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sábado, 4 de abril de 2020

Na Estante: The Deal (O Acordo)


Não se deixe enganar pela capa do livro (a capa da versão brasileira é bem melhor). Eu quase me deixei e poderia ter perdido uma leitura muito boa. Eu amo livros clichês e nunca escondi de ninguém que sou louca por new adults, mas tem hora que o exagero e apelo nas capas e títulos me cansam um pouco. E não, não estou tentando ser puritana e/ou tentando esconder o fato de que sim, esses livros tem um pezinho lá no erótico (muitas vezes, até os dois pés mesmo). É só porque passei um bom tempo tentando achar livros bons no kindle essa semana e foram muitas listas que não me chamaram a atenção. No final, percebi que estou bem chata. Na verdade, estou insuportável. Desde que comecei a pensar um pouco mais sobre a série de problemas que encontramos em muitos livros (e eu falei melhor sobre isso em um vídeo) eu fico sempre esperando não gostar do clichê (que tanto amo!). Em resumo, esse livro apareceu em muitas das listas que olhei no goodreads e, além disso, uma amiga me indicou e, para completar o pacote, ele estava de graça na amazon (em inglês). Ou seja, ele estava lá e eu também e pouco menos de um dia depois cá estou eu escrevendo a resenha dele que ficou com cinco estrelas no final das contas. Menos blá-blá-blá e mais resenha, eu sei. Então vamos lá e vocês já conhecem meu esquema. Vou contar um pouco da história e, depois, conto mais da minha pequena e humilde opinião sobre ela.

Hannah já passou por muitos traumas em sua vida, mas nunca usou disso para se passar de coitadinha ou para receber mais atenção. Muito pelo contrário, a estudante de música luta diariamente para ir contra o que seria esperado e, dentro do possível, consegue controlar muito bem suas emoções e o caos que é a cabeça dela. Ela estava muito preocupada com uma apresentação da faculdade que poderia lhe render uma bolsa extra de estudos e, com isso, quase não restava tempo para pensar em muitas coisas. O que ela não esperava, era que o novo aluno da faculdade, transferido de outro estado, chamaria tanto a sua atenção. Justin parecia ser tão diferente e, além disso, era tão lindo. Era inteligente também e sempre se mostrava um cara legal. Pelo menos isso era o que Hannah imaginava, uma vez que nunca nem sequer havia trocado um cumprimento sequer com ele. Ela precisava de um plano de ação, alguma coisa que fizesse Justin ao menos olhar para ela. O que ela não imaginava era que o plano viria em forma de jogador de hóquei. 

Garrett estava zero interessado em brincar de cupido, mas, ao mesmo tempo, ele precisava desesperadamente da ajuda de Hannah para conseguir passar nas provas de uma matéria. Além disso, se suas notas não melhorassem, ele não poderia mais jogar e isso, para ele, seria o fim. No geral, ele ia muito bem nos estudos e aquela matéria era a única que ele não estava conseguindo ir bem e, por sorte, Hannah havia conquistado a melhor nota da turma. Ele só precisava fazer um acordo com ela. Ela o ajudaria a estudar para a prova e ele a ajudaria a chamar a atenção de Justin. Mas é claro que a vida não segue simples assim, afinal, com o tempo que os dois passam junto começam a se conhecer melhor e o foco principal da história acaba ficando em segundo plano quando eles percebem que pode ter algo mais ali.

Vamos começar com os pontos positivos? Sim! A leitura é relativamente leve, por mais que o livro aborde temas pesados em muitos momentos (alerta de gatilho para estupro e violência doméstica). E é aí que entra um dos meus primeiros elogios ao livro, ele não passa pano para atitudes machistas e problemáticas, inclusive, ele muito sutilmente até mesmo zoa alguns desses pontos o que achei bem fantástico enquanto estava lendo. É perfeito? Não. Infelizmente não foi dessa vez, mas se compararmos com outros livros, esse se superou demais em como abordar, de forma saudável, a relação dos personagens principais e todas as outras relações que eram citadas. Garrett respeita muito a Hannah e não colocado isso de forma forçada para parecer legal, não, é uma relação de fato com muito respeito e que dá gosto de ler e acompanhar. Sobre o alerta que dei ali em cima, não vou dar spoilers, mas é algo muito citado no livro todo. Poderia ter sido abordado de forma melhor? Sempre. Mas acho que como um simples romance clichê, o livro faz mais que bem o papel dele.

Sobre pontos negativos, na verdade, só tenho um comentário. Achei que quando o livro chegou na metade enrolou muito. Acho que uns 15% da história poderiam não estar ali que não fariam falta e deixariam o livro mais leve e gostoso de ler. Isso atrapalhou minha leitura? Sim e não. Quando isso começou a acontecer já estava de noite e eu coloquei o kindle de lado e fui dormir, terminando a leitura só pela manhã. Se não tivesse enrolando tanto, eu provavelmente teria continuado a leitura e terminado logo. Mas isso atrapalha tudo? Não. Tanto que o livro continuou com cinco estrelas.

No geral, é um livro muito bom para quem, assim como eu, ama clichês e new adults raiz de qualidade. Já vi que a autora tem mais livros, inclusive mais alguns que se passam no mesmo universo desse e estou bem curiosa para conhecer mais da escrita dela. Não vá esperando um livrinho leve, afinal, expliquei bem que ele aborda temas bem delicados e que, de verdade, não são leves de ler. Indico também para quem curte livros que se passam na universidade, porque ele tem um ar bem gostoso de universitário. 

The Deal (o Acordo)
Autora: Elle Kennedy
Editora: Createspace Publishing
Páginas: 357
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O Futuro Chegou!


Nos últimos meses fiz muitos textos sobre o futuro e o medo que eu tinha dele, afinal, quando estamos na faculdade, o que mais ouvimos de todo mundo são perguntas sobre isso. É a versão 2.0 do famoso "O que vai ser quando crescer?". Só que, como já estamos em pânico com a faculdade, acaba soando como um "se vira nos trinta, colega, porque agora você é adulto". Eu já tinha contado aqui para vocês que terminei a faculdade e, com isso, acabei mudando muita coisa na minha vida também, mas agora a coisa toda ficou ainda mais real, porque fui, oficialmente, colar grau. Ou seja, agora eu sou realmente formada em Letras (ahhhhhhhhhhhhhh). Além disso, comecei no meu emprego novo e as coisas apertaram muito mais para o meu lado. Afinal, escola nova, metodologia nova e, claro, alunos novos também. Esse mês de agosto (que parece que nunca vai acabar, não é?) foi e está sendo um mês de adaptações para mim.

Eu estava morando longe dos meus pais, agora moro numa distância de (no máximo) quinze minutos deles. Eu estava trabalhando e estudando, mas agora estou só trabalhando (só entre muitas aspas, porque eu tenho trabalhado bastante, rs). É exatamente por isso que as resenhas foram saindo mais lentamente por aqui, mas como perceberam, foram saindo. Assim como os vídeos lá no canal que seguem firmes e fortes. Esse texto não é s[o mais uma justificativa minha para as minhas loucuras, eu juro. É mais um aviso geral para todos que estão na faculdade ou que, mesmo sem estar, já estão apavorados com ela. É algo que eu gostaria de ter lido quando estava em pânico alguns meses atrás e espero que ajude algumas pessoas por aí.

O medo passa. É claro que temos milhares de dúvidas enquanto estamos na faculdade, as mais variadas loucuras teimam em aparecer na nossa cabeça, mas isso passa, eu juro. Afinal as coisas que pensamos vão desde o clássico será que vou conseguir um emprego até o mais dramático possível, que é o será que vou sobreviver até o final desse curso (rs). Quando a gente forma, de primeira, é um grande susto. O "E agora?" vira oficial, mas, ao mesmo tempo, se cursamos algo que realmente amamos, tudo fica bem mais fácil. Achar um emprego não é um mar de rosas, mas se nos dedicamos la atrás, tudo fica relativamente mais tranquilo aqui na frente. Ah, e entenda que também é normal o medo voltar para algumas visitas, afinal, a vida adulta tem disso. Contas para pagar, problemas para resolver e, é claro, o trabalho com todas as suas preocupações (e alegrias também).

Você vai sentir saudades. Eu sei, isso é ridiculamente clichê, mas é igualmente verdade. A gente sente falta sim, afinal, era uma rotina e, por mais louco que fosse, era a nossa vida. Eu tenho amado chegar do trabalho e ter um grande nada para fazer (em tese, porque professor nunca fica sem algo para fazer, inclusive, quando eu terminar aqui vou corrigir mais algumas tarefas, rs), afinal, antes eu saia do trabalho direto para aula e ficava até tarde da noite por lá. Eu chegava morta em casa e já ia direto para cama, afinal, começava cedo o dia. O estranho, é que faz falta toda essa loucura. Ok, o que mais faz falta mesmo são as pessoas presentes nessa loucura. Os amigos da faculdade que aguentavam todo o drama e fazia de tudo aquilo algo especial. Aí, agora estou com mais saudade ainda.

Não significa que acabou. Quando eu era pequena, na realidade, até uns três anos atrás, eu achava que tudo acabava ali na faculdade. Formou, tá pronto para vida. Não é bem assim. Você têm muitas oportunidades legais de se especializar no que gosta de fazer (e não, não estou falando só de mestrados e afins, afinal, muito disse é mais nome que qualquer outra coisa, uma pós ou um "simples' curso extra já valem também.) e é bom aproveitar isso. Ah, mas também não precisava ficar maluco pensando que se não fizer algo assim que se formar está errado. pode respirar um pouco antes de voltar para a loucura, rs.

A vida segue sendo uma caixinha de surpresas. Olha, estou cheia dos clichês hoje, ein. A gente se mata de planejar tudo que queremos, mas aí vem a vida e ri da sua cara comendo pipoca. O que só aprendemos depois é que, muitas vezes, esse riso da vida é bom. Nem sempre sabemos o que realmente é bom para a gente, afinal, às vezes estamos crentes que precisamos de algo, quando, na verdade, precisamos exatamente do contrário. Isso é algo que descobri logo no meu primeiro ano de faculdade e que foi se confirmando a cada dia que passava. Inclusive, ficou ainda mais forte esse ano quando me formei. Eu fiz seis vestibulares e passei em cinco faculdades, a única que não passei era a que mais queria. O que eu, bobinha com meus dezessete anos, não sabia era que toda a minha vida precisava do lugar que eu ia morar para ir para frente. Criei o blog, fiz amizades de uma vida e vivi coisas que, com toda certeza, não teria vivido no lugar que eu achava que era melhor. Aí esse ano, só para me lembrar desse fato, estava crente que seguiria um rumo e um emprego, acabei em outro e, mesmo só estando nele desde Julho, já tenho certeza de que fiz a escolha certa e não poderia estar mais feliz com isso.

