Não tenho certeza sobre o dia que esse post vai ao ar, mas estou escrevendo no domingo a noite. O que é verdadeiramente estranho uma vez que ontem (sábado, no caso) eu estava escrevendo sobre outro livro. Em resumo, li dois livros em menos de dois dias e meu amor, para isso acontecer só existe uma única opção: os livros precisam ser estúpidamente e ridiculamente bons. Como já comentei várias vezes, leio muito rápido, mas apenas leio rápido e com vontade (a ponto de ler um livro em menos de 24h, nesses dois casos, bem menos) quando ele dá motivos para isso. Mas tenhamos foco, esse post é único e exclusivo do segundo livro da trilogia A Seleção: A Elite. Vocês sabem que eu evito ao máximo postar spoilers, mas se você ainda não leu A Seleção pode acabar considerando spoiler alguns detalhes básicos sobre esse livro. Vou dar meu melhor para não falar demais e acabar soltando spoilers, mas aqui fica o aviso.
Não sei nem por onde começar. Esse livro me fez parecer uma maluca enquanto eu lia, de verdade. Não tenho como contar nos dedos o número de vezes que gritei (em alto e bom som) com alguns personagens, sem esquecer que em determinado momento eu tive que parar a leitura por alguns minutos para não socar um personagem (o que é complicado de se imaginar uma vez que personagens, infelizmente, só existem nos livros e na nossa imaginação). Esse livro não é tão devorável quanto o primeiro, mas é tão bom quanto. A diferença - para mim - é que o primeiro mesmo quando meus olhos estavam ficando embaçados de cansaço eu continuei lendo, já nesse eu coloquei o livro de lado (mesmo triste com isso) e dormi.Ok, acho que isso não torna o livro menos devorável, apenas mostra que eu aprendi que não devo virar uma madrugada lendo que nem uma maníaca (sério, crianças, não façam esse tipo de loucura em casa).
O livro começa exatamente onde o primeiro acaba, o que me lembrou um pouco as fics que já escrevi e li, foi gostoso ter esse retorno tão rápido para onde tínhamos parado com o primeiro livro. A Elite começa com bem menos garotas no palácio, antes Maxon tinha 35 opções, agora ele tem apenas seis (e logo passa para cinco!). Nesse livro vemos um lado muito mais sincero de todos os personagens, principais ou não. America continua sendo a mesma garota determinada, mas agora ela percebe de vez que seu coração não tem mais certeza de suas escolhas. Maxon começa a mostrar que não é tão perfeito como os príncipes que lemos em contos de fadas, ele é humano, até demais. Aspen é o que menos faz burradas no livro, mas isso não ajuda muito o lado dele (Team Maxon ♥).
"Às vezes, acho que Maxon e eu somos a sua Seleção particular." - Aspen (Página 233)
A Elite, que é composta - no caso - pelas selecionadas restantes, começa a passar por vários tipos de provas, em tese essas serviriam para ajudar na escolha do príncipe, mas sabemos que o coração dele já escolheu por mais que seu pai e o país nem sempre concordem com ele. Elas precisam organizar cerimonias sérias (receber uma princesa de outro país, por exemplo), criar projetos filantropicos, sobreviver ao clima tenso que ronda o palácio por conta dos rebeldes e claro, por conta do fato que todas ali sabem que só uma pode "ganhar" no final. Tudo deixa de parecer um conto de fadas, ganhando assim um ar bem mais sério e pesado. Mas ao mesmo tempo continua sendo uma leitura leve.
O amor de America e Maxon começa a passar por provas, até mais difíceis, também. Um não tem certeza de quando pode confiar no outro e isso acontece bem mais de uma vez no livro, mas no fim cada um se sentia um lixo e voltava arrependido de alguma forma, a relação ganha mais forma e força ao mesmo tempo que da uns três passos para trás. Sem esquecer que querendo ou não, em tese, America ainda têm quatro concorrentes de peso. Enfim, esse livro vai bem além dos romances e é aí que lembramos que estamos lendo uma distopia. O país não é perfeito e temos os rebeldes e as castas para lembrar disso. America coloca as mãos em algo poderoso que mostra que tem coisa errada no país desde muito antes do que qualquer um pode sequer imaginar. Fazendo algumas ligações também conseguimos imaginar o que os rebeldes realmente querem do palácio.
Outros personagens que valem a pena são: O pai de America (que consegue ser a melhor pessoa do mundo a ponto de me lembrar dos meus pais), que pessoalmente ou por cartas sempre lembra que o que verdadeiramente importa é a felicidade da filha. As criadas mais fofas da face da terra também são personagens ótimas. O trio aparece muito no livro e pelo que entendi (o livro termina e deixa isso como pista, mas não é spoiler) vai ter uma participação ainda maior no último livro da trilogia. Elas não estão ali só para ajudar America e criar vestidos lindos, elas estão ali para muito mais e é muito na cara como elas e todos os outros que trabalham no castelo têm America como favorita.
"– (...) Maxon é importante para mim e eu vou lutar por ele.
– Isso é tão romântico! – Gritou Mary, (...)" (Página 350)
Preciso comentar que estou em estado de choque, quando terminei o primeiro livro (
A Seleção) eu sabia que o segundo estava na estante me esperando e não levei nem uma hora para começar a leitura. Mas agora estou aqui sem rumo uma vez que o terceiro e último livro só vai sair em maio do ano que vem. Ah, essa vida de leitora não é fácil não, minha gente. Mas é isso, o livro é muito bom e só reforça o fato de que essa trilogia (por mais que ainda esteja incompleta) é uma leitura obrigatória. Aproveitem que o natal está chegando e coloquem em suas listas de presente (geez, o natal realmente está chegando!).
A Elite
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 360