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quinta-feira, 17 de junho de 2021

Vergonha (Brittainy C. Cherry)

Gostaria de começar essa resenha falando que a capa não tem absolutamente nada a ver com a história e o título (em português) menos ainda. Eu fico pensando no número de pessoas que deixam de ler a maravilhosidade que é essa história por conta do que veem quando pegam o libro ou quando olham para ele num site da vida. Atualmente já li quase todos os livros publicados da autora e amo demais a receita de bolo dela para os livros, mas ainda assim estava enrolando para ler esse... porque eu olhava e não tinha vontade. Que bom que parei de besteira e fui logo ler, porque esse é um dos melhores livros dela. Então estou aqui te pedindo: ignore a capa e o título, que não combinam em nada com a história em si, e se joga nesse livro (se você for maior de dezesseis anos, rs). O título original Disgrace (que inclusive aparece como fundo na capa nacional) faz muito mais sentido e vou explicar isso melhor mais para o final da resenha. De modo geral, temos um livro que é muito clichê e muito bem escrito. Tem todos os dramas que gostamos com o final feliz que tanto esperamos e por isso, e muitos outros detalhes, esse livro ficou com cinco estrelas e um coração de favorito. Ai, Brittainy... você sempre consegue acabar comigo e fazer eu amar cada segundo disso (haha).

Grace sempre teve sua vida controlada. Quando era mais nova, morava em uma cidade pequena em que seus pais eram conhecidos como a realeza do lugar, por comandarem a igreja da cidade. Sua mãe escolhia suas roupas, seus amigos, seus gostos e tudo mais que podia controlar (ou achava que podia). Quando ficou mais velha, sua mãe inclusive a ajudou a conquistar o garoto mais popular da cidade, que estava estudando para ser médico. E aí o controle de sua vida passou a ser dele. Ele que escolhia a cidade em que iriam morar, as pessoas que Grace teria no grupo de amigos e como a vida toda deles seria. E quando as coisas saíram do controle de ambos, após Grace passar por alguns abortos espontâneos, as coisas começam a ficar bem frias entre eles. Exatamente por isso, ela nem se assusta tanto quando descobre que estava sendo traída. Mas o pior disso tudo é que sem ele, ela não sabia quem era. Ela não conseguia se achar no mundo sem o apoio do marido que, nos últimos anos todos, havia feito todas as escolhas por ela. 

É assim que Grace vai parar em sua cidade natal. Sem ter para onde ir, enquanto seu novo apartamento em sua cidade não ficava pronto, ela precisava voltar para casa dos pais... que moram na mesma cidade em que seu ex-marido está trabalhando. Se isso tudo já não fosse complicado o suficiente, a cidade é o lar das pessoas mais fofoqueiras do planeta e todos estão prontos para espalhar meias verdades sobre o que de fato aconteceu com a vida da mulher que um dia já tinha sido a princesinha da cidade. Tentando escapar de tudo isso, ela acaba conhecendo Jackson. O cara que é considerado o monstro da cidade, mas que todas as mulheres dali sonham com ele. Ele de fato era muito difícil de se lidar, mas tinha seus motivos para isso, mas vez que teve que, desde cedo, lidar com muitos problemas em casa. Quando os pedaços quebrados de Grace se encontram com o de Jackson, eles entendem que podem se ajudar na hora de ficarem completos. Mas isso tudo enquanto uma cidade inteira julga, critica e atrapalha tudo que tentam fazer. Além disso, a cidade pequena guarda segredos sobre a família de ambos e eles ainda nem imaginam o quão longe isso pode ir.

Um viva para Brittainy por ter escrito um relacionamento tão bem construído e saudável como esse: Viva! Sério. É claro que, de começo, vemos Grace passando por muitos estágios de relacionamentos abusivos (e fica aqui meu aviso de gatilho), mas quando ela começa a se relacionar de verdade com o Jackson a gente vê como um relacionamento saudável funciona e faz bem para todos os envolvidos. Um se preocupa de verdade com o outro e sabe o momento que o outro precisa de espaço para crescer sozinho... e tudo bem. Nossa! Sério mesmo. Personagens absurdamente bem construídos e que, como sempre, roubam a cena quando aparecem. A autora tem esse dom com seus personagens secundários e eu amo isso. Aqui fica o destaque para a melhor amiga de infância de Grace que ela se reconecta e a irmã dela também, que é uma pessoa fantástica. Sobre a família dela, me vi uma grande parte do livro julgando demais eles, e fui aprendendo muito com isso (principalmente mais pro final da história). Inclusive, chorei lindamente com o final. Porque foi tudo tão bem escrito e bem fechado que aquele final me deixou com um quentinho no coração.

Como eu comentei, o título original Disgrace faz muito mais sentido na história. Uma vez que temos a personagem principal Grace, além disso, o título ao pé da letra, significaria desgraça. Claro que vergonha seria uma tradução aceitável dependendo do contexto. E é aí que está o tcham do negócio, porque nesse contexto aqui do livro não combina! Entendo que para muitos no Brasil desgraça é uma palavra forte (e alguns consideram até mesmo como palavrão, por isso, desculpa), mas vamos entender um pouco mais sobre o motivo de eu ter achado o título original tão genial (e ter ficado triste que isso se perdeu na adaptação). O meu lado profissional, de professora de inglês, vai falar e, por isso, se prepare (haha). Disgrace é uma palavra formada por um substantivo (grace) que significa graça, elegância, encanto entre outras coisas e com o prefixo dis que indica negação e oposto. Ou seja, é pegar uma palavra que significa tudo que a Grace sempre foi treinada para ser e mostrar que ela foi se descobrindo e deixando tudo isso de lado. Além de o contexto da palavra formada pelo substantivo e o prefixo em si, o título original também faz sentindo com a história do Jackson e a história que eles começam a viver como um casal. Agora Vergonha? Passa a ideia de que ela teria vergonha de se relacionar com ele ou que a família dela passa a ter vergonha dela e isso não é bem por aí. Ou seja, aqui fica a minha revolta gramatical.

Indico esse livro para quem, assim como eu, ama livros clichês que zoam o clichê (os personagens várias vezes comentavam brincando sobre como eles eram um casal clichê com a mocinha e o carinha problemático, rs) esse livro é totalmente para você. Ignore a capa duvidosa e o título sem sentido e se jogue nesse livro que só prova que quando a Brittainy resolve escrever uma história marcante, ela consegue.


vergonha
AUTOR(A): brittainy c. cherry
EDITORA: RECORD
PÁGINAS: 420
SKOOB DO LIVRO.
MEU SKOOB.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

No Ritmo do Amor (Brittainy C. Cherry)

Esse livro me tirou do que muitos chamam de ressaca literária, mas eu chamo apenas de preguiça de ler mesmo. O que é algo completamente normal e saudável. Eu amor ler e sempre que possível estou lendo, mas também é completamente normal ter momentos em que estamos sem vontade de ler (ou preguiça mesmo). Na real, acho que quanto mais nos cobramos, mais isso acontece e ainda assim tudo bem, mas não devemos nos cobrar tanto. Ok, menos blá blá blá e mais resenha, eu sei. Importante lembrar também que as resenhas estão saindo um pouco atrasadas aqui no blog mas estão sempre em dia nos vlogs de leitura do canal. Eu li esse livro no meio de março. Ok, vamos lá. É um livro da Brittainy C. Cherry, ou seja, eu já sabia que ia gostar quando comecei. Exatamente o escolhi para sair da tal ressaca. O livro ficou com quatro estrelas e meia e eu, como sempre, me apeguei demais aos personagens e a história que a autora criou.

