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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Na Estante: Sr. Daniels

 

Essa resenha precisava ir ao ar hoje, fato. Quando a editora me mandou o livro de presente eu recebi, também, uma cartinha com detalhes sobre o que eu ia ler e, melhor que isso, também tinha a seguinte frase: "Se você já tem alguém com quem passar o dia dos namorados, não leia o Sr. Daniels agora." Eu li (hehe), não tinha ninguém e mesmo se tivesse, essa chamada foi genial. Foco! Quando eu comecei o livro estava com os dois pés atrás. Sei que todos estavam falando muito bem dele e, para falar a verdade, eu estava até mesmo curiosa, mas pensem comigo: Até para mim (a louca dos clichês) estava parecendo um pouco demais. Estamos falando de um professor jovem, e muito charmoso, de inglês que conhece uma menina, doce e encantadora, em um momento aleatório. Eles têm tudo em comum, desde gostos literários até problemas no passado e, com isso, os dois se apaixonam de forma inexplicável. Mas o destino prega uma peça no casal ao jogar na cara dos dois que ele é o mais novo professor dela e que o amor deles além de impossível é errado. Vai, pode falar que você já pensou na história de Slammed (Métrica, com o Will e a Lake) ou até mesmo na história de Pretty Little Liars (Ezra e Aria). Eu sei que foi nisso que pensei. Eu não estava de todo errada, mas, ao mesmo tempo, eu estava muito errada. O livro vai muito além disso, muito além mesmo. E esse lado clichê dele é o que dá toda a graça do livro. O romance é doce, mas ao mesmo tempo é forte e emocionante. No geral, o livro me lembrou muito (mesmo) a série Slammed da Colleen Hoover, mas, por mais que tenham todas essas coisas já citadas em comum, as dores citadas são diferentes. Não estou falando dos acidentes e peças do destino, estou falando de como você (como leitor) sente tais dores. Nos dois casos você sente, mas cada um de jeito. Um jeitinho único que deixou o livro ainda mais gostoso.O livro me fez rir, me fez chorar e me fez suspirar (muito para todas as coisas citadas, rs). Talvez nem seja mais Dia dos Namorados quando estiver lendo essa resenha, mas, mesmo assim, dê uma chance ao Sr. Daniels. Afinal, não feve ter sido a toa que ele levou cinco estrelas e um coração de favorito. Ah, estamos falando de um livro New Adult e, bom, eu já comparei o livro com os da Colleen, ou seja, dá para imaginar o nível do drama, rs.

Ashlyn viu todo seu mundo caindo a sua volta. Sua melhor amiga (e irmã gêmea) morreu de forma trágica por conta de uma doença grave e sua mãe, abalada pela perda, resolveu que precisava mandá-la para a casa do pai, que, por um acaso, nunca tinha ligado para as filhas. A culpa tomava conta dela, o problema com a mãe ia muito além do descaso, para ela, a mãe a culpava pela morte da irmã, afinal, ela poderia ter morrido, elas eram tão iguais. Por quê não foi Ashlyn? Destino. Palavra forte e, muitas vezes, chata. Ash chega à tal cidade e logo encontra lindos olhos azuis na estação de trem. Daniel Daniels, assim mesmo dobrado. A atração é automática, os dois se conectam mesmo sem um único toque e, mesmo de longe, percebem o quão iguais eles são. Não estou falando apenas das citações de Shakespeare que eles trocaram, mas, sim, das cicatrizes do passado. Daniel perdeu a mãe de forma trágica, por conta de seu irmão mais novo e, poucos dias antes, perdeu o pai, que era tudo que ele tinha. Se os opostos se atraem eu não sei, mas corações em pedaços se atraem sim. Porque eles se encaixam melhor assim, quando falta alguns pedacinhos aqui ou ali. Tudo parecia perfeito, perfeito até demais. Além de um apaixonado por Shakespeare, Daniel também tinha uma banda e fez questão de convidar Ash para ouvi-los. Era o empurrão que faltava. Os dois se completavam. As cicatrizes se completavam. Os pedacinhos do coração deles estava esperando por esse momento. Aí o destino apareceu mais uma vez, provando que sabe ser chato. O cara perfeito dos olhos azuis brilhantes, que recitava Shakespeare de coração e ainda tocava em uma banda era, também, o mais novo professor de inglês de Ashlyn. Acho legal comentar que o destino ainda foi além, porque o pai dela era, apenas, o diretor da escola.

"Ele não era mais Daniel. Ele era o Sr. Daniels." - Página 96

Os dois tentam manter em segredo, mas nunca é a mesma coisa. Ela merecia mais que um namoro escondido, ou ao menos era isso que sua irmã acreditava, sim, a que morreu. Gabby, a irmã, deixou uma lista de coisas que Ash precisava viver e, junto disso, uma caixa com cartas para cada coisa que ela completasse da lista. Algumas não eram para ela, eram para as pessoas que estavam participando da vida dela. Além do professor/amante/problema, ela estava dividindo as cartas com seus mais novos irmãos-tortos. Os filhos da nova mulher de seu pai, que, de começo, pareciam completamente diferentes dela, mas que no final eram tudo que ela precisava e ela era tudo que eles precisavam. Não bastasse todo o drama de aluna apaixonada pelo professor (e ele correspondendo isso), o irmão de Daniel, o problemático, está de volta na cidade e ele não está muito feliz com como tudo está relativamente bem sem ele. Estamos falando de drama, muito drama. Um drama (nossa, quantas vezes falei drama, que drama!) digno de Shakespeare com direito à dois corações que se amam, mas que não podem ficar juntos. 

"Fomos feitos perfeitamente imperfeitos." - Página 140

Pensa em um bando de post-it. Pensou? Pois é, eu gastei o dobro disso com esse livro. Estamos falando de um romance new adult com frases e cenas de peças do Shakespeare! Alguém nesse mundo tinha alguma dúvida que eu ia pirar e perder a dignidade com esse livro? Daniel é uma mistura de todos os mocinhos fofinhos e românticos dos últimos livros que li e, para melhorar tudo, ele ainda sabe todas as peças do autor já citado de cor. Alguém me segura (ou não). Ele me lembrou muito o Will (do livro já citado, métrica), mas, ao mesmo tempo, ele age de maneira muito diferente quando o assunto é o amor proibido. O charme, bom é o mesmo. Ashlyn me conquistou nas primeiras páginas. Uma menina que se esconde nos livros, se fecha com medo de perder mais alguém e que, mesmo assim, ainda tem espaço para ajudar tudo e todos que gosta. Não tem como não gostar dessa protagonista. Ela não tem mimimis. Ela é humana, mas de uma forma muito verdadeira. A dor dela é real e ela passa isso no livro. Você se preocupa com ela e com todos os outros personagens também. Não poderia deixar de citar os lindo irmãos-tortos dela, Hailey e Ryan. Os dois são a cereja no topo do bolo. Eles sempre aparecem no momento certo e com a ação certa. Assim como Gabby, que mesmo não estando literalmente presente, se faz presente pelas cartas e desafios.

Eu estou um pouco brava com a autora, ela fez algumas escolhas para alguns personagens que acabaram com meu pequeno coração. Entendo os acontecimentos, mas isso não significa que lidei bem com eles. Eu chorei. Muito. Ah! Se você está atrás de um livro para se apaixonar, leia. Se você, assim como eu, ama os livros e peças de Shakespeare, leia esse livro para ontem. A história fica variando de pontos de vista (Daniel e Ashlyn) e isso deixa tudo com um gostinho de quero mais, sem esquecer que você se apaixona pela banda do protagonista, sério. Um livro para acredita no poder do amor, para quem ama um bom e velho clichê e para que, simplesmente, gosta de um bom livro.

Sr. Daniels
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Páginas: 320
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Na Estante: Ela é uma Fera


E aí você começa a ler um livro e do nada descobre que ele se passa na cidade em que você faz faculdade, lê mais algumas páginas e descobre que dois dos personagens principais estudam na mesma faculdade que você, segue mais um pouco e vê os personagens indo ao mesmo cinema que você vai e comentando sobre o curso (na faculdade) que você faz. Sem esquecer que a cada página você imagina muito bem os lugares citados uma vez que você mora lá! Pois é, foi assim que começou minha experiência com esse livro. Já comentei que é bem legal ler livros que se passam em lugares que você já visitou, mas ler um livro que se passa na sua cidade e a personagem estuda na sua faculdade? Foi uma loucura!

Eu já comentei um pouco sobre o livro aqui, mas só resolvi ler essa semana. Ele é uma adaptação do clássico, de Shakespeare, A Megera Domada. Não conhece? E se eu contar que conhece sim... Já viu (ou pelo menos ouviu falar) o filme 10 coisas que eu odeio em você? Pois então conhece sim, haha. Eu amo esse filme, mas o dvd está lá em casa (ainda estou na casa dos meus pais, haha). Foco! Meu único problema com esse livro foi que como amo o filme, que tem a mesma história, fiquei esperando um pouco mais. Não falando que é ruim, pelo contrário. É um livro bem gostoso de ler, mas o filme (no quesito adaptação) ganha.

"(...) Aquela doida é a Carolina Batista, conhecida por seu gênio, digamos, gracioso, se é que me entende."

Carolina é uma verdadeira megera. Com traumas e mais traumas por conta do abandono da mãe (quando ainda era pequena) decidiu se fechar para tudo e todos, mesmo na faculdade (que é a mesma que eu faço!). Exatamente o contrário de sua doce e delicada irmã mais nova, Clara, que ainda está no colégio. Uma menina cheia de sonhos e muito apaixonada que sofre com um pequeno problema, seu pai criou uma regra bem severa para segurar a filha mais nova. Ela só poderia namorar quando sua irmã mais velha estivesse namorando, só poderia ir a uma festa se sua irmã estivesse junto e por aí vai.  Mas é claro que sua irmã não coopera. Henrique - o garoto mais rico e popular da escola - decide que vai tirar a 'donzela em perigo' de casa, não por gostar dela, mas sim para ser o primeiro a tocar na menina mais linda do colégio, para isso precisa antes dar um jeito de domar a megera. É aí que ele contrata Pedro, um estudante de engenharia (também da mesma faculdade que eu, haha) - que estava precisando muito de dinheiro - para domar a megera.

No meio de toda essa bagunça ainda conhecemos o fofo Lucas. Um menino que acabou de se mudar para a cidade (Já falei que é a cidade que eu moro? Pois é...) e logo se apaixona pela doce Clara. Diferente do, metido, Henrique, ele realmente queria o bem da menina e resolve chegar perto dela por meio de aulas de inglês, uma vez que ele havia morado muitos anos em Boston (EUA) e ela precisava melhorar as notas. Já viu a bagunça que isso vira, não é? É uma bagunça organizada, mas ainda sim é bagunça, haha. Ah, Shakespeare. Ah, Marina Carvalho! Voltando para a megera, é claro que todo o plano começa a ter problemas quando Pedro começa a ver o lado mais sensível de Carol, mas como isso acaba, só lendo para descobrir.

"(...) Mas prefiro deixar a sagacidade de lado e dizer com sinceridade: Não consigo tirá-la da cabeça (...)."

Se você já viu o filme, que citei antes, provavelmente sabe o final dessa história, se não viu, leia o livro e veja o filme logo em seguida. Preciso comentar que gostei muito do que a autora fez com o final da história (para quem já viu o filme, o 'equivalente' ao poema que a personagem lê). Achei que deu uma carinha nova para a história e achei verdadeiramente fofo. Mas não posso deixar de comentar que achei também que a autora correu um pouco com a história no final, gostaria de ter lido mais detalhes sobre a Clara (depois de alguns acontecimentos) e claro, sobre a própria Carol. No geral, os personagens foram muito bem construídos e o livro é bem levinho. Como é um ebook que vive em promoção acho que vale muito a pena ler. Sem esquecer que para mim, em especial, foi uma leitura ainda mais divertida por ter cenários que conheço muito bem (minha faculdade, o cinema da cidade, Tiradentes... a cidade no geral, haha). Ah! Ignorem as pessoas na capa do livro, principalmente o Pedro que não bate em nada com a descrição do livro. Crie os personagens na cabeça que vale mais, haha.

Ela é uma Fera!
Autora: Marina Carvalho
Editora: Novas Páginas
Páginas: 155
Skoob do Livro.
Meu Skoob. (: