terça-feira, 19 de abril de 2016

Continue Sonhando


Já perdi a conta do número de textos que já fiz aqui pro blog falando sobre sonhos e coisas que nos fazem bem. Já contei como é bom rir da vida, como é bom realizar alguns sonhos (e descobrir alguns novos) e já até contei sobre como é quando tudo dá errado. Sonhar é algo maravilhoso e é exatamente por isso que aparece tanto por aqui. Tudo começou porque um tal de Walt Disney disse uma vez que se podemos sonhar alguma coisa, podemos também realizar.

Coloquei isso na cabeça e, desde então, sigo diariamente esse pensamento. Claro, em alguns dias tudo dá errado e a gente tem (e precisa ter) aquele momento drama queen, mas faz parte da vida, não é mesmo? Um dos meus maiores sonhos sempre foi ser escritora, é fácil ver isso, afinal, está no nome do blog (hehe), e ano passado (em Setembro) eu liberei na amazon o meu primeiro conto. Para quem ainda não conhece, é o A Noite das Garotas. Tudo começou como uma brincadeira. Eu fiquei com saudades das festas do pijama de quando eu era mais nova e, do nada, a história do conto apareceu na minha cabeça. Nunca tinha escrito um conto na vida, mas abri o word e a história da Vi, da Bruna e da Mari saiu sem eu nem precisar pensar muito. Enquanto eu escrevia, recebi o apoio de todos os leitores daqui do blog (vocês ♥), mesmo sem ninguém saber o que exatamente eu estava aprontando. Essa foi a prova maior de que eu precisava dar um jeito de compartilhar a história com vocês e foi por isso que lancei o conto como uma agradecimento. Já tinha escrito muitas fanfics, muitos livros e outras histórias, mas essa seria a primeira vez que o mundo (ui) veria uma história assim original e, bom, sendo vendida de verdade.

Ô, Izabela! Isso é história velha. Troca o disco aí que isso tudo a gente já sabe. Ok. Essa introdução toda foi só para contar que, na verdade, eu nunca tinha me sentido uma escritora de verdade. Mesmo quando lancei o conto (e ele foi direto para os mais vendidos) parecia que ainda estava faltando alguma coisa. Era só besteira da minha cabeça, afinal, eu era sim (e ainda sou) uma escritora. Eu acreditei muito na história das minhas meninas (e ainda acredito) e foi exatamente por isso que coloquei o conto nas promoções (uma no começo do ano, de três dias, e uma nessa última semana, que durou cinco dias) da amazon. Afinal, uma história só fica completa quando é compartilhada. 

Já faz alguns meses que comecei a me sentir uma escritora de verdade, a ponto de, até mesmo, voltar a escrever mais vezes (contei mais num vídeo lá no canal), mas foi essa semana (ontem, para falar a verdade) que eu percebi que tudo tinha valido a pena, ou melhor, que tudo está valendo a pena. Não é nada fácil, nunca é. Sou professora (e trabalho a semana toda e o dia todo, rs), estudante universitária, dona de casa (bizarro falar, mas é mesmo), blogueira e agora ainda escritora (yay!). O tempo é curto, mas quando fazemos o que amamos tudo rende, por mais que continue desgastando muito. O que me fez perceber isso tudo foi que eu parei, pela primeira vez, para pensar em números. O conto, desde que foi lançado, já foi comprado/baixado mais de 650 vezes na amazon. Hey! É isso mesmo que você leu. Estamos falando de mais de seiscentos e cinquenta downloads. Cara. Tipo assim. Nossa. Poxa. Para tudo.

Aquele conto que começou de brincadeira e acabou como um presente já entrou três vezes para os mais vendidos/baixados de todo o site da amazon e, hoje, é a prova de sonhos podem sim virar realidade, basta acreditar e, claro, ir buscar a realização. Eu não tenho nem palavras para agradecer, de coração. Sei que a história não agradou todo mundo, mas, poxa, quem seria eu de pensar que seria o contrário, não é mesmo? Afinal, nunca vamos agradar todo mundo (na vida mesmo, rs), mas o simples fato de alguém no mundo ter ficado feliz com a minha história (a história das minhas meninas) já valeu cada segundo. Sei que a história alegrou o dia de algumas pessoas, fez mais algumas rirem e se identificarem e, até mesmo, fez mais algumas fazerem uma noite como a da história. Isso valeu. Isso sim me tornou escritora de verdade. Acreditem sempre nos sonhos que vocês têm. Ah, e mesmo quando realizarem, continuem sonhando, sempre. ♥

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Na Estante: Tudo e Todas as Coisas


Eu verdadeiramente não tinha ideia do que esperar desse livro. Sempre que posso, faço isso. Ler algo sem esperar nada, sem ler sinopse ou resenhas. Foi maravilhoso isso, afinal, fui descobrindo a história junto com os personagens e vivendo cada momento com eles. O livro é de uma doçura sem tamanho, com um humor leve e delicado e, basicamente, fala sobre o amor em sua forma mais humana. Sem esquecer, é claro, que ele é narrado de uma forma única (além da narração, temos uma mistura de diário, com troca de mensagens e outras coisas do tipo). Eu só consegui largar o livro quando terminei a história, de verdade. Não vou negar, é clichê. Muito clichê, mas é bom isso. Afinal, como disse ali em cima, é uma história leve que acalma e todo o clichê ajuda muito nisso, ainda mais porque é muito bem escrito. Os detalhes, como sempre, vou contando ao longo da resenha, mas vocês podem saber que eu dei cinco lindas estrelas para essa história e que eu indico mil e uma vezes a leitura desse livro.

Madeline sofre, desde pequena, de uma doença muito conhecida, mas também muito rara. Ela é alérgica ao mundo e qualquer coisa, até mesmo o ar que respirarmos, pode ser fatal para ela. Com dezoito anos, tudo que ela conhece é pelo livros, que ela ama de paixão, pelos filmes que vê sempre que pode e, claro, pela internet. Como é a cor do mar, a sensação de pisar na grama depois de uma chuva ou até mesmo um primeiro dia de aula. Tudo, ela só sabe na teoria. Ela vive com sua mãe e passa os dias ao lado de sua melhor amiga, que também é sua enfermeira desde que ela consegue se lembrar, a Carla. E é aí que todas as coisas mudam. Uma família se muda para casa ao lado e, pela janela, Madeline começa a observá-los. 

"No início, não havia nada. E então, de repente, 
havia tudo." - Página 221

Tudo que eles faziam era fora do padrão que ela conhecia e, até mesmo, esperava. Ela fica fascinada com tudo aquilo e as coisas só triplicam de tamanho quando ela vê Olly pela primeira vez. Ele é um dos integrantes da nova família, que aparentava ter a mesma idade que ela, e ele até tenta falar com ela, mas é claro que ela não pode. O que ela não esperava, era que ele teria uma grande ideia. Troca de mensagens, é claro. Ela não precisava sair de casa para conversar com ele, ela só precisava digitar. Pelos olhos de Olly, Maddy (apelido que ele dá para ela), começa a ver que o mundo é realmente muito maior que o quarto branco e esterilizado dela. Ela vê que a a vida é cheia de coisas que vão bem além do que ela pode, inclusive, o amor. De uma hora para outra, as páginas dos livros e as imagens dos filmes não pareciam mais suficientes. Maddy precisava de mais, de muito mais. Ela precisava de tudo e de todas as coisas também. Mesmo que, para isso, ela arriscasse a própria vida.

"Pela primeira vez em muito tempo, desejo mais do 
que aquilo que tenho." - Página 83

A garra de Maddy consegue dar esperanças para qualquer pessoa. Ela é uma personagem muito forte que tinha em mãos todos os motivos do mundo para viver reclamando, mas ela não era assim. Olly é um personagem que, de começo, não temos certeza se vamos ou não gostar, mas não tem como. Ele conquista de uma forma rápida e quando damos conta, já era. Estamos realmente torcendo pelo que parece impossível. A personagem que tive mais dificuldade de lidar foi a mãe de Maddy. Uma médica que só pensava no tratamento da filha e que esquecia, muito rápido, que ela era, em primeiro lugar, humana. Eu entendo o lado dela, não deve ser nada fácil, mas com o decorrer da história (e o final dela) vemos muito mais sobre a mãe e as escolhas dela, o que deixou minha opinião ainda mais forte. Extras de lado, minha personagem favorita é a Carla. É gente como a gente e tudo que eu pensava, ela pensava igual. O modo que ela vê a vida consegue deixar tudo ainda mais leve e sem ela a história não teria a mesma graça.

Como disse lá em cima, é clichê. Eu imaginei um final e, por mais que os meios estivem errados na minha cabeça, o final estava certo. Não é muito complicado de imaginar, mas isso não tira os créditos do livro, nem um pouco. A história é feita para te colocar para cima e para, principalmente, te lembrar de aproveitar tudo que você tem, afinal, o simples fato de respirarmos já é uma benção. O livro é cheio de ilustrações e pensamentos que nos tiram da nossa realidade enquanto lemos, literalmente mágico. A diagramação também está linda e cheia de detalhes (que amo). Indico, como disse, mil vezes.

Tudo e Todas as Coisas
Autora: Nicola Yoon
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

sábado, 9 de abril de 2016

Na Estante: A 5ª Onda


Eu tive muitas chances de ler o livro ano passado, mas coloquei na minha cabeça que não era muito meu estilo e acabei não lendo, mesmo sabendo do filme que sairia esse ano. O que mudou foi que eu vi o filme, logo que ele lançou, e eu tive ataques. Fui com uma tia minha e minha prima e estávamos incontroláveis naquela sala de cinema, rs. Sério, quando saímos da sessão nós só conseguíamos falar sobre o filme. Não tive dúvidas, precisava ler o livro. Eu simplesmente adorei o livro e a forma que a história é narrada. Em alguns momentos as coisas ficavam um pouco confusas e eu só entendia o que estava rolando porque já tinha visto a ordem da história no filme, exatamente por isso, o livro ganhou quatro estrelas. Mas não temos como negar, é uma história muito bem bolada e totalmente devorável. O que me lembra, o filme continua valendo muito a pena, mesmo depois de ter lido o livro (fica a dica!). Para quem gosta de livros de ficção com muitas coisas diferentes e totalmente inesperadas, esse livro é uma ótima pedida. Agora vamos falar sobre ETs, rs.

Cassie estava sozinha, realmente sem ninguém de verdade por perto. Os pais dela já tinham morrido na batalha contra o total desconhecido e seu irmão mais novo, Sammy, tinha sumido junto com alguns outros jovens. Essa era a única missão dela, achar o irmão mais novo, ela não queria salvar o mundo e sabia que isso seria até mesmo loucura, o que ela queria mesmo era estar ao lado do irmão. Ela estava no meio de uma invasão alienígena e pouco se sabia sobre os Outros. O que ela sabia era, eles queriam destruir a humanidade e usam ondas para fazer isso. Ela conta que na primeira onda uma escuridão tomou conta de terra. Na segunda, uma onda de destruição arruinou milhares de cidades por todo o mundo. A terceira chegou para tentar acabar com tudo de uma vez, uma infecção se espalhou como vento. A quarta onda foi drástica, eles resolveram invadir logo o planeta e a quinta onda, bom, ela estava apenas começando.

"Sammy é a razão pela qual não desisti." - Pagina 52

Sem saber como é o inimigo, Cassie, fica totalmente perdida. Ela não sabe se ainda existem humanos andando pela terra e, para piorar, não tem ideia de por onde começar sua procura. É aí que, em uma grande bagunça, ela encontra Evan Walker. Um garoto que também perdeu tudo e que está tentando achar um caminho para sobreviver nessa loucura. Mas será que ela poderia confiar em alguém? Ele é a única chance que ela tem de encontrar o irmão, então, confiar é sua opção mais aceitável. Enquanto isso, Sammy está no meio de um treinamento completamente maluco junto com os outros jovens, incluindo Ben (também conhecido como Zumbi), um antigo colega de escola de Cassie. Em geral, todos só querem uma coisa, sobreviver.

"Você fez uma promessa que sabia 
não poderia cumprir." - Página 208

Eu nunca tinha lido nada sobre alienígenas, então tudo foi uma novidade. Toda essa parte, meio ficção-científica, foi bem legal, afinal, eu realmente não sabia muito bem o que esperar (mesmo tendo visto o filme). O que me deixou um pouco confusa, foi a troca de pontos de vista (estamos falando de quatro povs) na narração e a ordem em que a história é contada, afinal, às vezes eu estava começando a me achar na história e aí ela voltava ou adiantava muita coisa e eu me perdia um pouco. No geral, achei a forma que o livro é escrita bem leve e com um funco de humor bem inteligente. Você consegue rir em vários momentos simplesmente por entender que é uma loucura pensar em coisas relativamente futéis no meio de toda essa história. Evan, ah, Evan. Eu já tinha gostado de você no filme, mas nossa relação se firmou ainda mais depois desse livro, rs.

Gostei muito de ver que todos os personagens humanos são, simplesmente, humanos. Eles não tentam se mostrar forte o tempo todo com aquela ideia de salvar e mudar o mundo. Eles ficam bravos, fazem burradas e, muitas vezes, agem por instinto. Esse é o lado real do livro, mesmo no meio de toda a bagunça da invasão. Sem esquecer que você está no escuro com todos os personagens, você sabe o mesmo que eles e, às vezes, até mesmo menos. Para quem conta de young adults com personagens e histórias bem fortes, esse livro é uma leitura obrigatória.

A 5ª Onda
Autor: Rick Yancey
Editora: Fundamento
Páginas: 368
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

domingo, 3 de abril de 2016

Na Estante: Como Ser Solteira


Eu estava bem animada para ler o livro, afinal, tinha visto o trailer do filme (que foi inspirado nele) e fiquei muito curiosa. Não vou negar, estava esperando um pouco mais, o trailer é tão animado e para cima que esperava, de verdade, o mesmo do livro. O problema é que, em muitos momentos, achei a história bem parada e até mesmo boba (sem esquecer que não gostei de como o Brasil é tratado, mas vou contar isso melhor). Estamos falando de um chicklit cheio de clichês que normalmente adoramos e que podemos nos identificar em muitos momentos. Ok, sou relativamente bem mais nova que as personagens, mas quando o assunto é ser solteira eu entendo de muita coisa (haha). O livro ganhou quatro estrelas e é claro que, como sempre, vou explicar nos detalhes para vocês tudo que achei. De forma geral, é uma mistura de Sex in the City com Comer, Rezar, Amar. Isso! Realmente, consegui definir bem o livro nessa mistura, rs.

Julie nunca tinha parado para realmente pensar o que era ser solteira até que Georgia, uma de suas melhores amigas, se divorciou e pediu emergência para uma noitada de solteiras. É aí que Julie convida suas outras amigas, que estão no mesmo barco, para dar uma animada na noite e, também, para tentar colocar a mais nova solteira do pedaço para cima. Entre uma amiga depressiva, outra que resolveu que pegaria todos os homens da cidade e uma que nao tinha nem ideia do motivo de estar ali, Julie percebe que o mundo das solteiras é muito mais complexo do que parece e que cada uma tem uma experiência diferente e, até mesmo, algo para ensinar. É aí que ela tem a ideia que poderia mudar não só a vida dela, mas a de muita gente.

"Como ser Solteira? (...) É deprimente. 
Ninguém quer ser solteira." - Página 48

Ela escreveria um livro sobre como é ser solteira em cada um dos cantos do mundo. Afinal, se com cada uma já é diferente, imagina quando estamos falando até mesmo de cidades e países diferentes. Ela deixa tudo para trás e começa uma viagem que mudaria, radicalmente, tudo que ela pensava sobre a vida, não apenas o que ela pensava sobre a solteirice. Enquanto o livro mostra o que Julie faz ao redor do mundo, também mostra como algumas de suas amigas estão se virando na América e é assim que vamos vendo toda a bagunça que elas fazem ao mesmo tempo. Ser solteira é bem fácil, fazer isso com maestria já é outra história.

"E aí... Deu certo? Você é feliz?" - Página 362

O livro é divido em regras de solteirice e não por capítulos, achei isso bem divertido e bem bolado, afinal, é como se realmente estivéssemos ali para pegar as dicas que Julie tem para oferecer de suas descobertas. O que me incomodou muito no livro foi a visão estereotipada que ele traz de tudo. Desde como solteiras devem ou não se comportar até mesmo o fato (tolo) de que no Brasil é como se tudo fosse sobre corpos perfeitos e muito sexo. Sem esquecer, é claro, de vários outros países que são retratados de forma bem estereotipada e até mesmo boba. A autoras realmente arrasou ao escrever amigas passando pelos dramas da vida, mas errou feio em tentar criar algo sobre como ser solteira que, na verdade, só mostra como que você, na verdade, precisa é de alguém para ser feliz de verdade (e não é bem pro aí, não é mesmo?).

Para quem gosta de chicklits e séries como Sex in the City (inclusive, a autora do livro foi uma das roteiristas da série!!) esse livro é uma leitura obrigatória, mas não vá esperando algo que vai realmente mudar sua vida ou, até mesmo, melhorar sua vida de solteira. O livro rende sim algumas risadas e até mesmo coloca uma coisa ou outra na sua vida, mas não vai muito mais longe que isso, infelizmente. Agora fiquei ainda mais curiosa para ver o filme, afinal, mesmo com alguns problemas livro me animou muito para a versão de tela grande. Sem esquecer que tem atrizes bem legais na adaptação.

Como Ser Solteira
Autora: Liz Tuccillo
Editora; Record
Páginas: 434
Skoob do Livro.
Meu Skoob.

terça-feira, 29 de março de 2016

Na Estante: Nunca Jamais #1


Eu não sei nem o que dizer, sério. A situação está tão séria que minha vontade é de simplesmente sair gritando por aí. Ai. Meus. Deus. Do. Céu. O que é esse livro? Não é segredo aqui no blog que sou fã de carteirinha da Colleen e de tudo que ela escreve, mas nessa parceria, com a autora Tarryn Fisher, ela se superou num nível que não sei nem explicar. O livro é um suspense (romance misterioso) cheio de surpresas e muitas coisas sem explicações lógicas. E não, nãos estamos falando de pontas soltas ou exemplos negativos, estamos falando de uma loucura que te prende na história de um jeito inexplicável e mágico. Não é à toa que o livro ganhou cinco estrelas e um coração de favorito. Afinal, eu só consegui parar de ler quando cheguei ao final (e foi aí que meu coração teve um pequeno ataque, porque esse é só o primeiro livro da trilogia e é claro que nada se resolve aqui e deixa aquele clima de quero mais, muito mais). Se você gosta dos livros da Colleen ou, simplesmente, gosta de livros muito bons que te prendem, esse é para você. Calma, muita calma, prometo que vou explicar tudo para vocês, sem spoilers (afinal, não tenho as respostas ainda, rs) é claro.

Charlie não tinha ideia de como tinha parado em sua aula pela manhã. Ela sabia que estava em sua escola, ou melhor, sabia que aquilo era uma escola, mas não sabia muito bem de tinha vindo ou onde deveria estar. Para piorar, não sabia o que era a sua vida e muito menos seu nome, pelo menos até a chamarem e ela deduzir que deveria atender por aquele nome. Toda a sua vida, seus dezessete anos, tinham sumido de sua memória e ela não tinha a menor noção do que estava acontecendo. Até que ela encontrou Silas, que pelo que seus supostos amigos contaram, era seu namorado. Ele parecia estar tão perdido quanto ela e é no meio de uma conversa em particular que ela descobre que ele está passando exatamente o mesmo que ela. Silas também não sabe como foi parar naquela escola e muito menos quem ele é. 

"Pode ser que não signifique nada. 
Ou pode ser ser que signifique tudo." - Página 37

Tudo indicava que eles se conheciam por uma vida inteira, mas naquela manhã eram completos estranhos, um para o outro e para eles mesmos. A vida de todo mundo estava seguindo normal e os dois não conseguiam achar uma explicação lógica para o que estava acontecendo, afinal, ninguém perde totalmente a memória mas continua lembrando senhas, endereços e, até mesmo, que o Kanye West se casou com uma Kardashian. A cada descoberta sobre o passado os dois ficam sem entender o porquê de estarem juntos, para inicio de conversa, mas isso não os impede de tentar entender toda essa maluquice. Aos poucos algumas pistas vão aparecendo, mas é preciso bem mais que isso para poder ajudá-los.

"O que significa Nunca Jamais?" - Página 80

Manow. Cara, tipo assim, meu Deus. Isso define muito bem o livro. Toda essa loucura é ridiculamente bem escrita e você se sente lá com os personagens, na verdade, muitas vezes você sente exatamente o que o personagem está sentido (coisa que só tinha acontecido comigo em The Sea of Tranquility). É uma loucura tão grande, um livro ser narrado por dois personagens que esqueceram por completo quem são, que poderia dar muito errado em um livro, mas deu muito certo. Qualquer deslize poderia deixar a história sem sentido e chata para o leitor, mas as autoras fizeram tudo isso com maestria e criaram uma história que te prende do início ao fim e, com falei antes, com aquele gostinho de quero muito mais.

Os personagens, mesmo sem suas memórias, são profundos e cheios de segredos e descobertas. Aos poucos vamos nos apegando à eles e é magico como conseguimos identificar suas loucuras em meio a todo esse caos que eles estão vivendo. Eu adorei o jeito leve de Silas e super entendi todo o drama de Charlie. O fato é: Esse livro é único e eu preciso, para ontem, da continuação (ou melhor, das continuações) dele. É um livro para quem gosta de suspenses bem escritos, tão simples. Indico mil vezes. Ah, vale comentar que acabei com meus post-its azuis, sério.

Nunca Jamais #1
Autoras: Colleen Hoover e Tarryn Fisher
Editora: Galera
Páginas: 190
Skoob do Livro.
Meu Skoob.