Jasmine nasceu para ser uma estrela. Ela tinha um dom com a música que era algo único, o problema era que sua mãe via esse dom de uma forma completamente diferente e egoísta. Jazz, como era chamada, amava cantar soul e realmente tinha muito jeito para isso, mas sua mãe acreditava que isso não era algo que venderia e traria dinheiro para a família, por isso, obrigava a filha a cantar pop. A ideia, era transformar a menina em uma verdadeira estrela da música pop e não importaria o que isso iria custar para ela. Ela precisava ser perfeita, afinal, segundo a mãe, ao nascer ela havia arruinado a vida da mãe e ela devia isso. Aulas de canto, aulas de dança, aulas de atuação e o que mais a mãe entendesse como necessário para o estrelato, incluindo dietas malucas e contatos com pessoas duvidosas. Jazz só queria uma vida normal e a chance de cantar o que realmente gostava. Exatamente por isso, ela implora pela chance de estudar em uma escola regular com pessoas da sua idade.

É assim que conhecemos Elliot, um adolescente completamente apaixonado por música, pelo estilo jazz, mas que era um verdadeiro perdedor na escola. Ou, pelo menos, era isso que queria que ele acreditasse. Cada dia em sua vida era uma verdadeira batalha e, muitas vezes, ele perdia. Aos poucos a vida dos dois se cruza e eles percebem o quanto tem em comum, principalmente pelo amor que sentiam pela música. O problema é que a mãe de Jazz tinha planos diferentes para a filha e a vida, de forma geral, tinha planos muito diferentes para Elliot. Anos separam os adolescentes que um dia eles foram e vão precisar de muito mais que o amor pela música para se reencontrarem e, também, encontrarem suas verdades.

Jazz é uma personagem que nos faz ter vontade de entrar no livro para ajudá-la. Enquanto é ainda uma adolescente, o que ela passa ao acreditar que é péssima em tudo que faz é de cortar o coração e queremos mostrar o quão incrível ela é. Elliot começa como o personagem para quem torcemos, mas termina como o personagem que queremos sacudir para deixar de falar tanta coisa sem noção (mesmo tendo todo um motivo por trás, mas já fala mais sobre isso). A Mãe da Jazz é uma das personagens que mais me deu raiva na vida de ler. Sério, a mulher é completamente insuportável e eu acredito que ela se encaixa no caso de uma mãe narcisista. Segundo uma pesquisa rápida no google, "ela se faria de vítima, baixaria a autoestima dos seus filhos e seria responsável por uma família disfuncional". E com essa definição, eu expliquei metade do livro aqui. Enquanto isso, o padrasto de Jazz é o exemplo perfeito de personagens secundário muito bem escritos pela Brittainy. E já que estamos falando dos personagens secundários maravilhosos, não podemos esquecer o T.J. que é como se fosse um tio para Elliot, mas também acaba fazendo parte de quem a Jazz está descobrindo que é (depois de anos seguindo apenas quem a mãe dela queria que ela fosse). 

Eu definitivamente colocaria outro título nesse livro. No original temos Behind The Bars, o que faz total sentindo com a história de acordo com o que vamos vendo acontecer. Agora vamos falar a verdade, o título que temos aqui é bem genérico e parece o nome de algum filme com bailarinos que se apaixonam e vai passar na netflix (o que não é ruim, mas não tem muito a ver com a história). Se fosse para eu escolher um seria: O Som da Verdade. Uma vez que a Jazz passa muitos anos procurando por sua verdade e pelo som dela. Clichê? Super! Exatamente por isso. O que me fez tirar meia estrela é o quão arrastado o livro fica pro meio da história. O personagem principal, Elliot, passou por muitas coisas e, realmente, não temos como julgar suas escolhas e como ele fica (um verdadeiro mala), mas ainda assim isso afetou a leitura para mim. É uma grande história de amizade e sobre acreditar nas pessoas e nas suas verdades. Além de acreditar demais no poder da música, é claro. 

No Ritmo do Amor
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Páginas: 346
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quarta-feira, 24 de março de 2021

Eastern Lights (Brittainy Cherry)

Temos aqui o melhor livro que li esse ano (até o presente momento, mas acredito que ele vai continuar sendo um dos melhores até o final do ano, rs). Não é segredo para ninguém que sou fã da escrita da Brittainy C. Cherry (quem tem assinado apenas como Brittainy Cherry agora) e eu amo os romances clichês que ela escreve. Além disso, sou completamente apaixonada pelos personagens secundários que ela cria e, esse livro em questão, é sobre um (ex) personagem secundário que eu tinha simplesmente amado e estava louca para conhecer melhor. Estamos falando do segundo livro da série Compass e o Connor já havia aparecido no primeiro livro (e roubado toda a minha atenção). Como comentei, o livro ficou com cinco estrelas e eu posso falar sem medo que as 80 primeiras páginas desse livro são algumas das melhores páginas que já li em toda minha vida. Dito tudo isso, é importante lembrar que estamos falando de um livro para maiores (no mínimo dezesseis) e que o livro faz parte de uma série e, mesmo podendo ser lido de forma independente, é mais legal na ordem correta.

Aaliyah não tinha muita sorte quando o assunto era amor. Inclusive, ela acredita que não havia nascido para esse sentimento. Depois de ter crescido sem família e pulando de lares provisórios em lares provisórios, ela se jogava de cabeça em toda e qualquer chance de ser amada, mesmo que isso fosse significar que ela ficaria em pedaços no final. Ela queria ter a chance de sentir amor, mesmo que não fosse o que ela realmente merecia. Numa noite de Halloween em Nova Iorque, ela acaba encontrando um Capitão América salvando uma pessoa em um beco atrás da festa. Eles começam a conversar e ele percebe que Aaliyah era uma pessoa muito especial que merecia toda a sua atenção naquela noite. Mas nenhum dois queria sair daquela festa em um relacionamento, exatamente por isso o Capitão decide que vai criar um desafio para os dois. Ele se apaixonariam durante a madrugada um pelo outro e aproveitariam cada segundo daquela noite. Depois, seguiriam suas vidas lembrando daquele flash of love (momento de amor) que mudou a vida deles. Ela teria que prometer que se valorizaria mais. Eles saem nessa missão e cada um mostra para o outro um lugar único que eles amam na cidade. Quando a noite chega ao fim, eles sofrem, mas entendem que o melhor seria mesmo eles seguirem com a vida. Se fosse para ser, o destino os juntaria de novo.

Connor, nosso querido Capitão América do Halloween, era um empresário absurdamente rico do ramo de venda de imóveis da cidade que nunca dorme. Ele tinha tudo que sempre sonhou e um pouco mais, mas sem nunca esquecer de sua mãe, o motivo de ele ter batalhado tanto na vida. Tudo estava perfeito, mas ele sempre ficava pensando na chapeuzinho vermelho que havia conhecido uns anos antes. E, como era para ser, o destino tratou de colocar o caminho deles para se cruzar de novo. Mas não da maneira que eles acreditaram que um dia poderia acontecer. Aaliyah estava noiva de um dos colegas de trabalho de Connor. E podemos ir além ainda, ela precisava de uma entrevista exclusiva com ele e ele já tinha decidido que só ela poderia entrevistá-lo. O destino muitas vezes trabalha de uma forma que não entendemos. Os dois precisam lembrar de tudo que viveram e que ainda podem viver, mas sem passar dos limites e lembrando dos muitos flahes of love que compartilham.

Como falei ali em cima, as primeiras quase cem páginas desse livro são surreais. Não é que o resto não seja (porque também é maravilhoso), mas é que eu queria morar nas primeiras páginas de tão fantástico que é o primeiro encontro desses personagens. Eu me vi fazendo tudo aquilo com eles e meu coração ficou quentinho demais com aquela noite de flashes of love que eles criaram. O Connor é oficialmente o meu crush literário do momento e eu já tinha gostado muito dele como personagem secundário, mas como personagem principal ele se supera num nível incrível. Que homem! Que cara fantástico com um coração lindo e uma relação que merece palmas com a mãe dele e com toda a empresa que ele criou também. Ele continuou sendo o personagem leve que conhecemos no outro livro da série, mas com muitas novas camadas que eu amei conhecer. Aaliyah é uma personagem feminina muito forte, mas que vai aprendendo a ser forte. Como todas nós. No mundo machista que vivemos é importante nos encontrarmos e entendermos que somos fantásticas e merecemos o mundo. A personagem vai aprendendo isso aos poucos e ficamos na torcida pelo coração dela (de muitas maneiras, ai, só de lembrar o meu coração fica em pedacinhos aqui). O romance deles é incrível, mas melhor que isso é acompanhar a amizade deles nascendo e cada minuto deles se apaixonando pelo caminho.

Eu chorei feio. Eu chorei tanto. Meu Deus, como eu chorei. Eu sabia o caminho que o livro iria tomar e tudo foi escrito com maestria pela Brittainy, mas mesmo assim meu pobre coração (olha aí o coração de novo) não aguentou. Inclusive, conversei com a autora e contei para ela que ela tinha me feito chorar muito, mas que eu tinha amado cada segundo (ela riu e agradeceu como a fada maravilhosa que ela é). E meu Deus os detalhes desse livro me conquistaram de uma forma que nem sei colocar em palavras. As referências que deixariam Capitão América todo feliz fazem parte da história, inclusive, porque o Connor estava de Capitão América quando eles se conhecem (e ela de chapeuzinho vermelho). Moedas são uma parte incrível da história também... e parede de post-its. Ai só de lembrar (li o livro na semana em que lançou, as resenhas que andam saindo um pouco atrasadas aqui no blog, mas estão sempre em dia no canal). Conhecemos também o personagem que vai ficar por conta do próximo livro da série, Damian, e, assim como Connor, ele já me conquistou como secundário e eu mal posso esperar para conhecê-lo melhor como personagem principal. Desejo muitos flashes of love para vocês.

Eastern Lights
Autora: Brittainy Cherry
Editora: Amazon Kindle
Páginas: 422
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Southern Storms (Brittainy Cherry)

Eu mal acabei de ler uma série da Brittainy é já comecei outra. Em minha defesa, é como se eu tivesse começado a ler outra autora, ok? Porque agora ela não assina mais os livros como Brittainy C. Cherry, mas apenas como Brittainy Cherry (achei chique, mesmo sem entender). Ok, existe uma teoria (criada pelo meu amigo e fã número um da autora) de que é porque os livros estão com algumas cenas um pouco mais hot que o que era normal para a autora. Enfim, mas isso não vem ao caso. A série em questão que comecei é a Compass (popularmente conhecida como Bússola). Recentemente terminei a série dos Elementos (e o meu favorito foi o da água) e agora estamos aqui com os pontos cardeais começando pelo Sul. Inclusive, acabou de sair o livro do Leste e, enquanto sai essa resenha, eu estou provavelmente já lendo (Já li, terminei e já virou um dos melhores do ano haha em breve a resenha dele aparece por aqui). O livro é, como sempre muito dramático. Temos o personagem principal com traumas do passado e a mocinha também com traumas, mas que consegue ver a vida de um modo mais leve. Além disso, é claro que a história deles já era de longa data e se perdeu pelo caminho. Como comentei recentemente aqui no blog, é isso que mais amo (logo atrás dos personagens secundários maravilhosos que ela escreve, é claro) nos livros da autora. É clichê. E é um clichê absurdamente bem escrito. Como comentei ali em cima, esse livro tem mais cenas hot que os outros da autora e, por isso, eu diria que ele é para maiores (+16). Ele ficou com quatro estrelas e meia (foi por muito pouco mesmo que não ficou com cinco, mas me explico em breve) e eu amei muito os personagens e estou louca para ler o próximo da série, que é sobre um personagem que conhecemos aqui nesse livro.

Kennedy passou por muitos traumas nos últimos meses e perdeu muita coisa. Perdeu também muitas pessoas que amava e que a completavam. No meio disso tudo, ela se perdeu. E quem pode julgar? Tudo que ela conhecia como certo havia ido embora e a deixado em pedaços, para completar, seu marido a vê como um problema e o relacionamento deles acaba a deixando ainda mais em pedaços. Para tentar animá-la, a irmã de Kennedy decide emprestar para ela uma casa que ela estava reformando com o marido, para depois vender (no maior estilo programas do Discovery Home & Health). A casa ficava em uma cidadezinha de interior e seria perfeita para que ela fosse aos poucos voltando a ver a luz do final do túnel. Ela poderia voltar a escrever seus livros e, aos poucos, e se perdoando pelo que ela achava que tinha tanta culpa. O que ela não esperava, é que virariam a notícia nova da cidade. Todos queriam conhecer a nova moradora e entender melhor como ela tinha ido parar ali. 

Enquanto isso, ali por perto temos o babaca da cidade, ou, pelo menos, é assim que ele é conhecido. Jax não vê sentido em querer agradar aquelas pessoas de mente pequena da cidade, mas também não consegue se imaginar longe dali. Ele precisava olhar o pai, que estava em um estado terminal no hospital, e precisava manter seu negócio de encanamentos funcionando. Ele não tinha tempo para dramas e, muito menos, para pessoas. Mas é claro que o destino dos dois está cruzado. Eles já se conheciam e precisavam apenas de um empurrãozinho para se lembrarem disso. 

Como sempre, a autora escreve personagens secundários absurdamente maravilhosos, destaque para o Connor. Aqui ele é apenas um amigo de Jax que trabalha com ele, mas no segundo livro ele vira o personagem principal (e só de lembrar dele no livro dois eu já tenho vontade de chorar, sorrir, gritar e me apaixonar). Além disso, tirei meia estrela apenas porque sou chata. Ok, além de eu ser chata é também porque a leitura ficou um pouco lenta entre os 50% e 70% do livro (o miolo do livro). Ah! E também porque algumas coisas eu achei um pouco repetitivo (já vi em outros livros dela). Ok, é isso que amo na autora, mas tava um pouco demais (hehe). Mas temos um brinde na história, porque os personagens não se separam sem motivos na reta final do livro só para criar dramas. 

Southern Storms
Autora:Brittainy C. Cherry
Editora: Kindle Amazon
Páginas: 285 
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

A Força que Nos Atrai (Brittainy C. Cherry)

A Brittainy já entrou, oficialmente para o meu top três de autoras favoritas da vida (ao lado da Carina Rissi e da Colleen Hoover). Os livros dela são altamente viciantes, emocionantes e dramáticos numa medida certa. Além disso, eu amo o dom que ela tem de escrever personagens secundários que roubam a cena e que deixam as histórias ainda mais reais. Você se sente parte do que está lendo num nível de que, quando o livro acaba, você tem vontade de pegar o celular e ligar para os personagens para saber como eles estão. Esse livro em questão, é o último da série Elementos. Não foi o meu favorito, o favorito da série foi O Silêncio das Águas, mas esse daqui ficou no segundo lugar e, obviamente, ficou também com cinco estrelas e com um coração de favorito. Brittainy fez de novo. Me fez chorar, torcer e me apaixonar. Os livros dela são clichês e em alguns momentos previsíveis? Sim! E esse é um dos fatores que me faz amar ainda mais. Porque eu sei que vou sofrer (drama, oi) lendo, mas vou amar cada segundo também. Ok, agora vamos focar na história, não é mesmo?

Graham nunca quis ser pai, mas não querer não é algo que controla muito bem as coisas. Sua esposa, Jane, estava grávida e nenhum dos dois estavam muito feliz com a situação que estavam vivendo. Além disso, o relacionamento já estava no limite do aceitável e, para complicar ainda mais, o pai de Graham tinha acabado de falecer e, com isso, uma avalanche de memórias estava tirando ele do eixo. Um escritor de histórias de suspense que vive no seu próprio mundo fechado, por não gostar de lidar com a realidade e com as pessoas que vivem nela. O mundo dele se choca por inteiro (e se atrai com se tivesse um imã) quando ele encontra Lucy. Uma mulher que, como a Poliana dos livros infantis, adora brincar de jogo do contente e ver o lado bom das coisas. Para Graham, ela era apenas uma hippie irritante, mas quando logo após sua filha nascer e precisar ficar no hospital Jane vai embora sem deixar sinais a hippie irritante é a única pessoa em quem ele pode confiar e contar.

A vida dos dois vai se esbarrando aos poucos. Ele precisava dela, de inicio, para cuidar de sua filha que havia acabado de nascer e precisava de toda atenção e carinho do mundo... mas aos poucos ele vai percebendo como ele também precisa dela. A energia dela o atrai para perto e faz ele pedir por mais. Mais tempo com ela. Mais carinho e amor que ela espalha por onde passa. Mais dela. O que eles nem imaginavam, era que o passado traumático dele ainda traria mais surpresas para a vida dos dois. As coisas ainda precisariam sair por completo do eixo para se reorganizarem depois. Mas tudo bem, porque era impossível resistir a tudo que eles tinham.  A força que os atraia era maior que o medo que poderia existir.

Ok. Eu simplesmente amei a Lucy. Não vou negar, em muitos momentos me identifiquei demais com a loucura dela e, com toda certeza, é um dos motivos que me fez amar ainda mais essa história. Graham é um personagem clássico da autora com seu passado tempestuoso e eu amei ir conhecendo mais sobre ele durante toda a história. Enquanto tudo vai acontecendo, temos os dramas secundários (que a autora sempre arrasa ao escrever) e focamos também um pouco nas irmãs de Lucy e no melhor amigo de Graham (e sua família também). Não vou mentir, o drama final da história toda eu já tinha sacado logo no começo do livro, mas as coisas vão acontecendo tão rápido que muitas vezes achei que estava errada (mas no final estava certa, rs). Isso atrapalhou a leitura? Nada. Como disse, o lado clichê da escrita da Brittainy é uma das coisas que mais amo. Como sempre, indico muito os livros dela para quem gosta de dramas que acabam com nosso coração e, no final, amamos cada segundo disso.

A Força que Nos Atrai
Autora:Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Páginas: 291 
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

ABC do Amor (A.C. Meyer, Brittainy C. Cherry e Camila Moreira)

Vamos ter uma resenha um pouco diferente dessa vez, porque estamos falando de um livro com três contos de três autoras diferentes. Enquanto eu estava lendo, inclusive, resolvi que avaliaria a leitura separadamente (comentei sobre isso no vlog de leitura), pois eu não estava achando justo dar uma única nota para o livro, sendo que os contos são tão diferentes entre si (em conteúdo e em qualidade, na minha opinião). Além disso, estamos falando de contos, ou seja, eu não posso contar muito além do que já aprendemos com as sinopses deles, pois eu poderia acabar entregando alguns spoilers pelo caminho. Então vou dar uma leve resumina nas histórias, contar qual nota eu dei e o que achei no geral. Lembrando que no vlog de leitura eu comentei em muitos detalhes os contos também. Para quem quiser, os contos se encontram todos (separados) no Kindle Unlimited da Amazon, então quer quiser ler só um ou outro, consegue sem problemas. Ah! E estamos falando sobre um livro para maiores aqui. Na capa, diz ser para maiores de dezesseis, mas eu diria que os dois primeiros contos são para maiores de quatorze e apenas o último seria para maiores de dezesseis. Ok. Vamos lá.

Quem acompanha o blog e o canal sabe que uns bons anos atrás eu li uma série de livros da A.C. Meyer e tive muitos sentimentos mistos enquanto eu li. Desde então, acabei nunca mais lendo algo dela, pois vivia com o pé atrás. Agora aqui estava eu dando uma nova chance para a autora com o conto Doce Reencontro. O conto ficou com duas estrelas, ou seja, já podemos ver por aí que essa foi uma nova chance, mas também foi a última. Acredito que ela seja mesmo uma ótima autora, apenas não é meu estilo de leitura e, por isso, não gostei muito do conto (e dos outros livros que li na época). O conto foca na história de um casal que consegue uma segunda chance para o relacionamento deles após alguns anos sem se encontrarem. Só que eu não consegui me apegar aos personagens principais. A história basicamente não tem diálogos (entre os personagens, o que resolveria muita coisa na história, e na narrativa também, o que deixa o conto levemente cansativo e desanima um pouco tem hora). Em alguns momentos, quando eu achava que ia aconteceu algo uau na história, a autora resumia em um parágrafo e eu ficava levemente triste que não tinha rolado um diálogo ali entre os personagens. Em resumo, é uma história legal e reencontro e amores que voltam, mas eu senti muita falta de falas dos personagens para conseguir me ligar aos personagens e as histórias deles.

Para quem acompanha o blog, é fácil saber o quão fã eu sou da Brittainy C. Cherry. Atualmente ela está no meu top três de autoras favoritas da vida (junto com a Carina Rissi e a Colleen Hoover). Esse conto, As Cartas que Escrevemos, é leve, gostoso e muito bem escrito e ficou com cinco estrelas, é claro. Sem esquecer que ele é completo. Ele se basta para a história fazer sentido, mas claro que seria maravilhoso conhecer mais dos personagens e, inclusive, eu fiquei pensando muito nos personagens quando acabei de ler. Não por não ter tido um final bom, mas sim por ter ficado com saudades deles. Conhecemos aqui a história de um ator famoso que resolve voltar para sua cidadezinha natal ao descobrir que o grande amor da sua vida vai se casar om outro. Aos poucos vamos entendendo o que aconteceu no passado deles para que o presente estivesse tão bagunçado assim. O conto todo tem um vibe daquela música Speak Now da Taylor Swift. O que faltou no primeiro conto desse livro, temos de sobra aqui. Diálogos. Muitos deles. E, exatamente por isso, me apeguei tanto aos personagens. Em resumo, vale muito a pena! Como sempre, a autora escreveu personagens secundários que roubam a cena (de um jeito bom) e uma história apaixonante e levemente dramática. Leiam.

Agora vamos focar no último conto. Além das Cores é a primeira coisa que leio da autora e fiquei feliz com a escrita dela e com a construção dos personagens, mas algumas coisas ao longo do conto me deixaram um pouco bleh. Inclusive, por conta de alguns detalhes que vou citar, o conto ficou com três estrelas. É mega clichê a história que encontramos aqui, com uma mulher que se descobriu traída e, ao chegar na faculdade, ainda precisa fazer um trabalho com um pintor, escrever a biografia dele, que trata todo mundo muito mal e não está aí para nada. Ok, o caminho tinha muita coisa para dar certo, mas eu me irritei com alguns mini detalhes, como o fato de que ela era estudante de letras (o curso em que me formei) e ela conseguiu largar tudo sem nenhum aviso prévio (mas sem isso afetar no curso) para seguir o tal pinto como assistente dele. E aí também tem isso, ele a contratando como assistente, sendo que ela iria só escrever uma biografia sobre ele para um trabalho de faculdade. Tudo isso seria ok se tivesse sido mais explicado, mas não foi. Nada disso era crível. Mas a história em si é legal, pena que eu não consegui acreditar muito no que estava rolando ali.

ABC DO AMOR 
Autoras: A.C. Meyer, Brittainy C. Cherry e Camila Moreira
Editora: Galera Record
Páginas: 230 
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Arte & Alma (Brittainy C. Cherry)

Fiquei uns bons meses sem escrever resenhas aqui para o blog, por mais que ano passado (2020) eu tenha lido 59 livros no total. O que aconteceu, então? Assim como para todo o resto do mundo, eu estava em um momento muito atípico da minha vida, trabalhando de casa e tudo mais, e, ao mesmo tempo que voltei a ler mais com isso, também comecei a vloggar mais minhas leituras. Foi assim que nasceram os "Vlogs de Leitura" lá no canal e me orgulho em dizer que amo o formato que "criei" por lá para compartilhar minhas leituras. Mas algo estava faltando... As resenhas escritas, é claro. Só que um lado da minha cabeça (meus Divertidamente estavam pirando) pensava que não valeria a pena, uma vez que já estava tudo documentado em horas e mais horas gravadas no canal. Mas um novo ano começou e, por mais que na tese não mude nada de fato, quis eu mesma mudar algumas coisas. Começando, é claro, com a volta das resenhas escritas (mas sem abandonar os vlogs de leitura). Agora que já me expliquei, vamos para a primeira resenha escrita do ano... que é sobre o primeiro livro que li no ano (uau, será que ainda sei o que eu estou fazendo aqui?).

Brittainy cada dia mais se torna uma das minhas autoras favoritas da vida. Aquela autora que se publicar a lista de compras do mercado... eu compro para ler. O meu livro favorito de 2020 foi dela (Eleanor & Grey) e, pensando assim, achei que seria muito justo começar o novo ano com um livro dela também. E eu acertei em cheio! Como é de se esperar, o livro quebrou meu coração em mil pedacinhos, mas valeu a pena cada segundo. Chorei, ri, me emocionei, chorei mais um pouco e ri de novo mais algumas vezes. É um livro real. Um livro com situações que fazem parte da nossa vida, mas que nem sempre paramos para pensar em realidades que não são nossas. Mesmo tratando de muitos assuntos delicados, o livro é leve. Exatamente por todos esses fatores (e mais alguns outros que ainda vou comentar) o livro ficou com cinco estrelas e um lindo coração de favorito.

Aria tem a alma de artista. Na verdade, ela em si é a arte. Mas isso nem sempre é muito apreciado pelas pessoas no geral, exatamente por isso, ela é invisível em sua escola. Muitos, mesmo tendo estudado a vida toda com ela, nem sequer lembram o seu nome. E ela não liga muito para isso, de verdade. Ela tem a arte para ser uma companheira fiel e, para quando precisa de contatos humanos, tem seu melhor amigo Simon. Ele também não é lá muito popular e, para completar, lida com alguns transtornos compulsivos (no caso dele, com o número quatro). Só que em questão de semanas, a vida dela muda por completo. É como se tivessem colocado uma grande seta neon apontada para ela e todos que nunca perceberam que ela estava ali, começam a perceber, mas não de uma forma muito agradável.


"Você é uma montanha-russa de emoções e tem medo de se envolver." - Página 11


Levi é a carne nova no pedaço. Ele acabou de chegar na cidade para passar mais tempo com o pai (que ele basicamente não conhecia muito sobre) e virou logo a atração da escola. Bonito, talentoso e com um sotaque do Sul que fez muitas e muitos suspirarem. Assim como Aria, ele também tinha alma de artista. Ele era músico e era toda a alma da música também. Mas toda essa atenção não é nem de perto algo que ele queria ou gostaria de ter, na verdade. Aria e Levi acabam sendo escolhidos como parceiros de um trabalho que envolve a arte e a alma dos dois: música e pinturas. O mundo dos dois colide e eles percebem que, mesmo no caos que vivem, ambos têm muito em comum. Se apaixonar não era nem de perto o plano deles, não com tudo que estavam passando, mas isso não é algo que podemos controlar. A conexão deles é forte e eles percebem que um precisava muito do outro, por mais que nunca fossem de fato admitir isso. A arte e a alma se completam.


"(...) eu encontrei alguém que meio que está juntando os pedaços de novo." - Página 230


O que mais gosto na escrita da Brittainy é o dom que ela tem para escrever personagens secundários. Isso tudo torna a história ainda mais real, afinal, um conjunto de personagens bem escritos nos ajudam a entrar ainda mais na história e a acreditar em tudo que está acontecendo ali. Dito isso, outro dom da autora é criar história que são muito dramáticas, mas sempre na medida certa. O suficiente para você chorar, mas logo se recompor com esperança e quentinho no coração. Essa história me pegou de surpresa em muitos momentos e eu tomei muito cuidado para não soltar nem um mini spoiler aqui para vocês. Ela merece ser lida com todas as suas surpresas e reviravoltas.  

O livro, como comentei, toca em muitos assuntos delicados, mas faz isso de forma inteligente e cativante. Não é sofrível ler o livro, por mais que você sinta algumas dores dos personagens. É uma história que parece real e isso torna a leitura ainda mais gostosa. Indico o livro para que já leu outros da autora e gostou ou para quem gosta da escrita levemente (muito, vamos falar a verdade) da Colleen Hoover. Indicaria a leitura para maiores de quinze anos também. Para ser uma leitura mais bem aproveitada. E você, já leu? O que achou dessa história? Lembrando que tem vlog de leitura desse livro lá no canal e que você pode clicar aqui para ver.


Arte & Alma
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Galera Record
Páginas: 308
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terça-feira, 23 de junho de 2020

Na Estante: O Silêncio das Águas


Vou ser bem sincera, eu nem lembrava que esse livro existia. Eu até li os dois primeiros dessa série de elementos, e você ler as resenhas aqui, mas como não viraram meus favoritos, acabei não focando muito no fato de que ainda tinha outros dois livros. A série é completamente independente e nem mesmo se passa num mesmo "universo" de personagens, ou seja, você pode ler na ordem que quiser e quais quiser (o que é mara). A coisa em comum entre os livros são os elementos (ar, fogo, água e terra). Quando li os outros livros já citados, eu adorei e sou muito fã da escrita maravilhosa da autora, mas eu acho que a autora entrega muito da história nos detalhes o que, algumas vezes, chega a dar preguiça de ler... mas isso definitivamente não aconteceu (tanto) nesse livro. Aconteceu? Sim e vou falar melhor sobre isso logo mais, mas em comparação aos outros é nada. Além disso, essa história ficou com cinco estrelas fáceis. O livro é mega devorável, cativante e eu estou até mesmo com saudade dos personagens (e olha que só li tem dois dias). Para vocês entenderem, esse livro empatou com outro da mesma autora, o Sr. Daniels. Ou seja, acho que dá para entender o quão bom é. Agora vamos para os detalhes, não é? Quase, antes eu acho válido lembrar que estamos falando de um livro para maiores (de dezesseis no mínimo) e que ele aborda alguns temas complicados com traumas. Ok, agora sim vamos lá.

Maggie May presenciou uma cena horrível, quando mais nova, que a marcou tanto que ela não conseguia mais falar. Ela ainda tinha voz, mas ela simplesmente não conseguia juntar coragem para falar depois de tudo que tinha vivido naquele dia. Os anos passaram e a única coisa constante em sua vida era sua amizade (meio apaixonada) com o melhor amigo de seu irmão, Brooks. Eles estavam juntos desde sempre e ela sabia que poderia sempre contar com ele e confiar. Ao longo dos anos, a família tentou vários tratamentos possíveis para lidar com o trauma de Maggie para ver se sua voz voltava ou se, até mesmo, ela juntava coragem para sair de casa, mas nada funcionava e, de fato, ninguém sabia realmente o que tinha acontecido com ela uma vez que ela não falava sobre isso (literalmente). Desde então, ela via o mundo através do livros que lia e conhecia cada coisa que acontecia no mundo pelos personagens. 

O que acontece é que com o passar dos anos, Maggie e Brooks vão vendo que a amizade deles é de fato muito mais forte do que imaginavam e que, na verdade, o que sentiam um pelo outro ia muito além disso. O problema é que ele tinha um mundo de sonhos que estavam começando a virar realidade pela frente enquanto que ela continuava presa em casa. Não seria justo segurá-lo ali. Mas é claro que o destino havia preparado algo para a história deles que mudaria o rumo de tudo. A vida dos dois seria mudada e muita coisa seria colocada em prova. Um precisaria do outro mais do que se é possível imaginar e a amizade (e o amor!) pode mudar o rumo de tudo.

Eu não tenho palavras ainda para descrever essa leitura. Sério. É incrível como você consegue sentir o mesmo que os personagens estão sentindo e como a história da Maggie balança não só a vida dela, mas a de quem está lendo também. Como comentei no começo, os livros da autora costumam ser bem previsíveis, mas até que nesse livro muita coisa (mesmo) me surpreendeu. Apenas um detalhe da história eu adivinhei desde cedo (e pelo que vi, não foi só eu... uma amiga minha leu também e percebeu a mesma coisa), mas isso não chegou a atrapalhar a leitura. Outra coisa digna de comentário, e que eu falo toda santa vez que falo dessa autora, é sobre o dom que ela tem para escrever personagens secundários. É surreal como a Brittainy escreve bem os personagens extras de suas histórias e como eles roubam a cena, de uma forma boa, quando aparecem. Isso acaba dando uma leveza necessária na história. Enfim, indico mil vezes essa leitura, mas tenha em mente que ela não é leve. A história em si tem um quê de drama estilo Colleen Hoover, mas vale muito a pena... de verdade. Ah! E eu li o livro pelo Kindle Unlimited! Sucesso.

O Silêncio das Águas
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Páginas: 364
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sábado, 18 de abril de 2020

Na Estante: A Chama Dentro de Nós


Pela primeira vez, depois de escrever mais de duzentos e cinquenta resenhas, eu estou começando uma sem saber com quantos estrelas o livro ficou. Estou em duvida ainda se tiro um estrela ou se deixou todas lá na avaliação e, por isso, conto para vocês o que eu decidir no final da resenha. Esse é o terceiro livro da autora que leio e eu, de verdade, tinha esquecido que ele estava na estante. Foi aí que resolvi separar uma pilha de livro que ainda precisava ler (e que achava que ia gostar) e ele estava lá no topo. De começo, o livro não me agradou muito mas, aos poucos ele foi me conquistando e, quando me dei conta, tinha lido ele todo em uma manhã. A escrita da Brittainy é uma delícia e é incrível como não vemos, de verdade, o tempo passando. Ao mesmo tempo, a escrita dela lembra um pouco a da Colleen Hoover. É densa e sempre trata de assuntos mais pesados. O que me lembra, que a escrita dela, diferente da da Colleen, é um pouco previsível. E que, por mais que o padrão tenha se mantido nesse livro, ele me surpreendeu em muitos momentos. Mas vamos por partes, não é mesmo. Esse livro me deixou confusa com relação aos meus sentimentos com a leitura dele e, por isso, acredito que tenho muita coisa para falar. Então, vou parar de enrolar.

Alyssa nasceu em uma família que já tinha tudo planejado para a vida dela. Seu pai, era um espírito livre amante das artes. Sua mãe, uma advogada cética que acreditava ter pleno controle da vida de todos que a cercavam. E Aly, e sua irmã, entavam lá no meio disso. Logan, por outro lado, não sabia nem ao menos se podia se dar ao luxo de sonhar com um futuro. Vivia em algo que nem sequer se parecia com uma família e era cercado de problemas. A única coisa certa em sua vida era seu irmão mais velho, que cuidava dele como podia e o deixava ter um vislumbre do que era ter uma vida normal. Duas pessoas completamente opostas, mas que ao mesmo tempo se encaixam muito. Os dois sentiam falta de muitas coisas em suas famílias e, quando descobriram isso, começaram uma amizade histórica. Enquanto ainda era adolescentes, eles perceberam que se completavam e que um sempre precisaria do outro, mas eles acreditavam que era apenas uma amizade. Até que tudo mudou.

Quando foram crescendo, perceberam que tudo que sentiam ia bem além de uma amizade e que a necessidade que um sentia de o outro por perto era algo que não poderiam ignorar. Mas eles eram fogo e quando juntamos duas coisas inflamáveis, só criamos um incendio maior. Os dois passam por muitas coias tentando se entender e tentando entender o que de fato é a relação deles. Só que Logan tem traumas do passado que vivem voltando para assombrá-lo e Aly, não sabe se tem forças para lidar com todo o caos. Pior, ela não tem forças também para ficar longe de tudo isso.

Ok, qualquer coisa que eu falar a mair, é spoiler. Não que eu precise dar spoilers, o livro já faz isso sozinho. Na tentativa de deixar algumas pontas da história bem amarradas, a autora acaba entregando muitas das coisas que vão acontecer ao longo de todo o livro. Assim que comecei a leitura, o personagem fez um comentário e boom... pensei. Já sei que vai acontecer isso, mais isso e aquilo outro. Dito e feito. Ao londo da leitura minhas previsões estavam certas e, de primeira, isso me desanimou bem. E aí, lá pro meio da história, ela começou a me surpreender e muitas coisas, que eu não estava esperando, começaram a acontecer e eu empolguei na leitura e só parei quando terminei. Mas antes disso tudo, teve todo aquele drama pessoa de preguiça de uma história que parecia (e estava sendo) previsível. Mas aí entra meu dilema, nem com todas essas coisas, consegui parar de ler. Porque a escrita é muito boa. 

Logan é o galã problemático clichê dos new adults raiz. Tudo nele grita problema e, ao mesmo tempo, ele é narrado como sexy. Nada de novo por aqui. O mesmo para a personagem principal, Alyssa, que também segue bem a onda do clichê, mas que, ao mesmo tempo, me surpreender por ter sido muito bem escrita. O que me lembra, o dom da autora, Brittainy, é escrever personagens secundários. Relendo minhas resenhas de outros livros dela, percebi um padrão. Ela escreve spoilers em suas história e escreve personagens secundários fenomenais. O irmão do Logan e a irmã da Aly muitas vezes robam a cena, a irmã principalmente.

Em resumo, decidi que o livro vai ficar com quatro estrelas, afinal, em alguns momentos do começo da leitura pensei em deixar o livro de lado e toda essa parte de prever metade da história também me desanimou um pouco. Mas no conjunto da obra, é um livro muito clichê e, por isso, muito bom. Ele é bem escrito, devorável e me deixou confusa, o que é bom. Se você gostou de algum outro livro da autora, pode ler esse sem medo de ser feliz.  

A Chama Dentro de Nós
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Páginas: 322
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domingo, 4 de setembro de 2016

Na Estante: O Ar que Ele Respira


Eu estava muito animada para ler esse livro. Sério, desde que ele foi lançado lá nos EUA que eu estava contando os dias para poder finalmente ler uma história inédita de uma autora que me conquistou tanto com um único livro (Sr. Daniels). Como tenho a autora no facebook (ui, phynna), acompanhei todos os passos até o lançamento e, claro, o momento em que o livro foi logo para os mais vendidos. Além disso, assim que eu postei no insta que ia começar esse livro, um mar de gente (bem mais que o normal) comentou que finalmente eu ia ler, que eu precisava ler, que queria muito saber o que eu iria achar e mais um bando de coisa. Acho que é exatamente por isso tudo que eu estava esperando um pouco (pouca coisa mesmo) mais. O livro ganhou cinco estrelas e eu o li em bem menos de um dia, mas, ao mesmo tempo, eu meio que esperava um pouco mais dos personagens principais, visto os comentários todos em cima deles. Calma! Eu vou explicar, como sempre, nos detalhes. E, como disse, ainda assim amei o livro e ele ganhou nota máxima. É só que eu demorei umas cento e poucas páginas para me apegar aos personagens e, logo de cara, eu já tinha descoberto todas as tretas do livro (juro). Ok, vamos lá.

Elizabeth tinha chegado ao fundo do poço. Ela perdeu o amor de sua vida em um acidente trágico de carro e, desde então, não conseguia colocar nada da sua vida em ordem. A única coisa que a segurava e a lembrava que era importante respirar era sua filha, Emma. Ela também sentia muita falta do pai, mas via na mãe algo bom e a certeza de que tudo estava bem. As duas estavam morando, temporariamente, na casa da mãe de Elizabeth, mas sabiam que não poderia ficar muito mais tempo simplesmente existindo ao invés de viver. Foi exatamente por isso que Liz resolveu voltar para casa, a sua casa. Sem parar para pensar, ela pega tudo que tinha juntando nas últimas semanas e volta para o lugar que tinha começado uma família. Não seria nada fácil, nem perto disso, mas seria um começo. Quando volta, reencontra velhos amigos e, aos poucos, vai juntando força para seguir em frente. O que ela não esperava era que, logo ao lado, tinha uma alma que tinha sofrido tanto quanto a dela e que, outra coisa que ela sequer sonhava, essa alma podia ser a resposta que ela esperava para todos os seus problemas. 

"Não destrua o coração dela, já está em pedaços." - Página 162

Tristan tem um passado tão sombrio quanto o de Liz. Ele perdeu mais que um amor perdeu parte de sua vida. Não era fácil lidar com os fantasmas do passado que, sempre que podiam, voltavam para assombra-lo e, por isso, ele preferia lidar com tudo e todos de forma grossa. Era melhor que todos ficassem longe dele, assim ninguém mais se machucava. E é aí que sua vizinha aparece, com bagagens emocionais tão fortes quanto as deles, e com uma menininha serelepe que o faz sorrir pela primeira vez em muitas semanas. Os dois sentem que precisam ao menos se conhecer, mas a dor e as lembranças da última vez que amaram os seguram. É aí que entra o destino e, aos poucos, vai entrelaçando a vida dos dois. Não é nada simples lidar com um coração partido, imagine dois, mas é relativamente menos complicado quando se tem alguém que entende sua dor para ajudar a colar os pedacinhos. Um poderia lembrar o outro de respirar para sobreviver e, quem sabe até, lembrar o outro que viver vale sim a pena.

"Quero beijar você. A Lizzie triste, devastada.
 A verdadeira Lizzie." - Página 166

Vamos por partes, ok? Ok. Eu simplesmente amei Faye, a melhor amiga pirada de Liz. O que me faz pensar que a autora é muito boa mesmo criando personagens secundários que marcam muito os leitores (vide o meu xuxu Ryan, de Sr. Daniels). Eu passei grande parte da leitura torcendo para ela aparecer mais e mais. Sempre que aparecia, era risada na certa e de um jeito maravilhoso. Ainda falando de secundários, temos Tanner, o melhor amigo do marido (que faleceu) de Liz. Um personagem clichê e que, na minha opinião, me ajudou a entender (no caso, descobrir) toda a treta bem antes da hora. Ok, agora vamos para os personagens principais. Eu não consigo nem mesmo imaginar um terço da dor que esses dois passaram. Ver tanto de sua vida indo embora de uma hora para outra e de maneira tão trágica é algo que não consigo nem ao menos pensar. A dor deles é a base desse livro e muito da personalidade dos dois, mas, ao mesmo tempo (e, mais uma vez, na minha opinião) é também o que me afastou um pouco do livro nas primeiras páginas. Como comentei no começo, levei umas cem páginas para me apegar aos personagens e eu acredito que isso seja pelo fato de que eles afastam todos por perto, inclusive o leitor, com a dor que sentem. Eu sabia que eles estavam passando por algo terrível, mas não conseguia ler de verdade os personagens por não conseguir ver através disso. No começo é só dor. Entendo que isso é algo fantástico, o fato da autora conseguir passar isso pelas palavras, mas ao mesmo tempo me fez ficar sem reação com os personagens 9de começo, depois passou, rs).

O livro é clichê assim como o outra da autora que citei, mas esse ainda consegue ir ainda além nisso. Não é algo ruim, sou uma fã maluca por histórias clássicas e cheias de coisas que já vimos mil vezes, mas o problema é quando já adivinhamos tudo (sem nenhuma surpresa mesmo) nas primeiras páginas do livro. Foi o que aconteceu. Por sorte, a escrita é tão boa e, mesmo com esses problemas, a história também é tão boa que gostei muito do conjunto da obra. É um livro sobre dor e superação e acho que é importante pensarmos e, até mesmo, lermos sobre isso. Principalmente pelo ponto de vista de quem vive tal dor. É um livro para quem acredita que existe sim uma luz no final de todo túnel e que o amor pode salvar vidas, de muitas maneiras.

