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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Na Estante: Wicked


Pensa numa pessoa que quebrou (lindamente) a cara. Eu \o/. Contei para vocês um tempo atrás, aqui no blog, que realizei meu grande sonho de ver o musical Wicked, que está em cartaz em São Paulo. Como sou uma pessoa muito ansiosa (e maníaca, rs) eu acabei conseguindo uma gravação (linda e em HD) de uma apresentação da peça na Broadway e é claro que já vi cinquenta mil vezes, ou seja, eu já decorei, de verdade, o musical. Estava muito ansiosa para ler o livro que deu origem para a história da Bruxa nem tãoassim do Oeste. O problema é que o livro é uma coisa e a peça é outra, tipo assim, os nomes dos personagens são os mesmos e os eventos são relativamente parecidos, mas a peça é leve, divertida e encorajadora, enquanto que o livro tem uma onda mais dark e bem desanimadora, sem esquecer que definitivamente não é para crianças. De forma alguma é um livro ruim, é muito bem escrito e não podemos negar que o autor se superou ao pegar personagens mega conhecidos (principalmente na cultura americana) e criar outra profundidade para eles. De forma geral, o livro ficou com três estrelas. Não é meu estilo de livro, por mais que seja de fantasia. Por outro lado, o musical continua ocupando um grande espaço dentro do meu coração. O foco da história, tanto no livro quanto na peça, é tentar entender de onde vem o mal. Se você não conhece a história do Mágico de Oz pode considerar uma coisa ou outra daqui como spoiler. 

O livro, assim como a peça. conta o antes, o durante e o depois da conhecida história de Dorothy, a menina do Kansas que foi parar em Oz. Temos como foco a história por trás da história da bruxa má. Elfaba (no original, Elphaba) não teve uma infância nada fácil. Além de crescer cercada de problemas familiares e apenas com o carinho de uma babá, ela também tinha nascido com um tom de pele diferente de todos em Oz, ela era verde. Acompanhamos um pouco de sua infância, mas logo vamos para quando ela vai para a faculdade. É aí que conhecemos alguns personagens que marcam a história, como Mandame Morrorosa, Dr. Dillamond, Nessa, Boq, Galinda (que depois viraria Glinda, a bruxa boa) e, claro, o rebelde Fiyero. Aprendemos um pouco mais sobre ela, como sua alergia a água, e percebemos que o que a diferencia mesmo dos outros não é bem a sua cor, mas sim a forma como pensa. Muitas coisas absurdas estavam acontecendo em Oz e ela não podia ficar quieta.

"Eu nunca disse que era mágica." - Página 336

Não podemos negar que toda a história que se passa no livro, principal ou de fundo, é bem ligada a tudo que vivemos em nossa sociedade. Uma grande crítica a tudo, na verdade. Principalmente quando o assunto é política e acredito que esse seja um dos principais motivos de eu não ter me apegado muito ao livro. Não consegui me ligar aos personagens, por exemplo, por mais que G(a)linda tenha uma personalidade mais leve na história, ela não é a maluquinha que eu adoro da peça. O mesmo serve para Elphie (apelido que em português virou Elfinha), ela é minha personagem favorita e no livro não consegui sentir o que senti (e ainda sinto) com a peça. Sei que é muito chato fazer tais comparações, mas elas são inevitáveis.

Claro, existem prós também, afinal, estamos falando de um livro. Os detalhes são bem mais presentes no livro e conseguimos entender um pouco melhor toda a bagunça que rolou em Oz, mas algumas das explicações ainda são melhores no musical (por mais que no livro tenha muito mais detalhes). O que me lembra, o musical é para toda a família, o livro não. Tem cenas de sexo, palavões e por aí vai. Indico para quem gosta de livros de fantasia com um toque de política e, claro, para quem ficou curioso com tudo isso. Ah, e é preciso comentar que a capa é maravilhosa (haha).

Wicked: A História Não Contada das Bruxas de Oz
Autor: Gregory Maguire
Editora: Leya
Páginas: 496
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Desafiando a Gravidade


Quem me acompanha no snapchat (bellslopesbde) e no instagram já viu o que vou contar por aqui, mas o fato é que precisava compartilhar mais essa realização com vocês. Como já disse, algumas muitas vezes, vocês são meus amigos e coisas boas precisam ser compartilhadas, não é mesmo? Sempre sonhei em ver um musical ao vivo, não é segredo que sou mega-ultra-blaster fã desse estilo de filme/peça e a Broadway é um sonho antigo. Ainda não conheci New York, ah, mas está nos planos, rs. Já tinha visto alguns musicais nas minhas idas à Disney e, por mais que sejam nível broadway, eu ainda não tinha visto algo em um teatro mesmo (alok) e eu já tinha até mesmo uma lista de peças que queria muito ver. Bem no topo dessa lista estava Wicked, um musical (baseado em um livro) que conta a história por trás da história (já famosa) do Mágico de OZ. Como a bruxa má virou má? De onde veio a bruxa boa? E o homem de lata? Enfim, eu conhecia a ideia da peça e até mesmo algumas da músicas e é exatamente aí que meu sonho começou e é para isso que estou aqui hoje.

Mais ou menos seis anos atrás, eu vi um episódio de Glee em que alguns personagens cantavam uma música bem difícil, mas ao mesmo tempo muito linda e emocionante. A música em questão era Defying Gravity. É claro que eu fui atrás de tudo sobre a música e logo descobri que ela fazia parte de um musical muito famoso, Wicked. Sério, o musical é uma febre nos EUA e quem não viu, assim como eu na época, sonha em ver. Claro que passei um bom tempo vendo vários vídeos da peça no youtube e assim seguiu pelos seis anos. Eu até mesmo já sabia algumas das músicas (em inglês) de cor. O sonho parecia muito distante e, às vezes, até mesmo impossível, afinal, para poder ver a peça eu teria que parar na Broadway (ou em Londres) e isso só complicava as coisas ainda mais. Mas vocês me conhecem, não é? Continue sonhando, sempre.

No começo do ano as propagandas começaram a pipocar no facebook, a peça estava confirmadíssima aqui no Brasil e teria todo o apoio e aparatos da Broadway. Pensa em uma pessoa pirando. Sério, eu saí marcando Deus e o mundo nos posts sobre isso, afinal, queria todo mundo vendo a notícia e, mais que isso, queria uma companhia para fazer essa loucura (a peça só estaria em cartaz em São Paulo). Sério, eu passei uns dois meses marcando minhas amigas e minha mãe nos posts oficiais da peça, foi muita loucura da minha parte e sou grata por ninguém ter me matado por isso, rs. E aí veio a notícia que me lembrou que sonhos são feitos para virar realidade. Minha mãe (e algumas amigas dela) compraram os ingressos (sem me contar!) e nós iríamos comemorar o aniversário da minha mãe vendo a peça. Foi a surpresa mais linda do planeta. Eu só soube que iríamos depois que tudo estava pronto e meu coração cresceu três vezes de tamanho, era amor demais. Coloquei para contar os dias no meu celular, comecei a acompanhar as atrizes no insta e snap e evitei ao máximo ver os vídeos que já haviam sido divulgados da peça daqui. 

Quando o final de semana da viagem chegou, foi uma verdadeira loucura. Eu tive que viajar muito alok para isso tudo acontecer, mas, bom, é claro que não me arrependo de nada. Tive que ir da minha cidade para a cidade dos meus pais na sexta (porque a passagem de onde eu moro para SP é um roubo e a viagem demora uma vida, valeu bem mais a pena a loucura que fiz). Aí na sexta fomos de van (o grupo todo) da cidade dos meus pais para São Paulo. A viagem em si já foi um grande presente, aproveitei horrores, ri muito e ainda tomei um frappuccino maior que a minha cabeça (minha bebida favorita). E aí teve a peça, é claro. Eu estava ansiosíssima. O palco era gigante e a estrutura me deixou sem palavras. Durantes as três horas de apresentação eu fiquei variando entre estar boquiaberta e estar chorando (ou o conjunto da obra). Era tudo tão magnífico, grande, brilhante e único que eu estava vivendo um sonho, literalmente.

A peça em si ficou com um gostinho brasileiro único, piadas com um timing maravilhoso e coreografias de deixar qualquer um sem fala (imagina uma ex-bailarina!). As músicas. Meu Deus do céu, as músicas. As adaptações ficaram maravilhosas e se encaixaram perfeitamente na peça e em toda a história. Ah, a história. É tipo assim, fora de série. Nunca mais vou ver O Mágico de OZ da mesma forma. Fiquei apaixonada pela história da Elphaba e da G(a)linda. Conhecemos uma Oz completamente nova e com muito sentido, vemos de onde cada personagem veio e como cada coisa aconteceu na história já conhecida. Até mesmo como a Dorothy foi parar lá tem uma explicação. E, é claro, teve Desafiar a Gravidade (Defying Gravity). Era o que eu mais estava esperando e é a música que fecha o primeiro ato. Uma palavra para definir? UAU.

Eu saí da peça flutuando (ainda mais porque ganhei, também de surpresa) a blusa oficial de presente da minha mãe e tive mais alguns ataques. Já saí planejando que precisava ver de novo e, sim, está nos meus planos isso, rs. A loucura seguiu comigo no resto do final de semana, porque no domingo cedo saímos de SP e seguimos para a cidade dos meus pais. Dormi por lá, mas segunda pela manhã (seis da manhã, para ser tristemente exata) já estava no busão voltando para casa. E já cheguei indo trabalhar, rs. Enfim, a história das bruxinhas de OZ me tocou de um jeito maravilhoso e, até mesmo, me fez pensar sobre muitas coisas (ganhei o livro de presente e em breve ele deve aparecer por aqui). Sem esquecer, é claro, que mais uma vez vivi um sonho e, ainda por cima, desafiei a gravidade (haha). Continue sonhando, sempre e sempre.