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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O Futuro Chegou!


Nos últimos meses fiz muitos textos sobre o futuro e o medo que eu tinha dele, afinal, quando estamos na faculdade, o que mais ouvimos de todo mundo são perguntas sobre isso. É a versão 2.0 do famoso "O que vai ser quando crescer?". Só que, como já estamos em pânico com a faculdade, acaba soando como um "se vira nos trinta, colega, porque agora você é adulto". Eu já tinha contado aqui para vocês que terminei a faculdade e, com isso, acabei mudando muita coisa na minha vida também, mas agora a coisa toda ficou ainda mais real, porque fui, oficialmente, colar grau. Ou seja, agora eu sou realmente formada em Letras (ahhhhhhhhhhhhhh). Além disso, comecei no meu emprego novo e as coisas apertaram muito mais para o meu lado. Afinal, escola nova, metodologia nova e, claro, alunos novos também. Esse mês de agosto (que parece que nunca vai acabar, não é?) foi e está sendo um mês de adaptações para mim.

Eu estava morando longe dos meus pais, agora moro numa distância de (no máximo) quinze minutos deles. Eu estava trabalhando e estudando, mas agora estou só trabalhando (só entre muitas aspas, porque eu tenho trabalhado bastante, rs). É exatamente por isso que as resenhas foram saindo mais lentamente por aqui, mas como perceberam, foram saindo. Assim como os vídeos lá no canal que seguem firmes e fortes. Esse texto não é s[o mais uma justificativa minha para as minhas loucuras, eu juro. É mais um aviso geral para todos que estão na faculdade ou que, mesmo sem estar, já estão apavorados com ela. É algo que eu gostaria de ter lido quando estava em pânico alguns meses atrás e espero que ajude algumas pessoas por aí.

O medo passa. É claro que temos milhares de dúvidas enquanto estamos na faculdade, as mais variadas loucuras teimam em aparecer na nossa cabeça, mas isso passa, eu juro. Afinal as coisas que pensamos vão desde o clássico será que vou conseguir um emprego até o mais dramático possível, que é o será que vou sobreviver até o final desse curso (rs). Quando a gente forma, de primeira, é um grande susto. O "E agora?" vira oficial, mas, ao mesmo tempo, se cursamos algo que realmente amamos, tudo fica bem mais fácil. Achar um emprego não é um mar de rosas, mas se nos dedicamos la atrás, tudo fica relativamente mais tranquilo aqui na frente. Ah, e entenda que também é normal o medo voltar para algumas visitas, afinal, a vida adulta tem disso. Contas para pagar, problemas para resolver e, é claro, o trabalho com todas as suas preocupações (e alegrias também).

Você vai sentir saudades. Eu sei, isso é ridiculamente clichê, mas é igualmente verdade. A gente sente falta sim, afinal, era uma rotina e, por mais louco que fosse, era a nossa vida. Eu tenho amado chegar do trabalho e ter um grande nada para fazer (em tese, porque professor nunca fica sem algo para fazer, inclusive, quando eu terminar aqui vou corrigir mais algumas tarefas, rs), afinal, antes eu saia do trabalho direto para aula e ficava até tarde da noite por lá. Eu chegava morta em casa e já ia direto para cama, afinal, começava cedo o dia. O estranho, é que faz falta toda essa loucura. Ok, o que mais faz falta mesmo são as pessoas presentes nessa loucura. Os amigos da faculdade que aguentavam todo o drama e fazia de tudo aquilo algo especial. Aí, agora estou com mais saudade ainda.

Não significa que acabou. Quando eu era pequena, na realidade, até uns três anos atrás, eu achava que tudo acabava ali na faculdade. Formou, tá pronto para vida. Não é bem assim. Você têm muitas oportunidades legais de se especializar no que gosta de fazer (e não, não estou falando só de mestrados e afins, afinal, muito disse é mais nome que qualquer outra coisa, uma pós ou um "simples' curso extra já valem também.) e é bom aproveitar isso. Ah, mas também não precisava ficar maluco pensando que se não fizer algo assim que se formar está errado. pode respirar um pouco antes de voltar para a loucura, rs.

A vida segue sendo uma caixinha de surpresas. Olha, estou cheia dos clichês hoje, ein. A gente se mata de planejar tudo que queremos, mas aí vem a vida e ri da sua cara comendo pipoca. O que só aprendemos depois é que, muitas vezes, esse riso da vida é bom. Nem sempre sabemos o que realmente é bom para a gente, afinal, às vezes estamos crentes que precisamos de algo, quando, na verdade, precisamos exatamente do contrário. Isso é algo que descobri logo no meu primeiro ano de faculdade e que foi se confirmando a cada dia que passava. Inclusive, ficou ainda mais forte esse ano quando me formei. Eu fiz seis vestibulares e passei em cinco faculdades, a única que não passei era a que mais queria. O que eu, bobinha com meus dezessete anos, não sabia era que toda a minha vida precisava do lugar que eu ia morar para ir para frente. Criei o blog, fiz amizades de uma vida e vivi coisas que, com toda certeza, não teria vivido no lugar que eu achava que era melhor. Aí esse ano, só para me lembrar desse fato, estava crente que seguiria um rumo e um emprego, acabei em outro e, mesmo só estando nele desde Julho, já tenho certeza de que fiz a escolha certa e não poderia estar mais feliz com isso.

Em resumo, vai dar tudo certo. Respira fundo e segue em frente. Não tenha medo de arriscar e saiba que todo o drama que está sentindo é totalmente normal. Claro, a gente ama fazer um drama a mais na vida, mas é bom lembrar dessas coisas também. O futuro vai chegar e ele pode ser bem legal.

sábado, 21 de maio de 2016

Um Texto Aleatório e Totalmente Perdido


Não, eu definitivamente não desisti de compartilhar com vocês as minhas histórias. Na verdade, cada dia que passa eu tenho é mais vontade de dividir os personagens que escrevo com o mundo, mas se tem uma coisa que eu aprendi nesses últimos tempos, é que ser adulta é uma grande cilada (haha). O Peter Pan estava certo e o pior é que eu sabia disso desde o começo. Não é fácil ser adulta, tomar decisões que vão mudar toda a nossa vida, trabalhar, pagar contas e todas as outras coisas que vêm nesse pacote. E olha que eu nem sabia que já era adulta de verdade (mesmo sabendo que em menos de um mês vou fazer vinte e dois anos). Como disse, o menino da terra do nunca estava realmente certo, mas, ao mesmo tempo, estava muito errado. Eu não tenho tido tempo para escrever, entre meu trabalho como professora, o meu trabalho como blogueira literária, meu último semestre na faculdade e, claro, as minhas horas de sono (haha) eu tenho ficado bem perdida. Eu nunca me senti tão adulta e, ao mesmo tempo, tão perdida como estou agora. Já escrevi um texto (exatamente um ano atrás) sobre ouvir várias e várias pessoas perguntando sobre meu futuro, bom, isso realmente não me incomoda mais, mas o que não tem saído da minha cabeça é o fato de que eu mesma tenho me perguntado isso o tempo todo e isso sim me incomoda demais.

Vocês sabem, são meus amigos e eu achei que a melhor forma de tentar entender como é que eu fui ficar tão perdida assim era escrevendo sobre isso, no final, sempre funciona assim comigo. Sem esquecer, é claro, que no começo de tudo isso eu criei o blog exatamente para colocar minhas aleatoriedades (essa palavra existe?) para fora, rs. Eu acho que esse texto, no final das contas, acaba sendo mais um pedido de desculpas do que realmente uma explicação. Eu sei que estou sumida, seja quando o assunto é dar mais novidades sobre meus livros ou, até mesmo, postar mais aqui no blog, mas, meu Deus, não está sendo fácil. Esse é o primeiro passo, eu acho. Perceber, sem sofrer, que nada na vida é fácil (e uma personagem minha, a Vi de A Noite das Garotas, já tinha me alertado sobre isso). Por outro lado, esse texto é para eu me entender melhor e, até mesmo, quem sabe ajudar alguém que está como eu (ou pior, vai saber hahaha).

Sempre que escrevo esses textos tudo fica melhor. Eles acabam quase sem sentido, afinal, começo com um foco e quando vejo já estou falando coisas completamente aleatórias, mas acho que é porque, como disse antes, é uma conversa entre amigos que estamos tendo aqui. Eu realmente ainda não tenho um pingo de ideia do que vai ser de mim (vejam como consigo ser dramática quando quero, rs) depois do meio do ano, mas sei que o que quer que aconteça vai ser a minha escolha. Porque, pelo que estou entendendo aos poucos, isso sim é ser adulta. Fazer escolhas. Pagar contas, trabalhar e todas essas outras coisas chatas também fazem parte, mas isso faz parte da vida toda, não só do agora. Ser adulto mesmo é perceber que por mais disneymaníaca que uma pessoa seja, a terra do nunca não é para sempre e decisões não são fáceis, mas que não temos que fazê-las sozinhas e muito menos sofrer com isso.

Se eu vou arranjar um emprego quando eu sair da faculdade (o meu atual é ligado ao meu curso, por isso vou estar oficialmente sem emprego no meio do ano, olha o drama aí de novo, rs) ou se eu vou voltar para minha cidade natal (ou o conjunto da obra) ainda é um mistério, mas seja lá o que eu fizer, só não quero me sentir perdida no meio disso (ainda mais por que não vai ter o Ian, do livro da Carina Rissi, no meio da história hahaha). E se você, que está lendo meus blá-blá-blás de hoje está passando por isso também, respira fundo. Veja uma série no netflix (estou vendo Jane The Virgin e adorando, fica a dica, rs), saia com seus amigos, aproveite até mesmo o fato de estar perdido, porque até isso, pelo jeito, faz parte. Ah, e desde cedo eu avisei que teria muita coisa sem sentido, mas final, que conversa entre amigos tem total sentido? rs ♥

sábado, 9 de maio de 2015

Ok, e o Futuro?

 
"O Futuro já vem. Pode ser seu se você quiser..."

Eu sempre tive em mente o que queria para meu futuro, mas eu também sempre mudei de ideia no final das contas. A mudança nunca foi drástica, mas sempre mudava uma coisa ou outra. Aí chegou meu (oficialmente falando) último ano da faculdade e tudo que todos sabem falar ao meu redor é ligado ao meu futuro. Estou me sentindo uma criança de seis anos rodeada de tios e tias perguntando: "E aí, o que vai ser quando crescer?". É claro que a pergunta mudou um pouco, afinal, eu já cresci, mas a ideia é a mesma. O que muda é que a pressão é mil vezes maior. Eu sei muito bem o que vai ser da minha vida quando eu finalmente pegar meu diploma, mas, ao mesmo tempo, não tenho ideia. Tenho meus planos, é claro, mas nenhuma garantia. Na realidade, nunca vamos ter. Eu sei o que quero fazer hoje, amanhã e, até mesmo, daqui um ano exatamente. Se vai dar certo ou se vai realmente ser isso eu já não tenho ideia. É ok não ter ideia, nem tudo na vida é feito de planos resultando em planos. O fato de você não ter certeza do que quer (para o futuro próximo, distante ou, até mesmo, para quando terminar a escola ou faculdade) não te torna uma pessoa errada ou diferente, só te torna mais humano.

Não estou falando para largamos tudo e esperarmos por alguma coisa, muito pelo contrário. Para que algo aconteça lá na frente, nós precisamos fazer algo aqui atrás. O que quero dizer é que é normal querer mais de uma coisa e, no final das contas, não ter certeza de qual quer mais... E é ainda mais normal ter medo de que nada dê certo. Mas quer um spoiler? Para dar certo, basta querer! Siga sempre seu coração e seus sonhos e, de verdade, ligue aquele botão do fo**-se para as outras pessoas. Se alguém acha que seus sonhos são impossíveis, não conte mais seus sonhos para essa pessoa. Apenas realize e, depois, mostre o sonho realizado. Mostre que você consegue e que e feliz assim. Não tente agradar ninguém, apenas você mesmo. Se você é feliz na área de humanas, siga nessa área com um sorriso gigante no rosto. O mesmo serve para as exatas e as biológicas. Só Deus sabe quanta besteira eu ouvi por aí (e ainda escuto besteira até hoje) por ter escolhido Letras. Por ter, simplesmente, escolhido o caminho que me fazia mais feliz. Hey, o futuro é meu e as escolhas também!

Sempre que algum amigo meu vai realizar algum sonho (seja um show, uma viagem ou, até mesmo, uma faculdade) eu gosto de escrever uma carta (ou um email) falando algumas coisinhas. Não vou colocar tudo aqui, é claro, nem tudo faria sentido. Mas se tenho uma coisa que eu posso falar aqui, e que sempre coloco nessas cartas é: Viva sem medo. Não deixe de fazer uma coisa que quer muito por estar com medo de não dar certo ou por medo de passar vergonha. As melhores lembranças surgem exatamente nesse momentos em que estamos tentando. É claro que o futuro pode ser maravilhoso, mas o caminho para chegar lá também pode (e deve). Faça o que te der na telha e se joga. Tente coisas novas quando alguma antiga der errado e em nenhum momento olhe para trás com cara do gatinho do Shrek, só olhe para trás se for para falar: Poxa, ainda bem que fiz isso, afinal, agora estou aqui. Ah, sobre meu futuro (você deve estar se perguntando... ou não), eu tenho meus planos e estou correndo para realizá-los, mas se não der certo tenho uma outra lista infinita de planos prontinhos para serem testados.

Créditos da Foto: Pinterest