Em resumo, vai dar tudo certo. Respira fundo e segue em frente. Não tenha medo de arriscar e saiba que todo o drama que está sentindo é totalmente normal. Claro, a gente ama fazer um drama a mais na vida, mas é bom lembrar dessas coisas também. O futuro vai chegar e ele pode ser bem legal.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Blogs, Livros e a Língua Inglesa


Hoje o post é um pouco diferente, resolvi (junto com alguns amigos da faculdade) juntar o blog com uma matéria que estou fazendo esse semestre. Só para lembrar, eu faço Letras. Já tem vídeo sobre isso lá no canal e, bom, isso está escrito aqui do ladinho do blog, logo embaixo da minha foto (criança feliz com orelhinhas da Minnie). É só por hoje, mas vocês já vão entender. Ah, muita calma nessa hora, porque ainda tem vídeo novo, não mudei a agenda nem nada aqui do blog. Digamos que esse é um post extra, rs. Se você clicar aqui vai poder ver o vídeo de quinta normalmente. Hoje eu mostrei os livros que ganhei das editoras parceiras, que ganhei de presente e até uns que comprei (Book Haul!). Foram uns onze livros no total, então, se eu fosse você (depois de ler esse post, rs) ia correndo no youtube para ver o vídeo novo (que está giganteee). Ok, agora vamos focar, né? A matéria em questão é sobre o uso de novas tecnologias (como blogs! rs) no ensino da língua inglesa. Uma das pessoas no meu grupo é a Aline, sim, a Aline que já apareceu algumas vezes aqui. Então esse é um post completamente família, rs. 

Conhecendo vocês como eu conheço (afinal, conversamos quase todos os dias, né?), sei que muitos chegaram aqui no blog procurando dicas de livros em inglês. O vídeo que dou dicas básicas sobre isso é o que tem o maior número de visualizações lá do canal, mais de oito mil! Doido isso, eu sei. Posso afirmar isso também porque recebo muitos emails (diariamente) com perguntas sobre o idioma e pedindo mais dicas (e eu adoro responder sobre isso). Além do que, sempre que mostro algum livro aqui no blog ou lá no canal muita gente vem perguntar sobre o nível do livro e até mesmo onde comprei/achei. Enfim, queria fazer algumas perguntinhas básicas para vocês e ficaria mega-ultra-blaster feliz se vocês respondessem uma coisa ou outra (vai me ajudar muito, afinal, minha professora deve estar lendo esse post também, haha, oi, Patrícia!!!). Essas perguntas também servem para os meus colegas de classe que estão lendo esse post por livre e espontânea pressão (hehe). Pensando no dia-a-dia de vocês, quando querem estudar e/ou treinar o idioma procuram dicas em blogs (canais no yt) e/ou grupos no facebook? Sei que tem vários canais que falam sobre isso de forma divertida (tipo o Cintia Disse), mas queria saber se vocês acham que realmente da para aprender/treinar ou se é mais para passar o tempo. Não sei vocês, mas eu acho que ainda existe certo preconceito quando o assunto é dar dicas no youtube/blogger, o que acham? Realmente algumas coisas que achamos pela internet estão bem erradas, mas existem lugares com conteúdos muito bons também. Agora vamos um pouco além, vocês acham que alguém consegue aprender inglês apenas com os Blogs/Grupos? Tipo, uma pessoa que só teve inglês básico no colégio, mas que vê, diariamente, vídeos divertidos em inglês (seja de um youtuber brasileiro, como quando fiz um vídeo em inglês com a Aline, ou de um gringo, como a Zoella, por exemplo). Será que isso só ajuda a treinar ou também ensina? E, por último, mas não menos importante, quais são as vantagens de ter tanto conteúdo online sobre o idioma? Será que existe alguma desvantagem? Sinta-se completamente livre para responder ou comentar aqui no post sobre essas coisas. Achei legal fazer esse post/trabalho aqui, porque, como falei, sei que muitos de vocês querem fazer Letras ou até já fazem e mesmo os que não querem, gostam de aprender ou treinar o idioma. Eu acho que é isso, rs. Se você chegou até aqui no final, obrigada. =)

terça-feira, 3 de março de 2015

Enrolando? Eu? Imagina!


