Mostrando postagens com marcador distopia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador distopia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Na Estante: O Príncipe (A Seleção 1.5)


Vocês não devem mais estar aguentando ver sobre A Seleção aqui no blog, desculpa, mas nem me sinto culpada, rs. Você que - assim como eu - ama ler deve entender quando falo que esse livro me pegou de surpresa e ainda estou muito ligada à ele (sem esquecer que estou contando os dias para maio, rs). Para minha alegria a autora, a fofa Kiera Cass, escreveu um conto (mais ou menos 70 páginas) contando um pouco sobre o Maxon, o príncipe. É como se fosse um spin off do primeiro livro, ela também vai lançar um nesse estilo, mas pelos olhos do Aspen (vai ser: O Guarda). Esse segundo conto vai ser lançado um mês antes do terceiro livro da trilogia e em tese vai mostrar uma prévia do A Escolhida (ai meu coração), assim como O Príncipe tinha uma prévia de A Elite.

Nesse conto vemos um lado mais íntimo de Maxon, como era a vida dele um pouco antes da Seleção começar e como era sua relação com seus pais. Basicamente eu já esperava algumas coisas, com base no que li nos dois livros, mas fiquei muito surpresa com outras. O Rei se mostrou uma pessoa manipuladora e sem coração, mas não esperava diferente (e isso não é spoiler), enquanto que a Rainha ganhou ainda mais meu coração com suas palavras doces e muito sábias. Maxon, ah Maxon, esse só me fez ter certeza de que preciso ler para ontem o último livro da trilogia. O príncipe tem suas duvidas, tem seus temores, mas acima de tudo tem o mesmo coração de sua mãe e teme verdadeiramente ficar parecido com seu pai.

"(...) Mas agora, eu poderia compartilhar meu mundo com outra pessoa, e seria a melhor experiência de todas, porque... porque essa pessoa seria minha. E eu seria dela. Estaríamos sempre juntos. (...)"

Gostei muito de poder ver, com os olhos de Maxon, o primeiro encontro entre ele e America. Pude finalmente entender o que motivou o príncipe a deixar em sua seleção uma garota de casta tão baixa e que ainda por cima havia gritado com ele. Foi divertido também de ver como Maxon é inseguro quando o assunto é mulher e como sabemos, pelo primeiro livro, ele se desespera fácil e fica sem saber o que fazer quando uma mulher chora.

Achei meio desnecessário e ao mesmo tempo importante a autora ter colocado uma menina no passado, nem tão passado assim, de Maxon. Uma francesa que um dia já habitou os pensamentos do príncipe, mas não ao ponto de despertar algo sério. Achei desnecessário porque preferia mil vezes ler mais trechos entre ele e America pelos olhos dele, mas ao mesmo tempo a personagem deixou claro muitas coisas sobre a personalidade do príncipe, que mais para frente (e lembrando dos outros livros) pode fazer muito sentido. Mas que eu queria mais cenas entre ele e a America nesse conto, queria.

A autora mais uma vez está de parabéns, o conto por mais que pequeno (aos meus olhos) foi tão devorável quanto os livros e deixou aquele famoso desejo de "quero mais, muito mais". Não sei se estou animada para ler trechos pelos olhos de Aspen (deve sair em abril o conto dele), mas o que me anima é poder ler trechos de The One (A Escolhida) um mês antes. Não tenho muito mais para falar, afinal era um conto, mas espero que tenha deixado vocês com ainda mais vontade de entrar no mundo de The Selection.

O Príncipe
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
(O ebook é gratuíto)
Skoob do Livro.
Meu Skoob. (:

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Na Estante: A Elite


Não tenho certeza sobre o dia que esse post vai ao ar, mas estou escrevendo no domingo a noite. O que é verdadeiramente estranho uma vez que ontem (sábado, no caso) eu estava escrevendo sobre outro livro. Em resumo, li dois livros em menos de dois dias e meu amor, para isso acontecer só existe uma única opção: os livros precisam ser estúpidamente e ridiculamente bons. Como já comentei várias vezes, leio muito rápido, mas apenas leio rápido e com vontade (a ponto de ler um livro em menos de 24h, nesses dois casos, bem menos) quando ele dá motivos para isso. Mas tenhamos foco, esse post é único e exclusivo do segundo livro da trilogia A Seleção: A Elite. Vocês sabem que eu evito ao máximo postar spoilers, mas se você ainda não leu A Seleção pode acabar considerando spoiler alguns detalhes básicos sobre esse livro. Vou dar meu melhor para não falar demais e acabar soltando spoilers, mas aqui fica o aviso.

Não sei nem por onde começar. Esse livro me fez parecer uma maluca enquanto eu lia, de verdade. Não tenho como contar nos dedos o número de vezes que gritei (em alto e bom som) com alguns personagens, sem esquecer que em determinado momento eu tive que parar a leitura por alguns minutos para não socar um personagem (o que é complicado de se imaginar uma vez que personagens, infelizmente, só existem nos livros e na nossa imaginação). Esse livro não é tão devorável quanto o primeiro, mas é tão bom quanto. A diferença - para mim - é que o primeiro mesmo quando meus olhos estavam ficando embaçados de cansaço eu continuei lendo, já nesse eu coloquei o livro de lado (mesmo triste com isso) e dormi.Ok, acho que isso não torna o livro menos devorável, apenas mostra que eu aprendi que não devo virar uma madrugada lendo que nem uma maníaca (sério, crianças, não façam esse tipo de loucura em casa).

O livro começa exatamente onde o primeiro acaba, o que me lembrou um pouco as fics que já escrevi e li, foi gostoso ter esse retorno tão rápido para onde tínhamos parado com o primeiro livro. A Elite começa com bem menos garotas no palácio, antes Maxon tinha 35 opções, agora ele tem apenas seis (e logo passa para cinco!). Nesse livro vemos um lado muito mais sincero de todos os personagens, principais ou não. America continua sendo a mesma garota determinada, mas agora ela percebe de vez que seu coração não tem mais certeza de suas escolhas. Maxon começa a mostrar que não é tão perfeito como os príncipes que lemos em contos de fadas, ele é humano, até demais. Aspen é o que menos faz burradas no livro, mas isso não ajuda muito o lado dele (Team Maxon ♥). 

"Às vezes, acho que Maxon e eu somos a sua Seleção particular." - Aspen (Página 233)

A Elite, que é composta - no caso - pelas selecionadas restantes, começa a passar por vários tipos de provas, em tese essas serviriam para ajudar na escolha do príncipe, mas sabemos que o coração dele já escolheu por mais que seu pai e o país nem sempre concordem com ele. Elas precisam organizar cerimonias sérias (receber uma princesa de outro país, por exemplo), criar projetos filantropicos, sobreviver ao clima tenso que ronda o palácio por conta dos rebeldes e claro, por conta do fato que todas ali sabem que só uma pode "ganhar" no final. Tudo deixa de parecer um conto de fadas, ganhando assim um ar bem mais sério e pesado. Mas ao mesmo tempo continua sendo uma leitura leve.

O amor de America e Maxon começa a passar por provas, até mais difíceis, também. Um não tem certeza de quando pode confiar no outro e isso acontece bem mais de uma vez no livro, mas no fim cada um se sentia um lixo e voltava arrependido de alguma forma, a relação ganha mais forma e força ao mesmo tempo que da uns três passos para trás. Sem esquecer que querendo ou não, em tese, America ainda têm quatro concorrentes de peso. Enfim, esse livro vai bem além dos romances e é aí que lembramos que estamos lendo uma distopia. O país não é perfeito e temos os rebeldes e as castas para lembrar disso. America coloca as mãos em algo poderoso que mostra que tem coisa errada no país desde muito antes do que qualquer um pode sequer imaginar. Fazendo algumas ligações também conseguimos imaginar o que os rebeldes realmente querem do palácio.

Outros personagens que valem a pena são: O pai de America (que consegue ser a melhor pessoa do mundo a ponto de me lembrar dos meus pais), que pessoalmente ou por cartas sempre lembra que o que verdadeiramente importa é a felicidade da filha. As criadas mais fofas da face da terra também são personagens ótimas. O trio aparece muito no livro e pelo que entendi (o livro termina e deixa isso como pista, mas não é spoiler) vai ter uma participação ainda maior no último livro da trilogia. Elas não estão ali só para ajudar America e criar vestidos lindos, elas estão ali para muito mais e é muito na cara como elas e todos os outros que trabalham no castelo têm America como favorita.

"– (...) Maxon é importante para mim e eu vou lutar por ele.
– Isso é tão romântico! – Gritou Mary, (...)" (Página 350)

Preciso comentar que estou em estado de choque, quando terminei o primeiro livro (A Seleção) eu sabia que o segundo estava na estante me esperando e não levei nem uma hora para começar a leitura. Mas agora estou aqui sem rumo uma vez que o terceiro e último livro só vai sair em maio do ano que vem. Ah, essa vida de leitora não é fácil não, minha gente. Mas é isso, o livro é muito bom e só reforça o fato de que essa trilogia (por mais que ainda esteja incompleta) é uma leitura obrigatória. Aproveitem que o natal está chegando e coloquem em suas listas de presente (geez, o natal realmente está chegando!).

A Elite
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 360
Skoob do Livro.
Meu Skoob. (:

domingo, 3 de novembro de 2013

Na Estante: A Seleção


Terminei esse livro em menos de dez horas, isso porque comecei a ler enquanto o vídeo da semana carregava no youtube e a ideia inicial era ler só enquanto eu esperava. Acabou que o vídeo já estava carregado e eu não tinha mais desculpas, desliguei o computador e fiquei focada somente na leitura. Em um momento eu estava na página cem (mais ou menos três da manhã) e do nada (juro) quando resolvi pegar meu celular já era quase seis horas da manhã, ri sozinha quando abri minha cortina e vi o sol nascendo. Ignorei tudo, perdi a dignidade e continuei o livro, até que mais ou menos às sete horas da manhã uma das minhas amigas que mora comigo viu meu quarto com a luz ligada e ficou sem acreditar que eu ainda não tinha dormido, ri mais ainda da situação toda e ainda li por mais uma hora, deixando só mais dois capítulos para ler depois que dormisse.

Porque estou contando isso? Para deixar claro que esse livro é "devorável", estúpido de bom e me ganhou nas primeiras páginas. Sempre li muito rápido (e de forma maníaca), mas eu só leio um livro direto como foi com esse em casos raros (Harry Potter, A Esperança, Belo Desastre, Perdida e agora A Seleção), em casos em que os livros me prendem de uma forma que nem eu sei explicar. A história é muito gostosa e leve de ler, como falei não percebi de verdade a hora passando e quando dei conta de mim o livro tinha acabado e eu estava procurando pelo segundo na minha estante (já estou terminando o segundo, haha). O livro é uma distopia e isso foi um tapa de luva na minha cara. Depois que li Jogos Vorazes coloquei na minha cabeça que nenhuma outra distopia seria legal de ler, mas aqui estou eu (depois de uma noite com menos de cinco horas de sono por conta do livro) escrevendo sobre A Seleção. 

O livro conta a história de America, uma menina da casta cinco (artistas e músicos) que estava relativamente satisfeita com sua vida. Ela mora em Illéa, um país relativamente novo que conseguiu se erguer das ruínas do que antes havia sido os Estados Unidos. O país estava para passar por uma Seleção em que 35 garotas teriam a chance de competir (amigavelmente) pelo coração do príncipe Maxon (*suspiros*). Não estava nos planos de America entrar nessa seleção, mas depois que seu namorado, Aspen (um garoto da casta, inferior, seis), insistiu alegando que ele nunca seria capaz de dar para ela o que um príncipe daria ela aceita e se inscreve. Como o namoro dos dois, em tese, era ilegal tudo acaba de uma forma bem rápida e triste para os dois. E para a surpresa geral, dos personagens não minha, America é selecionada.

Ela chega ao palácio e já começa, mesmo sem querer, se destacando das outras meninas quando na primeira noite tenta "fugir" para o jardim para pegar um ar. Os guardas não a deixam sair e com a bagunça toda quem acaba chegando é o próprio príncipe que a leva pessoalmente para tomar um ar no jardim. É nesse momento que vemos que Maxon vai muito além do rostinho bonito, mas isso não impede America de dar uns bons gritos e puxões de orelha nele. Quando todas as meninas conhecem o príncipe no dia seguinte America resolve criar uma aliança com o príncipe. Ela ficaria ali no palácio para ajudar sua família, que ficaria recebendo cheques enquanto ela fica na seleção (e para se alimentar bem) e ajudaria Maxon a escolher a mulher perfeita entre as 34 selecionadas restantes.

"– Então por acaso não seria a garota que gritou com o príncipe?
Respirei fundo.
– Sim, fui eu. E minha mãe deve estar infartando neste momento.
– Faça-a contar a história toda! – Gritou Maxon (...)."
(Página 268 e 269)

O que America não esperava era que a amizade dela com o príncipe ficasse cada dia mais forte a ponto de deixar os dois confusos sobre seus sentimentos. Sem esquecer, saindo da parte conto de fadas, que o país não estava nem perto de ser perfeito e o palácio (assim como vários outros lugares) sofria com ataques quase que constantes de rebeldes que não estavam nada satisfeitos com a situação do país e de suas castas. O livro em alguns momentos lembra Jogos Vorazes, o que faz sentido uma vez que os dois se passam em um Estados Unidos de um futuro caótico. Mas America nem é tão diferente da Katniss, ambas são bem teimosas e sabem o que querem, sem esquecer que acabam no meio de um triângulo amoroso, a diferença é que uma foi mandada para um palácio para conseguir o coração de um príncipe, enquanto que outra foi para uma arena lutar por sua vida.

Para quem sempre sonhou com contos de fadas mais realistas (ou não), como eu, esse é um ótimo livro. E mesmo se você nunca sonhou com isso o livro continua muito bom, obrigada, haha. Como falei antes o livro é leve e gostoso de ler, a história rende e tudo faz muito sentido (não têm 'linhas soltas' pela história). Prepare-se para rir e suspirar com Maxon e America, para sentir raiva e até dó de Aspen e para ler um livro de uma forma maníaca de tão bom que ele é (oi!).

A Seleção
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 368
Skoob do Livro.
Meu Skoob. (: