Para ajudá-la, Linus cria pequenos desafios, coisas que parecem bobeira para quem está de fora, mas eram grandes passos para ela. Coisas como ir até uma Starbucks ou, até mesmo, tentar falar com alguém lá. Nunca é fácil lidar com problemas, ainda mais quando eles estão dentro da nossa cabeça, mas tudo fica mais leve quando entendemos que não estamos sozinhos.

"Não vai ser para sempre. Vai ficar no escuro pelo 
tempo que precisar, então vai sair." - Página 96

Linus é um amor de personagem. Ele é um dos lado leves do livro (que já conhecemos bem nas histórias da Sophie), um personagem que me animou muito e que me fez ler mais rápido, porque queria chegar nas partes em que ele aparecia (haha). Audrey é um exemplo, ela vai muito além de uma simples personagem. Fiquei nervosa com algumas escolhas dela, mas, ao mesmo tempo, acho que entendo quando levo em consideração todo o drama por trás da história. A família dela daria quase que um livro inteiro a parte. A mãe com mania de perfeição, o pai que está mais preocupado com o trabalho do que com os ataques da mulher, o irmão dramático que sente falta dos jogos e o irmão caçula que só pensa em pizza (ele é o outro lado leve da história, rs). 

O que me fez tirar uma estrela do livro foi o suspense não resolvido. Você passa o livro todo tentando entender o que fez Audrey ficar dessa forma e ela vai até mesmo te levando a pensai nisso (com frases de efeito falando que ainda não era a hora da gente saber o real motivo), mas chega no final e ela simplesmente não conta. Entendo a escolha da autora de não contar, afinal, esse não é o foco da lição do livro, mas se não ia contar, porque deu a entender isso na história? O leitor (eu! - e mais gente que já vi reclamando disso) fica esperando respostas. Respostas que deixariam o livro com muito mais cara de young adult, vale comentar. Sem as explicações o livro continua ótimo, mas fica parecendo mais uma simples lição de moral do que algo animador para ler. No geral, adorei a diagramação e a forma que os vídeos dela são explicados (ah, e os capítulos não têm nomes nem títulos!). Gostei e recomendo para todos que já se sentiram presos de alguma forma. Seja um problema na escola ou em casa mesmo, as lições (mesmo sem algumas respostas) são realmente boas. 

À Procura de Audrey
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Galera Record
Páginas: 336
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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Na Estante: Uma História de Amor e TOC


Hey! Eu sei que vocês estavam malucos para ler essa resenha, então aqui está. Quando postei que estava lendo (e quando comentei que junto com o livro veio também um álcool em gel) vocês piraram o cabeção, mas muita calma. A hora chegou, rs. O livro é uma graça em todos os sentidos da palavra, e eu vou contar tudo nos detalhes, é claro. Ele ganhou quatro estrelas, mas isso não quer dizer que ele seja ruim, muito pelo contrário, é porque ele é muito real e bom demais que recebeu essas quatro estrelas. Hãn? Pois é. Em muitos momentos a realidade é um pouco forte demais e como eu tenho ansiedade (nada tão forte como a dos personagens do livro) fiquei meio mal lendo alguns trechos. Ou seja, o livro não trata do assunto por alto, ele vai lá e faz o trabalho dele. Se você não tem nenhum problema com isso, o livro é um 'cinco estrelas' para você. Ficou confuso? Mais para frente explico melhor. Por mais que a capa seja maravilhosa (e torta! como assim o quadrado da capa de um livro sobre 'toc' é torto??), vamos focar na resenha, por enquanto, pelo menos. Ah, o livro é um young adult que fala sobre amor e... TOC.

Bea descobriu recentemente que algumas de suas manias, quando o assunto é 'garotos', são descritas como um transtorno obsessivo-compulsivo. Afinal, não é assim muito 'normal' resolver stalker uma pessoa que você nem conhece só porque foi com a cara dela. Ok, é normal sim, o problema é quando vai muito além do 'dar uma olhadinha no facebook ou instagram'. Bea faz as coisas ao extremo. É para stalkear? Então vamos dirigir por mais de uma hora até achar a casa da pessoa. É para fazer direito? Então vamos anotar cada palavra que ela diz em um caderno. Por conta disso ela acaba em uma psicóloga, mas ela acredita que não tem exatamente um problema e, por mais que reconheça até mesmo de longe os sintomas dos ataques que tem, ela acredita que nem é tão problemática assim. Deve ter gente pior. Sempre tem. Tudo estava relativamente normal em sua vida, sua manias e consultas, até que, durante uma festa da sua escola em parceria com outra escola, Bea se vê no escuro (por conta de uma queda de energia) e, mesmo sem ver nada, consegue perceber que alguém muito perto dela está tendo um ataque de pânico. Ela conhece o momento, conhece a dor e, por conta disso, resolve ajudar. E é assim que ela conhece Beck, um menino que também tem TOC.

"Terapeutas acham que tudo é mecanismo de defesa. Simplesmente estar pensando aqui, na minha cabeça, neste momento, é um mecanismo de defesa." - Página 32

Eles não trocam muitas palavras e nem se vêem, afinal, estão no escuro. Se apresentam e, no final, trocam um único beijo. Bea acredita que nunca mais vai ver o menino, mas é aí que entra aquele tal de destino. A psicóloga dela decide que ela ficaria muito bem indo à reuniões de grupo. Quem sabe conhecendo outras pessoas com problemas ela passaria a aceitar melhor o dela, para assim, lidar melhor. Quem está lá no meio? Beck, é claro. Bea tem medo de machucar as pessoas e leva isso ao nível máximo, sem esquecer, é claro, a mania de stalkear as pessoas. Beck é maluco com academia (de ir malhar no meio da noite), adora o número oito e, por conta disso, precisa fazer tudo com esse número (8 minutos de banho, mas se deixar chegar ao nove só pode parar quando der 88minutos...) e, por último, ele precisa se sentir limpo. Álcool em gel só não basta. Precisa lavar a mão oito vezes. Entre muitas manias e muitas descobertas os dois vão se ligando. Bea (e sua, fofa, amiga Lisha) vai tentando lidar com seus problemas, mesmo não acreditando com seus problemas, enquanto que Beck tenta diminuir suas manias. Afinal, para que lavar a mão oito vezes, se podemos baixar para cinco? Um vai tentando ajudar o outro, porque a vida é complicada mesmo. E que alguém melhor que uma pessoa com TOC para arrumar uma coisa? rs

"Gosto demais do outro Beck para desistir dele. 
O da minha cabeça. O do escuro." - Página 48

Bea é uma piada, de verdade. A forma que ela lida com seus problema acaba sendo leve para quem lê, mas, ao mesmo tempo, se você tem algum problema (tipo eu com minha ansiedade) vai se identificar muito com ela e as trapalhadas dela. A forma que ela fala dos problemas deixa tudo mais simples. Beck é uma gracinha de personagem. Sério, dá vontade de pegá-lo no colo para tentar ajudar. Aí você lembra que se fizesse isso o coitado teria que ficar oito minutos lavando oito vezes a mão, aí desiste (o fato de ele ser um personagem fictício não afeta no caso, obrigada). Lisha é uma amiga clássica de young adult, ela sabe o que falar e quando falar. Enquanto que a Dra. Pat (a psicóloga) aparece sempre para nos lembrar que tudo tem como ser resolvido, basta querer.

O livro, como disse ali em cima, é uma gracinha. Cheio de frases muito inteligentes e de impacto. Não tem como não ficar pensando na história, mesmo não estando com o livro em mãos os personagens são tão marcantes que voltam para te lembrar que eles existem e querem sua atenção. Meu aviso, único, é: Se você tem algum tipo de TOC (ou ansiedade, ou ataque ou qualquer outra coisa) leia com calma. Você também vai amar a história, mas as vezes a nossa verdade dói. Nem sempre estamos preparados para ouvir (ler), mas é bom. Ajuda de uma forma gostosa e de bônus diverte. Sobre a capa, que também falei lá em cima, ela é linda de viver, mas ainda estou chocada com o fato de ela ser torta (e olha que nem tenho esse TOC, rs). Se você gosta de young adults clássicos e muito fofos, esse livro é para você. Se joga!

Uma História de Amor e TOC
Autora: Corey Ann Haydu
Editora: Galera Record
Páginas: 318
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