Sabe quando você tem uma coisa muito chata para fazer e começa a achar outras coisas – algumas até que, normalmente, são chatas – mais legais? Seja um trabalho da escola ou da faculdade, uma louça gigante te esperando na pia, um cômodo esperando para ser limpo, um livro que não está te agradando ou até mesmo um evento que você nem está assim tão animado para ir. É sério, do nada tudo a sua volta parece muito mais interessante e único que o que você precisa fazer. Digamos assim, hipoteticamente falando, que você tem um resumo para terminar, mas o texto está bem chato e você não está conseguindo se concentrar, mas você sabe que precisa terminar. No momento que você levanta a cabeça para respirar um pouco (de ar livre de texto chato) você percebe um pouco de pó na sua estante. O que é mais importante? Limpar o pó na estante, que pode muito bem esperar, ou terminar de fazer o resumo? É claro que é limpar o pó, ou pelo menos é o que a sua cabeça faz você acreditar. Quando você se dá conta do que está fazendo já tirou todos os livros da sua estante e está limpando um por um com um paninho delicado. Ok, você pensa, nem deve levar muito tempo. Aí você acorda do transe, mais uma vez, e percebe que agora está arrumando a estante pela ordem alfabética das editoras. Isso é errado, muito errado. Eu devia estar escrevendo um resumo e, espera, como que um livro da Editora Atria está atrás de um da Editora Fundamento? Está errado, meu Deus, tudo errado! Preciso arrumar essa prateleira de novo. Ok, eu nem tinha nada para fazer mesmo... Ah. Meu. Deus! O resumo. O que eu estou fazendo? Quem eu estou enganando? Ok, a estante fica para depois. Não, se eu comecei, preciso terminar, mas depois eu vou voltar para o resumo e só paro quando escrever o último ponto final. Estante pronta, hora de voltar o foco para o que é certo, né? Não.

Respira fundo, hora de voltar para o texto. Onde eu estava mesmo? Não lembro e parece que ainda não li nada disso. Vou ter que voltar para o começo, que ódio. Porque dezesseis páginas de um livro passam tão rapidamente e exatamente dezesseis páginas de um texto de faculdade demoram tanto para passar? Isso faz parte de alguma lei da física, porque, assim, sou de humanas e não entendo essas coisas. Ok, como eu parei na quinta linha do texto se eu não lembro o que as outras quatro falam? Já sei, preciso é tomar uma banho. Vai me relaxar e eu vou conseguir ler isso em dois minutos. Como eu não tinha pensado nisso antes? Hora do banho! Meu Deus, o banheiro está tão bagunçado. Será que tenho tempo para arrumar essa pia? Claro que tenho, não vai levar nem um minuto e já estou entrando no banho e... Terminei. Viu? Só levou... Uma hora? Como assim eu fiquei uma hora dentro desse banheiro? Por algum acaso meu box virou uma máquina do tempo? O texto! Ah, como sou tola. Essa hora já passou, preciso voltar logo para aquele texto. Primeira linha... Segunda linha... Quarta página... Quinta página... Quinta página... Quinta página... Eu estou dormindo? Acorda! Hey, cérebro não tinha uma outra hora para ficar com sono não? Isso está virando uma palhaçada. Já sei! Café. Como não tinha pensando ainda naquele líquido dos deuses que, magicamente, te acorda? Se eu podia estar lendo enquanto espero a água ferver? Claro... Que não. Olha essa louça, como eu estava conseguindo viver sabendo que tinha essa pilha de louça aqui na pia? Tudo limpo, café pronto e lá se foi mais uma hora. Hora de voltar para o quarto e... Aquele ali é o meu CD do The Sims? Acabou. É isso, eu não tenho jeito. Preciso esquecer de tudo, eu disse tudo. Já tomei duas xícaras de café, se isso não me segurar nada mais segura. Onde estava mesmo? Quinta página? Acho que não li nada disso, vamos voltar para a quarta que fica tudo bem. Sexta página... Oitava página... Décima página... Nossa, minha unha está horrível. Será que consigo fazer a unha e ler ao mesmo tempo? Claro... Que sim. Perfeito, esse azul é lindo. Agora sim minha unha está apresentável. Não consegui ler, ou eu concentrava na unha ou na página, mas agora terminei e vai ficar tudo bem. Ou não. Minha unha ainda não secou, acho que vou ver algum vídeo no youtube enquanto espero. Gente, quantos dias fiquei fora? Como assim que todos os canais que sou inscrita resolveram postar vídeo hoje. Vou assistir só um, depois vejo os outros e... Estou vendo o quinto seguido. 

Para! Para tudo! Para! Eu disse PARA! Sua unha já está seca, você já tomou café e arrumou a cozinha, sem esquecer que tomou banho e arrumou o banheiro também e, é claro, a estante agora está arrumada pela ordem alfabética das editoras. Já deu. Volta agora para o texto e escreva já seu resumo. Essa é a minha consciência falando, nossa, bem que eu podia ter um Grilo Falante, tipo o Pinóquio, né? Foco! Ok, só vou olhar as horas no meu celular e... Olha, alguém postou uma foto nova no instagram e no snapchat. Isso é uma notificação nova no meu facebook? Preciso ver. Não precisa nada não! Gritou a consciência. Espera, minha consciência não fala assim, sera que estou falando sozinha e ainda ouvindo vozes? Isso não parece bom. O texto, criatura, leia o texto! A consciência grita mais uma vez. Ok, estou maluca de vez, mas se já sou um caso perdido vou, pelo menos, ser um caso perdido com um diploma, vamos ler o texto e... Um Caso Perdido. Esse livro é tão maravilho, mas estou gostando mais de Maybe Someday, que é da mesma autora, sabe? Foca na porcaria do texto, menina! A voz grita mais uma vez na minha cabeça. Ok, consciência querida do meu coração, já entendi. Página onze... Treze... Dezesseis e terminei. Agora preciso escrever o resumo e... Terminei. Era isso? Só isso? Porque não fiz de uma vez? Meu Deus, preciso aprender a enrolar menos. Eu podia ter terminado isso umas três horas atrás.

Esse texto pode (ou não!) ter sido escrito enquanto eu enrolava para escrever um resumo de um texto da faculdade de – adivinha – dezesseis páginas, rs.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Vamos Conversar? Faculdade (Letras)

Izabela como é o curso? Que matérias você estuda? Demora para formar? Vale a pena? São tantas perguntas que eu tomei vergonha na cara para gravar esse vídeo. Uns dias atrás eu pedi para vocês mandarem algumas perguntas lá na página do blog, por mais que eu já tivesse recebido vários emails/ask/recados pedindo esse vídeo as perguntas eram sempre vagas, dessa forma (pedindo na página) consegui deixar tudo organizado e tive perguntas mais diretas. Espero que gostem do vídeo, fiz com muito carinho, mas vale lembrar que é bem simples, não é tipo uma palestra sobre o curso, rs. Se alguma dúvida sua não foi respondida deixa aqui nos comentários ou me manda um email! Vou responder ser problema algum. Ficou curioso? Dá o play aí em baixo ou lá no youtube.


Gostou? Não esquece de deixar aquele gostei lá no youtube (porque me ajuda de verdade) e se ainda não está inscrito é só clicar aqui. Espero de coraçãoq ue tenha sido um vídeo bom e se você quer mais vídeos assim de perguntas é só comentar!

domingo, 16 de março de 2014

DIY: Caderno Personalizado


Hey! O vídeo da semana voltou para a programação normal (domingo!). Minhas aulas voltam amanhã e isso é realmente triste, afinal eu estava aproveitando muito as férias e podia ficar mais um dois meses assim sem reclamar (por mais que esteja um pouco animada para minhas matérias desse período). Como muita gente me pergunta sobre os cadernos que eu vendia e como que eu fazia eu resolvi juntar o útil ao muito agradável. Precisava fazer o meu caderno novo e coloquei a câmera para gravar enquanto fazia, isso rendeu um DIY (do it yourself, o famoso: faça você mesmo). No vídeo eu explico um pouco e mostro como faço, também explico quais materiais usei e como que fiz a minha capa. Espero verdadeiramente que gostem e que de uma forma ou de outra seja útil para você.


Gostou? Não esquece de deixar aquele "Gostei" lá no youtube, ajuda de verdade o canal (e me deixa mais feliz que criança na manhã da páscoa, rs). Se você ainda não está inscrito no canal é só vi aqui. Isso me lembra que o canal passou dos 880 inscritos, não consigo acreditar nisso. Vocês são os melhores, obrigada, de verdade! <3 Dica extra: Não tenha medo do contact, ele pode assustar com as temidas bolhas de ar, mas o segredo é ir na fé, rs. No vídeo da para ver que vou direto, sem nem parar para pensar e não tem uma micro-bolha de ar sequer no meu caderno (Ok, eu faço meus cadernos desde que estava no primeiro ano do ensino médio, em 2009, acho que isso pode ter ajudado haha, mas sério, não tenha medo! haha).

Detalhes do meu caderno:


Como comentei no vídeo, eu tenho algumas (muitas) capas paradas aqui no meu computador que sobraram quando fechei a lojinha, rs. Muitas são de famosos que nem conheço direito, sente o nível. Como elas estão abandonadas resolvi juntar as cinco que são mais pop para dar de presente para vocês. Você só precisa clicar na imagem que ela vai aparecer no tamanho certo para imprimir. Depois é só seguir os passos do vídeo, yay! Espero que gostem, só peço (com meu coração, kk) que não retirem os créditos. Vale lembrar que algumas das imagens usadas são bem antigas, mas é que faz tempo que foram feitas, rs. Acho que é só isso. Se você usar alguma me mostra a foto do resultado, ein?



Materiais:
  • Caderno
  • Cola bastão
  • Fita adesiva
  • Régua
  • Contact transparente
  • Tesoura
  • Caneta de CD
Ps: No total eu gastei menos de R$10 com os materiais (Caderno, Caneta de CD, Contact e Cola bastão). Achei legal comentar porque um caderno de uma matéria divertido e fofinho (dos que eu vi em duas papelarias diferentes, sendo que uma era a Saraiva, haha) está mais ou menos uns R$18, em resumo eu economizei bem.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Na Estante: Drácula


Ainda estou sem tempo para ler, mas esse livro teve que entrar na lista por motivo de: foi usado em aula. Tive que montar um trabalho/plano de aula em cima desse livro para aula/prática de "A Literatura Inglesa no Ensino de Lingua Estrangeira", o nome é grande, mas faz parte. Eu li a versão reduzida, o livro original é gigante, mas como é livro e eu gostei juntei o útil ao agradável e resolvi comentar aqui. Como eu li o livro no celular, por mais que eu deteste isso (como já falei aqui) não teve foto bonitinha para o post. Espero que entendam.

A história é completamente diferente do que eu imaginava (até deu vontade de ler a versão completa, quem sabe...). Acho que a imagem que tenho na cabeça sobre vampiros tem culpa nisso, na realidade vou culpar Twilight e The Vampire Diaries. O Conde Drácula que conhecemos no livro é o verdadeiro vampiro, foge dos colares de alho, não tem reflexo no espelho, dorme durante o dia, não tem dó e muito menos é "vegetariano". A história pode ficar um pouco confusa uma vez que ela não tem um narrador fixo, cada hora e um dos personagens que conta uma parte por cartas ou lembranças.

A história começa com o diário do inglês Jonathan Harker, ele trabalha com venda de casas e foi até a Transilvânia para conversar com um Conde que queria comprar uma casa na Inglaterra. Ele fica hospedado no castelo do próprio Conde Drácula e aos poucos vai percebendo que existe alguma coisa muito estranha naquele lugar. Quando Drácula percebe que seu hóspede não é burro o deixa trancado no castelo como prisioneiro. Entre uma bagunça aqui e outra ali Jonathan consegue escapar do castelo, mas quando volta para a Inglaterra descobre que não foi o único. Drácula estava em terras inglesas também. O livro ainda conta o que acontece na Inglaterra com a narração de alguns amigos de Jonathan e de como eles fazem para caçar o vampiro depois que ele atacou uma jovem conhecida.

Vou parando por aqui, mesmo sendo uma história conhecida spoiler é spoiler. Agora estou com vontade de ler Entrevista com o Vampiro (eu até tenho o livro, mas ainda não li...). Bom, é isso. Esse foi um "Na Estante" um pouco diferente, afinal foi um livro que li para a faculdade, mas está valendo, né? Espero que tenham gostado, e alguém aí já leu a versão completa?

Dracula
Autor: Bram Stoker
Editora: Oxford University
Páginas: 56
Skoob do livro
Meu skoob (:

terça-feira, 9 de julho de 2013

Texto: Escolhas


Vestibular, essa palavra pode assustar quando quer, mas não sobre ela que vou falar, pelo menos não hoje. Quero falar sobre uma coisa um pouco mais clara: que curso escolher? Eu estava vendo em alguns grupos do facebook que muita gente não está preocupando com a prova em si, mas sim com o curso que vão escolher. É realmente complicado, temos um mundo de profissões para escolher e nem sempre temos certeza do que queremos da vida, mas o fato é: com 17 anos nós sabemos realmente o que queremos para o resto de nossas vidas? É complicado. Completei 19 anos faz pouco mais de um mês e sei que escolhi o curso certo na faculdade, mas de forma alguma isso significa que já sei sobre meu futuro. Tenho planos, claro, na realidade tenho um mundo de planos, mas nós não sabemos o futuro e o máximo que podemos fazer é correr atrás para que ele seja como queremos e planejamos mesmo que nada seja certeza. As escolhas são muitas, claro que no caminho vamos acertar e errar muitas vezes, mas quem disse que isso é ruim?

Primeiramente você precisa entender que o futuro é seu e de ninguém mais. Vejo muita gente que não faz o que realmente gosta por achar que não vai dar dinheiro ou por não ser um dos cursos mais famosos. Vamos deixar claro, eu faço letras... Sim, letras! Pois é, existe uma faculdade assim e acreditem ou não, eu amo. Muita gente, mesmo, tentou me convencer a não fazer esse curso e muita gente apenas riu quando descobriu... Eu ligava no começo, é claro, mas hoje eu realmente apenas sinto pena dessas pessoas de mente pequena. Pensem bem no que vocês gostem e não liguem para o que os outros estão achando, a sua felicidade depende de você e de suas escolhas e não vai ser alguém com uma mente pequena que vai atrapalhar isso, não é?

Segundo, nós somos jovens e até quem não é, bom, nunca é tarde para ser feliz. Você não precisa acertar a faculdade de primeira. Caso você não goste de um curso que tinha certeza que era a sua cara, o que impede você de ir atrás de outra? Nadinha, isso mesmo, nada te impede. Em resumo, escolha o que te faz bem, simples assim. Se você sempre gostou de uma coisa e acha que vai ser feliz fazendo isso (ou coisas ligadas a isso) pelo resto de sua vida vá sem medo. Se alguém vier falar que não é legal apenas sorria e ignore. O curso que muitos tentaram me fazer desistir é uma das coisas que me faz mais feliz no mundo e além de tudo é o lugar em que encontrei ótimos amigos com gostos muito parecidos com os meus.

Ah! Tenha força de vontade e muito amor pelo que escolher. O fato é que realmente fazemos o que gostamos na faculdade, mas como tudo nessa vida encontramos uma matéria ou outra que complica a vida (oi, gramática), mas o que é a vida sem alguns desafios e bom, as matérias boas sempre compensam (oi, literatura inglesa). Espero, de alguma forma ou de outra, ter ajudado. (:

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Texto: Biblioteca


Esse texto foi um exercício em sala, na aula de "Prática Textual", tínhamos que fazer uma lista (que não coloquei no post, rs) com todos os livros que já tínhamos lido e podiamos lembrar, em seguida era para escrever um texto começando com o significado de biblioteca e descrever a sua biblioteca (estante, prateleira...). Espero que gostem.

Biblioteca, da palavra grega "Bibliothek" que é a junção das palavras livros e deposito. Gosto da palavra, mas se eu recebesse a tarefa de dar outro significado para essa seria depósito de histórias, no fim das contas cada livro traz em si uma história. Não estou falando apenas das que estão escritas neles, mas sim as que eles trazem de lembrança para quem os lê.

Assim é a minha biblioteca, um depósito de lembranças. Cada livro esteve comigo em algum momento importante da minha vida, seja ele um momento bom ou ruim. Tenho livros que já viajaram comigo para dentro e  fora do país e livros que mesmo sem sair de casa já fizeram o mesmo. Livros que me acalmaram em momentos em que eu achava que nada no mundo poderia me ajudar e livros que me fizeram rir madrugada a dentro pelo simples motivo de ser bom.

Minha biblioteca não é grande, mas é recheada de livros que eu amo. Na primeira prateleira você vai encontrar minha coleção completa, em inglês e em português, do bruxinho mais famoso que conheço. Harry Potter não é só meu livro favorito, mas é também o motivo de um dia eu ter decidido ler e desse dia nasceu o meu amor pela leitura e pela escrita. Na prateleira de baixo estão os meus livros mais novos, os livros que entraram em minha vida não faz muito tempo, mas se estão ali é porque mesmo em um curto período de tempo já me conquistaram de uma maneira bem especial.

Mais um pouco para baixo tem os livros que considero os clichês mais gostosos de ler. Sou completamente apaixonada por clichês adolescentes. Esses lotam minha biblioteca, e mesmo sabendo quase sempre o caminho que eles vão tomar eu continuo lendo com a mesma vontade. Desde os livros da americana Meg Cabot até os livros que sempre me fazem chorar do autor Nicholas Sparks. Logo na prateleira seguinte vamos encontrar os clássicos, entre eles se encontra um dos meus livros favoritos, Romeo and Juliet. Livro que aprendi a amar graças ao filme que segue cada linha escrita por Shakespeare. Orgulho e preconceito, O morro dos ventos uivantes e por aí vai. Livros que em minha cabeça eu nunca iria ler ou até mesmo gostar, mas me surpreendi ao ler.

Espalhados por entre as outras prateleiras vamos encontrar os livros que me conquistaram pela capa ou pelo primeiro capítulo. Livros que achei enquanto fazia uma busca lenta e trabalhosa em inúmeras livrarias. Não é porque eles não têm uma prateleira fixa que são menos importantes. Cada livro da minha biblioteca tem um valor único e nada os substitui.

Essa é minha biblioteca: livros que viajam com a gente e livros que nos fazem viajar. Livros que nos fazem viver romances, aventuras, entrar em uma arena pela vida e passar um dia inteiro lendo sem pensar duas vezes. Livros que nos fazem sonhar e acreditar que todo sonho pode e deve virar realidade. Minha biblioteca é pequena, mas é minha.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Brincando de Veterana

Manhê, sou veterana! Depois de, basicamente, um ano e meio de caloura (por conta da greve que a faculdade teve) eu finalmente virei veterana. A verdade? Não muda nada, rs ou pelo menos quase nada. Ah, tem a parte divertida de dar trote (amigável) nos calouros, mas isso passa logo depois da primeira semana, né? Para quem não sabe, ou nunca leu a mini explicação sobre mim no canto direito do blog, eu faço faculdade de Letras. Diferentemente do que muita muita muita gente pensa, não é um curso bobinho que qualquer um forma. Realmente é um curso que não tem muita procura, mas isso não muda o fato de que uma vez dentro da faculdade você vai ralar. Claro que é um "ralar" mais divertido que o colégio, afinal na faculdade você faz o que gosta, claro que uma matéria ou outra vai ser a "chata" da vez, mas nada como aquela matéria que não gostava no colégio física.

O que você estuda em letras? Você fica revendo gramática do colégio? Não deve ter matéria, português é fácil, né? Perguntas assim já chegaram para mim várias vezes, mas definitivamente não é assim. Nós temos muitas matérias e não estudamos que nem era no colégio, tipo: Português. Temos aulas de gramática (que é dividida em várias partes), literaturas, inglês, escrita criativa, textos acadêmicos... É um curso para quem é apaixonado por idiomas, por escrita, leitura e para quem é um pouquinho doido também. rs

Nesse período, estou 3° período, tenho três matérias de Literatura, uma de gramática e uma de prática textual. Para uma pessoa como eu, que ama literatura, está mais que ótimo (não vou muito com a cara da gramática, rs). Minha sorte é que na minha faculdade, nem todas são assim, depois de um certo período você pode escolher português/inglês, só português ou só inglês... Em tese vou seguir o só inglês, mas o futuro a Deus pertence.

Reza a lenda que quando você entra para Letras perde a vontade de escrever e de ler. Com muita gente acontece isso mesmo... Temos muitos textos para ler e escrever na faculdade, e eles nem sempre são divertidos, e isso traumatiza algumas pessoas. O blog, esse que você está lendo yay, foi criado para eu não parar de escrever. Ok, eu estou de "férias" das fics, mas aqui continuo escrevendo. E sobre leitura, é por isso que eu sempre leio o mesmo "tipo" de livro (já me perguntaram várias vezes por que fico lendo livros "bobinhos"), porque são os que gosto e já que em aula nem sempre lemos o que gostamos pelo menos em casa eu posso fazer isso (quando sobra tempo!).

Agora um geral sobre faculdade. Realmente é a melhor coisa do mundo. É complicado sair da segurança da casa dos país, é difícil se virar, arrumar casa é um inferno e por aí vai... Mas é a melhor coisa do mundo fazer uma coisa que você gosta, conhecer pessoas que tem muito em comum com você, ir a festas, criar seus horários, mandar no próprio nariz (com limites) e descobrir quem você é no mundo. Enfim, para os calouros: Sejam bem vindos à esse mundo serelepe pimpão de Letras.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Adeus ano velho!


                Ok, o ano ainda não acabou, mas está quase não é? Daqui dois dias vou realizar mais um sonho (Orlando aí vou eu!), por isso estou postando esse texto hoje. Simples assim. Haha
                2012. O ano que muitos falaram (e erraram afinal estou aqui escrevendo, não é?) que o mundo iria acabar. Não, eu não acreditei isso. O fato é que se fosse para definir esse ano em uma única palavra seria “mudança”. Por quê? Eu saí da casa dos meus pais, eu mudei de cidade, mudei coisas em mim (para melhor, espero), mudei tudo e mais um pouco e estamos aí para mudar mais.

                Vamos começar por partes, o ano começou estupidamente bom. Passei em três faculdades federais no curso dos meus sonhos (letras!), pude escolher e acabei optando pela mais perto de casa. Universidade Federal de São João del-Rei, sim de começo foi só por ser mais perto, mas agora eu sou apaixonada por essa tal de São João. Acha que ir para uma faculdade federal é uma boa? Agora imagina ir para uma federal e poder morar com uma de suas melhores amigas. Sim! Isso aconteceu (e está acontecendo) comigo. Uma das minhas melhores amigas também passou para essa faculdade e conseguimos morar juntas.

                 Faculdade. Um mundo novo e maravilhoso, amigos novos, matérias novas, experiências novas... E o prazer de descobrir que escolhi o curso certo, que ali é meu lugar e dali eu só vou sair com o meu diploma em mãos toda serelepe pimpona. Pessoas com os mesmos gostos que eu e pessoas com gostos completamente diferentes do meu, mas que no fim das contas estão ali pelo mesmo motivo: A ideia maluca de virar professor(a) seja de inglês ou de português. Amizades novas que ajudam nessa loucura que é morar “sozinha”. Pessoa que te fazem rir mesmo quando você está numa aula de linguística na sexta à noite. Pessoas que te ajudam quando você fica doente e está longe dos pais e pessoas que conseguem tornar seu dia especial.
                Morar fora de casa. Essa frase me assustava e em alguns momentos ainda me da certo medo. Ficar longe do de casa, longe da mamãe e do papai, ter que me virar sozinha, cozinhar, lavar roupa, limpar casa... Ah! Pode fazer qualquer um pirar, e no começo eu pirei. Definitivamente o que mais me ajudou foi o intercâmbio teen que fiz em 2010. Afinal lá eu cuidava de mim, tinha horários, mas se eu perdesse o problema era meu. Nos primeiros meses morando fora eu aprendi que mesmo que seja difícil eu tenho que ser organizada, que quarto limpo é igual a uma Izabela feliz e que você pode se queimar feio com lasanha de micro-ondas.

                Ballet. Como nem tudo são flores na vida, a faculdade me entra em greve. O que fiz? Voltei para o ballet, uma das melhores coisas da minha vida. Eu ia sorrindo e voltava com um sorriso maior que de criança na noite de natal. Mais uma vez nem tudo é como queremos e acabei conseguindo piorar um problema velho de guerra que tenho no joelho. Mas ok, foram quase 15 anos de ballet e junto com isso a certeza de que se eu arrumar esse joelho volto a dançar em dois segundos... Ou menos.

                Amizade. Já citei essa palavra pelo menos umas três vezes (ou mais), mas isso não significa que não precisa de um parágrafo só para esse tópico. Esse ano foi definitivamente maravilho para “amizades”. Eu fortaleci minhas amizades antigas e ainda ganhei vários amigos novos, não tem coisa melhor. Seja os amigos da faculdade, seja as amizades que surgiram pelo caminho daquela cidade histórica ou até mesmo as amizades que fiz graças ao @Josholatras.
                Josholatras. Quem diria que por ser fã de baixinho do maxilar grande eu faria tantas amizades. Josh Hutcherson você nunca me viu na vida, mas obrigada, graças a você fiz amizades novas para uma vida inteira. De quebra ainda entrei para a equipe (staff) do Josholatras. Puro amor, 7bjs.

                Fé. Minha fé, que já não era pequena, triplicou de tamanho esse ano. Eu só tenho a agradecer a Deus por tudo de bom que me aconteceu, e pedir que ano que vem continue assim. Obrigada por tudo, por todos que participaram do meu ano, por todos que me fizeram rir, todos que leram (e ainda estão lendo) minhas fanfics e é isso. Minha afilhada linda que torna meus dias melhores e tudo mais.

                Feliz ano novo! Que 2013 seja tão bom, e até mesmo melhor, que 2012!
                Agora deixa eu ir que tenho uma mala para terminar! haha #Disney