O Ar que Ele Respira
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Páginas: 306
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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Na Estante: Sr. Daniels

 

Essa resenha precisava ir ao ar hoje, fato. Quando a editora me mandou o livro de presente eu recebi, também, uma cartinha com detalhes sobre o que eu ia ler e, melhor que isso, também tinha a seguinte frase: "Se você já tem alguém com quem passar o dia dos namorados, não leia o Sr. Daniels agora." Eu li (hehe), não tinha ninguém e mesmo se tivesse, essa chamada foi genial. Foco! Quando eu comecei o livro estava com os dois pés atrás. Sei que todos estavam falando muito bem dele e, para falar a verdade, eu estava até mesmo curiosa, mas pensem comigo: Até para mim (a louca dos clichês) estava parecendo um pouco demais. Estamos falando de um professor jovem, e muito charmoso, de inglês que conhece uma menina, doce e encantadora, em um momento aleatório. Eles têm tudo em comum, desde gostos literários até problemas no passado e, com isso, os dois se apaixonam de forma inexplicável. Mas o destino prega uma peça no casal ao jogar na cara dos dois que ele é o mais novo professor dela e que o amor deles além de impossível é errado. Vai, pode falar que você já pensou na história de Slammed (Métrica, com o Will e a Lake) ou até mesmo na história de Pretty Little Liars (Ezra e Aria). Eu sei que foi nisso que pensei. Eu não estava de todo errada, mas, ao mesmo tempo, eu estava muito errada. O livro vai muito além disso, muito além mesmo. E esse lado clichê dele é o que dá toda a graça do livro. O romance é doce, mas ao mesmo tempo é forte e emocionante. No geral, o livro me lembrou muito (mesmo) a série Slammed da Colleen Hoover, mas, por mais que tenham todas essas coisas já citadas em comum, as dores citadas são diferentes. Não estou falando dos acidentes e peças do destino, estou falando de como você (como leitor) sente tais dores. Nos dois casos você sente, mas cada um de jeito. Um jeitinho único que deixou o livro ainda mais gostoso.O livro me fez rir, me fez chorar e me fez suspirar (muito para todas as coisas citadas, rs). Talvez nem seja mais Dia dos Namorados quando estiver lendo essa resenha, mas, mesmo assim, dê uma chance ao Sr. Daniels. Afinal, não feve ter sido a toa que ele levou cinco estrelas e um coração de favorito. Ah, estamos falando de um livro New Adult e, bom, eu já comparei o livro com os da Colleen, ou seja, dá para imaginar o nível do drama, rs.

Ashlyn viu todo seu mundo caindo a sua volta. Sua melhor amiga (e irmã gêmea) morreu de forma trágica por conta de uma doença grave e sua mãe, abalada pela perda, resolveu que precisava mandá-la para a casa do pai, que, por um acaso, nunca tinha ligado para as filhas. A culpa tomava conta dela, o problema com a mãe ia muito além do descaso, para ela, a mãe a culpava pela morte da irmã, afinal, ela poderia ter morrido, elas eram tão iguais. Por quê não foi Ashlyn? Destino. Palavra forte e, muitas vezes, chata. Ash chega à tal cidade e logo encontra lindos olhos azuis na estação de trem. Daniel Daniels, assim mesmo dobrado. A atração é automática, os dois se conectam mesmo sem um único toque e, mesmo de longe, percebem o quão iguais eles são. Não estou falando apenas das citações de Shakespeare que eles trocaram, mas, sim, das cicatrizes do passado. Daniel perdeu a mãe de forma trágica, por conta de seu irmão mais novo e, poucos dias antes, perdeu o pai, que era tudo que ele tinha. Se os opostos se atraem eu não sei, mas corações em pedaços se atraem sim. Porque eles se encaixam melhor assim, quando falta alguns pedacinhos aqui ou ali. Tudo parecia perfeito, perfeito até demais. Além de um apaixonado por Shakespeare, Daniel também tinha uma banda e fez questão de convidar Ash para ouvi-los. Era o empurrão que faltava. Os dois se completavam. As cicatrizes se completavam. Os pedacinhos do coração deles estava esperando por esse momento. Aí o destino apareceu mais uma vez, provando que sabe ser chato. O cara perfeito dos olhos azuis brilhantes, que recitava Shakespeare de coração e ainda tocava em uma banda era, também, o mais novo professor de inglês de Ashlyn. Acho legal comentar que o destino ainda foi além, porque o pai dela era, apenas, o diretor da escola.

"Ele não era mais Daniel. Ele era o Sr. Daniels." - Página 96

Os dois tentam manter em segredo, mas nunca é a mesma coisa. Ela merecia mais que um namoro escondido, ou ao menos era isso que sua irmã acreditava, sim, a que morreu. Gabby, a irmã, deixou uma lista de coisas que Ash precisava viver e, junto disso, uma caixa com cartas para cada coisa que ela completasse da lista. Algumas não eram para ela, eram para as pessoas que estavam participando da vida dela. Além do professor/amante/problema, ela estava dividindo as cartas com seus mais novos irmãos-tortos. Os filhos da nova mulher de seu pai, que, de começo, pareciam completamente diferentes dela, mas que no final eram tudo que ela precisava e ela era tudo que eles precisavam. Não bastasse todo o drama de aluna apaixonada pelo professor (e ele correspondendo isso), o irmão de Daniel, o problemático, está de volta na cidade e ele não está muito feliz com como tudo está relativamente bem sem ele. Estamos falando de drama, muito drama. Um drama (nossa, quantas vezes falei drama, que drama!) digno de Shakespeare com direito à dois corações que se amam, mas que não podem ficar juntos. 

"Fomos feitos perfeitamente imperfeitos." - Página 140

Pensa em um bando de post-it. Pensou? Pois é, eu gastei o dobro disso com esse livro. Estamos falando de um romance new adult com frases e cenas de peças do Shakespeare! Alguém nesse mundo tinha alguma dúvida que eu ia pirar e perder a dignidade com esse livro? Daniel é uma mistura de todos os mocinhos fofinhos e românticos dos últimos livros que li e, para melhorar tudo, ele ainda sabe todas as peças do autor já citado de cor. Alguém me segura (ou não). Ele me lembrou muito o Will (do livro já citado, métrica), mas, ao mesmo tempo, ele age de maneira muito diferente quando o assunto é o amor proibido. O charme, bom é o mesmo. Ashlyn me conquistou nas primeiras páginas. Uma menina que se esconde nos livros, se fecha com medo de perder mais alguém e que, mesmo assim, ainda tem espaço para ajudar tudo e todos que gosta. Não tem como não gostar dessa protagonista. Ela não tem mimimis. Ela é humana, mas de uma forma muito verdadeira. A dor dela é real e ela passa isso no livro. Você se preocupa com ela e com todos os outros personagens também. Não poderia deixar de citar os lindo irmãos-tortos dela, Hailey e Ryan. Os dois são a cereja no topo do bolo. Eles sempre aparecem no momento certo e com a ação certa. Assim como Gabby, que mesmo não estando literalmente presente, se faz presente pelas cartas e desafios.

Eu estou um pouco brava com a autora, ela fez algumas escolhas para alguns personagens que acabaram com meu pequeno coração. Entendo os acontecimentos, mas isso não significa que lidei bem com eles. Eu chorei. Muito. Ah! Se você está atrás de um livro para se apaixonar, leia. Se você, assim como eu, ama os livros e peças de Shakespeare, leia esse livro para ontem. A história fica variando de pontos de vista (Daniel e Ashlyn) e isso deixa tudo com um gostinho de quero mais, sem esquecer que você se apaixona pela banda do protagonista, sério. Um livro para acredita no poder do amor, para quem ama um bom e velho clichê e para que, simplesmente, gosta de um bom livro.

Sr. Daniels
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Páginas: 320
Skoob do Livro.
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